Vinagre na faxina: o que é verdade e o que é ‘recomendação estúpida’, segundo cientistas

Fonte: BBC NEWS Brasil | Seção: Notícias | Imagem: Reprodução Internet | Data: 29/04/2025 Alguns meses atrás, no meu novo apartamento em Berlim, na Alemanha, meu vaso sanitário e eu entramos em guerra. Por mais que eu esfregasse, não havia produto de limpeza que conseguisse eliminar aquela camada de calcário acumulada dentro dele. Frustrada depois de tantas tentativas, recorri ao Google até encontrar uma página que recomendava o uso de vinagre – que, por sinal, o morador anterior havia deixado no apartamento em grande quantidade. Coloquei no vaso duas colheres de sopa cheias de Essigessenz (basicamente, vinagre concentrado) e mantive em repouso por meia hora. Esfreguei em seguida e a sujeira saiu instantaneamente. Daquele dia em diante, passei a usar vinagre entusiasticamente para livrar meu mundo do calcário. Percebi até que ele é mais eficiente que o meu spray de limpeza habitual da cozinha para deixar minha pia brilhando. Faço o mesmo na torneira, que deixo embrulhada em papel-toalha embebido em vinagre, no lugar do meu spray de limpeza habitual. E, em vez de comprar pastilhas especiais para retirar a camada de calcário da minha chaleira de vidro, simplesmente despejo duas colheres de sopa de vinagre concentrado e coloco no fogo até ferver. Um agradável som escaldante acompanha os estalos dos resíduos no seu interior. Fiquei imaginando se o vinagre teria outras vantagens. Será que ele também mata as bactérias e outros germes? E, o mais importante, um produto tão simples e natural como este seria melhor para o meio ambiente e para minha saúde do que os produtos de limpeza comuns? A internet está repleta de influenciadores especializados em sustentabilidade e blogs de limpeza sustentável que anunciam o vinagre como “pau para toda obra” – uma alternativa “verde” aos produtos de limpeza “tóxicos”. As promessas parecem fazer sentido. Afinal, o vinagre é simplesmente álcool fermentado, usado há muito tempo para conservar alimentos, temperar saladas e na limpeza doméstica. Mas eu queria as evidências. Para isso, entrevistei três especialistas. E aprendi que algumas das orientações são corretas, mas os benefícios do vinagre dependem muito da forma de uso e do tipo de sujeira que você quer eliminar. O engenheiro químico Eric Beckman é professor emérito da Universidade de Pittsburgh, na Pensilvânia (Estados Unidos). Ele me tranquiliza, informando que o melhor emprego do ácido acético (o principal componente do vinagre) na limpeza é exatamente aquele para o qual venho usando: como desincrustante. O professor explica que o calcário – da mesma forma que a corrosão – consiste de certos íons que se dissolvem mais facilmente em líquidos ácidos, como vinagre. Beckman usa o vinagre para retirar calcário de espelhos. Já o microbiologista Dirk Bockmühl, da Universidade de Ciências Aplicadas Rhine-Waal, na Alemanha, prefere usar suco de limão, que contém ácido cítrico. Ele defende que o limão é mais eficiente e seu aroma é melhor. Mas o vinagre não funciona bem para tudo. Beckman afirma que o sabão funciona melhor para remover o óleo dos pratos e o bicarbonato de sódio é eficaz para limpar os óleos processados que aderem às superfícies durante a preparação dos alimentos. Mas Beckman demonstra irritação quando o assunto é uma solução popular que mistura vinagre e bicarbonato de sódio. A mistura é quimicamente inútil, segundo ele, pois o ácido do vinagre e a base do bicarbonato, na verdade, cancelam um ao outro. “Uso os dois produtos, mas não juntos”, explica Beckman. “Juntos, eles não resultam em nada.” Embora o vinagre seja frequentemente indicado como poderoso antimicrobiano, a realidade não é tão clara assim, segundo Bockmühl. Em um estudo de 2020, ele e seus colegas testaram o vinagre contra uma série de bactérias, vírus e fungos causadores de doenças. Muitas recomendações na internet sugerem a adição de uma pequena quantidade de vinagre a um balde de água para limpeza. Mas Bockmühl descobriu que seus efeitos antimicrobianos só começam na concentração de 5% de ácido acético – a mesma do vinagre puro. Sua eficácia total só é atingida em concentrações destiladas de 10%, que receberam a adição de uma pequena quantidade de ácido cítrico pelos pesquisadores. Nestas condições, o produto eliminou cinco bactérias comuns (incluindo Escherichia coli e Staphylococcus aureus, além de um fungo, uma levedura e uma linhagem enfraquecida do vírus Vaccinia. Outros estudos também demonstraram que concentrações similares são eficazes contra o Sars-CoV-2, o vírus causador da covid-19. Mas mesmo estas concentrações não funcionaram contra a bactéria MRSA, uma linhagem especialmente persistente de Staphylococcus aureus, que resiste a certos antibióticos. Inúmeras outras bactérias ainda não foram testadas – e muitas delas se multiplicam em ácidos, segundo Beckman, incluindo as responsáveis pela fermentação de álcool para transformá-lo em vinagre. “Elas dizem ‘oba, vinagre!’”, destaca ele. Existem também fungos resistentes ao ácido acético e Bockmühl suspeita que também haja vírus resistentes ao vinagre, como os norovírus. Beckman afirma que o sabão é mais eficiente contra as bactérias e os desinfetantes padrão funcionam melhor contra vírus e fungos. E produtos agressivos, como a água sanitária, certamente matam de tudo, segundo ele, mas podem ser inseguros, se empregados de forma incorreta. Bockmühl destaca que, mesmo para os germes resistentes ao vinagre, é necessário aplicar concentração relativamente alta do produto. A concentração será insuficiente “se você simplesmente acrescentar uma colher de chá de vinagre à sua solução de limpeza”, explica ele. Mas, quanto mais alta for a dose de ácido acético, mais irritação ele pode causar à pele, segundo o microbiólogo. E a substância é prejudicial em contato com os olhos. As superfícies também podem ser danificadas. O vinagre corrói a pedra natural e metais como cobre, bronze e latão, segundo o livro The Science of Cleaning (“A ciência da limpeza”, em tradução livre), do químico italiano Dario Bressanini. Nas máquinas de lavar louças ou roupas, o vinagre pode danificar as borrachas usadas na vedação dos aparelhos. E também pode avariar cafeteiras e retirar o revestimento e o reboco dos ladrilhos, escreve Bressanini. Mas Bockmühl assegura que o vinagre pode ser usado em vidro e superfícies cerâmicas, como a do meu vaso sanitário, além de pias de aço inoxidável. Para ele, o problema de usar produtos de limpeza domésticos é que eles não vêm com instruções ou recomendações de segurança. “Eles podem ser seguros

Relações amorosas ajudam a proteger o cérebro e a saúde mental

Fonte: CNN Brasil | Seção: Notícias | Imagem: Reprodução Internet | Data: 12/06/2025 Estudos já demonstraram que o vínculo amoroso protege contra depressão e ansiedade, além de oferecer proteção cognitiva Os benefícios das relações amorosas vão muito além do romantismo e das emoções associadas ao amor e à paixão. Estudos recentes já mostraram que o vínculo amoroso é importante para a saúde mental, emocional e, até mesmo, cognitiva, ajudando a proteger o cérebro. “Vínculos amorosos saudáveis oferecem segurança, conforto e acolhimento emocional. Quando a relação ocorre dessa forma, contribui para reduzir o impacto do estresse no corpo e auxilia na regulação emocional”, afirma a psicóloga clínica Larissa Fonseca à CNN. Uma pesquisa publicada em 2024 pela American Psychological Association mostrou que pessoas em relacionamentos amorosos saudáveis têm 50% menos probabilidade de desenvolver problemas de saúde mental, como depressão e ansiedade, em comparação com aqueles que enfrentam relações conflituosas ou vivem em isolamento emocional. O trabalho também mostrou que essas pessoas relatam níveis mais altos de satisfação com a vida, maior resiliência diante de situações adversas e menor incidência de distúrbios do sono. “Os vínculos amorosos estimulam a liberação de hormônios ligados ao bem-estar, como a serotonina e a ocitocina”, explica Ana Carolina Gomes, neurologista do Centro Especializado em Neurologia do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, à CNN. A ocitocina, conhecida como “hormônio do amor” é liberada durante momentos de conexão emocional e proximidade física, de acordo com a especialista. É o caso de abraços, beijos e conversas íntimas, por exemplo. “Ela ajuda a reduzir o cortisol, hormônio do estresse, promovendo uma sensação de segurança e relaxamento”, afirma. á a serotonina, relacionada ao bom humor, é estimulada por interações positivas, melhorando a resiliência emocional e protegendo contra sintomas de ansiedade e depressão. “Esses hormônios criam um ciclo de reforço positivo: quanto mais saudável o relacionamento, mais esses hormônios são liberados, favorecendo a saúde mental e o equilíbrio emocional”, explica Gomes. “Além disso, sentir-se amado e valorizado ativa circuitos cerebrais associados à recompensa e ao prazer, contribuindo para uma sensação de bem-estar geral.” A psicóloga Fonseca concorda: “O efeito sentido no corpo é uma resposta segura diante dos desafios da vida”, afirma. Ela acrescenta, ainda, os benefícios da redução do estresse oferecidos pelo amor. “O estresse elevado e crônico pode desencadear os transtornos ansiosos e depressivos pelos pensamentos, emoções e comportamentos inadequados quando em situações percebidas como problemas.” Amor romântico pode estimular memória e aprendizado Outro estudo publicado em 2024 e conduzido por pesquisadores da Aalto University, na Finlândia, mostrou que o “amor romântico” ativa áreas específicas do cérebro associadas à recompensa, empatia e regulação emocional, como os gânglios da base e o córtex pré-frontal. Essa ativação está diretamente ligada à sensação de segurança emocional, fortalecimento das funções cognitivas e estímulo à memória e ao aprendizado. “Os gânglios da base fazem parte do sistema de recompensa, liberando dopamina, que é um ‘hormônio do prazer’. Isso nos dá aquela sensação de felicidade e motivação quando pensamos na pessoa que amamos. Já o córtex pré-frontal ajuda a tomar decisões, planejar e regular as emoções, permitindo que o amor seja mais do que apenas uma paixão impulsiva”, explica Gomes. Os impactos positivos de uma relação saudável, porém, podem ir além e ser sentidos em outras áreas do corpo. É o caso da redução da pressão arterial e a proteção do coração. “Isso acontece porque relacionamentos saudáveis ajudam a manter nosso corpo em um estado de equilíbrio, chamado homeostase, essencial para o bom funcionamento de todos os sistemas do organismo. Ou seja, quando estamos em uma relação saudável, não é apenas o coração que se beneficia emocionalmente. O corpo inteiro sente os efeitos positivos dessa conexão”, esclarece.

Humanos são naturalmente monogâmicos? E faz mesmo sentido ter um parceiro só?

Fonte: BBC News Brasil | Seção: Notícias | Imagem: Reprodução Internet | Data: 14/06/2025 Em um mundo em que os aplicativos de namoro oferecem infinitas opções e os rótulos de relacionamento continuam a evoluir, a questão de se os seres humanos são naturalmente monogâmicos parece mais relevante do que nunca. Alina, uma romena que mora em Londres, se perguntou a mesma coisa depois de explorar o poliamor — a prática de ter vários relacionamentos íntimos com o conhecimento e consentimento pleno de todas as partes envolvidas. “Recentemente, conheci alguém que é poli, e sempre foi”, ela explica. “Eu só queria saber: por que aderimos à monogamia como sociedade?” Uma maneira de entender nossa trajetória evolutiva é estudar nossos parentes primatas mais próximos e suas estratégias reprodutivas. No entanto, esta não é uma estratégia reprodutiva eficaz, explica Opie, pois leva a altas taxas de infanticídio. “O infanticídio é um aspecto bastante terrível da vida dos gorilas”, diz ele. “É quando um gorila macho mata gorilas bebês com os quais não tem parentesco, para que a mãe deles se torne fértil mais rápido, e ele possa acasalar com ela. Provavelmente não é uma estratégia evolutiva que gostaríamos de imitar.” Mas entre outros primatas mais próximos dos seres humanos — como chimpanzés e bonobos —, as fêmeas desenvolveram uma tática evolutiva diferente. As fêmeas acasalam com vários machos, confundindo a paternidade e reduzindo a chance da sua prole se machucar. Os seres humanos provavelmente começaram com um sistema semelhante: grupos de acasalamento com vários machos e várias fêmeas. Porém, há cerca de dois milhões de anos, as coisas mudaram. “A razão para isso foi a mudança climática”, diz Opie. “Na África subsaariana, onde nossos ancestrais viveram, houve uma seca e grandes áreas se tornaram savanas. Os primeiros humanos precisavam estar em grandes grupos para se protegerem de um grande número de predadores. Os cérebros ficaram maiores para lidar com esses grupos grandes e complexos e, portanto, o período de lactação teve que se estender.” Mas com muitos machos em grupos grandes, ficou mais difícil confundir a paternidade. “Além disso, as fêmeas precisavam da ajuda de um destes machos para criar a prole. Então, eles mudaram para a monogamia.” A monogamia é a melhor estratégia? De acordo com Opie, esta mudança foi necessária não porque a monogamia era “melhor”, mas porque era a única opção viável. A criação de bebês humanos com cérebros grandes e desenvolvimento lento exigia um enorme investimento dos pais, mais do que uma mãe poderia fazer sozinha. Mas, embora as pesquisas sugiram que os primeiros seres humanos evoluíram para serem monogâmicos, as pessoas que optam pela monogamia muitas vezes têm dificuldade em permanecer fiéis a um único parceiro. “Há espécies que permanecem com um único parceiro durante toda a vida, e não traem, mas são bastante raras”, observa Opie. “Nossos parentes mais próximos que são monogâmicos são os gibões. Mas os gibões são separados de outros pares e, provavelmente, é mais fácil para o macho e a fêmea policiar quem está entrando em seu pequeno pedaço da floresta tropical e quem não está.” “Mas quando você está em um grande grupo de vários machos e várias fêmeas, como é o caso dos seres humanos, é muito mais difícil policiar isso, para ver se seu parceiro está traindo ou não.” A monogamia, sob este ponto de vista, é menos um padrão natural e mais uma estratégia de sobrevivência — uma estratégia que veio com falhas embutidas. A química do vínculo Então, o que acontece em nossos cérebros quando nos apaixonamos ou lutamos para permanecer fiéis? Sarah Blumenthal, estudante de doutorado em neurociência da Universidade Emory, nos EUA, estuda o arganaz-das-pradarias — pequenas criaturas peludas conhecidas por formar vínculos de casal de longo prazo, semelhantes aos seres humanos. Diferentemente de seus primos roedores não monogâmicos, o arganaz-das-pradarias possui altos níveis de receptores de oxitocina nos centros de recompensa do cérebro. A oxitocina — muitas vezes chamada de “hormônio do amor” — é um neuroquímico liberado no cérebro durante o toque físico e os momentos de vínculo. “Se, experimentalmente, bagunçarmos a sinalização da oxitocina no arganaz-das-pradarias, eles não são capazes de formar vínculos fortes, e passam menos tempo com seus parceiros”, diz Blumenthal. Os seres humanos têm sistemas de oxitocina semelhantes, o que sugere que nossos cérebros foram desenvolvidos para vivenciar os vínculos como gratificantes. Mas outra substância química — a dopamina — pode explicar as mudanças em nosso desejo de novidade versus compromisso. Durante os estágios iniciais do vínculo, a dopamina inunda o cérebro, estimulando a atração e a abertura. Depois que o vínculo é estabelecido, os padrões de dopamina mudam. Mulheres com vários maridos Apesar do argumento evolutivo a favor da monogamia, as culturas humanas sempre apresentaram uma grande variedade de arranjos de relacionamento. A antropóloga Katie Starkweather, da Universidade de Illinois Chicago, nos EUA, documentou mais de 50 casos de poliandria — quando uma mulher tem vários maridos — ao redor do mundo, desde o Nepal e o Tibete, na Ásia, até partes da África e das Américas. Embora a poliandria seja estatisticamente mais rara do que a poliginia (um homem com várias esposas), Starkweather adverte que ela não deve ser vista como implausível. “As mulheres podem se beneficiar economicamente de ter vários parceiros. Se o seu marido principal morresse ou precisasse se ausentar por longos períodos de tempo — como acontecia em alguns grupos nativos da América do Norte —, era realmente necessário ter um plano B”, diz ela. Em alguns casos, os arranjos não monogâmicos também proporcionavam vantagens genéticas. “Em ambientes em que as pessoas adoecem muito e morrem de doenças, você pode se sair muito bem se tiver vários filhos com uma composição genética ligeiramente diferente”, explica Starkweather. “Eles podem se adequar um pouco melhor ao ambiente atual.” Mas a não monogamia tem seus desafios. Manter vários relacionamentos exige tempo, energia emocional e negociação. “É extremamente difícil manter vários cônjuges, seja você homem ou mulher. Do ponto de vista econômico, é difícil, do ponto de vista emocional, é difícil. Acho que esse é o principal motivo pelo qual a monogamia ainda é a forma mais comum de casamento em

8 frutas raras que você só pode provar na Amazônia

Fonte: BBC News Brasil | Seção: Notícias | Imagem: Reprodução Internet | Data: 03/06/2025 A Amazônia não é apenas o maior e mais biodiverso ecossistema do mundo — é também um dos mais saborosos. Entre as milhares de espécies nativas, cerca de 220 árvores são conhecidas por produzir frutos comestíveis, muitos que nunca saíram da floresta. Alguns são delicados demais para exportação, enquanto outros são pouco conhecidos fora das comunidades que os cultivam há gerações. Mas, ao longo do Rio Amazonas e de seus afluentes — desde as florestas das terras altas do Peru até as planícies alagáveis do norte do Brasil — viajantes podem encontrar bancas de mercados e balcões de café repletos de sucos que capturam o sabor da floresta. São frutas que dificilmente você consegue encontrar engarrafadas ou em pó, geralmente usadas para fazer sucos — poucas horas depois de serem colhidas —, que são servidos gelados no calor tropical. Aqui estão oito frutas que valem a pena ser descobertas, seja pelos sabores intensos, pelo significado cultural ou pela experiência de provar algo novo. 1. Buriti Nas encostas orientais dos Andes, onde os rios despencam em dramáticas cachoeiras rumo à Bacia Amazônica, os viajantes encontrarão o buriti — conhecido no Peru como aguaje —, fruto do buritizeiro, lá conhecido como palmeira moriche. Ele também pode ser encontrado na Amazônia brasileira e no Cerrado. Na pequena cidade peruana de Tingo Maria, as prateleiras dos mercados ficam cheias do fruto de aparência semelhante a um tatu. Os moradores locais deixam o buriti de molho na água por um ou dois dias, antes de tirar a casca marrom que revela uma polpa alaranjada. A polpa é então molhada, amassada e transformada em “aguajina”, uma bebida famosa no Peru. Alguns moradores dizem que o fruto contém compostos semelhantes ao estrogênio, e que os homens devem consumir com cuidado, sem exagero, embora haja pouca evidência científica sobre isso. “A aguajina é muito útil — para os ossos, para a pele, para o rosto — especialmente para as mulheres”, diz Gianina Pujay, que vende o suco no mercado de frutas de Tingo Maria. 2. Cubiu Na mesma região, o cubiu — conhecido como cocona no Peru —, uma fruta tropical parente do tomate, dá origem a um suco ácido que lembra uma mistura de abacaxi com mamão, com uma textura espessa e quase oleosa. “Muitas frutas amazônicas são consumidas em forma de suco porque a polpa é ácida, fibrosa ou difícil de comer crua, como é o caso do cubiu”, explica Miluska Carrasco, pesquisadora e nutricionista no Instituto de Pesquisa Nutricional do Peru. “É também uma forma prática de usá-la rapidamente antes de estragar.” 3. Camu-camu Descendo pelas encostas dos Andes até a Bacia Amazônica, os rios se acalmam e se transformam em verdadeiras vias de atividade comercial. Às margens do Rio Ucayali está Pucallpa, uma cidade portuária fluvial que marca o ponto mais distante que o sistema rodoviário do Peru alcança no coração da Amazônia. Lá, onde balsas com contêineres, barcos de passageiros e canoas movimentam mercadorias por toda a floresta, o suco de camu-camu é uma bebida indispensável, que qualquer um deveria provar. O camu-camu, um fruto pequeno, ácido e parecido com uma ameixa, tem gosto de morango azedo com uma pitada de pêssego, e é o preferido dos vendedores de suco no local. “Tem mais vitamina C do que as laranjas”, diz Carrasco, “e também outro compostos bioativos”. Enquanto uma laranja fornece cerca de 6mg de vitamina C por 100g, o camu-camu contém mais de 2.000 mg na mesma quantidade de polpa. A safra do camu-camu é curta, geralmente entre janeiro e março, então não deixe de aproveitar esse suco quando tiver oportunidade. Os moradores também comem a fruta com sal — é só lembrar de cuspir as sementes. 4. Tucumã No coração do estado mais extenso do Brasil, o Amazonas, a cerca de 1.100 quilômetros leste de Pucallpa em linha reta (e pelo menos uma semana ou mais de viagem de barco), as palmeiras de tucumã produzem um fruto alaranjado que só está em época entre fevereiro e agosto. Durante esse período, o tucumã é consumido no café da manhã com farinha de mandioca e é um ingrediente essencial do x-caboquinho, um sanduíche típico do estado, que combina fatias da fruta com queijo coalho e pedaços de banana frita. Para transformar o tucumã — conhecido pela sua polpa fibrosa — em suco, os vendedores o descascam, batem no liquidificador e depois coam para reduzir as lascas da fruta a uma polpa. Em seguida, o líquido é filtrado. De acordo com Francisco Falcão, um agricultor da comunidade de Bom Jesus, na Floresta Nacional de Tefé, “as pessoas dizem que o tucumã é bom para comer e faz bem para a vista e para a pele”. De fato, a fruta é rica tanto em manganês quanto em cálcio. Enquanto um kiwi, que tem uma quantidade relativamente alta de cálcio, contém cerca de 30 mg de cálcio por 100 g, o tucumã pode conter cerca de quatro vezes mais. 5. Pupunha Também na região de Tefé, “há uma palmeira da qual as pessoas comem a fruta”, conta Falcão. “A pupunha é uma planta que a gente começa a colher em dezembro e termina em fevereiro.” Nas partes da Amazônia em que as pessoas falam espanhol, essa fruta oleosa da palmeira é conhecida como pejibaye ou pijuayo, e é uma fonte de gorduras naturais, além de vitamina B1 e vitamina E. A pupunha cresce em cachos de frutos alaranjados ou avermelhados, com formato que lembra pequenas bolotas. Ela não pode ser consumida crua, mas, uma vez que é cozida, torna-se um lanche consistente, parecido com uma batata-doce. A fruta também pode ser transformada em um suco cremoso e alaranjado, quando completamente processada. No Peru, comunidades da floresta fermentam a polpa para preparar uma bebida alcoólica chamada de chica ou masato, especialmente durante o período de colheita. 6. Cupuaçu Em Manaus, capital do Amazonas, a refrigeração permite que os moradores e visitantes aproveitem as frutas de várias formas. A casca espessa do cupuaçu guarda uma coleção de sementes envolvidas por uma polpa branca, que pode ser transformada

O lugar onde as bactérias se escondem na sua geladeira

Fonte: Correio Braziliense | Seção: Notícias | Imagem: Reprodução Internet | Data: 17/05/2025 Não abrir a porta da geladeira com tanta frequência e não deixá-la completamente cheia de alimentos são algumas das dicas compartilhadas por cientistas. Dizem que a cozinha é o coração de uma casa, afinal, é onde as famílias se reúnem e as refeições são preparadas. Mas qual é o ponto de partida de tudo isso? A geladeira. É nela que armazenamos, de forma segura, grande parte dos alimentos. E, à medida que a tecnologia avança, as geladeiras ficam mais inteligentes, sugerindo receitas e até mostrando notícias. Contudo, de todas as características desse eletrodoméstico, uma continua sendo a mais importante: a temperatura. Usamos a geladeira para manter os alimentos frescos, mas se a temperatura não estiver adequada, o efeito pode ser o oposto do esperado: a criação de um ambiente perfeito para a proliferação de bactérias. Ao analisarmos milhares de casas, descobrimos que a temperatura média das geladeiras é de 5,3°C, um pouco acima da faixa recomendada, de 0 a 5 °C. Mais preocupante ainda é a frequência com que a temperatura das geladeiras muda. Muitos refrigeradores passam mais da metade do tempo acima do limite de temperatura considerado seguro. Alguns chegam a 15°C, o que, em algumas partes do Reino Unido, equivale a um dia quente de verão. Nessas condições, as bactérias se multiplicam com facilidade, o que aumenta o risco de deterioração dos alimentos e, pior, de contaminações que podem causar doenças. Mas onde está o problema? Parte do problema está no fato de muitas geladeiras não terem algum tipo de dispositivo para medir e controlar a temperatura interna de forma precisa e acessível. A maioria de nós nem sabe, por exemplo, o que significam os números do aparelho giratório que fica dentro do eletrodoméstico. Além disso, cada vez que abrimos a porta da geladeira, entra ar quente. E quanto mais tempo a porta permanece aberta — especialmente quando demoramos a escolher o que vamos pegar — mais a temperatura interna se aproxima da temperatura ambiente, criando condições propícias para a proliferação de bactérias. Controle de bactérias Algumas dicas simples para manter os alimentos frescos e seguros por mais tempo: Vale lembrar que a temperatura também varia dentro da geladeira. O ponto mais frio fica na parte de trás, enquanto o mais quente fica na porta. Por isso, o ideal é guardar produtos como leite e carne na parte de trás. Já a porta é o local perfeito para guardar produtos menos perecíveis como manteiga e refrigerantes. mbora muitas geladeiras modernas venham com sensores integrados, no geral, eles só medem a temperatura em um ponto específico. Além disso, em 68% das casas, a temperatura nunca é ajustada. Um conselho prático é colocar termômetros em diferentes partes da geladeira. Se algum superar os 5°C, é porque está na hora de ajustar a temperatura. Mas não se esqueça: os indicadores integrados no interior da geladeira nem sempre refletem a temperatura real de todo o interior. Além disso, evite encher a geladeira. Mantenha o refrigerador cheio em 75% da sua capacidade para que o ar frio circule corretamente. Uma forma de fazer isso é guardando frutas secas, tomates, pimentão, batatas e mel em um armário, já que esses produtos não precisam de refrigeração. Mas a temperatura não é a única preocupação. Mesmo uma geladeira que funciona bem pode conter patógenos, provavelmente levados por alimentos que já estavam contaminados antes de serem guardados. Apesar das temperaturas baixas impedirem o crescimento de muitas bactérias, algumas, como a Listeria monocytogenes, podem sobreviver e até mesmo se multiplicar em baixas temperaturas. A Listeria é especialmente perigosa para grávidas e adultos, e pode ser encontrada em queijos brancos, peixes crus (incluindo sushi), embutidos, verduras e sanduíches preparados. Para reduzir o risco de contaminação, as autoridades de segurança alimentar recomendam: Melhorar seus hábitos em relação aos cuidados com a geladeira pode não parecer tão empolgante, mas ajuda a manter os alimentos frescos por mais tempo, além de proteger sua saúde, que é o mais importante. Ah, e sobre aquele frango na geladeira, que sobrou no início da semana…é importante sentir o cheiro. Mas o fato de uma sobra cheirar bem não significa que seja seguro comê-la. Bactérias como a salmonela ou a listeria nem sempre tem um cheiro ruim. *Oleksii Omelchenko é microbiologista e pesquisador de Listeria e outros patógenos no Instituto Quadram, um centro de pesquisa em biociência e saúde em Norwich, Reino Unido. Judith Evans é professora de Engenharia Meânica na London South Bank University. Este artigo foi publicado originalmente no The Conversation e reproduzido sob licença da Creative Commons. Clique aqui para ler a versão original.

O que é inteligência artificial? Um guia simples para entender a tecnologia

Fonte: BBC News Brasil | Seção: Notícias | Imagem: Reprodução Internet | Data: 18/07/2023 Você já conhece a inteligência artificial? Nos últimos seis meses, os chatbots, como o ChatGPT, e os geradores de imagens, como o Midjourney, rapidamente se tornaram um fenômeno cultural. Mas os modelos de inteligência artificial (IA) ou “aprendizado de máquina” já existem há algum tempo. Neste guia para iniciantes, iremos além dos chatbots para examinar diferentes tipos de IA – e ver como ela já desempenha um papel em nossas vidas. Como a IA aprende? A chave para todo aprendizado de máquina é um processo chamado treinamento, em que um programa de computador recebe uma grande quantidade de dados – às vezes com rótulos explicando o que são os dados – e um conjunto de instruções. A instrução pode ser algo como: “encontre todas as imagens que contêm rostos” ou “categorize esses sons”. O programa então procurará padrões nos dados que recebeu para atingir esses objetivos. Pode ser necessário algum empurrão ao longo do caminho – como “isso não é um rosto” ou “esses dois sons são diferentes” – mas o que o programa aprende com os dados e as pistas fornecidas torna-se o modelo de IA – e o material de treinamento termina definindo suas habilidades. Uma maneira de ver como esse processo de treinamento pode criar diferentes tipos de IA é pensar em diferentes animais. Ao longo de milhões de anos, o ambiente natural levou os animais a desenvolver habilidades específicas. De maneira semelhante, os milhões de ciclos que uma IA faz por meio de seus dados de treinamento moldarão a maneira como ela se desenvolve e levarão a modelos especializados de IA. Então, quais são alguns exemplos de como treinamos IAs para desenvolver diferentes habilidades? O que são chatbots? Pense em um chatbot como um papagaio. Ele faz imitação e pode repetir palavras que ouviu com alguma compreensão de seu contexto, mas sem um sentido completo de seu significado. Os chatbots fazem o mesmo – embora num nível mais sofisticado – e estão prestes a mudar a nossa relação com a palavra escrita. Mas como esses chatbots sabem escrever? Eles são um tipo de IA conhecido como modelos de linguagem grande (MLLs) e são treinados com grandes volumes de texto. Um MLL é capaz de considerar não apenas palavras individuais, mas frases inteiras e comparar o uso de palavras e frases em uma passagem com outros exemplos em todos os seus dados de treinamento. Usando esses bilhões de comparações entre palavras e frases, é possível ler uma pergunta e gerar uma resposta – como uma mensagem de texto preditiva em seu telefone, mas em grande escala. O incrível sobre os grandes modelos de linguagem é que eles podem aprender as regras da gramática e descobrir o significado das palavras, sem ajuda humana. Visão de especialistas: O futuro dos chatbots “Em 10 anos, acho que teremos chatbots que funcionarão como especialistas em qualquer domínio que você desejar. Assim, você poderá perguntar o que precisar a um médico especialista, a um professor, a um advogado e fazer com que esses sistemas realizem coisas para você.” Posso conversar com a inteligência artificial? Se você já usou Alexa, Siri ou qualquer outro tipo de sistema de reconhecimento de voz, está usando IA. Imagine um coelho com suas orelhas grandes, adaptadas para captar pequenas variações de som. A IA grava os sons enquanto você fala, remove o ruído de fundo, separa sua fala em unidades fonéticas – os sons individuais que compõem uma palavra falada – e depois os compara a uma biblioteca de sons de linguagem. Sua fala é então transformada em texto, onde quaisquer erros de escuta podem ser corrigidos antes que uma resposta seja dada. Esse tipo de inteligência artificial é conhecido como processamento de linguagem natural. É a tecnologia por trás de tudo, desde você dizer “sim” para confirmar uma transação bancária por telefone, até pedir ao seu celular para informar sobre o tempo nos próximos dias em uma cidade para a qual você está viajando. A IA pode entender imagens? Seu telefone já reuniu suas fotos em pastas com nomes como “na praia” ou “Natal”? Então você está usando IA sem perceber. Um algoritmo de IA descobriu padrões em suas fotos e os agrupou para você. Esses programas foram treinados examinando uma grande quantidade de imagens, todas rotuladas com uma descrição simples. Se você der a uma IA de reconhecimento de imagem exemplos suficientes rotulados como “bicicleta”, eventualmente ela começará a descobrir como é uma bicicleta e como ela é diferente de um barco ou carro. Às vezes, a IA é treinada para descobrir pequenas diferenças em imagens semelhantes. É assim que o reconhecimento facial funciona, encontrando uma relação sutil entre as características do seu rosto que o tornam distinto e único quando comparado a todos os outros rostos do planeta. O mesmo tipo de algoritmo foi treinado com exames médicos para identificar tumores que oferecem risco à vida – e pode funcionar em milhares de investigações no tempo que levaria para um médico examinar apenas um paciente. Como a IA cria novas imagens? Recentemente, o reconhecimento de imagem foi adaptado a modelos de IA que aprenderam o poder camaleônico de manipular padrões e cores. Essas IAs geradoras de imagens podem transformar os padrões visuais complexos que coletam de milhões de fotografias e desenhos em imagens completamente novas. Você pode pedir à IA para criar uma imagem fotográfica de algo que nunca aconteceu – por exemplo, a foto de uma pessoa andando na superfície de Marte. Ou você pode direcionar criativamente o estilo de uma imagem: “Faça um retrato da técnica de futebol do Brasil, pintado no estilo de Picasso”. As IAs mais recentes iniciam o processo de geração dessa nova imagem com uma coleção de pixels coloridos aleatoriamente. Ela procura nos pontos aleatórios qualquer sugestão de um padrão que aprendeu durante o treinamento – padrões para construir objetos diferentes. Esses padrões são lentamente aprimorados pela adição de mais camadas de pontos aleatórios, mantendo os pontos que desenvolvem o padrão

A importância do canto coral na sociedade

Fonte: Sabra | Seção: Notícias | Imagem: Reprodução Internet | Data: 09/02/2022 Muitas pessoas acreditam que o canto coral consiste, simplesmente, na reunião de um grupo de pessoas para cantar de forma conjunta. Mas, a grande verdade, é que esta é uma opinião muito simplista diante da grandeza que o canto coral representa. Cantar em conjunto é uma prática social bastante antiga. Acredita-se que ela surgiu quando os seres humanos começaram a se reunir em bandos. Na Grécia antiga, o canto coral estava associado com o teatro grego e de lá pra cá, essa manifestação cultural tem mostrado sua importância cada vez mais relevante para a sociedade. A composição de um coral tem como objetivo executar vozes em harmonia, o que exige uma combinação de diferentes notas entre as vozes, executando os acordes. Quem participa de um coletivo de canto coral tem a oportunidade de melhorar a o ouvido musical, desenvolver a técnica vocal e enriquecer a cultura geral, visto que passa a aprender canções de diferentes culturas, países e línguas. Os ensaios são desenvolvidos sempre a partir de técnicas, estilos e repertórios. Além disso, existem diversos benefícios, tanto no nível individual quanto social, que podem ser colhidos por meio da experiência com canto coral. Canto coral e seu impacto na sociabilidade Um dos grandes benefícios proporcionados pelo canto coral é a sociabilidade. Dentre todas as artes, a música é uma das que tem maior capacidade de gerar o sentimento de proximidade, conexão e irmandade entre as pessoas. O canto coral incentiva a socialização e estimula os grupos a estabelecerem laços de amizade, de consideração e de respeito entre si. Cada um tem a sua responsabilidade e precisa desempenhar um papel em favor da coletividade, que ao final, resulta em uma perfeita harmonia. Pessoas que participam das atividades de um coral, desenvolvem a atenção plena, que amplia a capacidade auditiva. Somente aqueles que conseguem perceber tudo o que ocorrem no seu entorno, são capazes de saber o tom, o timbre e o tempo certo de cada música. Toda a dinâmica envolvida na integração de um coral, é fundamental par ao engajamento do grupo, tornando algo belo e significativo. Além disso, as apresentações de um grupo de canto coral são importantíssimas para levar a arte e a cultura para as pessoas. É uma forma de garantir o acesso à arte, de disseminar e fomentar a cultura musical. Benefícios gerais da prática do canto coral • É uma atividade coletiva que trabalha o senso de coletividade e de cooperação;• Estimula o espírito de equipe entre os integrantes;• Ajuda a trabalhar e reduzir sintomas de estresse, ansiedade e depressão, por meio do contato com a arte musical;• Beneficia o sistema imunológico;• Melhora a capacidade respiratória dos indivíduos;• Oportuniza o contato e conhecimento de diferentes gêneros musicais;• Aprimora a percepção melódica, harmônica e rítmica;• Estimula a criatividade;• Contribui para melhorar a articulação da fala, que também é importante na sociabilidade;• Estimula o foco e a concentração;• Desenvolve as habilidades cognitivas e motoras;• Promove a sensação de bem-estar;• Estimula a memória por meio das letras das músicas;• Amplia o vocabulário por meio da aprendizagem de uma ampla variedade de canções. Experimente os benefícios do canto coral ou incentive seus filhos a vivenciarem essa experiência.

Falso advogado: OAB lança plataforma de verificação contra golpe; entenda

Fonte: CNN Brasil | Seção: Notícias | Imagem: Reprodução Internet | Data: 02/05/2025 Prática envolve abordagens por meio de aplicativos de mensagens e redes sociais Casos em que criminosos se passam por advogados para aplicar golpes financeiros têm se multiplicado em todo o país. Em resposta, a OAB Nacional lançou uma campanha de conscientização e combate ao chamado “golpe do falso advogado”. A campanha teve início na terça-feira (29). Conduzida pelo Conselho Federal da OAB, a campanha alerta para os principais formatos do golpe. A prática envolve abordagens por meio de aplicativos de mensagens e redes sociais. A plataforma digital ConfirmADV, um site que permite verificar a identidade de advogados de forma rápida e segura, é a principal novidade da campanha. Ao acessar o site, o cidadão deverá informar dados como o número de inscrição na OAB, o estado de registro e o e-mail informado pelo suposto advogado. Caso o cidadão tenha sido vítima de uma tentativa de golpe, ou já tenha realizado um pagamento indevido, é possível fazer uma denúncia diretamente pelo canal oficial da OAB. Levantamentos atualizados revelam a dimensão do golpe em diversas regiões. Veja os cinco principais: Como funciona o golpe O golpe do falso advogado consiste no contato via WhatsApp ou telefone, onde o criminoso finge ser o advogado ou parte do escritório contratado. O estelionatário informa à vítima que a causa foi ganha e solicita que a pessoa verifique no aplicativo do banco se o valor já foi creditado. Como não existe ganho de causa, não haverá crédito em conta. Neste momento, o golpista induz o cliente a realizar uma transação, seja por PIX, código de barras ou até mesmo um pagamento de tributo, e diz que essa transação é necessária para liberar a conta e receber o valor da causa. Em alguns casos, os criminosos enviam documentos que parecem autênticos e oficiais – como contratos, decisões judiciais e guias de pagamento.

Nem peito de frango, nem fígado bovino: a proteína barata que poucos lembram que existe e pode ser deliciosa!

Fonte: Tudo Gostoso | Seção: Notícias | Imagem: Reprodução Internet | Data: 05/05/2025 A proteína texturizada de soja, quando bem preparada, entrega um prato delicioso, barato e altamente nutritivo Para quem quer consumir mais proteínas, há uma alternativa barata, poderosa em nutrientes e extremamente versátil que vem ganhando espaço nos pratos: a proteína texturizada de soja.Embora muitas pessoas ainda torçam o nariz, a verdade é que ela pode surpreender até os mais céticos quando preparada da forma correta. Uma fonte vegetal rica em proteína A proteína texturizada de soja é um subproduto do óleo de soja, processada de forma a manter alto teor de proteínas, com pouca gordura e muitas fibras. Ela é vendida desidratada e precisa apenas ser hidratada com água quente e temperos para ganhar textura e sabor. Em 100g, pode conter até 50g de proteína, o que a torna uma excelente alternativa à carne animal. Receita completa: proteína de soja ao molho aromático com arroz A seguir, você confere uma receita prática, com ingredientes acessíveis, mas que entrega uma explosão de sabores e pode ser congelada em porções para facilitar a rotina. Ingredientes Para a proteína: Para o molho: Para o acompanhamento: Modo de preparo Essa delícia é fácil de fazer e fica ótima para levar na marmita! A grande vantagem dessa receita é o seu equilíbrio entre sabor, valor nutricional e custo-benefício. Os temperos usados intensificam o sabor umami — o chamado “quinto gosto” —, que deixa qualquer receita mais saborosa. E, diferente do que muitos pensam, a proteína de soja não precisa ter gosto de isopor, desde que seja bem temperada e preparada com atenção. Além disso, o preparo pode ser feito em grandes quantidades e congelado, o que ajuda a otimizar tempo e dinheiro ao longo da semana. Vale a pena experimentar! A proteína texturizada de soja é um ingrediente injustamente subestimado. Quando bem preparada, como nesta receita com inspiração indiana, ela entrega um prato delicioso, barato e altamente nutritivo. Se você busca uma alternativa proteica saborosa, prática e com ótimo custo, experimente essa receita. Assim como nós, você pode até duvidar no começo… mas vai se surpreender no primeiro garfo.

Alimentos ultraprocessados podem dobrar risco de Parkinson, revela estudo

Fonte: CNN Brasil | Seção: Notícias | Imagem: Reprodução Internet | Data: 08/05/2025 Consumir cerca de doze porções de alimentos ultraprocessados por dia pode mais que dobrar o risco de desenvolver doença de Parkinson, segundo um novo estudo. Uma única porção no estudo equivalia a 237 ml de refrigerante diet ou açucarado, um cachorro-quente, uma fatia de bolo industrializado, uma simples colher de sopa de ketchup ou 28 gramas de batatas fritas — um saquinho típico contém 42 gramas. “Nossa pesquisa mostra que comer muito alimento processado, como refrigerantes açucarados e lanches embalados, pode estar acelerando os sinais precoces da doença de Parkinson“, afirmou o autor sênior do estudo, Xiang Gao, professor distinto e diretor do Instituto de Nutrição da Universidade Fudan em Xangai, China, em comunicado. Este último estudo é parte das “crescentes evidências de que a dieta pode influenciar o desenvolvimento da doença de Parkinson”, disse Gao. Embora o estudo tenha descoberto que pessoas que consumiam mais alimentos ultraprocessados tendiam a relatar mais sintomas precoces, não foi encontrado um aumento direto no risco da doença de Parkinson em si, afirmou o Daniel van Wamelen, professor sênior clínico em neurociência do King’s College London, que não participou da nova pesquisa. “O estudo não acompanhou se os participantes foram diagnosticados com Parkinson posteriormente”, disse van Wamelen em comunicado. “Dito isso, ter mais desses sintomas sugere um risco maior ao longo do tempo.” Saúde do cérebro começa “na mesa de jantar” O estudo analisou anos de dados de saúde e dieta de quase 43.000 participantes do Nurses’ Health Study e Health Professionals Follow-Up Study, dois estudos nos Estados Unidos que têm coletado informações sobre comportamentos de saúde por décadas. A idade média das pessoas no estudo era 48 anos, e nenhuma tinha doença de Parkinson no início do estudo. Todos relataram o que comiam a cada poucos anos — uma limitação da nova pesquisa, já que os participantes podem não ter se lembrado com precisão de sua ingestão alimentar. Os alimentos ultraprocessados medidos pelo estudo incluíam bebidas artificialmente adoçadas ou açucaradas; condimentos, molhos e pastas; doces embalados ou sobremesas; iogurtes ou sobremesas lácteas; pães e cereais; e lanches salgados embalados. O estudo encontrou uma ligação entre sinais precoces da doença de Parkinson e todos os tipos de alimentos ultraprocessados, exceto pães e cereais — um achado que indica uma característica subjacente entre a maioria das classes de alimentos ultraprocessados que pode explicar os resultados, segundo o estudo. Uma razão poderia ser que alimentos ultraprocessados tipicamente têm menos fibra dietética, proteína e micronutrientes – mas contêm açúcar adicionado, sal e gorduras saturadas ou trans, disse o estudo. Os alimentos ultraprocessados também podem impactar o equilíbrio da flora intestinal, enquanto os aditivos podem aumentar a inflamação, radicais livres e morte neuronal, segundo o estudo. “Com um tamanho de amostra superior a 42.800 participantes e um longo período de acompanhamento de até 26 anos, este estudo se destaca não apenas por seu poder, mas também por seu rigor metodológico”, escreveram os autores de um editorial correspondente publicado com o estudo. O editorial foi coescrito pelo Dr. Nikolaos Scarmeas, professor associado de neurologia clínica da Universidade Columbia em Nova York, e pela nutricionista Maria Maraki, professora assistente de medicina esportiva e biologia do exercício da Universidade Nacional e Kapodistrian de Atenas, Grécia. Nenhum deles esteve envolvido na nova pesquisa. “A prevenção de doenças neurodegenerativas pode começar à mesa de jantar”, escreveram. “O consumo excessivo de ultraprocessados não é apenas um fator de risco para doenças metabólicas, mas também pode acelerar processos neurodegenerativos e sintomas associados.” Primeiros sintomas aparecem anos antes do declínio da função motora No novo estudo, publicado na quarta-feira (7) na revista Neurology, os pesquisadores observaram o estágio prodrômico da doença de Parkinson – sinais precoces que aparecem anos ou décadas antes dos tremores, músculos rígidos, marcha lenta e mudanças na postura que são sintomas característicos do Parkinson. Dores no corpo, constipação, sinais de depressão, mudanças na capacidade de sentir cheiros ou ver cores e sonolência excessiva durante o dia podem ser sinais precoces da doença de Parkinson, segundo a Fundação Parkinson. Um distúrbio do sono extremamente incomum, no qual as pessoas podem se movimentar durante o sono REM, ou estágio do sono de movimento rápido dos olhos, também é um sinal precoce importante, segundo a pesquisa. O corpo normalmente fica paralisado durante o sono REM para não se levantar e atuar durante os sonhos. O estudo descobriu que pessoas que consumiam cerca de 11 porções diárias de alimentos ultraprocessados – em comparação com pessoas que consumiam apenas três — apresentavam uma probabilidade 2,5 vezes maior de exibir três ou mais dos sinais precoces de Parkinson. Ele foi a primeira pessoa a ser diagnosticada com um novo distúrbio do sono. Isso levou a um avanço científico. Além disso, o consumo elevado de alimentos ultraprocessados estava associado a um risco aumentado para quase todos os sintomas, exceto constipação, segundo o estudo. Esta descoberta se manteve verdadeira mesmo depois que os pesquisadores consideraram outros fatores, como idade, atividade física e tabagismo, que poderiam impactar os resultados. “O Parkinson é uma doença incurável”, disse Gao em um e-mail. “Em nosso estudo anterior, baseado nas mesmas populações usadas para a análise atual, descobrimos que um padrão alimentar saudável e atividade física poderiam retardar a progressão da doença.” “Optar por consumir menos alimentos processados e mais alimentos integrais e nutritivos pode ser uma boa estratégia para manter a saúde cerebral.”