6 dicas para incluir mais proteínas nas refeições

Fonte: Correio Braziliense | Seção: Notícias | Imagem: Reprodução Internet | Data: 30/07/2025 Veja como consumir esse nutriente de maneira saudável para manter o bem-estar do corpo e aumentar a massa muscular As proteínas são uma matéria-prima importante para a saúde do corpo. Responsáveis por parte da composição de todas as células e tecidos, formam músculos, esqueleto, pele, cabelos e unhas e constituem órgãos como coração, pulmão e rins. Além disso, também formam substâncias vitais para funcionamento e defesa do organismo, como hormônios, enzimas, neurotransmissores e anticorpos. No entanto, para obter todos os seus benefícios, incluí-la nas refeições diárias é um critério fundamental que, muitas das vezes, não é cumprido devido à correria do dia a dia. Assim, muitas pessoas não consomem a quantidade recomendada de proteínas ou, ainda, exageram na dose, o que pode provocar fraqueza muscular, queda de cabelo, alterações na pele, problemas imunológicos etc. Apesar disso, a boa notícia é que é possível incluir as proteínas nas refeições de forma saudável. Abaixo, com ajuda da nutricionista Liz Galvão, parceira da Verde Campo, empresa de produtos sem lactose, listamos algumas dicas! 1. Utilize diversas fontes O corpo humano pode obter proteínas a partir de fontes vegetais, como feijões, amendoim, soja, castanhas, espinafre, brócolis, chia, linhaça, aveia e lentilha, e por fontes animais, como leite, carnes, ovos, iogurte e queijo. Variar o cardápio com opções criativas pode ajudar a incluir proteínas desde as principais refeições até o lanchinho na hora da correria. Por exemplo: no café da manhã, ovos com queijo e sementes; nos lanches, iogurtes com castanhas ou granolas saudáveis; no almoço e jantar, carnes com cereais e leguminosas. Planejar as refeições é fundamental para o sucesso da alimentação. Ainda, evita que você fique “comendo qualquer coisa” ou até que deixe de comer — o que também não é o ideal. 3. Invista em lanches práticos Sabemos que, hoje em dia, a maioria das pessoas vive uma rotina intensa. Então, ter opções que facilitam ajuda bastante, como os iogurtes e shakes proteicos, produtos cujo segmento continua a crescer. É interessante optar por marcas que se preocupem com os ingredientes de boa qualidade e que auxiliem no bem-estar. 4. Utilize pasta de oleaginosas como acompanhamento Nos lanches práticos, vale investir também em pasta de amendoim, de castanha-de-caju, de amêndoas ou de nozes, pois elas são ótimas fontes de proteína vegetal e gorduras boas. Para isso, basta incluí-las como acompanhamento de frutas, pães integrais, panquecas ou até smoothies, isso ajuda a manter a quantidade de proteína diária e ainda adiciona mais sabor às refeições. 5. Use suplementos com moderação e orientação Se você tem dificuldade em atingir a quantidade ideal de proteína com a alimentação, suplementos como whey protein (ou versões vegetais, como proteína de arroz ou ervilha) podem ser aliados, desde que indicados por um nutricionista. 6. Consulte um especialista Em tempos de informações propagadas na internet, é preciso ficar atento. Fazer uma dieta por conta própria não é a melhor solução para ter resultados satisfatórios. Procure um nutricionista para te orientar, calcular as suas necessidades individuais de acordo com o seu organismo e objetivos. Ter uma dieta pré-estabelecida e um acompanhamento constante ajuda a manter a rotina de alimentação e conquistar o bem-estar. Por Liz Galvão e Redação EdiCase

Demência pode ser prevenida com hábitos simples, mostra estudo

Fonte: Correio Braziliense | Seção: Notícias | Imagem: Reprodução Internet | Data: 29/07/2025 Estudo com mais de 2 mil pessoas acima de 60 anos e em risco de declínio cognitivo mostra que conjunto de estratégias estruturadas, como adotar uma dieta saudável e rotina de atividades físicas regulares, ajuda a retardar a neurodegeneração. Um programa estruturado de mudanças de hábitos, incluindo exercícios físicos, dieta equilibrada e atividades cognitivas, pode melhorar significativamente a função cerebral de idosos com risco elevado de demência. A conclusão é de um estudo norte-americano que acompanhou 2.111 voluntários entre 60 e 79 anos ao longo de dois anos, publicado na revista científica Jama, divulgado na Conferência Internacional de Alzheimer (AAIC), realizada on-line.  O estudo US Pointer usou dados de cinco centros de pesquisa dos Estados Unidos e considerou abordagens multidisciplinares no enfrentamento à demência. Os pesquisadores compararam duas estratégias de prevenção: uma estruturada, com orientação contínua, atividades em grupo e metas de saúde, e outra autoguiada, com recomendações básicas para mudanças de estilo de vida, mas sem supervisão intensiva. Segundo os resultados, ambas as abordagens contribuíram para uma melhora na função cognitiva global dos participantes. No entanto, a evolução foi mais acentuada no grupo que seguiu o programa estruturado. A diferença foi de 0,029 desvio padrão — medida estatística usada na pesquisa. Embora pareça pequena, foi considerada significativa e clinicamente relevante pelos cientistas. Os ganhos cognitivos foram particularmente visíveis nas funções executivas (capacidade de planejar, organizar e tomar decisões) e na velocidade de processamento das informações. Já a memória episódica apresentou resultados semelhantes entre os grupos. “As intervenções não farmacológicas são promissoras porque atacam diversos fatores de risco de forma simultânea. Estamos falando de medidas de baixo custo, seguras e acessíveis, que podem beneficiar milhões de pessoas”, afirma a pesquisadora principal, Laura D. Baker, da Escola de Medicina da Wake Forest University. No grupo estruturado, os participantes tiveram 38 encontros presenciais em equipe ao longo de dois anos, com acompanhamento de profissionais de saúde e metas de exercícios físicos — como 150 minutos semanais de atividade aeróbica e treino de resistência muscular. Também receberam incentivos para seguir a dieta Mind, que combina elementos do regime mediterrâneo e da Dash (um programa alimentar para saúde cardiovascular), priorizando vegetais, azeite, oleaginosas, grãos integrais e frutos vermelhos, como o mirtilo. O programa incluiu sessões de treino cognitivo on-line, atividades sociais e monitoramento regular de indicadores cardiovasculares, como pressão arterial, colesterol e glicemia. Já no grupo autoguiado, os voluntários participaram de apenas seis encontros presenciais e receberam materiais educativos, sem acompanhamento sistemático. Os pesquisadores afirmam que o estudo pode orientar políticas públicas voltadas para a prevenção do declínio cognitivo. Programas de saúde comunitários, academias públicas e centros de convivência para idosos poderiam adotar estratégias semelhantes, com foco em quatro pilares: atividade física regular, alimentação balanceada, estímulo mental e engajamento social. “O potencial de melhorar a cognição com menos recursos e menor sobrecarga para os participantes é convincente”, atesta Laura D. Baker. “Isso destaca que, embora nem todos tenham o mesmo acesso ou capacidade de aderir a intervenções comportamentais mais intensivas, mesmo mudanças modestas podem proteger o cérebro.” Atuando no tratamento de doenças neurodegenerativas, o neurocirurgião funcional e pesquisador da Universidade de Campinas (Unicamp) Marcelo Valadares destaca que, mesmo na terceira idade, é possível adiar a demência. Segundo o médico, um dos pilares da prevenção é manter-se ativo fisicamente, embora com limitações. Acompanhamento de quadros como perda auditiva, depressão e doenças cardiovasculares deve ser intensificado, ensina. “Ficar isolado, sem propósito ou sem conversa faz o cérebro envelhecer mais rápido.” Externos O neurocirurgião destaca que fatores externos também podem contribuir para a demência. A exposição cumulativa à poluição atmosférica é um deles. Histórico de traumatismo craniano também influencia, pois cicatrizes neurológicas tendem a enfraquecer as defesas do cérebro ou desencadear processos degenerativos de forma silenciosa.  Marcelo Valadares lembra que é importante se dedicar a atividades diversas. “A interação de diferentes estímulos é o que mais fortalece o cérebro”, diz. O médico cita outro estudo, além do publicado no Jama, realizado com idosos em situações de risco de demência. Assim como a de agora, a pesquisa demonstrou que a combinação de alimentação saudável, exercícios, treino cognitivo e controle clínico reduziu em até 30% o declínio cognitivo em dois anos de acompanhamento. Próxima fronteira “À medida que a incidência da demência cresce em todo o mundo, o estudo US Pointer reforça uma mensagem vital para a saúde pública: o comportamento saudável tem um impacto poderoso na saúde do cérebro. Esta é uma oportunidade crucial para a saúde pública. A intervenção foi eficaz em um grupo amplo e representativo — independentemente de sexo, etnia, risco genético ou estado de saúde cardíaca — demonstrando sua aplicabilidade e escalabilidade. Os resultados positivos nos incentivam a considerar o potencial de uma combinação de um programa de estilo de vida e tratamento medicamentoso como a próxima fronteira em nossa luta contra o declínio cognitivo e, possivelmente, a demência.” Joanne Pike, doutora em Saúde Pública, presidente e CEO da Associação de Alzheimer Poluentes afetam o cérebro Uma análise de estudos com dados de quase 30 milhões de pessoas destacou o papel que a poluição do ar — incluindo a proveniente das emissões de escapamentos de automóveis — desempenha no aumento do risco de demência. Estima-se que o declínio cognitivo afete mais de 57,4 milhões de pessoas em todo o mundo, número que deverá quase triplicar para 152,8 milhões de casos até 2050.  A poluição do ar foi recentemente identificada como um fator de risco para demência, com vários estudos apontando o dedo para uma série de poluentes. No entanto, a força das evidências e a capacidade de determinar um efeito causal têm sido variáveis. Em um artigo publicado na revista The Lancet Planetary Health, uma equipe liderada por pesquisadores da Unidade de Epidemiologia do Conselho de Pesquisa Médica (MRC) da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, realizou uma revisão sistemática e meta-análise da literatura científica existente para examinar essa ligação mais a fundo.  Os pesquisadores encontraram uma associação positiva e estatisticamente significativa entre três tipos de poluentes atmosféricos e demência. Foram eles: matéria

Até que ponto é normal ficar com as costas curvadas ao envelhecer?

Fonte: CNN Brasil | Seção: Notícias | Imagem: Reprodução Internet | Data: 23/06/2025 Leve arqueamento da coluna pode ser parte do envelhecimento, mas curvaturas acentuadas sinalizam riscos como osteoporose e hérnias; saiba quando é hora de procurar ajuda médica À medida que os anos passam, o corpo humano enfrenta uma série de transformações naturais. Uma das mudanças mais visíveis em algumas pessoas é a postura encurvada, com as costas arqueadas e os ombros projetados para a frente. Mas, afinal, essa curvatura é sempre sinal de um problema ou pode fazer parte do envelhecimento normal? A coluna vertebral, estrutura responsável por sustentar nosso corpo e permitir movimentos, tem curvaturas naturais que ajudam na distribuição do peso e na absorção de impactos. Essas curvas — a lordose (na região cervical e lombar) e a cifose (na região torácica) — são importantes para o equilíbrio e a mobilidade. No entanto, com o passar dos anos, é comum que essas curvaturas se acentuem. “Nossa coluna é formada por vértebras e discos. Os discos são formados por colágeno, água e ácido hialurônico. Quando envelhecemos, vamos perdendo esses componentes e os discos vão desgastando sua estrutura”, explica o ortopedista e cirurgião da coluna Luciano Miller, do Hospital Israelita Albert Einstein. “Por isso, é comum diminuirmos de tamanho e há risco de desenvolvermos hérnia e estenose lombar.” Uma leve acentuação da cifose torácica pode ser considerada parte do processo natural de envelhecimento, especialmente em pessoas sedentárias, que passam muito tempo com posturas inadequadas ou que sofreram pequenas perdas de massa muscular ao longo do tempo. Nesses casos, a alteração na postura é chamada de cifose postural, costuma ser leve e não causa dor ou limitações significativas. Em geral, essa curvatura nas costas é revertida com exercícios, alongamentos e postura adequada. Contudo, quando a curvatura se torna muito acentuada, prejudica visivelmente a postura, e pode causar dores, dificuldade para se mover ou até comprometimento respiratório. Esse quadro é conhecido como hipercifose e tem relação com a perda da estrutura do disco e alteração das vértebras por perda da massa óssea com uma cifose progressiva. “Cifose e lordose são curvas normais para equilibrarmos nosso corpo como uma mola na posição ereta. A hipercifose é quando essa curva é muito grande [acima de 50 graus] medida no perfil. A escoliose é um desvio da coluna no plano frontal, definida com uma angulação maior que 10 graus. As pessoas desenvolvem escoliose e hipercifose por uma mistura de predisposição genética e de alterações da estrutura muscular e ligamentar”, explica o ortopedista. Essa condição é mais comum em idosos e pode ter diferentes causas, sendo a mais frequente a fratura por compressão vertebral, geralmente associada à osteoporose – doença que enfraquece os ossos e os torna mais suscetíveis a quebras. Nesses casos, não se trata apenas de má postura. “Com a osteoporose, as vértebras vão enfraquecendo e perdendo altura, aumentando a cifose”, pontua Miller. Além da osteoporose, outras causas podem ser doenças degenerativas da coluna, como a espondilose, condições musculares que comprometem a força e o tônus, ou ainda fatores genéticos. Em alguns casos, a hipercifose também pode ser consequência de um histórico de má postura desde a juventude, que se agrava com a idade. “Naturalmente, vamos aumentando a cifose devido a perda de massa muscular, envelhecimento do disco e perda da altura das vértebras por osteoporose. Nos casos de doenças, essas alterações são muito mais graves, com angulações muito grandes que causam dor”, observa o cirurgião. É importante diferenciar uma postura levemente curvada, que não afeta a qualidade de vida, de uma curvatura excessiva, que pode ser sinal de problema. Para isso, é importante estar atento a sinais como: dor persistente nas costas, especialmente na parte superior da coluna; diminuição perceptível na estatura; dificuldade para levantar a cabeça ou manter o olhar na linha do horizonte; perda de equilíbrio ou quedas frequentes; dificuldade para respirar profundamente e curvatura visivelmente aumentada em pouco tempo. Ao identificar qualquer um desses sintomas, é fundamental procurar um médico, geralmente um ortopedista ou reumatologista. O diagnóstico precoce permite adotar medidas para evitar a progressão da curvatura e tratar possíveis causas subjacentes. Miller ressalta que manter uma boa postura é uma das principais formas de prevenir problemas na coluna. A prática regular de exercícios físicos, especialmente os que fortalecem a musculatura das costas e do abdômen (como pilates, ioga, musculação, natação e alongamento) pode fazer toda a diferença — quando bem orientados. Além disso, manter uma alimentação rica em cálcio e bons níveis de vitamina D também é essencial para a saúde óssea. “As mulheres devem ficar atentas principalmente quando estiverem próximas da menopausa e os homens na andropausa”, orienta o médico. Outras recomendações importantes são evitar o tabagismo, o consumo excessivo de álcool e o sedentarismo, pois essas medidas contribuem para manter a coluna saudável mesmo com o avançar da idade. “Em relação à nossa postura, sempre temos que nos preocupar” alerta o médico do Einstein.

Benefícios da vitamina D: por que ela é tão importante para a saúde

Fonte: G1 | Seção: Notícias | Imagem: Reprodução Internet | Data: 06/06/2025 Entenda os benefícios da vitamina D para o corpo e saiba quais sinais indicam deficiência e quando buscar orientação médica. A vitamina D é um nutriente indispensável para o bom funcionamento do corpo e impacta diretamente a nossa saúde e qualidade de vida. Conhecida como “vitamina do sol”, a substância é fundamental para fortalecer os ossos, reforçar o sistema imunológico, proteger o coração e até promover o equilíbrio emocional. Não é à toa que os benefícios da vitamina D são tão reconhecidos pelos profissionais de saúde. Manter níveis adequados de vitamina D é uma das formas mais eficazes de prevenir doenças e garantir o bom desempenho de diversas funções do organismo. Seus benefícios vão muito além da saúde óssea, influenciando positivamente a imunidade, a saúde cardiovascular, a força muscular e o bem-estar mental. Para que serve a vitamina D no organismo? A vitamina D é uma substância lipossolúvel, ou seja, ela se dissolve em gordura e pode ser armazenada pelo corpo. Sua principal função é auxiliar na absorção de cálcio e fósforo, minerais essenciais para a formação e manutenção dos ossos e dentes. Entender essa função básica é fundamental para reconhecer os benefícios da vitamina D para o esqueleto e a estrutura corporal. Essa vitamina também é importante na sua relação com a saúde cardiovascular. Estudos indicam que níveis adequados da substância estão associados a um menor risco de doenças do coração, pois ajudam a regular a pressão arterial e a reduzir a inflamação dos vasos sanguíneos. Outro ponto é que a vitamina D está envolvida na função muscular, prevenindo fraqueza e reduzindo o risco de quedas, especialmente em idosos. Ao considerar todos esses fatores, fica claro como os benefícios da vitamina D se estendem a várias áreas da saúde. Quais são os principais benefícios da vitamina D? Os benefícios da vitamina D são amplos e impactam diferentes sistemas do corpo. Confira abaixo os principais: Fortalecimento dos ossos e dentes A vitamina D é essencial para a absorção do cálcio, prevenindo doenças como a osteoporose e o raquitismo. Ela também ajuda na mineralização óssea, tornando os ossos mais resistentes e saudáveis. Reforço do sistema imunológico Essa vitamina desempenha um papel fundamental na regulação do sistema imune, ajudando a prevenir doenças infecciosas, como gripes e resfriados. Estudos também sugerem que ela pode reduzir o risco de doenças autoimunes, como esclerose múltipla e artrite reumatoide, ampliando ainda mais os benefícios da vitamina D. Prevenção de doenças cardiovasculares Pesquisas apontam que a vitamina D pode contribuir para a saúde cardiovascular, reduzindo inflamações e ajudando a controlar a pressão arterial. Dessa forma, incluir os benefícios da vitamina D na rotina de cuidados diários pode ser um método eficiente para reduzir o risco de hipertensão, infarto e AVC. Melhora da saúde mental Estudos sugerem que a vitamina D também pode estar relacionada à melhora do humor e à prevenção de transtornos como a depressão. Assim, entre os diversos benefícios da vitamina D, destaca-se também o seu impacto positivo sobre o equilíbrio emocional e a saúde mental. O que a falta de vitamina D pode causar? A deficiência de vitamina D pode gerar vários problemas de saúde, afetando diferentes áreas do corpo. Os principais sintomas da falta de vitamina D incluem: Além disso, a deficiência prolongada dessa vitamina pode levar ao desenvolvimento de doenças mais graves, como osteoporose, raquitismo (em crianças), doenças cardiovasculares e transtornos metabólicos. Como garantir bons níveis de vitamina D? A principal forma de obter vitamina D é através da exposição solar. Quando a pele entra em contato com a luz do sol, o corpo sintetiza a vitamina D naturalmente. No entanto, fatores como uso excessivo de protetor solar, pouca exposição ao sol e idade avançada podem dificultar essa produção. 1. Exposição solar Para garantir bons níveis de vitamina D, recomenda-se tomar sol por pelo menos 15 a 30 minutos ao dia, preferencialmente nos horários de menor intensidade (antes das 10h e depois das 16h). 2. Alimentação rica em vitamina D Embora a principal fonte seja a luz solar, alguns alimentos também contêm vitamina D. Entre os mais recomendados estão: 3. Suplementação Em casos de deficiência ou dificuldade em obter vitamina D de forma natural, a suplementação pode ser necessária. Sempre consulte um médico ou nutricionista para avaliar a necessidade de suplementação de vitamina D e a dosagem correta. A maioria dos suplementos de vitamina D são facilmente encontrados em farmácias e podem ser adquiridos dependendo das suas necessidades. Os benefícios da vitamina D para a saúde são amplos, indo desde a manutenção da saúde óssea até a prevenção de doenças crônicas. A deficiência dessa vitamina pode causar sérios problemas, tornando essencial garantir bons níveis por meio da exposição solar, alimentação e, quando necessário, suplementação. Mantenha sua saúde em dia e aproveite todas as vantagens da vitamina D.

Estudo mostra o que é preciso para envelhecer bem e com qualidade

Fonte: Correio Braziliense | Seção: Notícias | Imagem: Reprodução Internet | Data: 20/07/2025 Segundo pesquisa, são necessários tratamentos específicos de saúde, utilizar senolíticos (medicamentos que eliminam células envelhecidas e danificadas), além de mudar hábitos de vida e adotar políticas públicas efetivas No mundo em que mais de 1 bilhão de pessoas já ultrapassaram os 60 anos e, no Brasil com 32 milhões de homens e mulheres acima dessa idade, pensar em uma vida longeva com qualidade passou a ser prioridade. Uma equipe de cientistas europeus acaba de publicar um estudo em que alerta o quanto é urgente adotar políticas públicas que programem a velhice e previnam as doenças “típicas” dessa faixa etária, além da emergência nas mudanças de hábitos, incluindo alimentação saudável, exercícios físicos e redução de situações de estresse. Artistas, como o multi-instrumentista Hermeto Pascoal, de 89 anos, provam isso ao deixar que a sensibilidade e a leveza os guiem. De forma semelhante, age Dona Onete, de 86 anos, que sugere abandonar os maus pensamentos para viver bem. Porém, os cientistas preferem ir pela razão. A programação para um envelhecimento com qualidade de vida e a prevenção também são as premissas defendidas pelos profissionais de distintas áreas da saúde que lidam com idosos. O Correio ouviu médicos, fisioterapeutas e psicólogos que atuam diretamente com pessoas acima dos 60 anos. Todos foram unânimes na defesa da adoção de medidas de políticas públicas para o tema e das alterações cotidianas para a longevidade. Recomendações que os cientistas europeus ratificaram no estudo recém-publicado. Publicado na revista científica Agim, o estudo “Repensando os cuidados de saúde por meio da biologia do envelhecimento” envolveu pesquisadores do Instituto Europeu de Pesquisa para Biologia do Envelhecimento (ERIBA), da Universidade Médica de Groningen (UMCG) e da Universidade de Groningen (RUG). A proposta é adotar medidas preventivas, por meio da biologia do envelhecimento, e assim, estender a expectativa de vida, garantindo saúde às pessoas e menos despesas aos cofres públicos com atendimentos e tratamentos para quem sofre de comorbidades “preveníveis”. Batalha Para o pesquisador Marco Demaria, do Instituto Europeu de Pesquisa para Biologia do Envelhecimento (ERIBA), primeiro autor do estudo, trata-se de uma batalha em que é preciso “atacar” o processo biológico do envelhecimento, prevenindo as doenças crônicas e, paralelamente, colocando em prática políticas de atendimento à saúde que corroborem com esse esforço. Segundo ele, ao incentivar essas mudanças, casos de câncer, doenças cardíacas e diabetes tipo 2 diminuirão. De acordo com o cientista, os cuidados para o envelhecer bem passam por três pilares: identificar eventuais problemas de saúde e tratá-los; utilizar novas ferramentas de prevenção, como senolíticos (medicamentos que eliminam células envelhecidas e danificadas que podem contribuir para o envelhecimento e doenças relacionadas) e células senescentes prejudiciais, e rapalogs (medicamentos preventivos de doenças relacionadas ao envelhecimento que regulam o metabolismo celular e previnem futuros problemas), além de mudanças de estilo de vida e adoção de políticas públicas efetivas. No estudo, os pesquisadores observaram que as queixas mais comuns entre os idosos passam por doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2, osteoartrite, neurodegeneração e câncer. Também há a chamada “polifarmácia” , que é o uso de múltiplos medicamentos para tratar doenças coexistentes que acabam causando complicações adicionais, como efeitos colaterais e aumento de hospitalizações. “A prevenção de danos relacionados ao envelhecimento exige uma mudança sistêmica em direção à pesquisa preditiva e preventiva, com ênfase em dados multiômicos, intervenções no estilo de vida e intervenções no início da vida”, ressaltou Demaria. Prevenção No estudo e na prática, pesquisadores e profissionais de saúde defendem que a prevenção é fundamental para assegurar um envelhecimento com qualidade. São escolhas cotidianas que mudam a perspectiva futura, ressaltam os cientistas e os médicos, fisioterapeutas e psicólogos, como a adoção de exercícios físicos, alimentação saudável, sono de qualidade e redução do estresse. Para Marco Túlio Cintra, médico, presidente da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG) e professor adjunto do Departamento de Clínica Médica da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), o processo vai além das escolhas individuais, é preciso adotar políticas públicas urgentes. “Temos de mudar muito a realidade brasileira”, ressaltou. “(É preciso) modificar com mais mobilidade, mais acesso à educação e à saúde, melhoria de diagnóstico precoce, fora os próprios idosos que precisam ter mais oportunidade para viverem ativos.” A psicóloga Marcelle Passarinho Maia, coordenadora da Psicologia do Hospital Anchieta Ceilândia, acrescentou que a atenção com o envelhecimento deve começar muito antes da idade madura. “É recomendável que a reflexão comece na juventude, mas, idealmente, deve se intensificar na meia-idade. A partir dos 40 anos, é preciso ter  mais consciência dos riscos de saúde associados ao envelhecimento e buscar implementar mudanças em seus estilos de vida”, reiterou. Priscilla Mussi, geriatra e coordenadora de Geriatria do Hospital Santa Lúcia, de Brasília, e do programa Cuidar Idoso, relembrou a sabedoria popular para ratificar a urgência desses cuidados. “É aquele velho ditado ‘a gente colhe o que planta’. Se você fizer atividade física, alimentar bem, controlar o estresse, ter um bom propósito de vida e dormir bem, a chance de alcançar 90-100 anos com qualidade é muito alta. Meus pacientes centenários dizem que o maior segredo é não ficar parado física, mental e emocionalmente.” Hudson Azevedo Pinheiro, presidente de Gerontologia da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG) seção DF, fisioterapeuta especialista em gerontologia com doutorado em ciências e tecnologias em saúde pela Universidade de Brasília (UnB), ressalta: “Desde o nascimento, a gente envelhece. Então o processo de envelhecimento é dinâmico, acontece desde o momento que a gente é concebido porque vão acontecendo essas mudanças. Os comportamentos sedentários, como muito tempo em tela. É preciso prestar atenção sobre casos de família, como as situações de hipertensão e diabetes. Então, bons hábitos.” *Colaborou Pedro Ibarra Mais tempo e dignidade  *Sugestões feitas por especialistas brasileiros de distintas áreas de saúde ouvidos pelo Correio. Segredo “Segredo mesmo não tem. Eu deixo o universo mandar. Todo dia acordo, escuto o passarinho, até o silêncio, e já vem música nova na cabeça. Não premedito nada; sinto e toco. Quando a criatividade flui, a mente fica limpa. Somos todos semelhantes, irmãos, ninguém é dono do som.

Ter cães e gatos retarda declínio cognitivo na velhice, aponta estudo

Fonte: Correio Braziliense | Seção: Notícias | Imagem: Reprodução Internet | Data: 15/07/2025 Pesquisa mostra que pets estimulam memória e linguagem em adultos acima dos 50 anos, enquanto peixes e aves não produzem o mesmo efeito no cérebro. Muito além de carinho e companhia, os animais de estimação podem também ser aliados poderosos da saúde mental — especialmente à medida que envelhecemos. Uma pesquisa conduzida por pesquisadores das universidades de Genebra, Lausanne e Zurique, na Suíça, revela que a presença de um pet, em especial cães e gatos, pode ajudar a desacelerar o declínio das funções cognitivas em adultos acima dos 50 anos. O estudo, publicado na revista científica Scientific Reports, analisou dados de mais de 18 anos da Pesquisa de Saúde e Aposentadoria na Europa (SHARE), cruzando informações de milhares de europeus com a presença ou ausência de animais em casa. Foram avaliados os efeitos da convivência com cães, gatos, peixes e pássaros na preservação da memória, da fluência verbal e de outras capacidades mentais. Os resultados revelam que donos de cachorros apresentaram desempenho superior na retenção de memórias de curto e longo prazo. Já os que conviviam com gatos demonstraram uma desaceleração no declínio de habilidades como a fluência verbal. Por outro lado, peixes e aves não mostraram impacto significativo na saúde cognitiva. A razão, segundo Adriana Rostekova, principal autora do estudo, pode estar no tipo de vínculo emocional que cada animal proporciona. “A vida útil de um peixe ou de um pássaro pode limitar o grau de conexão afetiva que alguém desenvolve. Além disso, o barulho causado por aves pode afetar negativamente o sono, o que está associado ao declínio cognitivo”, explica. Outros estudos já haviam apontado que interações com cães e gatos ativam áreas cerebrais relacionadas à atenção e à socialização — elementos fundamentais para a preservação da saúde mental na velhice. Animais que exigem menos cuidado, como peixes e pássaros, tendem a gerar menos estímulos desse tipo. Ainda que os pesquisadores reconheçam a necessidade de novos estudos sobre o tema, a ideia de adotar um companheiro animal como forma de envelhecer com mais saúde cognitiva ganha força. Seja de quatro patas, com penas ou escamas, o importante parece ser o tipo de laço que se estabelece — e o quanto ele é capaz de manter o cérebro desperto para o mundo.

Como é a ‘dieta da Mente’, que promete melhorar a saúde cognitiva

Fonte: BBC News Brasil | Seção: Notícias | Imagem: Reprodução Internet | Data: 12/07/2025 Há muito tempo existem evidências de que o que comemos pode afetar o risco de demência, Alzheimer e declínio cognitivo à medida que envelhecemos. Mas será que uma dieta específica pode realmente manter o cérebro forte e reduzir o risco de demência? As evidências sugerem que a chamada “dieta da mente” pode. A dieta Mind (abreviação em inglês para Intervenção Mediterrânea-Dash para Atraso Neurodegenerativo), que pode ser traduzida como “dieta da mente”, combina a consagrada dieta mediterrânea com a dieta Dash (abordagem alimentar para combater a hipertensão). Mas também inclui algumas modificações alimentares específicas com base em seus benefícios para a saúde cognitiva. Tanto a dieta mediterrânea quanto a Dash são baseadas em hábitos alimentares tradicionais de países que fazem fronteira com o Mar Mediterrâneo. Ambas enfatizam o consumo de muitos alimentos de origem vegetal (como frutas, legumes, verduras, nozes e sementes), laticínios com baixo teor de gordura (como leite e iogurte) e proteínas magras, como peixe e frango. As duas dietas incluem muito pouca carne vermelha e processada. Mas a dieta Dash coloca uma ênfase maior no consumo de alimentos com baixo teor de sódio, menos açúcar adicionado e menos gordura saturada e trans para reduzir a pressão arterial. Ambas as dietas são bastante estudadas, e demonstraram ser eficazes na prevenção de doenças relacionadas ao estilo de vida — incluindo doenças cardiovasculares e hipertensão. Elas também ajudam a proteger os neurônios do cérebro contra danos e beneficiam a saúde cognitiva. A “dieta da mente” segue muitos dos princípios básicos de ambas as dietas, mas dá maior ênfase ao consumo de alimentos que contenham nutrientes que promovam a saúde do cérebro e previnam o declínio cognitivo, incluindo: Vários estudos foram realizados sobre a “dieta da mente”, e as evidências dos benefícios desta abordagem alimentar para a saúde do cérebro são bastante convincentes. Por exemplo, um estudo perguntou a 906 idosos sobre sua dieta habitual — atribuindo a eles uma “pontuação Mind (ou da mente)” com base no número de alimentos e nutrientes que eles consumiam regularmente e que estão associados a um menor risco de demência. Os pesquisadores descobriram uma relação entre as pessoas que tinham uma pontuação mais alta na “dieta da mente” e um declínio cognitivo mais lento, quando foram acompanhadas quase cinco anos depois. Outro estudo com 581 participantes constatou que as pessoas que seguiram rigorosamente a “dieta da mente” ou a dieta mediterrânea por pelo menos uma década, apresentaram menos sinais de placas amiloides no cérebro quando examinadas post-mortem. As placas amiloides são uma das principais características do Alzheimer. A maior ingestão de verduras pareceu ser o componente alimentar mais importante. Uma revisão sistemática de 13 estudos sobre a “dieta da mente” também encontrou uma associação positiva entre a adesão à “dieta da mente” e o desempenho e a função cognitiva em idosos. Um artigo incluído na revisão chegou a mostrar uma redução de 53% no risco de Alzheimer naqueles que adotaram a dieta. É importante observar que a maior parte desta pesquisa é baseada em estudos observacionais e questionários de frequência alimentar, que apresentam suas limitações devido à confiabilidade e ao viés dos participantes. Apenas um ensaio clínico randomizado foi incluído na revisão. Ele constatou que as mulheres que foram aleatoriamente designadas para seguir a “dieta da mente”, em vez de uma dieta de controle por um curto período de tempo, apresentaram uma leve melhora na memória e na atenção. As pesquisas nesta área estão em andamento — então esperamos que, em breve, tenhamos uma melhor compreensão dos benefícios da dieta, e saibamos exatamente por que ela é tão benéfica. Cuidado com a alimentação As diretrizes de saúde pública do Reino Unido recomendam que as pessoas adotem uma dieta balanceada para manter uma boa saúde geral. No entanto, a “dieta da mente” oferece uma abordagem mais específica para aqueles que desejam cuidar da saúde cognitiva. Enquanto as diretrizes de saúde pública incentivam as pessoas a comer pelo menos cinco porções de frutas e legumes diariamente, a “dieta da mente” recomenda optar por verduras e hortaliças verdes (como espinafre e kale) e frutas vermelhas por conta dos benefícios cognitivos. Da mesma forma, enquanto as diretrizes do Reino Unido dizem para escolher gorduras insaturadas em vez de saturadas, a “dieta da mente” recomenda explicitamente que essas gorduras sejam provenientes do azeite de oliva. Isso se deve aos potenciais efeitos neuroprotetores das gorduras encontradas no azeite de oliva. Se você deseja proteger sua função cognitiva à medida que envelhece, aqui estão algumas pequenas trocas simples que você pode fazer diariamente para seguir mais de perto a “dieta da mente”: Essas pequenas mudanças podem ter um impacto significativo na sua saúde geral — inclusive na saúde do seu cérebro. Com cada vez mais evidências que vinculam a dieta à função cognitiva, até mesmo pequenas mudanças nos hábitos alimentares podem ajudar a proteger a mente à medida que você envelhece. *Aisling Pigott é professora de nutrição da Universidade Metropolitana de Cardiff, no País de Gales. Sophie Davies é professora de nutrição da Faculdade de Esporte e Ciências da Saúde de Cardiff, da Universidade Metropolitana de Cardiff. Este artigo foi publicado originalmente no site de notícias acadêmicas The Conversation e republicado aqui sob uma licença Creative Commons. Leia aqui a versão original (em inglês).

O que médico que investigou DNA dos ‘superidosos’ descobriu sobre o ‘segredo da longevidade’

Fonte: Correio Braziliense | Seção: Notícias | Imagem: Reprodução Internet | Data: 08/07/2025 Eric Topol é um renomado pesquisador nos Estados Unidos que publicou diversos artigos científicos. Em seu último livro, ele se aprofunda na ciência de como envelhecer bem, e oferece uma abordagem otimista. Quando o cardiologista Eric Topol atendeu pela primeira vez L.R., de 98 anos, algo chamou sua atenção. Ao perceber que ela não estava acompanhada por nenhum parente, ele perguntou como ela havia chegado ao centro médico. “Ela havia dirigido sozinha. Em pouco tempo, aprenderia muito mais sobre essa senhora incrivelmente vibrante e saudável, que mora sozinha, tem uma ampla rede social e desfruta da sua solidão.” Topol, fundador e diretor da Scripps Research, um respeitado instituto de pesquisa na área de saúde nos Estados Unidos, tem uma longa carreira como cientista e escritor. Seu livro mais recente, Super Agers: An Evidence-Based Approach to Longevity (“Superidosos: uma abordagem baseada em evidências para a longevidade”, em tradução livre), foi elogiado por cientistas renomados, incluindo vários ganhadores do Prêmio Nobel. “Este livro revelador mostra que o segredo da longevidade não está no milagre das pílulas antienvelhecimento, mas em avanços científicos revolucionários”, escreveu a bioquímica Katalin Kariko, vencedora do Prêmio Nobel de medicina de 2023. Em entrevista à BBC News Mundo, serviço de notícias em espanhol da BBC, o médico de 71 anos adverte sobre mitos e pseudociências, sobre “muitas alegações falsas que circulam, suplementos antienvelhecimento para os quais não há evidências, e procedimentos e terapias vendidos sem nenhuma base científica”. “Talvez um dia tenhamos uma pílula mágica, mas a verdade é que não temos nenhuma, não chegamos nem sequer perto disso.” Seu objetivo é compartilhar o que a ciência provou, com fatos, dados e evidências, que “funciona” no processo de envelhecimento saudável. A seguir, está a entrevista com Eric Topol, que conversou com a BBC News Mundo nos Estados Unidos. BBC News Mundo – Você começa seu livro nos apresentando uma de suas pacientes, a senhora L.R. O que a história dela nos diz sobre os ‘superidosos’? Eric Topol – Ela é o protótipo porque tem 98 anos e está totalmente intacta em todos os aspectos, e isso não está em seus genes. Todos os seus familiares, seus pais e irmãos, morreram quando tinham cinquenta ou sessenta anos. Já havíamos aprendido isso em um estudo abrangente que fizemos: essas pessoas que alcançam um estado incrível e saudável de envelhecimento, em sua jornada até os 100 anos, em geral não fazem parte de um padrão familiar. Ela personifica isso porque durante toda a vida se cuidou, não apenas em termos de atividade física e alimentação, mas também tende a ter um comportamento muito alegre, o que anda de mãos dadas com as muitas interações sociais que ela construiu. Ela tem vários hobbies, como pintura a óleo, e ganhou prêmios. É uma pessoa incrível, calorosa e cheia de energia. Na semana passada (última semana de maio), eu a levei para uma grande conferência. Em seus 98 anos de vida, ela nunca havia subido em um palco antes. Deixou toda a plateia encantada. É isso que todos nós deveríamos almejar: um envelhecimento saudável. Esse é o objetivo, e acredito que, com o tempo, vamos chegar lá, em vez de nos tornarmos idosos, como acontece na maioria dos casos, com doenças crônicas e problemas graves relacionados à idade. BBC News Mundo – Que bela experiência para ela estar no palco, não é? Topol – Sim, ela foi maravilhosa, estava muito nervosa, mas você não teria notado. BBC News Mundo – Você mencionou o estudo (lançado em 2007) que fez com seus colegas. Vocês passaram mais de seis anos sequenciando os genomas de cerca de 1,4 mil octogenários, sem problemas de saúde graves. O que descobriram? Topol – Em primeiro lugar, [os participantes] são muito difíceis de encontrar: eles precisavam nunca ter ficado doentes [com condições crônicas ou graves], nem estar sob um regime de medicação [de longo prazo], e deveriam ter mais de 85 anos. Levamos anos para encontrá-los. Depois, demoramos um tempo para fazer todo o sequenciamento dos genomas, e encontramos pouca coisa que explicasse por que eles são do jeito que são. Talvez haja um componente genético, mas não é a explicação predominante. Pode haver um pouco de sorte, claro. Algumas pessoas podem ter muita sorte, mas não acho que isso seja o fundamental. Na verdade, acho que a principal explicação é o sistema imunológico, que está intacto nessas pessoas — e é assim que elas se protegem contra o câncer, as doenças neurodegenerativas e cardiovasculares. Elas têm o tipo certo de resposta imunológica para protegê-las, e não reagir de forma exagerada. Esta é a explicação mais provável. E, claro, todos nós podemos obter isso com nosso sistema imunológico, por meio de um estilo de vida saudável: evitando uma dieta que promova inflamação, e praticando exercícios, porque isso reduz [a inflamação], assim como dormir bem. Tudo se encaixa nesse modelo do sistema imunológico e da inflamação, o chamado inflammaging [termo que combina duas palavras em inglês: inflamm, de inflamação, e aging, de envelhecimento] e imunossenescência [como se denomina o processo de envelhecimento do sistema imunológico]. BBC News Mundo – Você disse que é “libertador” saber que os genes não determinam necessariamente o envelhecimento saudável. Como podemos adiar as doenças e nos tornar “superidosos”? Topol – É libertador para aqueles que, como eu, têm um histórico familiar terrível de morte prematura e doenças crônicas relacionadas ao envelhecimento. O que temos agora são informações sobre fatores de estilo de vida das pessoas [que afetam a saúde], que chamo de fatores de estilo de vida +, mas em breve teremos perfis de risco muito específicos para cada indivíduo. Por exemplo, poder dizer que você não apenas corre o risco de sofrer de Alzheimer, mas também poder fornecer informações sobre quando. No passado, podíamos dizer “sim” ou “não” ao risco de um paciente desenvolver Alzheimer, mas em breve poderemos dizer: “Isso vai acontecer quando você tiver entre 74 e 76 anos, se não fizer nada. Veja o que podemos fazer a partir de agora, sabendo disso.” É uma avaliação muito específica do risco em relação ao tempo e à precisão — o que eu chamo de prognóstico médico

Veja as causas e os sintomas da alergia a camarão

Fonte: Correio Braziliense | Seção: Notícias | Imagem: Reprodução Internet | Data: 08/07/2025 Os sinais podem variar de leves a graves, dependendo da sensibilidade individual. A alergia alimentar é uma resposta do sistema imunológico a determinadas proteínas presentes em alimentos que, normalmente, seriam inofensivas. Ela pode ocorrer em pessoas de qualquer idade e está se tornando cada vez mais comum em todo o mundo. Entre as comidas que mais provocam esse tipo de reação, o camarão se destaca como uma das causas mais frequentes. A alergia a camarão pode se manifestar em qualquer fase da vida, mesmo em pessoas sem histórico familiar. Ela pode ser desencadeada não somente pela ingestão do crustáceo, mas também pelo contato com o alimento cru ou, em casos raros, pela inalação de partículas durante o preparo. “Trata-se de uma reação do sistema imunológico à proteína do camarão, como a tropomiosina, que são confundidas com agentes nocivos. O corpo responde produzindo anticorpos que liberam substâncias como a histamina, responsáveis pelos sintomas alérgicos”, explica o Dr. Gustavo Guida, geneticista dos laboratórios Sérgio Franco e Bronstein, da Dasa. Alergia como herança genética A predisposição genética também tem um papel importante. Pessoas com pais alérgicos têm mais chances de desenvolver algum tipo de alergia, incluindo a frutos do mar. Esse quadro, chamado de atopia, está relacionado à maior sensibilidade do sistema imunológico a substâncias comuns no ambiente e na alimentação. “Além da herança genética, fatores ambientais e estilo de vida também influenciam. A exposição precoce a certos alimentos e até o excesso de higiene durante a infância podem impactar o desenvolvimento do sistema imune e aumentar o risco de alergias”, afirma o Dr. Roberto Giugliani, geneticista e head de doenças raras da Dasa Genômica. Sintomas da alergia a camarão Os sinais da alergia a camarão podem variar de leves a graves, dependendo da sensibilidade individual e da quantidade de proteína consumida. Entre os mais comuns, estão: Sintomas leves a moderados: Sintomas graves (anafilaxia): A anafilaxia é uma emergência médica e requer atendimento imediato. Ao menor sinal de suspeita, é fundamental buscar orientação profissional para diagnóstico e acompanhamento adequados. Cuidados com a alergia a camarão Abaixo, veja como se proteger de reações graves em casos de alergia a camarão: Alergia alimentar é coisa séria e precisa ser encarada com responsabilidade. Saber identificar os sintomas e agir rapidamente pode salvar vidas. Por Mariana Bego

Por que pessoas têm mau hálito? E como melhorar?

Fonte: Correio Braziliense | Seção: Notícias | Imagem: Reprodução Internet | Data: 07/07/2025 Você evita se aproximar das pessoas porque tem medo de estar com mau hálito? Não se preocupe, essa é uma situação comum — e há soluções. Manter os dentes limpos é como uma batalha sem fim contra as bactérias que se instalam nos espaços entre os dentes e as gengivas e nas reentrâncias da língua. Se você não eliminar essas bactérias, elas podem se multiplicar e causar doenças graves na gengiva. Mas há maneiras de evitar isso. O que causa o mau hálito? Em todo o mundo, uma das principais causas do mau hálito é a periodontite, também conhecida como retração gengival. “Metade da população adulta vai ter algum tipo de doença gengival”, diz Praveen Sharma, professor de odontologia restauradora da Universidade de Birmingham, no Reino Unido, ao programa What’s Up Docs?, da BBC. “Você pode pensar no mau hálito como proveniente da cavidade oral”, ele acrescenta, referindo-se à boca. “Isso provavelmente é responsável por 90% do mau hálito.” Os outros 10% têm outras causas. “Diabetes mal controlado vai ter um certo tipo de hálito”, diz Sharma. “Pacientes com problemas gastrointestinais, refluxo gástrico, vão ter um hálito meio azedo. Portanto, há doenças sistêmicas que se manifestam na cavidade oral.” Então, o que podemos fazer em relação a isso? Se você não limpar as bactérias que se instalam entre os dentes e as gengivas, isso pode causar microferidas e o consequente sangramento das gengivas. Isso é gengivite, o estágio inicial da doença gengival, mas a boa notícia é que ela é reversível. “A gengivite é a inflamação das gengivas. Você vai perceber que elas ficam vermelhas, inchadas e sangrando quando você escova os dentes”, explica Sharma. “Isso vai progredir para a periodontite.” Verifique se há vermelhidão, inchaço ou sangramento nas gengivas durante a escovação, mas não se preocupe muito, pois ainda há tempo para tomar uma atitude. “Uma das coisas que os pacientes fazem é evitar instintivamente escovar as gengivas que estão doloridas durante a escovação, porque eles pensam: ‘Ah, estou causando danos, estou fazendo algo errado, é por isso que está sangrando’”, diz Sharma. “É praticamente o inverso— você deve usar o sangramento das gengivas como um sinal para dizer: ‘Ah, preciso escovar um pouco melhor porque não fiz isso antes’.” Sharma afirma que você precisa encontrar tempo para escovar os dentes adequadamente. “Não é bom escovar ou limpar os dentes enquanto faz outras coisas”, diz ele. O ideal é que você esteja em frente ao espelho e se concentre na tarefa. Muitas pessoas destras inconscientemente escovam o lado esquerdo por mais tempo, e as pessoas canhotas escovam o lado direito por mais tempo, o que pode causar mais inflamação no lado que recebe menos atenção. Esteja ciente de qual mão você está usando, e tente escovar ambos os lados igualmente — e com cuidado. Shamra sugere começar com a limpeza interdental. “Em termos de remoção da placa bacteriana e de saúde da gengiva, é melhor usar escovas interdentais”, diz ele. Depois de usar as escovas interdentais, é bom ter um sistema para movimentar a escova de dentes na boca, e não ter pressa. Lembre-se de que cada dente tem três superfícies: a externa, a de mastigação e a interna. Todas elas precisam ser limpas cuidadosamente. Pode ser uma surpresa para muitos, mas o tempo mínimo para escovar os dentes é de dois minutos. Muitas pessoas escovam os dentes segurando a escova em um ângulo de 90 graus em relação ao dente, e pressionando para frente e para trás, mas esse método pode causar retração gengival. Segure a escova em um ângulo de aproximadamente 45 graus em relação ao dente, e escove suavemente. Escove direcionando as cerdas para a linha da gengiva nos dentes inferiores, e para cima, em direção à linha da gengiva, nos dentes superiores. Isso vai ajudar a remover as bactérias que podem estar se escondendo sob a linha da gengiva. Muitos de nós podemos ter aprendido que escovar os dentes após uma refeição é a coisa certa a se fazer. Mas pense novamente. “O ideal é escovar os dentes antes do café da manhã”, diz Sharma. “Você não deve escovar os dentes depois de comer algo ácido — isso vai ter um efeito prejudicial na substância mineral do dente, o esmalte e a dentina.” A acidez dos alimentos faz com que o esmalte protetor na superfície dos dentes e a dentina abaixo amoleçam — portanto, escovar os dentes logo após uma refeição pode danificar o esmalte. “Se você preferir escovar os dentes após o café da manhã, deve então esperar um tempo entre o café da manhã e a escovação dos dentes”, recomenda Sharma. Você deve enxaguar a boca e esperar um pouco. Além disso, embora o ideal seja escovar os dentes por dois minutos duas vezes por dia, algumas pessoas podem achar que é suficiente escovar adequadamente uma vez por dia. Quando você dorme, o fluxo de saliva diminui, permitindo que as bactérias causem mais danos aos dentes durante a noite. Portanto, se você for limpar bem os dentes uma vez por dia, o melhor horário é à noite. Use uma escova de dentes com cerdas de rigidez média. As pastas de dente não precisam ser caras. “Por incrível que pareça, desde que tenha flúor, estou satisfeito”, diz Sharma. O mineral fortalece o esmalte do dente, e o torna mais resistente a cáries. Após a escovação, cuspa, mas não enxágue, para permitir que a pasta de dente e o flúor permaneçam na boca e ajudem a prevenir a cárie. Também vale a pena usar enxaguante bucal se você estiver apresentando os primeiros sinais de doença gengival, pois ele ajuda a reduzir a placa bacteriana e o acúmulo de bactérias. Mas não use após a escovação, pois ele pode remover o flúor da pasta de dente. Se a retração da gengiva (periodontite) avançar, você vai notar que começam a se formar espaços entre os dentes — e, à medida que o osso que sustenta os dentes sofre erosão, eles podem ficar moles. Se essa condição não