IA ajuda a identificar precocemente tipo comum de arritmia cardíaca

Fonte: CNN Brasil| Seção: Notícias | Imagem: Reprodução Internet/CNN Brasil Data: 05/11/2024 Projeto desenvolvido pelo Hospital Nove de Julho, em parceria com a Johnson & Johnson MedTech e a startup Neomed, venceu prêmio global de inovação Um projeto brasileiro que utiliza inteligência artificial (IA) para detecção de arritmia ganhou o Gartner Eye on Innovation 2024, um prêmio global de inovação, em outubro. O projeto, do Hospital Nove de Julho, em parceria com a Johnson & Johnson MedTech e a startup Neomed, levou a um aumento de 82,3% em pacientes tratados para fibrilação atrial na instituição. A fibrilação atrial é o tipo mais comum de arritmia cardíaca, afetando 2,5% da população, de acordo com a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC). O projeto de inovação aberta com uso de IA começou em 2023, visando identificar precocemente e tratar pacientes com a condição, em uma linha de cuidado digitalizada. “A fibrilação atrial é a arritmia mais comum da prática clínica, e o crescimento do diagnóstico da doença acompanha o envelhecimento da população. Além do impacto negativo na qualidade de vida e no risco de comprometimento da função cardíaca, traz consigo um aumento do risco de acidente vascular cerebral (AVC)”, explica Raphael Oliveira, diretor-geral do Hospital Nove de Julho, à CNN. “O diagnóstico precoce implica na oportunidade de tratamento adequado e redução do risco cardiovascular”, acrescenta. Após um ano de projeto, o uso da IA aumentou 82,3% os pacientes tratados para fibrilação atrial na instituição, elevou em 30% na pontuação de qualidade de vida dos pacientes acompanhados e reduziu 43 pontos percentuais na busca por pronto-socorro em pacientes acompanhados em um período de 30 dias. Benefícios da IA para o diagnóstico de arritmia Tradicionalmente, o diagnóstico da fibrilação atrial é feito através do eletrocardiograma. No entanto, de acordo com Oliveira, pode ser difícil diferenciar a condição de outras arritmias. “A IA garante rapidez no diagnóstico e precisão”, explica o diretor-geral. “Em plataformas como a KARDIA, da Neomed, que utilizamos em nosso centro de arritmia cardíaca, conseguimos o apoio clínico no diagnóstico, não apenas com sinais de alerta para esses casos, mas com diagnóstico rápido, não permitindo que um caso passe despercebido. Trata-se de um claro aumento da sensibilidade diagnóstica”, acrescenta. Além disso, o especialista acrescenta que a IA também é utilizada em smartwatches e outros dispositivos de uso contínuo. “Nesses casos, a IA ajuda no diagnóstico das fibrilações paroxísticas, silenciosas, muitas vezes não percebidas pelo paciente ou fugazes o suficiente para não permitir documentação em eletrocardiograma (ECG)”, afirma. De acordo com Fabrício Campolina, presidente da Johnson&Johnson MedTech Brasil, o diferencial do uso de IA para o diagnóstico de fibrilação atrial está na velocidade e na precisão da análise de exames. “A IA processa os dados do ECG muito mais rapidamente do que a análise manual, permitindo a identificação precoce de casos que poderiam passar despercebidos ou ter o diagnóstico retardado”, explica. “Depois dessa primeira sinalização de que poderia haver uma fibrilação atrial, a equipe médica analisa com cuidado os exames e o paciente. Essa agilidade é crucial para sinalizar a equipe de cuidado e iniciar o tratamento quanto antes, minimizando os riscos de complicações, como AVC e insuficiência cardíaca”, completa. Campolina acrescenta que, em um cenário onde a fibrilação atrial, muitas vezes, é assintomática, essa detecção precoce, viabilizada pela IA, pode ser a diferença entre um desfecho positivo e complicações graves para o paciente. Como a IA atua na linha de cuidado do paciente? Na prática, os pacientes que realizam um exame de eletrocardiograma têm seus resultados inseridos na plataforma da Neomed. A partir disso, a solução digital KARDIA, um sistema de IA, realiza o rastreio sistemático da fibrilação atrial e outras arritmias, confirmada pela equipe médica. Isso viabiliza um tempo médio de elaboração dos laudos em menos de três minutos. Caso a arritmia seja identificada, a equipe de trabalho integrado é acionada, e com o acompanhamento contínuo de uma enfermeira navegadora, o paciente é convidado a entrar na linha de cuidado que possui protocolos clínicos específicos para acelerar sua jornada e indicar o melhor caminho de tratamento (que pode ser medicamentoso ou ablação por cateter). A linha de cuidado é uma abordagem integrada e coordenada que visa colocar o paciente no centro, oferecendo cuidado contínuo e personalizado. “No caso da linha de cuidado para fibrilação atrial, por exemplo, assim que o paciente com arritmia é identificado via leitura de ECG, ele é inserido em um fluxo de acompanhamento que garante que receba as informações necessárias, realize os exames complementares e seja encaminhado para o especialista adequado”, explica Campolina. Após o tratamento, o paciente segue sendo acompanhado para avaliação do sucesso do procedimento, além de rastrear possíveis complicações tardias e avaliar a qualidade de vida. “Com isso, já conseguimos uma redução de 43 pontos percentuais na busca por pronto-socorro em um período de 30 dias”, afirma Oliveira. IA na medicina O uso de IA está se tornando cada vez mais comum no campo da medicina. Ela pode ser usada para realizar diagnósticos precoces, antecipar riscos de doenças e pioras em quadro de saúde, além de tornar exames mais precisos. Segundo a Healthcare Information and Management Systems Society (HIMSS), o mercado de tecnologia em saúde no mundo deve crescer 15% até 2025. “Esse aumento reflete a busca por ferramentas que não só otimizam o atendimento, mas também mudam a maneira como cuidamos das pessoas, como sistemas que permitem a coleta e análise de dados em tempo real, tecnologias que facilitam o monitoramento remoto de pacientes e soluções que agilizam a comunicação entre equipes médicas e pacientes, essenciais para garantir um atendimento mais ágil e seguro”, comenta Claudia Cohn, diretora de Negócios Nacionais da Dasa e diretora executiva do Alta Diagnósticos. “A IA tem um papel central nessas mudanças. Ela está ajudando a transformar a assistência médica, oferecendo mais conforto e segurança. Com ela, conseguimos decodificar e analisar uma quantidade enorme de dados em tempo real, identificar padrões em diagnósticos e sugerir tratamentos mais rapidamente”, acrescenta. No Brasil, algumas iniciativas já utilizam IA em procedimentos médicos. Além do projeto do Hospital Nove de Julho, uma tecnologia chamada OncoSeek foi introduzida ao
Veja como a sensação de recompensa afeta a alimentação

Fonte: Portal EdiCase | Seção: Notícias | Imagem: Reprodução Internet/Portal EdiCase Data: 31/10/2024 Os desejos por alimentos calóricos e ricos em açúcar podem parecer apenas uma questão de preferência, mas têm raízes profundas no funcionamento do cérebro. Com a dopamina atuando como um combustível para o sistema de recompensa, o simples cheiro de uma comida pode acionar um ciclo de prazer e repetição. Chocolate, pizza, hambúrguer, batata frita: não é incomum que as pessoas sintam vontade de comida de algum tipo – geralmente aquelas mais hiperpalatáveis, ricas em gordura e açúcar adicionado. “Muitas coisas podem acionar esses desejos, desde cheiros ou pistas visuais. Em alguns casos, até ouvir alguém falando de algum alimento já é capaz de aguçar os sentidos e fazer a boca salivar”, explica a endocrinologista Dra. Deborah Beranger. Segundo a médica, no caso da comida, isso acontece porque os sistemas sensoriais acionam os caminhos motivacionais ou de recompensa no cérebro. “Você não precisa ver a comida em si, mas pessoas, lugares e coisas que lembram você de uma comida que é gratificante farão isso. Esse sinal motivacional vai disparar em nossos cérebros”, acrescenta. A Dra. Deborah Beranger explica que os desejos por comida estão ligados ao sistema de recompensa do cérebro, que envolve a dopamina, um neurotransmissor importante para a motivação e o prazer. “O problema é que viver com muitos efeitos dopaminérgicos pode ter impactos negativos, dependendo do equilíbrio e da intensidade da dopamina, com efeitos como dessensibilização ao prazer, desregulação emocional e desafios na regulação de apetite”. Resposta do corpo a estímulos alimentares Segundo a médica, a exposição a sinais relacionados a alimentos pode aumentar a frequência cardíaca, a atividade gástrica e a salivação, bem como um padrão de respostas em várias vias no cérebro associadas à recompensa. “A estimulação alimentar também demonstra ativar o metabolismo da glicose, o processo necessário para transformar alimentos em energia, e a liberação de dopamina, o químico cerebral envolvido na motivação para coisas gratificantes e que nos fazem sentir bem”, explica. A Dra. Deborah Beranger explica que desejo e fome são diferentes e podem ocorrer sem estímulos. Um exemplo disso é quando alguém se priva de um alimento, que seu cérebro identifica como gratificante, e não consegue parar de pensar nele. “Essas vias de recompensa estão conectadas às regiões de tomada de decisão em nosso cérebro. Uma parte do cérebro, atrás da testa, acrescenta o conceito de valor. Você sente o cheiro de um bolo de chocolate e pensa no alto valor que ele tem porque terá um gosto bom e será recompensador. A recompensa é um sinal poderoso”, explica a médica. Quando há a efetivação disso – e a comida é ingerida – há um aumento na liberação de dopamina. “Esse aumento cria uma sensação de prazer e recompensa, reforçando o comportamento que levou a esse prazer”, afirma. Origem evolutiva dos desejos por alimentos calóricos Há uma razão evolutiva para tal processo. “O acesso à comida era escasso, então o nosso cérebro foi moldado a procurar comida rica em calorias e consumi-las em excesso. Achávamos gratificante comer essa comida porque ela nos ajudava a sobreviver”, diz a Dra. Deborah Beranger. Conforme a médica, mesmo após anos, ainda há no corpo humano o circuito cerebral que cria a sensação de recompensa ao comer. “Agora, na maioria dos países desenvolvidos, há uma abundância de acesso à comida, e fazemos pouco trabalho para obtê-la. Mas, mesmo assim, não é incomum que as pessoas criem um feedback positivo com relação à comida. Então, quando você come algo que satisfaz esse desejo, a dopamina se libera ainda mais, criando um ciclo que reforça o comportamento. Isso pode levar a uma maior probabilidade de você buscar esse alimento novamente no futuro”, explica. Segundo a médica, o consumo de sódio, açúcar adicionado e gordura saturada causa uma alta resposta de recompensa que molda o comportamento humano e nos faz querer nos envolver com ele novamente. Como superar o desejo por comida Apesar de difícil, a procura por alimentos altamente prazerosos pode ser superada. Conforme a médica, a distração é um caminho, como procurar outras coisas para fazer. Outra estratégia é entender e “abraçar” o sentimento, mas sem dar continuidade à ação. “Reconheça esse desejo, tente entender por que ele está acontecendo, mas não dê continuidade. Com o tempo, o cérebro responderá de outra forma e o desejo diminui. A parte do cérebro que agrega valor e está vinculada ao sistema de tomada de decisão também recebe informações do sistema cognitivo, então parte de nossa decisão racional”, esclarece. O problema, conforme a Dra. Deborah Beranger, é que as pessoas geralmente não esperam – a reação é quase imediata. “Altos níveis de dopamina podem aumentar a impulsividade e, no contexto alimentar, a exposição constante a alimentos altamente prazerosos pode interferir na regulação do apetite e levar ao desenvolvimento de padrões alimentares não saudáveis, como comer em excesso ou desenvolver distúrbios alimentares”, alerta. Mas, ainda assim, dá para se ajudar. “Reduzir a exposição a estímulos alimentares é um bom caminho. Modifique as partes do seu ambiente alimentar que puder, para que você tenha menos exposição e menos acesso a alimentos altamente tentadores que não são uma parte saudável da dieta”, explica Segundo a médica, quanto menor for a exposição e maior o trabalho para obter esses alimentos, tudo isso, ao longo do tempo, reduzirá os desejos. “A questão é a seguinte: o seu desejo é tão forte que você levantaria do sofá e iria ao mercado a pé para comprar esse alimento? Na maior parte das vezes, só adicionar um obstáculo já é suficiente para frear o desejo”, afirma. “A maioria das calorias é consumida em casa. Se você não tem acesso fácil aos alimentos que mais deseja, não precisa usar tanta força de vontade para resistir a eles”, finaliza. Por Pedro Del Claro
6 dicas para ter uma vida longa e saudável

Fonte: Redação EdiCase | Seção: Notícias | Imagem: Reprodução Internet/Redação EdiCase Data: 01/11/2024 Envelhecer com saúde e qualidade de vida é o desejo de muitos. Uma dieta rica em nutrientes e antioxidantes, exercícios regulares para manter mobilidade e força, atividades que estimulem a mente e promovam conexões sociais e acompanhamento médico são cuidados fundamentais para alcançar uma vida longa e equilibrada com o passar dos anos. Abaixo, especialistas de diversas áreas compartilham outras dicas valiosas para um envelhecimento saudável! 1. Equilíbrio hormonal As alterações hormonais ao longo da vida impactam diretamente o envelhecimento. Tanto homens quanto mulheres enfrentam quedas hormonais naturais que influenciam o metabolismo, o humor e até a densidade óssea. “A reposição hormonal (TRH) para mulheres pode aliviar os sintomas da menopausa e proteger a saúde óssea, enquanto a reposição de testosterona ajuda homens a manter a energia e a massa muscular. É essencial conversar com um especialista para decidir o que é mais adequado”, explica a Dra. Carolina Mantelli, endocrinologista e metabologista. 2. Saúde mental A saúde mental é um fator essencial para enfrentar o envelhecimento com equilíbrio. O autocuidado psicológico e o gerenciamento do estresse impactam diretamente na expectativa de vida e no bem-estar. “A psicoterapia deve ser vista como algo contínuo, que nos prepara para os desafios do envelhecimento. Além disso, participar de grupos terapêuticos ajuda a fortalecer o bem-estar emocional. Envelhecer é buscar equilíbrio, mesmo que a felicidade plena não seja constante”, afirma a psicóloga Natália Aguilar. 3. Exames preventivos para a longevidade feminina Para as mulheres, manter os exames preventivos em dia é fundamental para o envelhecimento saudável. O diagnóstico precoce de condições como câncer de mama e de colo do útero é essencial para aumentar as chances de tratamento eficaz. “Incluir exames preventivos, como papanicolau e mamografia, na rotina é essencial para a saúde feminina em todas as fases da vida, principalmente na maturidade. Esses cuidados ajudam a mulher a envelhecer com mais qualidade de vida”, explica o ginecologista Dr. Cesar Patez. 4. Cuidados com a saúde bucal A saúde bucal também influencia diretamente a longevidade. Além de afetar a mastigação e a fala, dentes e gengivas saudáveis previnem infecções que podem se espalhar para outras partes do corpo. “A manutenção de uma boa higiene bucal, com escovação e uso de fio dental diariamente, ajuda a evitar doenças gengivais e a perda dos dentes, comuns com o avanço da idade. Consultas regulares ao dentista são fundamentais para a prevenção e para manter a qualidade de vida”, completa o dentista Dr. Cesar Rodrigues. 5. Atividade física Praticar exercícios físicos regularmente é essencial para manter a saúde cardiovascular, a força muscular e o bem-estar mental. O educador físico e ex-jogador do Corinthians, Ewerthon, orienta que o ideal é optar por atividades que geram prazer ao praticar. “Escolha atividades prazerosas que possam ser mantidas a longo prazo. Exercícios como musculação e treinamento funcional ajudam a prevenir quedas e a manter a independência, principalmente na terceira idade”. 6. Alimentação balanceada A alimentação tem um impacto direto na longevidade. Investir em alimentos ricos em antioxidantes e anti-inflamatórios é fundamental para a saúde a longo prazo. “Alimentos como frutas vermelhas, vegetais verde-escuros, oleaginosas e peixes ricos em ômega 3 são essenciais. Esses alimentos ajudam a proteger as células dos danos do tempo e a manter a saúde do coração e do cérebro, favorecendo um envelhecimento saudável”, finaliza a nutricionista do Instituto Gourmet, Karoline Schast. Por Sarah Monteiro
Novembro Azul: o que significa o termo e como nasceu a campanha Saiba como prevenir a doença

Fonte: Veja | Seção: Notícias | Imagem: Reprodução Internet/Veja Data: 31/10/2024 Em 2011, o Instituto Lado a Lado pela Vida iniciou a campanha ‘Novembro Azul’ com o objetivo de alertar para a importância do diagnóstico precoce do câncer de próstata, o mais frequente entre os homens brasileiros depois do câncer de pele. Aproveitando as celebrações em torno do tema, o Ministério da Saúde e o Instituto Nacional de Câncer (INCA) começaram a divulgar ações importantes e a data transformou-se no maior movimento em prol da saúde masculina. Conforme dados do INCA, foram diagnosticados 68.220 novos casos de câncer de próstata e cerca de 15 mil mortes/ano em decorrência da doença no Brasil, para cada ano do biênio 2018/2019, o que representa 42 homens morrendo por dia em decorrência da doença e aproximadamente 3 milhões convivendo com ela. O movimento quer conscientizar, ainda mais, a população masculina sobre a necessidade de cuidar do seu corpo e também da mente. Praticar exercícios, ter uma alimentação equilibrada, parar de fumar, praticar sexo seguro, cuidar da saúde mental e, também, fazer o exame da próstata, periodicamente. Entre os cuidados básicos que todo homem precisa ter com a saúde, há testes e exames que precisam ser realizados com frequência: – Verificação da pressão arterial;– Hemograma completo;– Dosagem da glicemia;– Dosagem do colesterol;– Testes de urina;– Atualização da carteira vacinal;– Verificação do perímetro abdominal e do Índice de Massa Corpórea (IMC). E, ainda: Exame da próstata: Por causa do preconceito que envolve o exame, muitos homens são diagnosticados quando a doença já está em estados mais avançados, o que leva a uma alta taxa de óbitos. Quando identificado em fase inicial o câncer de próstata tem altos índices de cura. Fazer check-up regular: Fazer um check-up é a melhor forma de prevenir doenças e evitar que sejam tratadas apenas em estágios mais avançados. Em todas as faixas etárias o urologista deve ser consultado. Cuidar da saúde mental: Diversos fatores podem causar um desequilíbrio emocional, como responsabilidades familiares, frustrações financeiras e problemas no trabalho. É preciso entender que a saúde mental é tão importante quanto a saúde física, e que o tratamento é necessário. A próstata é uma glândula do sistema reprodutor masculino, que pesa cerca de 20 gramas e se assemelha a uma castanha. Localiza-se abaixo da bexiga e sua função é produzir e armazenar o líquido prostático que, junto com o líquido seminal produzido pelas vesículas seminais e os espermatozoides produzidos nos testículos, forma o sêmen. Tratamento e prevenção: Na fase inicial, o câncer de próstata não apresenta sintomas e quando alguns sinais começam a aparecer, cerca de 95% dos tumores já estão em fase avançada, dificultando a cura. Na fase avançada, os sintomas são: dor óssea, dores ao urinar, vontade de urinar com frequência e presença de sangue na urina e/ou no sêmen. Entre os fatores de risco estão, histórico familiar de câncer de próstata (pai, irmão e tio); obesidade e raça: homens negros sofrem maior incidência deste tipo de câncer. A única forma de possibilitar a cura do câncer de próstata é com o diagnóstico precoce. Mesmo na ausência de sintomas, homens a partir dos 45 anos com fatores de risco, ou com 50 anos e sem estes fatores, devem ir ao urologista para conversar sobre o exame de toque retal, que permite ao médico avaliar alterações da glândula, como endurecimento e presença de nódulos suspeitos, e sobre o exame de sangue PSA. Cerca de 20% dos pacientes com câncer de próstata são diagnosticados somente pela alteração no toque retal, reforçando sua importância para o diagnóstico e o tratamento precoces. Medidas preventivas, segundo o INCA, incluem: dieta rica em frutas, verduras, legumes, grãos, cereais integrais; menos gordura, principalmente as de origem animal, ajuda a diminuir o risco de câncer, e de outras doenças crônicas não-transmissíveis. Nesse sentido, outros hábitos saudáveis também são recomendados, como fazer no mínimo 30 minutos diários de atividade física, manter o peso adequado à altura, identificar e tratar adequadamente hipertensão, diabetes e problemas de colesterol, diminuir o consumo de álcool e não fumar.
Condicionamento físico para idosos é tendência fitness no Brasil

Fonte: CNN Brasil| Seção: Notícias | Imagem: Reprodução Internet/CNN Brasil Data: 27/10/2024 Com o aumento da longevidade da população, os exercícios são importantes para garantir saúde física e mental, além de permitir maior socialização nessa faixa etária Um levantamento publicado pelo American College of Sports Medicine, referência mundial quando se fala em medicina esportiva e fitness, ressalta a importância dos exercícios para garantir a saúde física, mental e emocional das pessoas idosas. O documento é resultado de uma pesquisa realizada todos os anos pela instituição, com foco nos profissionais do setor fitness. Para o Brasil, o relatório aponta que em primeiro lugar nas tendências estão os programas de condicionamento físico para idosos. “Os dados trazidos pelo documento são excelentes e primordiais, pois o envelhecimento da população exige inúmeras intervenções essenciais em relação às necessidades desse público, incluindo autocuidado físico e mental, o que garante mais longevidade, independência, qualidade de vida e saúde”, avalia a educadora física Larissa Fidelis da Silva, do Espaço Einstein: Esporte e Reabilitação, do Hospital Israelita Albert Einstein. O ortopedista e traumatologista Moisés Cohen, professor titular do departamento de Ortopedia, Traumatologia e Medicina Esportiva da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), tem a mesma visão. “É fundamental focarmos em exercícios para os idosos. Com o aumento da expectativa de vida, há um risco maior de quedas, doenças crônicas e comprometimento cognitivo, o que podemos ajudar a combater com programas específicos de fitness”, afirma Cohen, que também atua no Einstein. Por onde começar? Iniciar a prática de exercícios não é uma missão fácil para ninguém, muito menos para os mais velhos que, muitas vezes, não se sentem tão dispostos e têm receio de se machucar. Mas é importante entender: quando o programa de treinamento é feito por um profissional da área e conta com boa orientação, o risco de lesões é muito pequeno e a quantidade de benefícios é enorme. “Podemos destacar o aumento de massa muscular, força e potência; melhora da composição corporal e dos níveis de colesterol; redução dos marcadores de estresse oxidativo, problema desencadeado pela ação danosa dos radicais livres; e combate a diabetes, hipertensão, osteoporose e Alzheimer”, destaca Larissa Silva. E a lista não para por aí. Segundo Cohen, uma rotina ativa também previne a sarcopenia, a perda de massa muscular natural do avançar da idade. “Além disso, acentua o equilíbrio e a propriocepção, o que é essencial para evitar quedas, melhora a saúde cardiovascular e respiratória, trabalha a autonomia e ajuda no controle de peso”, acrescenta o ortopedista. Tudo isso sem falar nos ganhos à saúde mental, como alívio da depressão e da ansiedade, o que é reforçado pela socialização oferecida pelas atividades físicas, em especial as em grupo. A recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) é que, a partir dos 65 anos, a pessoa faça atividades moderadas no mínimo três dias por semana, envolvendo modalidades aeróbicas, de fortalecimento muscular, flexibilidade, força, coordenação motora, agilidade e equilíbrio. Os iniciantes devem começar com treinos de menor intensidade e com menos tempo e aumentá-los gradativamente. “Nesse caso, é essencial focar na questão da aprendizagem motora: precisa primeiro aprender a fazer os movimentos corretamente, realizando a contração dos músculos de maneira correta, evitando sobrecarga sobre as articulações, para depois progredir em relação a volume, intensidade e variações de exercícios”, diz a educadora física do Espaço Einstein. Quem já está habituado à malhação e está bem fisicamente pode encarar treinos mais intensos e chegar à recomendação da OMS para os adultos em geral: de 150 a 300 minutos semanais de atividade moderada ou de 75 a 150 minutos semanais de atividade física aeróbica de intensidade vigorosa. Em todos os casos, é fundamental que a modalidade seja agradável à pessoa que a pratica e caiba em sua rotina, o que aumenta a adesão. Cuidados necessários Além de se exercitar com orientação e supervisão de profissionais, o ideal é que os idosos tomem mais algumas medidas. “Considerando que essa população apresenta maior vulnerabilidade, é essencial adotar cuidados específicos para prevenir lesões e intercorrências, como consultas médicas e check-ups regulares, hidratação adequada e roupas e calçados apropriados, que ajudam a evitar lesões e facilitam a manutenção térmica do corpo”, recomenda Cohen. Larissa Silva ainda destaca a importância da participação de um profissional de educação física em todo esse processo, já que ele fará uma análise individual de cada aluno e poderá acompanhá-lo de perto. Quanto mais cedo a pessoa começar a se movimentar, maiores serão os benefícios de uma vida mais ativa — independentemente da idade.
Transplante de órgãos: como funciona? É seguro doar? Confira explicação de especialistas

Fonte: CBN | Seção: Notícias | Imagem: Reprodução Internet/CBN| Data: 22/10/2024 O Brasil é o segundo maior transplantador do mundo, só fica atrás dos Estados Unidos. Segundo dados do Ministério da Saúde, o Brasil tem o maior programa público de transplantes de órgãos do mundo. Em meio à repercussão do caso dos seis transplantados contaminados pelo vírus HIV, no Rio de Janeiro, a CBN fala sobre o transplante de órgãos e a possibilidade de nova vida para o paciente. No Estúdio CBN, os âncoras Tatiana Vasconcellos e Fernando Andrade entrevistam duas especialistas no assunto: a infectologista da Unicamp e Membro da Comissão de Infecção em Transplantes da Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos ( ABTO), Raquel Stucchi, e a jornalista, CEO de Corpo Cabeça Coração, idealizadora do Projeto Cicatrizes – o movimento da doação, Renata Veneri. Ao comentar o caso dos seis pacientes transplantados e contaminados pelo HIV, no Rio de Janeiro, Raquel Stucchi ressalta que o fato foi gravíssimo e destaca a consistência das regras. “Nossa legislação de transplante é muito rígida. São regras avaliadas e depois publicadas até pelo Sistema Nacional de Transplante e pela Anvisa. É um fato lamentável, gravíssimo, que é muito mais até da esfera policial do que qualquer outra coisa e que nunca tinha acontecido antes”, diz. Hoje em dia, o Brasil proíbe doadores HIV positivo. À CBN, Stucchi explica de que forma é o processo de doação de órgãos atualmente no país e cita o protocolo em caso de morte encefálica. “O paciente está internado em uma unidade de terapia intensiva, porque teve um acidente de trânsito ou um AVC, e, depois, tem um diagnóstico de morte encefálica. Um neurologista atesta a morte encefálica. Ele é um possível doador, a equipe conversa com a família. A família, dando o aceite, são feitos os exames iniciais”, destaca. “Não basta ter morte encefálica. Se o paciente tiver uma infecção, uma suspeita de tuberculose ativa, mesmo entrando em morte encefálica, ele não será um doador. A gente vai fazer os exames de triagem, exames de sangue, que são o HIV, obrigatoriamente, em todo doador. Se vier exame positivo para HIV ou para o outro vírus, como o HTLV, pronto, aquele doador já não é mais um doador”. Renata Veneri, CEO de Corpo Cabeça Coração e idealizadora do Projeto Cicatrizes – o movimento da doação, conta qual o objetivo da iniciativa. “É um projeto que parte dessa necessidade que a gente tem de disseminar a cultura da doação de órgãos. Conheci pessoas transplantadas de coração, de rim, de fígado, pulmão, que tem ali uma gana de viver e uma saúde invejável. Eu imaginei que o transplantado tivesse uma série de impossibilidades de ter uma vida mais ativa, de praticar um esporte, e eu fui descobrindo que não. Você tem a possibilidade de a família doar. A família precisa dizer sim para que a doação aconteça. As pessoas não falam, elas não se identificam como doadoras. É isso que o Projeto Cicatrizes faz em várias plataformas diferentes e é muito importante que a gente converse. O Brasil é uma referência. É uma solidariedade, é realmente uma continuidade Foi um susto [a contaminação das seis pessoas no RJ] e a gente não pode deixar que isso contamine também essa questão toda”, conta. A infectologista da Unicamp Raquel Stucchi explica como funciona o Sistema Nacional de Transplantes, que regulamenta o passo a passo do transplante de órgãos e tecidos no país. “O Sistema Nacional normatiza os exames feitos para todos os doadores e os critérios de aceite e recusa. Depois nós temos as Centrais Estaduais de Transplantes. O paciente tem uma doença de um órgão, uma doença terminal de um órgão, ele vai morrer em poucos meses se não transplantar e o objetivo do transplante é devolver o paciente para a sociedade com vida. Então, a pessoa ela precisa ser encaminhada para um centro transplantador, tem critérios para a gente, é todo o que preciso ter, insuficiência renal ou de doença pulmonar crônica para me inscrever para um transplante, para eu ser elegível para transplantar. Cada órgão tem as suas regras e isso é nacional. E eu me inscrevo num serviço único de transplante e daí eu só posso me inscrever num único serviço”, explica. Após isso, a pessoa é avaliada e tem a documentação encaminhada para uma câmara técnica de transplante, onde vários médicos checam se a pessoa preenche os critérios para ser um receptor. E ele entra numa lista de transplante. Em seguida, o paciente recebe um número de identificação que pode ser acessado para saber a posição da lista que ele está. “Ele fica ali, acompanha para e passo. E a posição na lista de transplante para a maior parte dos pacientes é uma posição que é muito dinâmica. Hoje ele pode ser o quinto numa lista de transplante, mas se amanhã cedo inserir um paciente mais grave do que ele, por exemplo, ele pode passar a ser o sexto”, diz. “Então eu tenho os candidatos listados no grupo, no tipo sanguíneo O, no tipo sanguíneo B e é assim que funciona o órgão oferecido para eles. E quem faz contato com a equipe transplantadora não é o médico que está atendendo o paciente lá, o doador”.
Consumida desde a antiguidade: maçã ajuda a reduzir a pressão arterial e o colesterol; entenda

Fonte: O GLOBO | Seção: Notícias | Imagem: Reprodução Internet/ O GLOBO| Data: 28/10/2024 Segundo relatório da Universidade de Harvard a fruta é uma das mais populares e está entre as três mais produzidas no mundo Para longe vão as dietas que prometiam resultados “mágicos” para dar lugar a uma nova forma de alimentação baseada em hábitos conscientes e saudáveis. Nesse caminho, as frutas e vegetais são as estrelas porque são alimentos naturais que contêm múltiplos nutrientes, essenciais para manter o correto funcionamento do organismo. Entre elas, a maçã é um clássico que nunca sai de moda. É uma fruta consumida desde a antiguidade — os seus primeiros registos são da Ásia Central e das zonas temperadas da Europa — e que se orgulha pela quantidade de propriedades nutricionais que promovem a saúde. Por estas razões, existe um ditado saxão que a descreve perfeitamente: “uma maçã por dia mantém o médico longe”. Mas quais são os seus segredos? Um relatório da Universidade de Harvard indica que a maçã é uma das frutas mais populares e está entre as três mais produzidas no mundo. Além disso, destacam-se pela facilidade de armazenamento e transporte e, ao contrário de muitas outras frutas, estão disponíveis o ano todo. Para a nutricionista Lucila Rosso, ela é um alimento nobre, completo e ideal para manter em equilíbrio as funções vitais do corpo. “A maçã é excelente porque contém múltiplos nutrientes necessários ao corpo: contribui para regular a glicemia, o colesterol, a pressão arterial e a microbiota intestinal”, explica a especialista. A esse respeito, a nutricionista Silvina Tasat, membro da Associação Argentina de Nutrição, acrescenta que seu consumo é universal. “Não tem restrições e é muito bem tolerado”, diz. Para explicar seus benefícios, outro artigo da Universidade de Harvard cita um relatório da revista científica Critical Reviews in Food Science and Nutrition, que dá conta das vantagens geradas por esta fruta. Como revelam: “Comer uma maçã de tamanho médio todos os dias ajuda a reduzir a pressão arterial, o colesterol e a inflamação”. Aliada da saúde O que melhor caracteriza a maçã é o alto teor de água. “Entre 80% e 85% de sua composição é líquida, então seu consumo nos proporciona uma excelente hidratação”, destaca Rosso. Outro ponto que diferencia esse alimento é que ele tem baixo índice calórico: “uma maçã de 100 gramas tem em média 52 calorias”, afirma Julio Bragagnolo, chefe de Nutrição e Diabetes do Hospital Ramos Mejía. Ao mesmo tempo, pelo baixo teor de gordura — 0,2 gramas — e pelo nível de saciedade que gera, “faz com que seja um alimento essencial para quem quer perder peso”, afirma o especialista. A maçã também é rica em carboidratos. Segundo os especialistas consultados, 100 gramas contêm 14 gramas desse macronutriente “que vem na forma de frutose e para absorvê-la não precisa que o corpo libere insulina, por isso é ideal para pessoas que não têm uma boa glicemia manejo como no caso dos diabéticos”, explica Rosso. Por outro lado, a maçã é considerada uma aliada para retardar o envelhecimento celular e fortalecer o sistema imunológico graças ao aporte de vitaminas e minerais. Como descreve Rosso, seu alto teor de vitamina C e E atua como antioxidante e anti-inflamatório, portanto “fortalece as células e previne o desenvolvimento de doenças crônicas como a hipertensão; também resfriados e gripes do dia a dia.” Quanto aos minerais, a presença de potássio, “que se encontra na proporção de 107 miligramas por 100 gramas de maçã, é fundamental para quem tem hipertensão porque regula o nível de sódio no organismo”, afirma Rosso e. acrescenta que também é importante manter a contração ideal e a saúde muscular, especialmente em atletas ou idosos. Além disso, destaca-se a presença de cálcio e fósforo, que segundo Bragagnolo, colaboram no desenvolvimento da estrutura óssea, dentes e gengivas. A fibra natural é outro dos nutrientes presentes nas maçãs. A casca contém algo conhecido como pectina, que absorve água e toxinas. Quando isso ocorre, forma um gel que posteriormente será eliminado, por isso “é recomendado para pessoas que sofrem de prisão de ventre ou prisão de ventre”, acrescenta Rosso. Por outro lado, a polpa da fruta contém uma fibra chamada tanino “que ajuda a diminuir os episódios de diarreia”, diz Rosso. Então, “depende se você quer ou não acelerar o trânsito intestinal, é melhor comer descascado ou com casca”, ressalta a nutricionista. Essas fibras, por sua vez, ajudam a reduzir o colesterol ruim (LDL). Isto foi relatado em um relatório da Universidade de Harvard que, após analisar cinco investigações clínicas, observou que a ingestão de frutas tem impacto nas doenças cardiovasculares. Com base nisso, observaram uma melhora nos casos de consumo de maçãs frescas ou desidratadas. As melhores formas de consumir maçã Para incorporar todos os seus nutrientes, os especialistas consultados sugerem consumir maçãs frescas e cruas. Porém, ressaltam que existem variantes: pode ser cortado e salteado em saladas, ralado, assado no forno, em compotas ou purê. E em relação ao consumo em sucos, mencionam que não é recomendado, pois a fruta se quebra e perde nutrientes. Por sua vez, Tasat alerta que devemos ter cuidado para não ingerir as sementes porque quando chegam ao estômago e se combinam com o ácido clorídrico, que é um dos componentes do ácido gástrico e é produzido naturalmente no estômago para ajudar na digestão dos alimentos, pode gerar cianeto, substância que impede que o oxigênio chegue às células e elas parem de funcionar. Cheia de nutrientes, a maçã é uma alternativa para incluir na alimentação diária ao longo do ano e ao longo da vida. Além de fácil de obter, é prático de transportar e não necessita de geladeira. Uma boa alternativa na hora do lanche ou como sobremesa.
Não gosta de atividade física? Veja como mudar isso

Fonte: CNN Brasil | Seção: Notícias | Imagem: Reprodução Internet| Data: 20/10/2024 Quando você pratica exercícios regularmente, o corpo libera endorfina, um hormônio que gera sensação de bem-estar e prazer A prática de atividade física é uma das recomendações mais frequentes para melhorar a saúde física e mental. No entanto, para muitas pessoas, manter uma rotina de exercícios é um desafio e a atividade física acaba se tornando uma verdadeira “tortura”. Mas como mudar essa situação e fazer com que o exercício se torne algo leve no dia a dia? Para responder essa e outras perguntas, a reportagem da CNN conversou com dois especialistas que listaram seis dicas. Veja! Escolha algo que você goste A primeira dica e talvez a mais importante é encontrar uma atividade que combine com seu estilo de vida e interesses pessoais. O educador físico Tauan Gomes explica que não existe um exercício ideal para todo mundo e buscar um que traga prazer ajuda a fazer com que você não desista no meio do caminho. “Segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde), atividade física é qualquer movimento corporal que envolve os músculos e que resulte em gasto de energia acima do nível de repouso. Então, ela pode ser desde musculação na academia ou com peso corporal em casa, futebol, corrida na rua ou uma caminhada, vôlei, basquete, natação, dança, yoga, pilates ou artes marciais. Tudo isso lhe trará benefícios na saúde do corpo e da mente, aumentando o nível de energia, confiança e qualidade de vida, além de diminuir o risco de doenças ” diz. Inicie de forma gradual Começar com treinos pesados pode desmotivar rapidamente, por isso o ideal é começar devagar e aumentar a frequência e intensidade à medida que o corpo vai se adaptando. “A recomendação geral é que os adultos façam pelo menos 150 minutos de atividade física moderada ou 75 minutos de atividade intensa por semana. Isso pode ser dividido em sessões de 30 minutos, cinco vezes por semana. O importante é encontrar uma frequência que se encaixe na rotina que a pessoa consiga manter”, explica Adriana Araújo, educadora física, especialista em Fisiologia, Treinamento Funcional e Emagrecimento. Tenha metas realistas Uma boa forma de manter a motivação é estabelecer metas realistas e alcançáveis. A sensação de progresso ao atingir essas pequenas metas cria um ciclo positivo, fazendo com que a pessoa sinta mais prazer na atividade física.“É importante também, ter metas pequenas e alcançáveis como, por exemplo, buscar reduzir 2 kg por mês, perdendo 500g por semana e celebrando cada conquista. Além disso, variar as atividades pode manter o treino interessante”, detalha Araújo. Faça da atividade física um compromisso Para quem não gosta de treinar, tratar a atividade física como parte da agenda de compromissos do dia ajuda a fazer com que a pessoa não “arrume desculpas” para faltar. Também é importante escolher horários em que a pessoa esteja mais disposta, como de manhã ou logo após o trabalho, para evitar o cansaço excessivo como justificativa para adiar os treinos. “Tenha rotina ou um horário fixo. Tente organizar horários específicos na agenda para treinar, assim como faria para qualquer outro compromisso importante”, acrescenta Araújo. Busque companhia Realizar atividades físicas em grupo ou com amigos pode tornar a experiência mais prazerosa. Treinar com alguém não só incentiva a não faltar, como também transforma o momento de exercício em algo social. Além disso, atividades ao ar livre, como caminhadas em parques, pedalar ou praticar esportes coletivos, são boas formas de unir exercício e convivência social. “Outra forma de melhorar a adesão nos primeiros meses é se juntar a um grupo que já pratica a modalidade. Além de criar relacionamento que facilitará a aproximação com a atividade escolhida, existe um estudo conhecido como”efeito Kohler” que retrata a melhora nos resultados de atividade quando é realizada em equipe do que feito de forma individual. Entende-se que a presença de outras pessoas pode motivar a dar o seu melhor”, acrescenta Gomes. Lembre-se dos benefícios Por fim, é importante lembrar dos benefícios que a atividade física proporciona. Não se trata apenas da questão estética, mas da saúde como um todo. Quando você pratica exercícios regularmente, o corpo libera endorfina, um hormônio que gera sensação de bem-estar e prazer. Além disso, os ganhos de energia, disposição e melhoria no sono são grandes incentivos.Para aqueles que têm dificuldade em se motivar, pode ser útil manter um registro dos progressos e das mudanças positivas que a atividade física proporciona, como a melhora na qualidade de vida.
Qual a quantidade recomendada de açúcar e sal na nossa alimentação?

Fonte: CBN | Seção: Notícias | Imagem: Reprodução Internet| Data: 11/04/2024 O consumo moderado está entre as recomendações da OMS. Entre as recomendações feitas pela Organização Mundial da Saúde estão: manter boa hidratação, consumo de fibras, não exagero no consumo de gordura e consumo moderado de sal e açúcar. Mas, qual seria o consumo ideal desses dois? De acordo com Márcio Atalla, o fundamental é sempre se atentar para a moderação. Nesse sentido, o sal não deve passar mais que 5 gramas por dia. Já o açúcar precisa representar, no máximo, 5% da alimentação diária, o que daria, em média, 100 calorias.
Saiba como evitar perda de equipamentos com picos de energia

Fonte: CBN | Seção: Notícias | Imagem: Reprodução Internet | Data: 15/10/2024 Dispositivos que custam a partir de R$ 40 podem ajudar a evitar o transtorno. Dispositivos que custam a partir de R$ 40 podem ajudar a evitar a perda de eletrodomésticos na época de chuva, em que picos de energia são mais comuns. Afinal, quem não pensa no computador, na geladeira ou no micro-ondas quando começa a chuva forte acompanhada de raios? Isso se você já não teve um equipamento em casa que queimou por surto de energia. Em São Paulo, por exemplo, após o apagão, muita gente enfrentou esse problema. O Engenheiro Eletricista e Engenheiro de Segurança do Trabalho do Senai-DF, Shinnayder Veloso, explica que os DPSs – Dispositivos de Proteção Contra Surtos – podem ser encontrados em lojas de materiais de construção, de equipamentos elétricos ou lojas virtuais. Há três tipos. O mais comum é como se fosse um adaptador de tomada – e é o mais barato. “O dispositivo Classe 1 é colocado no padrão de entrada da residência. Ele é um equipamento mais parrudo, digamos assim, e aguentaria surtos de maior intensidade. O Classe 2 é colocado no quadro de distribuição, no quadro elétrico da casa. E tem também o DPS Classe 3, que é colocado pontualmente no dispositivo que você quer proteger. Ele é como se fosse um adaptador, que é colocado no plugue da tomada. Tem dentro dele um dos componentes, o varistor, que faz a função de desviar e proteger o surto”, explica. DPSs ajudam a evitar perda de equipamentos com picos de energia — Foto: Reprodução Os dispositivos de proteção podem chegar a R$ 300 reais. Enquanto um deles é de fácil manuseio, os outros dois demandam um profissional para instalação, já que é preciso fazer uma ligação mais trabalhosa com a rede elétrica. Quanto a esse de uso individual, o especialista chama atenção que quem não pode colocar na casa inteira, pode priorizar os equipamentos mais caros – como televisão, geladeira, e máquina de lavar. Ele também ressalta que hoje já existem réguas de energia que já vem como o DPS embutido. DPSs ajudam a evitar perda de equipamentos com picos de energia — Foto: Reprodução Outra dica para quem quer e pode gastar um pouco mais é o aterramento da rede elétrica, que ajuda a dissipar as cargas. Outra opção é a velha prática – e a mais barata – de tirar os equipamentos da tomada quando começar os temporais.

