A importância do canto coral na sociedade

Fonte: Sabra | Seção: Notícias | Imagem: Reprodução Internet | Data: 09/02/2022 Muitas pessoas acreditam que o canto coral consiste, simplesmente, na reunião de um grupo de pessoas para cantar de forma conjunta. Mas, a grande verdade, é que esta é uma opinião muito simplista diante da grandeza que o canto coral representa. Cantar em conjunto é uma prática social bastante antiga. Acredita-se que ela surgiu quando os seres humanos começaram a se reunir em bandos. Na Grécia antiga, o canto coral estava associado com o teatro grego e de lá pra cá, essa manifestação cultural tem mostrado sua importância cada vez mais relevante para a sociedade. A composição de um coral tem como objetivo executar vozes em harmonia, o que exige uma combinação de diferentes notas entre as vozes, executando os acordes. Quem participa de um coletivo de canto coral tem a oportunidade de melhorar a o ouvido musical, desenvolver a técnica vocal e enriquecer a cultura geral, visto que passa a aprender canções de diferentes culturas, países e línguas. Os ensaios são desenvolvidos sempre a partir de técnicas, estilos e repertórios. Além disso, existem diversos benefícios, tanto no nível individual quanto social, que podem ser colhidos por meio da experiência com canto coral. Canto coral e seu impacto na sociabilidade Um dos grandes benefícios proporcionados pelo canto coral é a sociabilidade. Dentre todas as artes, a música é uma das que tem maior capacidade de gerar o sentimento de proximidade, conexão e irmandade entre as pessoas. O canto coral incentiva a socialização e estimula os grupos a estabelecerem laços de amizade, de consideração e de respeito entre si. Cada um tem a sua responsabilidade e precisa desempenhar um papel em favor da coletividade, que ao final, resulta em uma perfeita harmonia. Pessoas que participam das atividades de um coral, desenvolvem a atenção plena, que amplia a capacidade auditiva. Somente aqueles que conseguem perceber tudo o que ocorrem no seu entorno, são capazes de saber o tom, o timbre e o tempo certo de cada música. Toda a dinâmica envolvida na integração de um coral, é fundamental par ao engajamento do grupo, tornando algo belo e significativo. Além disso, as apresentações de um grupo de canto coral são importantíssimas para levar a arte e a cultura para as pessoas. É uma forma de garantir o acesso à arte, de disseminar e fomentar a cultura musical. Benefícios gerais da prática do canto coral • É uma atividade coletiva que trabalha o senso de coletividade e de cooperação;• Estimula o espírito de equipe entre os integrantes;• Ajuda a trabalhar e reduzir sintomas de estresse, ansiedade e depressão, por meio do contato com a arte musical;• Beneficia o sistema imunológico;• Melhora a capacidade respiratória dos indivíduos;• Oportuniza o contato e conhecimento de diferentes gêneros musicais;• Aprimora a percepção melódica, harmônica e rítmica;• Estimula a criatividade;• Contribui para melhorar a articulação da fala, que também é importante na sociabilidade;• Estimula o foco e a concentração;• Desenvolve as habilidades cognitivas e motoras;• Promove a sensação de bem-estar;• Estimula a memória por meio das letras das músicas;• Amplia o vocabulário por meio da aprendizagem de uma ampla variedade de canções. Experimente os benefícios do canto coral ou incentive seus filhos a vivenciarem essa experiência.

Falso advogado: OAB lança plataforma de verificação contra golpe; entenda

Fonte: CNN Brasil | Seção: Notícias | Imagem: Reprodução Internet | Data: 02/05/2025 Prática envolve abordagens por meio de aplicativos de mensagens e redes sociais Casos em que criminosos se passam por advogados para aplicar golpes financeiros têm se multiplicado em todo o país. Em resposta, a OAB Nacional lançou uma campanha de conscientização e combate ao chamado “golpe do falso advogado”. A campanha teve início na terça-feira (29). Conduzida pelo Conselho Federal da OAB, a campanha alerta para os principais formatos do golpe. A prática envolve abordagens por meio de aplicativos de mensagens e redes sociais. A plataforma digital ConfirmADV, um site que permite verificar a identidade de advogados de forma rápida e segura, é a principal novidade da campanha. Ao acessar o site, o cidadão deverá informar dados como o número de inscrição na OAB, o estado de registro e o e-mail informado pelo suposto advogado. Caso o cidadão tenha sido vítima de uma tentativa de golpe, ou já tenha realizado um pagamento indevido, é possível fazer uma denúncia diretamente pelo canal oficial da OAB. Levantamentos atualizados revelam a dimensão do golpe em diversas regiões. Veja os cinco principais: Como funciona o golpe O golpe do falso advogado consiste no contato via WhatsApp ou telefone, onde o criminoso finge ser o advogado ou parte do escritório contratado. O estelionatário informa à vítima que a causa foi ganha e solicita que a pessoa verifique no aplicativo do banco se o valor já foi creditado. Como não existe ganho de causa, não haverá crédito em conta. Neste momento, o golpista induz o cliente a realizar uma transação, seja por PIX, código de barras ou até mesmo um pagamento de tributo, e diz que essa transação é necessária para liberar a conta e receber o valor da causa. Em alguns casos, os criminosos enviam documentos que parecem autênticos e oficiais – como contratos, decisões judiciais e guias de pagamento.

Nem peito de frango, nem fígado bovino: a proteína barata que poucos lembram que existe e pode ser deliciosa!

Fonte: Tudo Gostoso | Seção: Notícias | Imagem: Reprodução Internet | Data: 05/05/2025 A proteína texturizada de soja, quando bem preparada, entrega um prato delicioso, barato e altamente nutritivo Para quem quer consumir mais proteínas, há uma alternativa barata, poderosa em nutrientes e extremamente versátil que vem ganhando espaço nos pratos: a proteína texturizada de soja.Embora muitas pessoas ainda torçam o nariz, a verdade é que ela pode surpreender até os mais céticos quando preparada da forma correta. Uma fonte vegetal rica em proteína A proteína texturizada de soja é um subproduto do óleo de soja, processada de forma a manter alto teor de proteínas, com pouca gordura e muitas fibras. Ela é vendida desidratada e precisa apenas ser hidratada com água quente e temperos para ganhar textura e sabor. Em 100g, pode conter até 50g de proteína, o que a torna uma excelente alternativa à carne animal. Receita completa: proteína de soja ao molho aromático com arroz A seguir, você confere uma receita prática, com ingredientes acessíveis, mas que entrega uma explosão de sabores e pode ser congelada em porções para facilitar a rotina. Ingredientes Para a proteína: Para o molho: Para o acompanhamento: Modo de preparo Essa delícia é fácil de fazer e fica ótima para levar na marmita! A grande vantagem dessa receita é o seu equilíbrio entre sabor, valor nutricional e custo-benefício. Os temperos usados intensificam o sabor umami — o chamado “quinto gosto” —, que deixa qualquer receita mais saborosa. E, diferente do que muitos pensam, a proteína de soja não precisa ter gosto de isopor, desde que seja bem temperada e preparada com atenção. Além disso, o preparo pode ser feito em grandes quantidades e congelado, o que ajuda a otimizar tempo e dinheiro ao longo da semana. Vale a pena experimentar! A proteína texturizada de soja é um ingrediente injustamente subestimado. Quando bem preparada, como nesta receita com inspiração indiana, ela entrega um prato delicioso, barato e altamente nutritivo. Se você busca uma alternativa proteica saborosa, prática e com ótimo custo, experimente essa receita. Assim como nós, você pode até duvidar no começo… mas vai se surpreender no primeiro garfo.

Alimentos ultraprocessados podem dobrar risco de Parkinson, revela estudo

Fonte: CNN Brasil | Seção: Notícias | Imagem: Reprodução Internet | Data: 08/05/2025 Consumir cerca de doze porções de alimentos ultraprocessados por dia pode mais que dobrar o risco de desenvolver doença de Parkinson, segundo um novo estudo. Uma única porção no estudo equivalia a 237 ml de refrigerante diet ou açucarado, um cachorro-quente, uma fatia de bolo industrializado, uma simples colher de sopa de ketchup ou 28 gramas de batatas fritas — um saquinho típico contém 42 gramas. “Nossa pesquisa mostra que comer muito alimento processado, como refrigerantes açucarados e lanches embalados, pode estar acelerando os sinais precoces da doença de Parkinson“, afirmou o autor sênior do estudo, Xiang Gao, professor distinto e diretor do Instituto de Nutrição da Universidade Fudan em Xangai, China, em comunicado. Este último estudo é parte das “crescentes evidências de que a dieta pode influenciar o desenvolvimento da doença de Parkinson”, disse Gao. Embora o estudo tenha descoberto que pessoas que consumiam mais alimentos ultraprocessados tendiam a relatar mais sintomas precoces, não foi encontrado um aumento direto no risco da doença de Parkinson em si, afirmou o Daniel van Wamelen, professor sênior clínico em neurociência do King’s College London, que não participou da nova pesquisa. “O estudo não acompanhou se os participantes foram diagnosticados com Parkinson posteriormente”, disse van Wamelen em comunicado. “Dito isso, ter mais desses sintomas sugere um risco maior ao longo do tempo.” Saúde do cérebro começa “na mesa de jantar” O estudo analisou anos de dados de saúde e dieta de quase 43.000 participantes do Nurses’ Health Study e Health Professionals Follow-Up Study, dois estudos nos Estados Unidos que têm coletado informações sobre comportamentos de saúde por décadas. A idade média das pessoas no estudo era 48 anos, e nenhuma tinha doença de Parkinson no início do estudo. Todos relataram o que comiam a cada poucos anos — uma limitação da nova pesquisa, já que os participantes podem não ter se lembrado com precisão de sua ingestão alimentar. Os alimentos ultraprocessados medidos pelo estudo incluíam bebidas artificialmente adoçadas ou açucaradas; condimentos, molhos e pastas; doces embalados ou sobremesas; iogurtes ou sobremesas lácteas; pães e cereais; e lanches salgados embalados. O estudo encontrou uma ligação entre sinais precoces da doença de Parkinson e todos os tipos de alimentos ultraprocessados, exceto pães e cereais — um achado que indica uma característica subjacente entre a maioria das classes de alimentos ultraprocessados que pode explicar os resultados, segundo o estudo. Uma razão poderia ser que alimentos ultraprocessados tipicamente têm menos fibra dietética, proteína e micronutrientes – mas contêm açúcar adicionado, sal e gorduras saturadas ou trans, disse o estudo. Os alimentos ultraprocessados também podem impactar o equilíbrio da flora intestinal, enquanto os aditivos podem aumentar a inflamação, radicais livres e morte neuronal, segundo o estudo. “Com um tamanho de amostra superior a 42.800 participantes e um longo período de acompanhamento de até 26 anos, este estudo se destaca não apenas por seu poder, mas também por seu rigor metodológico”, escreveram os autores de um editorial correspondente publicado com o estudo. O editorial foi coescrito pelo Dr. Nikolaos Scarmeas, professor associado de neurologia clínica da Universidade Columbia em Nova York, e pela nutricionista Maria Maraki, professora assistente de medicina esportiva e biologia do exercício da Universidade Nacional e Kapodistrian de Atenas, Grécia. Nenhum deles esteve envolvido na nova pesquisa. “A prevenção de doenças neurodegenerativas pode começar à mesa de jantar”, escreveram. “O consumo excessivo de ultraprocessados não é apenas um fator de risco para doenças metabólicas, mas também pode acelerar processos neurodegenerativos e sintomas associados.” Primeiros sintomas aparecem anos antes do declínio da função motora No novo estudo, publicado na quarta-feira (7) na revista Neurology, os pesquisadores observaram o estágio prodrômico da doença de Parkinson – sinais precoces que aparecem anos ou décadas antes dos tremores, músculos rígidos, marcha lenta e mudanças na postura que são sintomas característicos do Parkinson. Dores no corpo, constipação, sinais de depressão, mudanças na capacidade de sentir cheiros ou ver cores e sonolência excessiva durante o dia podem ser sinais precoces da doença de Parkinson, segundo a Fundação Parkinson. Um distúrbio do sono extremamente incomum, no qual as pessoas podem se movimentar durante o sono REM, ou estágio do sono de movimento rápido dos olhos, também é um sinal precoce importante, segundo a pesquisa. O corpo normalmente fica paralisado durante o sono REM para não se levantar e atuar durante os sonhos. O estudo descobriu que pessoas que consumiam cerca de 11 porções diárias de alimentos ultraprocessados – em comparação com pessoas que consumiam apenas três — apresentavam uma probabilidade 2,5 vezes maior de exibir três ou mais dos sinais precoces de Parkinson. Ele foi a primeira pessoa a ser diagnosticada com um novo distúrbio do sono. Isso levou a um avanço científico. Além disso, o consumo elevado de alimentos ultraprocessados estava associado a um risco aumentado para quase todos os sintomas, exceto constipação, segundo o estudo. Esta descoberta se manteve verdadeira mesmo depois que os pesquisadores consideraram outros fatores, como idade, atividade física e tabagismo, que poderiam impactar os resultados. “O Parkinson é uma doença incurável”, disse Gao em um e-mail. “Em nosso estudo anterior, baseado nas mesmas populações usadas para a análise atual, descobrimos que um padrão alimentar saudável e atividade física poderiam retardar a progressão da doença.” “Optar por consumir menos alimentos processados e mais alimentos integrais e nutritivos pode ser uma boa estratégia para manter a saúde cerebral.”

Faz mal tomar café durante as refeições?

Fonte: BBC News Brasil | Seção: Notícias | Imagem: Reprodução Internet | Data: 02/05/2025 Se você já ouviu falar que tomar café durante ou logo após as refeições pode ser uma má ideia, pode ter um fundo de verdade nisso. Há mais de 1.000 compostos químicos no café, e alguns deles, como a cafeína, os polifenóis e os taninos, podem interferir na forma como você absorve os nutrientes dos alimentos. A boa notícia é que, para a maioria das pessoas, estes efeitos são mínimos — ou seja, não significativos o suficiente para causar deficiências. Os nutrientes são substâncias encontradas em alimentos e bebidas que realizam determinadas funções vitais no organismo. Precisamos de diferentes nutrientes para nos manter saudáveis. O impacto depende da intensidade do café; da quantidade de nutrientes consumidos; e de fatores de risco individuais, como idade, metabolismo, estado de saúde e genética, explica Ruani. Os nutrientes de que estamos falando incluem cálcio, ferro e vitaminas do complexo B. Não há necessidade de se preocupar se seus “níveis de nutrientes já são adequados, mas para aqueles que estão à beira da deficiência ou com níveis baixos, a ingestão excessiva de café pode contribuir para uma perda maior”, afirma Emily Ho, diretora do Instituto Linus Pauling e professora da Faculdade de Saúde da Universidade Estadual do Oregon, nos EUA. Quem deve ter cautela com o cappuccino? Desde a década de 1980, estudos têm associado o café a uma menor absorção de ferro. “Quando você toma café com uma refeição, os polifenóis presentes nele podem se ligar a determinados minerais no seu sistema digestivo”, diz Ho. Ela explica que esse processo de ligação pode dificultar a absorção de ferro pelo organismo — uma vez que os minerais precisam passar pelas células intestinais para entrar na corrente sanguínea. “Se ficarem presos aos polifenóis, eles simplesmente passam pelo corpo, e são excretados.” Isso é especialmente importante no caso do ferro, principalmente o tipo encontrado em alimentos de origem vegetal, chamado de “ferro não heme”. O ferro não heme de alimentos como frutas, legumes e verduras é mais difícil de ser absorvido pelo corpo. Os polifenóis do café — especialmente o ácido clorogênico — podem se ligar a este tipo de ferro, impedindo que ele seja absorvido adequadamente pela corrente sanguínea. Como resultado, o ferro permanece preso a estes compostos à medida que passa pelo sistema digestivo. Ele acaba sendo excretado, em vez de ser usado pelo organismo. Tudo isso significa que as pessoas com anemia por deficiência de ferro (anemia ferropriva) devem ser cautelosas ao tomar café muito perto de refeições ricas em ferro. “Talvez seja melhor tomar o café pelo menos uma hora antes ou duas horas depois de consumir alimentos ricos em ferro para que eles não se misturem no estômago”, sugere Alex Ruani. Mulheres grávidas e que estão menstruando frequentemente se enquadram nesta categoria de pessoas que precisam ficar de olho nos níveis de ferro. Em geral, elas precisam de mais ferro e são mais propensas a desenvolver anemia ferropriva, portanto, devem ficar atentas à ingestão de café. Cálcio O cálcio é essencial para a saúde óssea, mas 9% das pessoas entre 16 e 49 anos no Reino Unido consomem menos do que a ingestão mínima de referência de nutrientes (LRNI, na sigla em inglês) de cálcio por meio da alimentação. Este déficit as coloca em risco de ter ossos fracos em uma idade mais avançada. Nossos rins removem resíduos e excesso de água do sangue (como urina) e ajudam a manter o equilíbrio de substâncias químicas (como sódio, potássio e cálcio) no corpo. Eles também produzem hormônios. Estudos sugerem que a cafeína pode dificultar a retenção de cálcio pelo organismo ao interferir na forma como ele é processado nos rins e absorvido no intestino. Mais uma vez, estes efeitos são mínimos e mais significativos para pessoas que já adotam uma dieta pobre em cálcio ou que apresentam maior risco de problemas de saúde relacionados aos ossos. “Um estudo popular publicado na revista científica Osteoporosis International propõe que a cafeína pode contribuir para a perda óssea ao interferir no metabolismo ósseo”, diz Ruani. “Mas são necessários mais estudos para determinar o verdadeiro impacto da cafeína no risco de osteoporose.” O cálcio pode ser armazenado pelo corpo, então não é necessário consumir a quantidade recomendada diariamente — mas ao longo de um período de meses, adultos de 19 a 64 anos devem ingerir, em média, cerca de 700 mg de cálcio por dia. Também vale a pena lembrar que a cafeína tem um efeito diurético, ou seja, aumenta a frequência com que você precisa urinar. “Isso pode levar à perda de vitaminas hidrossolúveis (solúveis em água, como algumas vitaminas do complexo B) e minerais (como ferro e cálcio), já que a excreção desempenha um papel na regulação de seus níveis no corpo”, acrescenta Ho. Vitaminas do complexo B “Devido à influência do café na função renal e no metabolismo dos nutrientes, tomar grandes quantidades de café (como quatro xícaras por dia ou mais) pode levar ao aumento da excreção e, com isso, à perda de vitaminas solúveis em água, incluindo as vitaminas B”, explica Ruani. As vitaminas do complexo B se dissolvem na água, então não são armazenadas no corpo. Em vez disso, o excesso é excretado pela urina. Probióticos Os probióticos são bactérias e leveduras vivas promovidas como tendo vários benefícios à saúde. Eles podem ser úteis para restaurar o equilíbrio natural das bactérias no intestino em alguns casos, de acordo com o site do NHS, o sistema público de saúde britânico, mas há poucas evidências para sustentar muitas alegações de saúde feitas sobre eles. No entanto, se você quiser experimentar suplementos probióticos ou alimentos ricos em probióticos, como iogurte e kimchi, é melhor evitar consumi-los com bebidas quentes, como o café. “As bactérias vivas dos probióticos são altamente sensíveis ao calor, e a exposição a altas temperaturas — como o calor do café — pode reduzir sua taxa de sobrevivência no trato gastrointestinal, tornando-os menos eficazes”, explica Ruani. Às vezes, eles são receitados por médicos para ajudar a aliviar a diarreia causada por antibióticos. Para obter o máximo benefício, recomenda-se esperar de 30 a 60

‘Banho de floresta’: como passar mais tempo na natureza pode ajudar a curar a solidão

Fonte: BBC News Brasil | Seção: Notícias | Imagem: Reprodução Internet | Data: 04/05/2025 Kye Aziz nunca se considerou um amante da natureza. Solicitante de asilo vindo da Indonésia e atualmente morando em Melbourne, na Austrália, ele já tinha passado bastante tempo no interior e em regiões montanhosas. Mas foi só depois de participar de um piquenique e uma atividade de jardinagem – prescritos como parte de um tratamento social – que ele passou a ver a natureza de um outro jeito. “Você sente como se tivesse sido transportado para outro lugar”, conta Aziz. “Morar na Austrália e viver a cultura ocidental pode ser algo muito solitário e individualista, mas quando estou sentado ao ar livre, rindo com os outros, me sinto em casa.” Existe uma ciência por trás dessa sensação. Nos anos 80, como parte de uma estratégia de saúde pública para ajudar trabalhadores urbanos estressados a se curar por meio da natureza, o governo japonês investiu em uma campanha chamada “shinrinyoku”, ou banho de floresta. Mas nas últimas décadas, Li e outros pesquisadores descobriram que o banho de floresta está associado à redução da pressão arterial, à estabilização do sistema nervoso, redução de hormônios do estresse, fortalecimento da imunidade e redução da ansiedade, depressão, raiva e fadiga. O naturalista Edward Wilson costumava dizer que esses benefícios são resultado da “biofilia”, um amor inato pela natureza que explica nossa tendência natural de interagir com plantas, animais e outros humanos. Ao nos deixar mais calmos e presentes, a natureza pode nos ajudar a superar padrões de pensamentos autodestrutivos que podem aumentar a solidão – uma experiência subjetiva, não um estado objetivo. Estudos já haviam indicado que o contato com a natureza reduz a atividade neural no córtex pré-frontal subgenual, uma área do cérebro ligada à ruminação – padrões de pensamentos negativos e repetitivos associados à solidão. Agora, os primeiros resultados de um experimento inédito de prescrição social baseada na natureza – com alcance global, que vai do Equador à Austrália – sugerem que passar tempo com outras pessoas ao ar livre pode mudar drasticamente a forma como vemos a nossa saúde, cuidados médicos e a solidão. “Quando as pessoas estão ao ar livre, elas falam sobre estarem relaxadas, longe de tudo, e como aquilo faz com que elas se sintam bem”, afirma Jill Litt, pesquisadora em estudos ambientais e saúde pública da Universidade do Colorado Boulder, nos Estados Unidos. “A natureza tem o poder de fazer com que as pessoas se sintam prontas para mudanças, mais vulneráveis e abertas a novas experiências.” Um experimento global inédito de combate à solidão Em 2019, pouco antes da pandemia de Covid-19 tornar a solidão um problema de saúde global, Litt teve um palpite sobre uma possível solução. Enquanto observava os benefícios da jardinagem comunitária para a saúde, ela percebeu como “sujar as mãos e estar com outras pessoas parecia importante”. Litt começou a pensar em outras atividades em grupo baseadas na natureza, como observação de pássaros e caminhadas em trilhas. E após ler um artigo coescrito por Laura Coll-Planas, médica e pesquisadora de saúde pública na Universidade de Vic- Universidade Central na Catalunha, em Barcelona, ela se questionou sobre o potencial dessas atividades para combater a solidão. “O que aconteceria se nós misturássemos esses três ingredientes: envolvimento com a natureza, participação em atividades ao ar livre e conexão social com um grupo?” Foi assim que nasceu o Recetas, uma investigação de cinco anos, envolvendo seis países, sobre a prescrição social baseada na natureza como uma forma de aliviar solidão, melhorar a saúde, e reduzir a pressão sobre os sistemas de saúde. O estudo tem a participação de pesquisadores em Barcelona, Praga, Marselha, Helsinki, Melbourne e Cuenca (no Equador). Agora, no quarto ano da pesquisa, o Recetas já está em fase de testes e conta com o apoio de sistemas de saúde locais. “Se for bem-sucedido, esse estudo pode mudar o modelo de cuidado, tornando-o mais centrado nas pessoas, com menos dependência de medicamentos, e utilizando as comunidades como parte ativa na gestão da saúde”, pontua Litt, que lidera o grupo junto à Coll-Planas. O Recetas se baseia em dois conjuntos de evidências crescentes: que diversos tipos de prescrições sociais, desde aulas de culinária até oficinas de artes, podem diminuir a sensação de solidão, e que o contato com a natureza traz inúmeros benefícios para saúde. Um estudo recente da Universidade de Exeter, no Reino Unido, por exemplo, mostrou que prescrições naturais não apenas aumentam significativamente a felicidade dos participantes e a satisfação com a vida, mas também ajudaram a reduzir os custos com cuidados médicos. Já as análises de pesquisadores na Austrália mostraram que esse tipo de prescrição também contribui para reduzir da pressão arterial. Mas o Recetas é um dos maiores estudos a focar, especificamente, nos efeitos das prescrições sociais baseadas na natureza sobre a solidão. “No mundo acelerado que vivemos, estar duas horas frente a frente com outras pessoas é revolucionário e poderoso para nossa saúde”, afirma Coll-Planas. “Mas esta é a primeira vez que nós estamos fazendo esse tipo de pesquisa ao ar livre, e nós já vimos a forma como a natureza traz um tipo diferente de conexão social.” Alguns desses efeitos parecem até programados. Um estudo mostrou que pessoas que vivem próximas a áreas verdes relatam menos episódios de solidão. Por outro lado, pessoas vivendo em ambientes “solitários”, marcados por fatores como dependência de carros e pouca vegetação, tendem a reduzir conexões sociais. Outra perspectiva sugere que a natureza restaura nossa atenção. Nesse sentido, ambientes naturais podem nos preparar para ter mais interações sociais positivas no presente, em vez de nos prender a interações negativas do passado. “Algumas pessoas nos dizem que elas se sentem muito bem quando estão ao ar livre, mas quando voltam para a casa, elas voltam ao estado negativo que sentiam”, explica Coll-Planas. Boas memórias e sensação de pertencimento Além disso, os pesquisadores concordam que a natureza tem um papel poderoso em nos conectar com memórias afetivas. “Nós temos visto pessoas falando sobre a natureza de uma forma nostálgica, que as remete

5 cuidados para quem deseja fazer uma cirurgia bariátrica

Fonte: Correio Braziliense | Seção: Notícias | Imagem: Reprodução Internet | Data: 06/05/2025 Acompanhamento multidisciplinar antes e depois do procedimento é essencial para garantir a saúde A cirurgia bariátrica voltou ao centro das atenções após a influenciadora Thais Carla anunciar que passou pelo procedimento. Embora o tipo exato da cirurgia não tenha sido divulgado, o caso reacendeu debates importantes sobre os cuidados, os riscos e os mitos que ainda cercam o tratamento cirúrgico da obesidade severa.  O número de casos de obesidade tem crescido significativamente nos últimos anos. Segundo um estudo feito pela Federação Mundial da Obesidade, 68% dos brasileiros poderão estar com sobrepeso até 2030. Com isso, aumenta o risco de doenças graves, como diabetes, infarto, derrame e alguns tipos de câncer.  A nutróloga Dra. Bruna Durelli, especialista em obesidade e fundadora da clínica LevSer Saúde, lista 5 cuidados essenciais para quem está considerando a cirurgia bariátrica ou já passou pela operação. Confira!  1. Entenda que a cirurgia é apenas o começo A maioria dos procedimentos bariátricos hoje é feita por laparoscopia, uma técnica minimamente invasiva, mas isso não significa que o processo seja simples. A recuperação exige cuidados rigorosos, como dieta líquida nas primeiras semanas, suplementação de vitaminas e minerais, acompanhamento médico contínuo e inclusão de exercícios físicos na rotina.  2. Fique atento aos riscos no pós-operatório Pacientes com obesidade severa apresentam riscos aumentados de complicações respiratórias, cardiovasculares e infecciosas. Problemas como apneia do sono, hipertensão e dificuldade de cicatrização são comuns e podem ser agravados pela falta de acompanhamento adequado. Além disso, procedimentos como o bypass gástrico podem gerar deficiências nutricionais importantes.  3. O apoio psicológico e nutricional é indispensável A perda de peso mais intensa ocorre nos primeiros 12 a 18 meses após a cirurgia, com uma média de redução de mais de 50% do excesso de peso no primeiro ano. Mas essa transformação física precisa ser acompanhada de suporte emocional e nutricional constante para garantir saúde a longo prazo e prevenir recaídas.  4. É possível voltar a ganhar peso Um estudo da Universidade de São Paulo (USP) revelou que cerca de 92% dos pacientes que fazem a cirurgia bariátrica reganham pelo menos 20% do peso perdido após dois anos do procedimento. A obesidade é uma doença crônica e multifatorial. Sem mudanças permanentes de estilo de vida, o reganho de peso é uma realidade.  5. Desconfie dos mitos Entre os equívocos mais comuns, estão as ideias de que a cirurgia elimina a necessidade de mudar a alimentação, que garante perda de peso definitiva e que impede a gravidez. Outro mito perigoso é acreditar que o acompanhamento médico não é necessário após a cirurgia, o que pode levar a deficiências graves como anemia, queda de cabelo e perda muscular. Por Maria Fernanda Benedet

5 mitos e verdades sobre as fibras alimentares

Fonte: Correio Braziliense | Seção: Notícias | Imagem: Reprodução Internet | Data: 07/05/2025 Veja como elas podem contribuir para a saúde e a prevenção de doenças As fibras alimentares desempenham um papel essencial na manutenção da saúde, atuando na regulação do intestino, no controle do colesterol, na prevenção de doenças crônicas e na promoção de uma microbiota intestinal equilibrada. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), o consumo diário recomendado para adultos é de, no mínimo, 25 g de fibras. No entanto, a maioria das pessoas consome menos da metade dessa quantidade. “De acordo com um estudo publicado no The Lancet, dietas ricas em fibras estão associadas a uma redução de até 30% no risco de mortalidade por doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2 e câncer colorretal”, comenta a nutricionista Fabiana Cremer García, membro do Conselho Consultivo de Nutrição da Herbalife.  A seguir, veja os principais mitos e verdades sobre as fibras alimentares e como incluí-las na dieta!  1. Toda fibra é igual Mito. As fibras solúveis se dissolvem em água e formam um gel no estômago, o que ajuda a retardar a digestão. Esse tipo contribui para o controle da glicose e do colesterol no sangue. Está presente em alimentos como aveia, maçã e leguminosas, como o feijão. As fibras insolúveis, por outro lado, não se dissolvem em água e estimulam o trânsito intestinal, pois aumentam o volume das fezes. São encontradas no farelo de trigo, arroz integral, folhas verdes e cascas de frutas. “A escolha do tipo de fibra depende do objetivo: se a ideia é aliviar a constipação, controlar a glicose, aumentar a saciedade ou melhorar a saúde metabólica como um todo. O ideal é consumir os dois tipos”, explica a nutricionista. 2. Fibras auxiliam na saciedade Verdade. Alimentos ricos em fibras promovem maior sensação de saciedade, pois retardam o esvaziamento gástrico. Um estudo publicado no Journal of the American College of Nutrition mostrou que dietas com maior teor de fibras estavam associadas a menor ingestão calórica ao longo do dia, sendo aliadas importantes no controle de peso. 3. Quanto mais fibra, melhor Mito. O consumo excessivo de fibras pode causar efeitos adversos como gases, distensão abdominal e até prisão de ventre. “A recomendação da OMS é de 25 g de fibras por dia, com aumento gradual para evitar desconfortos”, orienta Fabiana Cremer García. 4. Fibras precisam de água para funcionar bem Verdade. Consumir fibras sem água suficiente pode ter o efeito contrário: endurecer o bolo fecal e dificultar o trânsito intestinal. “Se você aumenta a ingestão de fibras, também precisa aumentar o consumo de água. Recomenda-se beber pelo menos 2 litros por dia”, orienta Fabiana Cremer García. A hidratação adequada é essencial para a fibra exercer seus efeitos benéficos no sistema digestivo. 5. Fibras ajudam a controlar o colesterol e a glicose Verdade. As fibras solúveis, como as encontradas na aveia e na cevada, têm um efeito comprovado na redução do colesterol LDL (“ruim”) e no controle da glicose no sangue. Uma revisão publicada no The American Journal of Clinical Nutrition concluiu que o consumo diário de 3 gramas de betaglucano de aveia pode reduzir o colesterol LDL e o colesterol total.  Além disso, a fibra pode desempenhar um papel importante na redução do risco de diabetes tipo 2, a forma mais comum de diabetes. Ao retardar a absorção de açúcar no intestino, a fibra ajuda a prevenir picos nos níveis de glicose no sangue, contribuindo assim para um melhor controle glicêmico. Por Yasmin Berlezi

As pessoas que ‘enxergam’ línguas estrangeiras

Fonte: BBC Brasil | Seção: Notícias | Imagem: Reprodução Internet | Data: 13/04/2025 O nome da minha mãe é da cor do leite. As cordas de uma guitarra acústica, quando dedilhadas, tocam o amarelo forte do favo de mel. O som é plano, duro ou macio. E segunda-feira é cor-de-rosa. Estas sensações são sempre as mesmas e estão sempre presentes. Trata-se da sinestesia – no meu caso, sinestesia grafema-cor, sinestesia som-cor e sinestesia auditiva-tátil. Como ocorre com muitas pessoas sinestésicas, descobri ainda jovem que eu tinha talento para a música e os idiomas. Na música, eu não me destacava no ato físico de me apresentar, mas sim na composição. Eu me tornei compositora para filmes curtos e dança teatral, além de editora de sons para televisão. Para mim, escrever música se parecia muito com um idioma, já que eu “via” as cores dos sons de forma parecida. Também estudei francês, alemão, espanhol e linguística – e a cor dos idiomas me ajuda a lembrar as palavras e os padrões gramaticais. A sinestesia é um fenômeno neurológico que faz com que cerca de 4,4% das pessoas vivenciem o mundo como uma cacofonia de sensações. Foram identificados cerca de 60 tipos diferentes de sinestesia, mas pode haver mais de 100 e alguns tipos são vivenciados de forma conjunta. Acredita-se que esta condição seja causada por características genéticas hereditárias que afetam o desenvolvimento estrutural e funcional do cérebro. O aumento da comunicação entre regiões sensoriais do cérebro significa, por exemplo, que as palavras podem estimular o paladar, sequências de números podem ser percebidas em disposições espaciais ou a sensação das texturas pode desencadear emoções. A sinestesia não é considerada um distúrbio neurológico. Ela está relacionada a condições de saúde mental e desenvolvimento neurológico, incluindo autismo, ansiedade e esquizofrenia. Mas ela é descrita como “realidade perceptiva alternativa”, geralmente considerada benéfica. “Quando eu era mais jovem, sabia que observava o mundo de um jeito diferente e minha forma de descrever aquilo para os outros era ‘colorida’”, conta Smadar Frisch. Frisch tem sinestesia grafema-cor, sinestesia som-cor e sinestesia léxico-gustativa, que faz as palavras terem sabor. Ela explora o mundo dos sentidos no seu podcast, Chromatic Minds (“Mentes cromáticas”, em tradução livre). E, no momento, está escrevendo seu primeiro livro sobre o tema. “Aprender na escola era demais para mim, em termos sensoriais”, ela conta. “É muito difícil tentar solucionar uma equação quando toda a coloração de uma série de números era uma explosão psicodélica.” Este jato de cores, segundo Frisch, pode fazer com que ela perca o foco e esqueça o que está fazendo. “[Era o] mesmo com a linguagem”, ela conta. “As cores, músicas e sensações de paladar das palavras me inflamavam e eu queria tanto me expressar, que perdia o foco.” Somente quando havia quase terminado o ensino médio, ela conheceu o livro de Richard Cytowic e David Eagleman, Wednesday is Indigo Blue (“Quarta-feira é azul índigo”, em tradução livre). “Minha ideia inicial era que quarta-feira, na verdade, é laranja”, conta Frisch. “E eu precisava conseguir este livro.” Para ela, foi uma reviravolta. “Finalmente compreendi como o meu cérebro sinestésico é ligado e conectado. E pensei comigo mesma como este fenômeno é incrível. Posso usar as cores para me ajudar a aprender, em vez de me confundir.” Frisch desenvolveu um sistema de codificação por cores para ajudá-la a aprender novos idiomas de forma rápida e fluente. Estudar idiomas não parecia mais algo confuso, mas sim “organizado”, segundo ela. “E funcionou! Meu mundo inteiro mudou. Fui aprender aquilo em que o meu cérebro estava destinado a se destacar: idiomas.” Frisch conta que conseguiu aprender francês e espanhol até chegar ao nível avançado em apenas dois meses. “Tive nota 90+ em cada exame [de francês e espanhol]”, afirma ela. Estes exames fizeram parte do seu Te’udat Bagrut, a qualificação obtida em Israel ao término do ensino médio. Frisch conta que, atualmente, sabe falar sete idiomas com fluência – e que pode aprender qualquer idioma que quiser, “sem dificuldade e em pouco tempo”. Julia Simner é diretora do laboratório de Pesquisa sobre Sinestesia Multissensorial da Universidade de Sussex, no Reino Unido. Ela e sua equipe examinaram cerca de 6 mil crianças com seis a 10 anos de idade. “Selecionamos cada um individualmente para determinar a sinestesia e, em seguida, oferecemos [a eles] uma bateria de testes para determinar quais técnicas são favorecidas por esta particularidade”, explica ela. O estudo concluiu que as crianças com sinestesia obtiveram melhores resultados em uma série de técnicas do que as crianças que não vivenciam o fenômeno. E estas técnicas, segundo Simner, “certamente auxiliam o aprendizado do primeiro e segundo idiomas”. “Especificamente, elas apresentaram desempenho significativamente melhor em vocabulário receptivo (quantas palavras elas conseguiam entender), vocabulário produtivo (quantas palavras elas sabiam dizer), armazenamento de memória de curto prazo, atenção aos detalhes e criatividade”, afirma ela. “Estas técnicas relacionadas à sinestesia indicam que podemos esperar que o aprendizado de um segundo idioma seja mais fácil para alguém com sinestesia.” Simner explica que ter cores sinestésicas torna as letras mais fáceis de serem memorizadas. E as cores da sinestesia podem passar de um idioma para outro, fazendo com que as palavras no segundo idioma também sejam memorizadas com mais facilidade. “Essas cores podem migrar entre os idiomas pela aparência ou pelo som das letras”, explica Simner. “É como se a cor se transferisse de um idioma para outro.” Caleidoscópio de palavras Em 2019, outro experimento liderado pelos psicólogos da Universidade de Toronto, no Canadá, descobriu a sinestesia grafema-cor. Nela, cada letra ou número possui sua própria cor distinta, fornecendo uma vantagem significativa de aprendizado estatístico – a possibilidade de que a pessoa “veja” padrões, o que é uma capacidade fundamental para o aprendizado de idiomas. Os pesquisadores pediram aos participantes que ouvissem um conjunto de palavras sem sentido, como “mucá” e “beô”. Elas representavam um idioma “artificial”. Em seguida, eles ouviram um segundo conjunto de palavras, que incluía as palavras artificiais originais e novas palavras artificiais que representavam um idioma “estrangeiro”. E foi pedido aos participantes que diferenciassem as “palavras” de cada um dos dois idiomas artificiais. “Não havia significado”, explica a psicóloga Amy Finn, diretora

Como nossos cães se conectam emocionalmente conosco (e como melhorar essa sintonia)

Fonte: Correio Braziliense | Seção: Notícias | Imagem: Reprodução Internet | Data: 28/03/2025 Cães de estimação conseguem entrar em sintonia com humanos para criar conexões emocionais e melhorar vínculos de amor Sincronização é uma habilidade fundamental nos nossos relacionamentos porque ajuda a fortalecer os laços sociais e manter a sensação de pertencimento. Observamos sincronização especialmente nas interações entre pessoas emocionalmente próximas. Ela pode ser notada em coisas como balançar a cabeça ao mesmo tempo durante um bate-papo ou refletir o mesmo tom de voz. Outros exemplos de sincronização são casais ou amigos caminhando juntos ou dançando em pares. Mesmo que inconscientemente, muitas vezes refletimos os comportamentos uns dos outros durante interações: rimos ao mesmo tempo, imitamos gestos e posturas, e sincronizamos nossos estados emocionais. Sabe quando aquele amigo está animado e você sente que essa energia é contagiante? Essa sensação de sentir o que o outro sente ajuda a criar um clima de harmonia e indica empatia na interação. Os cães também têm essa habilidade. Assim como nós humanos, eles conseguem entrar na nossa sintonia em várias situações do dia a dia. Isso não é mera imitação. É uma habilidade fundamental para criar conexão emocional e melhorar os vínculos que temos com eles. Sincronia na relação com os cães Nas relações entre pessoas e cães a sincronização é um alicerce do processo de domesticação. Ela é observada mesmo entre filhotes de um mês de idade. Pesquisas sobre sincronia entre cães e humanos, sugerem que a sincronização comportamental na relação com cães é influenciada por vários fatores, incluindo o tipo de relacionamento e os estados emocionais das pessoas envolvidos na interação. Além disso, a sincronização pode estar relacionada à ativação de neurônios-espelho em humanos e cães. Uma possível explicação para comportamentos sincronizados entre humanos e cães é que com a convivência os cães aprenderam a adaptar seus padrões de movimento e sincronizar com seus companheiros humanos. Por exemplo, eles ajustam seus níveis de atividade comportamental com base no fato de seus donos estarem parados ou em movimento, destacando sua atenção aos humanos. Alguns estudos afirmam que os cães podem sincronizar comportamentos e estados emocionais de forma mais eficaz com os humanos com quem compartilham relacionamentos fortes, principalmente se houver um histórico de interações positivas, como brincar ou acariciar. Embora a teoria da sincronização comportamental ou motora entre duas espécies esteja bem documentada, seus mecanismos subjacentes ainda são debatidos e precisam de mais exploração. Entender como e em que situações essa habilidade é observada, pode nos ajudar a nos comunicar melhor com nossos companheiros caninos. Alguns exemplos de sincronização entre cães e humanos são: Como criar mais sincronia com os cães e por que isso importa Compreender a sincronização entre cães e seus tutores é mais do que uma curiosidade cientifica. Entender como isso funciona, têm aplicações práticas para melhorar a cooperação entre tutores e cães e os protocolos de treinamento, auxiliar na seleção de cães de serviço e promover o bem-estar, promovendo uma melhor comunicação entre cães e tutores. Além disso, examinar a sincronização em ambientes familiares e considerar fatores como estresse e diferenças individuais pode oferecer uma visão mais abrangente dos fatores que podem moldar os níveis de sincronização no relacionamento entre cães e tutores. Se você quer promover mais sintonia no relacionamento com seu companheiro canino, é importante se envolver em atividades agradáveis, como acariciar, brincar ou criar uma rotina de sessões de treinamento positivo. Isso pode ajudar a aumentar o foco do cão em quem está interagindo com ele porque esse tipo de atividade é percebido como gratificante. O contato visual com o cão é outra coisa que aumenta a sincronização com ele pois isso ajuda a criar uma sincronização neural. Ao mesmo tempo, evitar interações que possam ser percebidas como aversivas para o cão, como abraçar o seu pet pode ajudar a evitar conflitos e estresse. Portanto, da próxima vez que ficar na dúvida se dever ir passear com seu cão, fazer carinho nele enquanto assistem aquele filme juntos, ou se levantar para brincar quando ele traz a bolinha todo animado te chamando, lembre-se que se envolver nessas atividades pode ser uma boa maneira de melhorar a sintonia emocional com seu companheiro e tornar a relação mais feliz para ambos. * Renata Roma é pós-doutoranda no Centro de Ciências Comportamentais e Estudos de Justiça e no Pawsitive Connections Lab da Universidade de Saskatchewan, no Canadá. Esse texto foi originalmente publicado no site The Conversation.