Setembro Amarelo: Falar Salva Vidas. Um Guia sobre Prevenção ao Suicídio e Saúde Mental

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O mês de Setembro é mundialmente dedicado à prevenção do suicídio, uma causa de saúde pública urgente e que demanda a atenção de todos nós. A campanha Setembro Amarelo busca quebrar o silêncio, desmistificar o tema e, principalmente, divulgar que a ajuda está disponível e que a vida é sempre a melhor escolha. A AAPBB, comprometida com o bem-estar integral de seus associados, abraça esta campanha com o máximo de seriedade e apoio. Quebrando o Tabu: Por que Falar sobre o Assunto é Vital? Por muito tempo, o suicídio foi um tema cercado de tabus e desinformação. Hoje, sabemos que falar sobre o assunto de forma responsável é uma das ferramentas mais poderosas de prevenção. A conversa aberta e empática pode:– Reduzir o estigma associado aos transtornos mentais e ao ato de buscar ajuda.– Oferecer alívio para quem está em sofrimento, mostrando que não está sozinho.– Conectar pessoas a redes de apoio e a tratamentos profissionais. Atenção aos Sinais: Como Oferecer Ajuda? É importante estarmos atentos às pessoas ao nosso redor. Mudanças drásticas de comportamento, isolamento social, frases de desesperança ou despedida podem ser sinais de alerta. Se você está preocupado com alguém, a melhor atitude é se aproximar com empatia:– Ouça sem Julgamentos: Ofereça um espaço seguro para que a pessoa possa falar sobre seus sentimentos.– Demonstre seu Apoio: Deixe claro que você se importa e que está ali para ajudar.– Incentive a Busca por Ajuda Profissional: Ajude a pessoa a encontrar o contato de um psicólogo, psiquiatra ou de um serviço público de saúde mental. A Ajuda Está a um Telefonema de Distância: Ligue 188 O CVV (Centro de Valorização da Vida) realiza um trabalho incrível de apoio emocional e prevenção do suicídio. O serviço é para todos que precisam conversar, sob total sigilo.– Telefone: 188 (a ligação é gratuita de qualquer telefone, fixo ou celular)– Disponibilidade: 24 horas por dia, todos os dias da semana.– Outros Canais: O CVV também atende por chat e e-mail através do site www.cvv.org.br. A Mensagem da AAPBB Neste Setembro Amarelo, a AAPBB reforça seu compromisso com a vida. Aos nossos associados, amigos e familiares: cuidem de sua saúde mental com o mesmo empenho com que cuidam da saúde física. Participem de atividades em grupo, mantenham seus laços sociais e não hesitem em pedir ajuda. Cada vida é preciosa e insubstituível. Salve o número do CVV (188) no seu celular e compartilhe este artigo. Essa informação pode salvar uma vida.

5 coisas que todos deveriam saber antes de tomar suplementos alimentares

Fonte: BBC News Brasil | Seção: Notícias | Imagem: Reprodução Internet | Data: 16/08/2025 De colágeno em pó até gomas para imunidade, os suplementos alimentares estão em toda parte: nos feeds do Instagram, nas prateleiras dos supermercados e nos nossos armários de banheiro. Eles prometem melhorar o sono, deixar a pele brilhante, aumentar a concentração ou até prolongar a nossa vida. São comercializados como soluções rápidas para as angústias da saúde moderna. Sou nutricionista e as pessoas me perguntam frequentemente se vale a pena tomar suplementos. Minha resposta é: depende. Pelas afirmações que circulam na internet, poderíamos pensar que eles podem curar quase tudo. Alguns suplementos realmente desempenham papel importante em certas circunstâncias. Mas eles, muitas vezes, são mal compreendidos e exageradamente comercializados. Muitas pessoas não conhecem os riscos, as limitações e os truques publicitários por trás dos rótulos. Aqui estão cinco pontos que eu gostaria que mais pessoas conhecessem antes de comprar suplementos alimentares. 1. Comece com os alimentos, não com os suplementos Se você não consegue um nutriente na alimentação, o suplemento é quase sempre a melhor opção. A Agência de Padrões Alimentícios do Reino Unido define suplemento alimentar como produto “destinado a corrigir deficiências nutricionais, manter a ingestão adequada de certos nutrientes ou sustentar funções fisiológicas específicas”. Em outras palavras, os suplementos existem para ajudar na sua dieta, não para substituir alimentos reais. Os alimentos integrais oferecem muito mais do que nutrientes isolados. Peixes oleosos como o salmão, por exemplo, não fornecem apenas as gorduras ômega-3, mas também proteínas, vitamina D, selênio e outros compostos benéficos. Eles interagem de formas que não compreendemos totalmente e é difícil, quando não impossível, replicar seus efeitos combinados na forma de suplemento alimentar. Os cientistas tentaram isolar os “ingredientes ativos” nas frutas, legumes e verduras para recriar seus benefícios em cápsulas, sem sucesso. Aparentemente, as vantagens vêm dos alimentos completos, não dos compostos separados. Mas é preciso ressaltar que existem circunstâncias em que os suplementos são necessários. O ácido fólico, por exemplo, é recomendado antes e durante a gravidez para reduzir o risco de defeitos do tubo neural no feto. A vitamina D é aconselhada durante os meses de inverno, quando a luz do sol é limitada. E as pessoas que seguem alimentação vegana podem precisar de vitamina B12, que é encontrada principalmente em produtos animais. 2. Você pode não perceber que está tomando demais É muito mais fácil tomar uma quantidade excessiva de uma substância com suplementos do que consumindo alimentos. A curto prazo, isso pode gerar efeitos colaterais como náuseas ou diarreias. Mas o excesso de uso a longo prazo pode trazer sérias consequências. Muitas pessoas passam anos tomando suplementos sem saber se eles são necessários ou qual quantidade é excessiva. Vitaminas solúveis em gorduras, como A, D, E e K, são armazenadas no corpo e não excretadas. O excesso de vitamina D, por exemplo, pode gerar acúmulo de cálcio, o que pode prejudicar os rins e o coração, além de enfraquecer os ossos. Por outro lado, altas doses de vitamina A podem causar lesões do fígado, defeitos de nascimento em caso de gravidez e redução da densidade óssea. Mesmo as vitaminas solúveis em água podem causar problemas. O uso excessivo a longo prazo de vitamina B6, por exemplo, foi relacionado a lesões nervosas. Como a maioria das pessoas não verifica regularmente seus níveis de nutrientes no sangue, elas muitas vezes só percebem que algo está errado quando surgem os sintomas. 3. Não confie nos conselhos das redes sociais Basta passar alguns minutos na internet e provavelmente veremos suplementos alimentares sendo promovidos como “fortalecedores da imunidade”, “naturais” ou “desintoxicantes”. Estas palavras podem parecer convincentes, mas não têm definição científica. Elas são termos de marketing. A Agência de Padrões Alimentícios britânica deixa claro que os suplementos alimentares “não são produtos medicinais” e “não podem exercer ação farmacológica, imunológica ou metabólica”. Ainda assim, muitas afirmações encontradas online sugerem o contrário. Em inglês, este tipo de publicidade costuma ser chamado de healthwashing. Ele dá a impressão de que os suplementos têm poderes que eles não têm. Os suplementos alimentares não estão sujeitos à mesma regulamentação e exigência de testes dos medicamentos. Ou seja, eles podem ser mal formulados, sua dosagem pode estar errada ou podem ser mal rotulados. A Agência de Padrões de Publicidade do Reino Unido (ASA, na sigla em inglês) definiu regras sobre a publicidade de produtos de saúde, incluindo nas redes sociais. Mas sua execução é difícil, especialmente com o marketing de influenciadores e esquemas de afiliados. Os esquemas de marketing multinível (MMN), ou marketing de rede, aumentam ainda mais a complexidade da questão. Vendedores, muitas vezes sem formação médica, promovem produtos usando experiências pessoais, em vez de evidências científicas. A ASA fornece orientações específicas sobre como os vendedores de MMN podem anunciar suplementos alimentares. Mas estas regras são frequentemente ignoradas, raramente fiscalizadas e, muitas vezes, são beneficiadas por falhas nas regulamentações. Tudo isso faz com que surjam afirmações realmente espantosas. 4. A indústria de suplementos se preocupa mais com as vendas que com a ciência O mercado global de suplementos alimentares soma mais de 100 bilhões de libras (cerca de R$ 731 bilhões). Como qualquer outra indústria importante, seu objetivo é crescer e dar lucro. E isso influencia como os produtos são desenvolvidos e comercializados. Se um suplemento realmente funcionasse, ele seria recomendado pelos médicos, não pelos influenciadores. Alguns suplementos são sustentados por evidências, mas eles costumam ser os menos chamativos, como ferro e vitamina D. Muitos outros são anunciados com afirmações que vão muito além do que mostram as pesquisas e, muitas vezes, por pessoas sem formação em nutrição ou assistência médica. 5. Alguns suplementos não são seguros para todos O fato de estar à venda não significa que um suplemento alimentar é seguro. Até produtos rotulados como “naturais” podem interagir com remédios ou causar danos. A erva-de-são-joão, que às vezes é usada para tratamento de depressão, pode ter perigosos efeitos colaterais se for tomada junto com certos medicamentos antidepressivos, contraceptivos e de controle da pressão alta. A vitamina K também pode interferir com medicamentos anticoagulantes, como a varfarina. E o ferro em altas dosagens pode causar problemas digestivos e afetar a forma de absorção de alguns antibióticos. Muitos suplementos alimentares não foram testados para determinar sua segurança durante a gravidez. Sabe-se

Lombalgia: qualidade muscular reduz o desconforto

Fonte: Correio Braziliense | Seção: Notícias | Imagem: Reprodução Internet | Data: 24/08/2025 Estudo revela que a qualidade — e não só a quantidade — muscular pode prevenir o problema, que afeta 619 milhões de pessoas no mundo. Gordura infiltrada nas fibras está associada ao sintoma. Com mais de 619 milhões de casos no mundo, a dor lombar crônica é, hoje, a principal causa de incapacidade, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). O número de afetados vai aumentar, chegando a 843 milhões nos próximos 25 anos. Em busca de estratégias preventivas e de tratamento, pesquisadores investigam novos alvos de intervenção. Um deles pode ser a gordura intramuscular, segundo um estudo com 27 mil pessoas, publicado na revista The Lancet Regional Health – Europe.  Na pesquisa, os autores analisaram exames de ressonância magnética de 30.868 participantes da Coorte Nacional Alemã (NAKO), conduzida entre 2014 e 2019. Do total, 27.518 pessoas preencheram os critérios para a avaliação. Aproximadamente 22% relataram dor lombar persistente por mais de três meses, condição classificada como crônica. Além do banco de dados, os cientistas empregaram inteligência artificial para medir tanto a massa magra quanto a gordura intermuscular (InterMat) — tecido adiposo que se infiltra entre os músculos esqueléticos. A metodologia permitiu identificar, em grande escala, padrões de composição muscular associados ao sintoma. A análise mostrou que pessoas com maior proporção de gordura intermuscular têm risco significativamente mais alto de sofrer dor lombar crônica. Cada aumento de duas unidades no escore da InterMAT elevava em 22% a sensação. Por outro lado, maior quantidade de massa muscular magra esteve associada a um efeito protetor: para cada aumento equivalente, a chance de dor diminuía em 13%. “Os resultados sugerem que não basta olhar apenas para o volume muscular, mas também para sua qualidade. O acúmulo de gordura entre as fibras parece estar diretamente ligado ao sofrimento crônico”, explicaram os autores, liderados pela Universidade Técnica de Berlim, na Alemanha. Outra descoberta considerada relevante pelos pesquisadores foi a relação em “U” com a atividade física. Pessoas que relataram níveis moderados de exercício tiveram menor prevalência de dor (19,4%), enquanto sedentários e aqueles com atividade intensa demonstraram percentuais maiores, de 24,6% e 22%, respectivamente. Isso sugere que tanto a falta quanto o excesso de esforço podem ser fatores de risco.  “O estudo mostra que ganhar massa muscular magra é importante, mas não compensa totalmente o excesso de gordura intramuscular”, destaca Rodrigo Vetorazzi, coordenador da ortopedia do Hospital Albert Sabin (HAS-SP). “Ou seja, não basta apenas fortalecer a musculatura; é necessário também adotar medidas que reduzam a infiltração gordurosa muscular, como atividade física regular (resistida e aeróbica), alimentação adequada e controle metabólico. O objetivo deve ser músculo mais forte e de melhor qualidade, e não apenas de maior volume”, ensina o médico.  Os pesquisadores ressaltam que, por ser um estudo observacional, não é possível afirmar que a gordura intermuscular cause dor lombar — apenas que existe forte associação. Ainda assim, especialistas avaliam que a descoberta abre caminho para estratégias de prevenção e tratamento mais individualizados. “Apenas quantificar peso corporal ou massa muscular — o que mais fazemos hoje em dia —, talvez não seja suficiente, e teremos que identificar a qualidade muscular. Na prática clínica, podemos usar essa informação como um marcador para dor”, acredita Vetorazzi.  Lúcio Gusmão, ortopedista especialista em dor crônica e aguda da Rede Cade, lembra que a gordura localizada é um dos potencializadores mais fortes da doença, mas que existem outras causas que precisam ser levadas em consideração. “Permanecer muito tempo em pé ou sentado e até mesmo cadeiras e colchões inadequados podem contribuir para o quadro. Estresse, ansiedade e depressão também são condições que se destacam como fatores de risco”, lembra.  Especialista em medicina do esporte, o ortopedista Pedro Ribeiro, de Brasília, diz que, hoje, uma das principais estratégias preventivas para a dor lombar é o fortalecimento do core, composto por músculos na região do abdômen, das costas, da pelve e dos quadris. “Esse fortalecimento do core abdominal pode ajudar muito a estabilização da região lombar e a redução nas lesões”, diz.  “Obviamente, esses exercícios devem ser individualizados”, observa. Piscina como aliada Fazer exercícios dentro d’água é uma boa alternativa para pessoas que sofrem de lombalgia crônica, segundo um estudo da Universidade de Concordia, no Canadá, que comparou os efeitos de um programa de fisioterapia aquática, o SwinEx, com tratamento convencional ao longo de 10 semanas. Os 34 participantes foram divididos aleatoriamente em dois grupos: piscina e solo.  Todos os voluntários passaram por ressonâncias magnéticas antes e depois do programa, para medir alterações no volume e na composição dos músculos paravertebrais — fundamentais para a estabilidade da coluna. Também foram avaliados força muscular, dor, qualidade de vida e fatores psicológicos, como ansiedade e depressão.  Os dois grupos apresentaram melhora na força dos músculos extensores da lombar. No entanto, apenas os pacientes que praticaram exercícios na água tiveram aumento significativo no volume de determinados músculos paravertebrais, especialmente o multífido e o eretor da espinha, em níveis superiores da coluna. Houve, ainda, correlação entre esse resultado e a melhora na qualidade de vida física e na redução de sintomas de ansiedade, depressão e distúrbios do sono. Segundo os pesquisadores, os resultados reforçam a ideia de que a terapia aquática pode ser uma alternativa eficaz para pacientes que sentem dor ou medo de realizar exercícios em solo. A flutuação reduz a sobrecarga na coluna e permite movimentos mais seguros, além de proporcionar confiança a pessoas que evitam atividades físicas por receio de piorar os sintomas. “A água cria um ambiente em que muitos conseguem se mover com menos dor e, consequentemente, manter a regularidade do tratamento”, destacam, no artigo.  “Os exercícios aquáticos promovem fortalecimento da musculatura estabilizadora da coluna, melhora do controle motor e da postura, além de reduzir fatores de risco associados, como sedentarismo, sobrecarga mecânica e medo de movimento”, ensina Hugo de Luca Corrêa, doutor em Educação Física e professor da Universidade Católica de Brasília (UCB). “Esses mecanismos podem atuar tanto na recuperação, quanto na prevenção da progressão ou surgimento de novos episódios de dor lombar”,

Como a sensibilidade ao ruído perturba a mente, o cérebro e o corpo

Fonte: Correio Braziliense | Seção: Notícias | Imagem: Reprodução Internet | Data: 24/08/2025 Os médicos, muitas vezes, ignoram a sensibilidade ao ruído, mas ela pode causar efeitos de longo prazo à nossa saúde mental e física. Toc, toc, toc. Toc, toc, toc. Ele está de volta: o ruído incessante dos meus novos vizinhos do andar de cima. Claramente, eles ainda estão em processo de pendurar quadros ou montar a nova mobília. No edifício bem isolado onde moro no centro de Berlim, na Alemanha, o ruído do apartamento vizinho estava muitos decibéis abaixo do nível que incomodaria qualquer pessoa. Mas, para mim, é um barulho muito irritante. Uma grave sensação de estresse corre pelo meu corpo. E a ansiedade é ainda pior. Quando eles vão terminar? Aquele não é o único ruído que me perturba. Percebo o baque suave através do meu teto quando as pessoas vão para a cama. Em algum lugar do edifício, ouço o barulho alto de um aspirador de pó e o som abafado de uma máquina de lavar. No outro, é o cachorro dachsund do vizinho que está latindo para ganhar um petisco. E nem vou falar dos sopradores de folhas e das lavadoras de alta pressão no lado de fora do prédio. O ruído, por menor que seja, interrompe minha concentração e prejudica minha paz de espírito. Faço parte do grupo de 10% a 40% da população em geral que tem sensibilidade a ruídos. Em outras palavras, o barulho me perturba e irrita mais do que a média das pessoas. É fácil refutar a sensibilidade ao ruído como sendo uma falha de personalidade, um sintoma a mais do fato de ser beligerante, queixosa e irritável de forma geral. Mas, nos últimos anos, cientistas descobriram que esta condição tem raízes biológicas reais. O cérebro das pessoas sensíveis ao ruído reage aos sons de forma diferente. E algumas realmente podem nascer com isso. O ruído afeta não só o humor imediato dessas pessoas, mas também sua saúde mental e física de longo prazo. Existem soluções simples para esta condição, mas conhecer os seus efeitos pode ajudar as pessoas sensíveis a ruídos a tomar medidas para tornar suas vidas mais toleráveis. “Poderíamos dizer que essa é uma daquelas questões frequentemente menosprezadas… que são simplesmente descartadas pelos profissionais de saúde”, afirma o neurocientista Daniel Shepherd, da Universidade de Tecnologia de Auckland, na Nova Zelândia. Apenas nos últimos anos, “as pessoas realmente começaram a dizer ‘OK, isso realmente prejudica a experiência dos pacientes’”, segundo ele. “Precisamos realmente começar a cuidar disso.” A sensibilidade ao ruído não é um diagnóstico médico formal. As pessoas podem descobrir se são sensíveis ao ruído preenchendo questionários, como a escala de sensibilidade ao ruído de Weinstein, que inclui 21 questões. Elas incluem, por exemplo, se você se irrita com pessoas sussurrando e abrindo embalagens de doces no cinema, com pessoas fazendo barulho quando você está tentando dormir ou trabalhar e até se o som da música perturba você quando tenta se concentrar em alguma coisa. A sensibilidade ao ruído é diferente de outras condições relacionadas ao som, como a misofonia, explica a médica Jennifer Brout, fundadora da Rede Internacional de Pesquisa sobre a Misofonia, com sede nos Estados Unidos. A misofonia é a baixa tolerância a certos sons específicos, como mastigar, limpar a garganta, batidas ou cliques. Estes ruídos ativam sensações intensas de repulsa ou raiva, segundo Brout. A sensibilidade ao ruído também é diferente da hiperacusia, que faz as pessoas sentirem dores ou desconforto extremo ao perceberem o som como se fosse mais alto do que a realidade. Já a sensibilidade ao ruído é uma reatividade geral a todos os sons, independentemente do seu volume real ou percebido. As pessoas sensíveis a ruídos acham o som, no mínimo, perturbador e ficam incomodadas, sentem raiva ou até medo ou ansiedade. “Eu me lembro de uma pessoa que descreveu a sensibilidade como ter um mosquito voando à sua volta”, conta Shepherd. “Você simplesmente não consegue ignorar.” Para as pessoas que têm medo dos ruídos, esta condição pode deixá-las estressadas a ponto de desencadear uma reação de lutar ou fugir. “Seus batimentos cardíacos aumentam, sua pressão sanguínea sobe”, explica o psiquiatra Stephen Stansfeld, professor emérito da Universidade Queen Mary de Londres. E a qualidade do sono também pode ser prejudicada. Em um estudo de 2021 na China, pesquisadores acompanharam os padrões de sono de 500 adultos e os níveis de ruído noturno ao longo de uma semana. Eles concluíram que o ruído em si não afetou a qualidade do sono das pessoas, mas indivíduos sensíveis ao ruído costumavam achar seu sono menos restaurador. Eles avaliaram seu sono como menos repousante e afirmaram que se sentiam mais mal-humorados e com menos energia ao longo do dia. Efeitos à saúde física A exposição aos ruídos também foi relacionada a efeitos de longo prazo à saúde, incluindo doenças cardíacas e diabetes. E as pessoas sensíveis a ruídos podem sofrer mais impactos à sua saúde mental, segundo Stansfeld. Em um estudo de 2021, ele e seus colegas examinaram 2.398 homens da cidade de Caerphilly, no País de Gales, que foram expostos a diferentes níveis de ruído do trânsito. E os mais sensíveis ao ruído apresentaram maior propensão a sofrer de ansiedade e depressão a longo prazo. Isso pode ocorrer, em parte, porque as pessoas ansiosas são mais vigilantes em relação ao que acontece perto delas e, portanto, mais propensas a perceber barulhos. Mas também é possível que a sensibilidade ao ruído aumente a ansiedade. Em 2023, uma pesquisa reuniu 1.244 adultos que moram perto de aeroportos na França e concluiu que as pessoas gravemente perturbadas pelo nível de ruído das aeronaves (especialmente alguns indivíduos sensíveis a ruídos) eram mais propensos a avaliar sua saúde em geral como ruim. Mas por que algumas pessoas apresentam reação mais negativa ao ruído do que outras? Estudos do cérebro de pessoas sensíveis a ruídos revelam algumas indicações a este respeito. Shepherd e seus colegas conectaram aparelhos às pessoas, para medir a atividade elétrica no cérebro. Eles descobriram que os participantes que não eram sensíveis a ruídos mostravam atividade cerebral maior apenas quando os pesquisadores os expunham a sons ameaçadores. Já entre as pessoas sensíveis a ruídos, “seus cérebros costumavam acelerar independentemente

Saiba por que as frutas são grandes aliadas do funcionamento intestinal

Fonte: Correio Braziliense | Seção: Notícias | Imagem: Reprodução Internet | Data: 25/08/2025 Ricas em fibras e nutrientes, veja também as frutas que são mais eficientes para prisão de ventre. Desde o começo dos tempos, as frutas são um dos principais alimentos consumidos pelo ser-humano. De formas, cores e tamanhos variados, esses alimentos crescem pelo mundo todo, cada qual com seu aspecto único em sabor, cheiro e nutrição. O homem faz alterações genéticas nesses alimentos há 10 mil anos, desde a época em que dominou a agricultura. Os “snacks da natureza” acompanham nossa dieta há tanto tempo, que já não é mais possível encontrá-los da sua forma original. A banana, por exemplo, em sua versão original, é pequena, com pouca “carne” e cheia de sementes. Ao longo dos séculos, os humanos foram descobrindo as qualidades das frutas para a saúde, e os benefícios que cada uma trazia em situações diversas. Ricas em fibras e nutrientes são ótimos reguladores naturais para a flora intestinal. Em entrevista ao Correio, a nutricionista Gabrieli Comachio destaca que algumas frutas são mais eficientes para manter o bom funcionamento do intestino.  “As frutas fontes de fibras solúveis e insolúveis contribuem de forma importante para a nutrição da microbiota intestinal. Especialmente aquelas que podem ser consumidas com casca, como: maçã, pêssego, damasco e frutas vermelhas e arroxeadas como: morango, acerola, framboesa, amora e jabuticaba.” pontuou Gabrieli. Já para prisão de ventre são recomendadas frutas ricas em fibras e contém grandes porções de água. Essas frutas estimulam os movimentos naturais do intestino, contribuindo para uma boa saúde intestinal. Veja os benefícios na lista: Mamão O mamão é conhecido por ser uma fruta boa para a constipação. Contendo altas quantidades de água e fibra, essa fruta também é rica em papaína, uma enzima que melhora a absorção dos nutrientes e diminuí na produção de gases. Laranja Por ser composta basicamente por água e fibras, a laranja é um ótimo alimento para prisão de ventre. Além disso, o alimento possuí substâncias que equilibram a microbiota intestinal, favorecendo o ambiente para bactérias benéficas. Jaca Também rica em fibras, a jaca é extremamente eficiente para uma boa saúde intestinal. Suas propriedades ajudam a formar o bolo fecal, além de facilitar no processo de digestão e contribuir na redução do colesterol. Ameixa A ameixa possui uma substância chamada sorbitol, um tipo de açúcar que tem efeitos laxantes. Também são ricas em fibras solúveis e insolúveis, o que contribui para o amolecimento das fezes. Kiwi O kiwi é uma fruta cítrica, também rica em fibras. Essa fruta é frequentemente associada ao aumento do número de vezes que o indivíduo vai ao banheiro. Manga Além de serem ótimas contra a constipação por sua alta quantidade de fibras, as mangas também são conhecidas por aumentar a imunidade, diminuir os riscos de problemas de visão e fazer bem para a pele. Abacaxi O abacaxi tem altas quantidades de água e fibras, favorecendo um melhor trânsito intestinal. Possuí a enzima bromelina, que possuí propriedades anti-inflamatórias, além de auxiliar na digestão.

Como evitar chulé e o pé de atleta: dermatologista explica cuidados simples e eficazes

Fonte: G1 | Seção: Notícias | Imagem: Reprodução Internet | Data: 16/08/2025 Os pés têm cerca de 250 mil glândulas sudoríparas e, com a umidade e o calor, tornam-se ambiente ideal para fungos e bactérias. Se a gente der um “zoom” na nossa pele, vai encontrar milhões de bactérias. E as áreas mais quentes e úmidas, como os pés, são a moradia preferida desses microrganismos. A região entre os dedos dos pés retém bastante umidade, principalmente quando estão constantemente cobertos por meias e sapatos fechados. E o resultado é aquele cheiro inconfundível de chulé. Mas como evitá-lo? O ser humano tem cerca de 250 mil glândulas sudoríparas na sola de cada pé, quantidade comparável à das mãos. E elas têm função de regular a temperatura. Já as glândulas sebáceas são poucas na sola dos pés e estão mais presentes no dorso. E a combinação de suor, sebo e umidade também colabora para esse ambiente mais propício ao crescimento de microrganismos. Além das bactérias, os fungos também fazem a festa nos pés suados. São eles que causam uma das infecções dermatológicas mais comuns, o chamado pé-de-atleta. A doença causa coceira, descamação, rachaduras e é altamente contagiosa. O Bem-Estar conversou com o médico dermatologista Cauê Cedar, da Sociedade Brasileira de Dermatologia, para tirar algumas dúvidas. O ideal é lavar cos pés com água morna e sabonete, utilizando uma esponja macia para remover a sujeira e células mortas, especialmente entre os dedos. É importante secar bem, com toalha limpa, inclusive entre os dedos. E não é obrigatório o uso de sabonetes específicos. Não é recomendado usar sapato sem meia. E sapatos e meias são de uso pessoal. Confira abaixo 15 perguntas e respostas respondidas pelo especialista sobre o assunto e saiba mais: 1.O que podemos encontrar nos pés em relação aos microrganismos? Os pés são um ambiente ideal para microrganismos como bactérias e fungos, devido à alta umidade, presença de células mortas, suor e calor. Isso favorece o crescimento e a proliferação dos microrganismos. A pouca exposição e falta de circulação do ar também dificultam a evaporação da umidade. 2.Como a umidade e o calor nos pés contribuem para o mau cheiro? A umidade e calor favorecem a proliferação de bactérias que se alimentam do suor e das células mortas da pele. O mau cheiro, conhecido como chulé (bromidrose plantar), é resultado da liberação de compostos químicos por bactérias e fungos. 3.O uso constante de meias e sapatos fechados pode favorecer o surgimento do chulé? Sim. Durante o inverno, por exemplo, o uso constante de sapatos fechados e meias, junto com a falta de limpeza adequada e repetição de meias e sapatos, favorece o acúmulo de bactérias e o mau cheiro. 4.Qual é a importância de lavar os pés diariamente? Como lavar? Precisa de sabão especial? A higienização diária ajuda a controlar bactérias, fungos, resíduos e a umidade. O ideal é lavar com água morna e sabonete, utilizando uma esponja macia para remover sujeira e células mortas, especialmente entre os dedos, e também no peito do pé e na sola. Além disso, é importante secar bem, com toalha limpa, e inclusive entre os dedos. O uso de secador pode ajudar, desde que seja feito com cuidado para não queimar a pele. E não é obrigatório o uso de sabonetes específicos. Em casos de problemas recorrentes, podem ser usados sabonetes antibacterianos ou antifúngicos, mas estes não são recomendados para uso diário. O sabonete mais neutro possível, como glicerina ou hidratante comum, é o ideal. Nesse momento de cuidado, é importante olhar seus pés, perceber se tem alguma lesão, bolha ou algo suspeito. Em caso positivo, procurar um dermatologista. 5.O uso de talco nos pés é recomendado para prevenir o mau cheiro? Funciona? Sim, é uma boa estratégia para controle da transpiração e do mau odor. Existem produtos específicos para os pés, que devem ser aplicados com os pés limpos e secos. Se houver alergia ou irritação, o uso deve ser interrompido. Sprays e aerossóis próprios para os pés também são boas estratégias. 6.Podemos usar produtos para axilas nos pés? Algumas formulações podem deixar a pele dos pés mais sensibilizada do que a das axilas, causando danos à pele, alergia, irritação, coceira e até feridas. Não há contraindicação absoluta, mas depende de cada caso. Peles de áreas diferentes do corpo reagem de formas diferentes aos produtos. 7.A umidade também pode causar pé de atleta? Sim. O pé de atleta (frieira) é uma infecção fúngica que costuma começar entre os dedos. Em geral, os fungos e bactérias vivem normalmente na nossa pele. Mas em contextos de maior calor e umidade, podem causar infecções e doenças. Os sintomas principais do pé de atleta são coceira, descamação e mau odor. Algumas pessoas relatam o surgimento de uma “massinha” entre os dedos. E qualquer pessoa pode contrair a condição. Para tratar, primeiro, é preciso revisar os hábitos de higiene. O tratamento pode incluir medicamentos tópicos ou, em casos mais graves, medicamentos sistêmicos (via oral). O pé de atleta é contagioso. Por isso, não se deve compartilhar meias ou calçados. Parte do tratamento inclui cuidados com meias e sapatos. 8.Quais hábitos podem ajudar a prevenir chulé e infecções fúngicas nos pés? 9.Passar a meia com ferro ajuda a eliminar microrganismos? Pode ajudar, mas pode também diminuir a resistência do tecido. Secar ao sol já é uma boa forma de controle. 11. O que fazer se a pessoa precisa usar o mesmo sapato todos os dias? Neste caso, a atuação é na redução de danos. É importante higienizar o calçado com desinfectante de superfícies e deixá-lo arejando (por exemplo, em uma janela ou área de serviço). A pessoa pode usar o produto líquido, com um pano/lenço, ou aerossol, três vezes por semana, conforme indicação do produto. 10.Alguns tipos de sapatos podem causar mais chulé? Sim. Sapatos emborrachados e muito fechados dificultam a ventilação, o que favorece a proliferação de fungos e bactérias. 11.Por que não devemos compartilhar meias e calçados? Sapatos e meias são de uso pessoal. Compartilhar meias e calçados aumenta o risco de passar fungos e bactérias de uma pessoa para outra.

Como gatos com demência podem ajudar a encontrar cura para o Alzheimer

Fonte: BBC News Brasil | Seção: Notícias | Imagem: Reprodução Internet | Data: 15/08/2025 Gatos desenvolvem demência de forma semelhante aos humanos com Alzheimer, o que gera expectativas de avanços nas pesquisas sobre a doença, segundo cientistas. Demência é um termo geral para sintomas como perda de memória e raciocínio prejudicado, enquanto Alzheimer é uma doença neurodegenerativa específica que provoca esses sintomas. Especialistas da Universidade de Edimburgo realizaram exames post-mortem nos cérebros de 25 gatos que apresentaram sintomas de demência em vida, incluindo confusão, distúrbios do sono e aumento da vocalização. Eles encontraram acúmulo de beta-amiloide, uma proteína tóxica e uma das características definidoras do Alzheimer. A descoberta foi considerada por cientistas como um “modelo natural perfeito para o Alzheimer”, que poderá ajudá-los a explorar novos tratamentos para humanos. Robert McGeachan, líder do estudo na Royal (Dick) School of Veterinary Studies da Universidade de Edimburgo, afirmou: “A demência é uma doença devastadora — seja em humanos, gatos ou cães”. “Nossas descobertas destacam as semelhanças impressionantes entre a demência felina e a doença de Alzheimer em pessoas”, disse. “Isso abre a possibilidade de investigar se novos tratamentos promissores para o Alzheimer humano também poderiam beneficiar nossos animais de estimação idosos.” Imagens de microscopia de gatos mais velhos que anteriormente apresentaram sintomas de demência felina revelaram um acúmulo de beta-amiloide nas sinapses — as junções entre as células cerebrais. As sinapses permitem a passagem de mensagens entre as células cerebrais, e a perda delas causa redução da memória e das habilidades de raciocínio em humanos com Alzheimer. A equipe acredita que a descoberta em gatos pode ajudá-los a compreender melhor esse processo, oferecendo um modelo valioso para estudar a demência em pessoas. Anteriormente, os pesquisadores estudaram roedores geneticamente modificados, embora essa espécie não desenvolva demência naturalmente. “Como os gatos desenvolvem naturalmente essas alterações cerebrais, eles podem oferecer um modelo da doença mais preciso do que os animais de laboratório tradicionais, beneficiando tanto as espécies quanto seus cuidadores”, disse McGeachan. A pesquisa beneficiará os gatos? Os pesquisadores encontraram evidências de que células de suporte do cérebro — chamadas astrócitos e microglia — englobaram as sinapses afetadas. Esse processo, conhecido como poda sináptica, é importante durante o desenvolvimento cerebral, mas também contribui para a demência. A professora Danielle Gunn-Moore, especialista em medicina felina da escola de veterinária, disse que a descoberta também pode ajudar a compreender e a manejar a demência felina. “A demência felina é extremamente angustiante para o gato e para seu dono”, afirmou. “É por meio de estudos como este que entenderemos a melhor forma de tratá-los. Isso será maravilhoso para os gatos, seus donos, pessoas com Alzheimer e seus familiares.” O grupo de defesa dos direitos dos animais People for the Ethical Treatment of Animals (PETA) disse que o estudo parece ter sido conduzido de maneira “respeitosa e não invasiva” em cérebros de gatos que já haviam morrido. No entanto, ressaltou que se oporia a qualquer pesquisa que envolvesse experimentos futuros com gatos vivos. O estudo, financiado pela fundação Wellcome e pelo UK Dementia Research Institute, foi publicado no European Journal of Neuroscience e contou com cientistas das Universidades de Edimburgo e Califórnia, do UK Dementia Research Institute e do Scottish Brain Sciences.

Proposta de médico brasileiro muda abordagem de doenças metabólicas

Fonte: Correio Braziliense | Seção: Notícias | Imagem: Reprodução Internet | Data: 08/08/2025 Em artigo em revisão científica, o médico Amélio Godoy propõe uma nova visão sobre doenças como diabetes tipo 2 e esteatose hepática: “Tudo começa no fígado” Uma mudança de perspectiva pode transformar a forma como doenças metabólicas são compreendidas e tratadas. O médico endocrinologia, mestre e doutor em ciências médicas Amélio Godoy propôs, em revisão científica, que o ponto de partida dessas condições, antes atribuídas apenas ao pâncreas ou ao excesso de peso, pode estar, na verdade, no fígado e no tipo de gordura acumulada no corpo. Para ele, não importa apenas o local onde se engorda, mas também onde não há acúmulo de gordura.  A proposta acompanha a recente mudança internacional no nome da chamada “doença hepática gordurosa não alcoólica” (NAFLD, na sigla em inglês), que agora passa a ser chamada de MASLD (doença hepática esteatótica associada a disfunção metabólica). “O antigo nome colocava a culpa na ausência de álcool, como se isso definisse a doença. Mas o problema não é o álcool, é o metabolismo”, explica Godoy. Segundo ele, a nova nomenclatura ajuda a reforçar a principal causa da condição: obesidade e distúrbios metabólicos, como diabetes tipo 2. “Não importa se você engorda, importa onde você não engorda”, enfatiza o médico.  Segundo Godoy, o tecido adiposo abdominal (visceral) é o que mais oferece riscos, enquanto a gordura glúteo-femoral, nos quadris e coxas, é protetora. Além disso, quando o corpo não consegue armazenar gordura onde deveria, ela passa a se acumular em órgãos como fígado, pâncreas, rim e coração, num fenômeno chamado de gordura ectópica. É esse depósito indevido que pode dar início a uma cascata de distúrbios metabólicos. O magro metabolicamente obeso Outra proposta importante da revisão é prestar atenção em pacientes com peso aparentemente saudável, mas com sinais de doenças metabólicas, os chamados “magros metabolicamente obesos”. “Essas pessoas não têm gordura visível, mas apresentam alterações típicas de quem tem obesidade: triglicérides altos, glicemia alterada, HDL baixo”, destaca. Essa condição é associada, muitas vezes, a lipodistrofias, que são falhas na formação ou armazenamento de gordura. Por isso, ele alerta: nem todo magro está saudável, e muitos casos passam despercebidos pelos médicos. A revisão propõe uma nova classificação das doenças cardiometabólicas em quatro estágios, iniciando com a disfunção do tecido adiposo e avançando para acúmulo de gordura ectópica e falência de órgãos. Para Godoy, o que antes era visto como doenças separadas — hepática, cardiovascular, renal, diabética — deve ser compreendido como parte de um único espectro de desordem metabólica. “Não adianta pensar só que é do rim, só que é do fígado, ou só do coração. A doença é uma só. É metabólica”, defende. A revisão assinada por Amélio Godoy convida médicos e cientistas a olharem além dos exames de sangue ou da balança. Para ele, a chave está no tipo e no local da gordura, e o caminho para o tratamento passa por compreender o corpo como um sistema interligado. Como funciona O Congresso Internacional de Cardiologia da Rede D’Or São Luiz é realizado de 7 a 9 de agosto, no Windsor Barra Hotel, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio de Janeiro. Serão discutidos temas relevantes da prática clínica do cardiologista, com apresentações interativas e discussão de casos clínicos. A programação foi planejada para abordar toda a complexidade da cardiologia.

6 dicas para cuidar das varizes e evitar trombose no inverno

Fonte: Correio Braziliense | Seção: Notícias | Imagem: Reprodução Internet | Data: 08/08/2025 É fundamental manter-se ativo, hidratar-se bem e usar roupas adequadas que não dificultem a circulação sanguínea. Os dias frios podem até parecer um alívio para quem sofre com varizes e desconfortos nas pernas, pois aliviam a dor, o inchaço e a sensação de peso. No entanto, essa mesma condição climática pode elevar o risco de trombose venosa profunda (TVP), como explica a cirurgiã vascular Aline Simplício. “O frio faz com que os vasos sanguíneos se contraiam, o que diminui o calibre das veias e pode reduzir o inchaço. Mas essa melhora costuma ser temporária. Se a pessoa ficar muito tempo parada, o sangue tende a se acumular nas pernas, aumentando o risco de trombose”, explica a médica. Devido a isso, é essencial redobrar os cuidados com as pernas no período. “[…] É por isso que, mesmo no frio, é fundamental manter-se ativo, hidratar-se bem e usar roupas adequadas que não dificultem a circulação”, recomenda Aline Simplício. A seguir, Aline Simplício compartilha 6 dicas práticas para proteger as pernas do frio e da trombose. Confira! 1. Mexa-se Caminhadas dentro de casa, alongamentos e até subir escadas já fazem diferença. 2. Use roupas adequadas Evite peças de roupa muito apertadas que dificultam a circulação. 3. Hidrate-se bem Mesmo no frio, o corpo precisa de água para manter o sangue fluindo sem dificuldade. 4. Fique atento aos sinais Dor, inchaço repentino, vermelhidão ou endurecimento nas pernas merecem avaliação médica. 5. Aproveite a estação para tratar as varizes O inverno pode ser um bom momento para tratar as varizes. Usar meias de compressão é mais confortável nessa época, e a menor exposição ao sol ajuda a evitar manchas na pele após procedimentos como a escleroterapia. 6. Cuide da circulação Manter a circulação saudável é essencial em todas as estações. “Movimentar o corpo e se cuidar no inverno faz diferença na saúde vascular e, também, na qualidade de vida como um todo”, concluí Aline Simplício. Por Andressa Marques 

Existe exame para prevenir infarto? Cardiologista responde

Fonte: Correio Braziliense | Seção: Notícias | Imagem: Reprodução Internet | Data: 08/08/2025 Exame de imagem identifica placas de gordura ou cálcio nas artérias e orienta estratégias de prevenção de traumas cardiovasculares. O coração raramente grita por socorro — ele sussurra. E esses sussurros, muitas vezes silenciosos e invisíveis, precisam ser identificados antes que se transformem em uma emergência. Uma dúvida comum nos consultórios médicos é: existe exame capaz de prevenir um infarto? Segundo o cardiologista Hugo Zampa, da Rede D’Or, a resposta é sim. O exame indicado para essa finalidade é a angiotomografia coronariana, que detecta a presença de placas de gordura ou cálcio nas artérias do coração. Essas obstruções, explica o médico, podem levar a um infarto. “É um exame rápido, fácil de fazer e que fornece informações semelhantes às de um cateterismo, mas de forma não invasiva”, afirma. Apesar do nome técnico, o procedimento é mais simples do que parece. O paciente recebe um contraste — uma substância à base de iodo aplicada por via intravenosa durante exames de imagem — com baixíssimo risco de efeitos colaterais e, graças às novas tecnologias, há poucas contraindicações. A principal restrição, segundo Zampa, ocorre em casos de alergia severa a substância, especialmente quando há histórico de reações graves. A angiotomografia pode ser solicitada mesmo na ausência de sintomas, desde que o paciente apresente fatores de risco, como histórico familiar, colesterol elevado, hipertensão ou diabetes. “Quando detectamos uma placa vulnerável, com chance de causar infarto, conseguimos agir com rapidez e evitar complicações”, explica o cardiologista. Zampa faz um alerta importante: os sintomas cardíacos nem sempre seguem o padrão clássico de dor no peito irradiando para o braço esquerdo. “Qualquer dor entre a cicatriz umbilical e as costas pode estar relacionada ao coração”, destaca. “Mulheres e idosos, por exemplo, tendem a apresentar esses sinais atípicos.” A possibilidade de identificar essas placas antes que causem um infarto é uma grande vantagem. Isso permite iniciar um tratamento mais eficaz e evitar o agravamento do quadro. “Se já há placas formadas, podemos puxar o freio de mão e até reverter o processo”, afirma. O cardiologista reforça: o infarto é o momento em que o coração sofre. O ideal é agir antes disso acontecer. “Quando o paciente já chega infartado, o processo de reversão é muito mais difícil. A prevenção ainda é o melhor caminho para garantir qualidade de vida.” Se você tem fatores de risco ou dúvidas sobre sua saúde cardiovascular, procure um especialista. “O cardiologista saberá avaliar a necessidade de exames e indicar os melhores caminhos para cuidar do seu coração”, orienta Zampa.