Qual é o melhor horário para jantar e por que comer a mesma coisa tem efeitos diferentes dependendo da hora do dia?

Fonte: BBC News | Seção: Notícias | Imagem: Reprodução Internet/magnific | Data: 22/08/2026 “Tenha o café da manhã de um rei, almoce como um príncipe e jante como um mendigo”, disse meu amigo e colega espanhol Javier Hirschfeld, quando perguntei sobre os hábitos de alimentação típicos da Espanha. Ele conta que ouve este ditado desde que era muito jovem. Na Espanha, como no Brasil, é comum que o almoço seja a maior refeição do dia e o jantar consista em uma refeição leve. “Algumas pessoas simplesmente não jantam ou comem uma fruta e um iogurte”, ele conta. Já no Reino Unido e nos EUA, é mais comum ter um almoço leve, seguido por uma refeição maior à noite. Mas é possível que estes países tenham invertido tudo, segundo uma disciplina científica emergente chamada crononutrição. Ela sugere que a alimentação saudável não envolve apenas o que comemos, mas também o horário em que nos alimentamos. Além de reduzir a obesidade e evitar doenças cardiovasculares, diversos estudos demonstram que o nosso relógio corporal interno (o ritmo circadiano) desempenha um forte papel na forma como processamos os alimentos e na nossa saúde em geral. E aqui estão os motivos — e como podemos programar nossas refeições para capitalizar este processo. Acerte o seu relógio pelo ‘horário’ certo Marta Garaulet, da Universidade de Murcia, na Espanha, começou a se interessar pelo impacto do horário das refeições observando algo que aconteceu na sua clínica de perda de peso. Mais de uma década atrás, ela atendeu duas pacientes que moravam juntas e seguiam exatamente a mesma dieta. Mas elas apresentaram diferentes resultados de perda de peso. Uma delas almoçava perto das 13 horas e a outra só conseguia comer mais tarde, devido ao seu horário de aulas. “Esta era a única diferença”, segundo Garaulet. Em seis semanas, a estudante que almoçava mais cedo perdeu muito mais peso. Este resultado a levou a investigar a intrigante possibilidade de que o horário das refeições pudesse ter enorme influência sobre a perda de peso. Em conjunto com colegas da Universidade de Murcia, Garaulet acompanhou 420 adultos na Espanha que participaram do mesmo programa de perda de peso por 20 semanas. Ela concluiu que os participantes que almoçavam mais cedo perdiam mais peso e com mais rapidez, em comparação com os que preferiam almoçar mais tarde. De forma similar, em um pequeno estudo randomizado controlado, 32 mulheres saudáveis comeram as mesmas refeições por duas semanas. Aquelas que almoçaram mais tarde apresentaram falhas no controle do açúcar no sangue e queimaram menos carboidratos. Desde então, numerosos estudos concluíram que o ritmo circadiano influencia a nossa fome, a digestão e o metabolismo. Mas por que comer exatamente a mesma comida, em horários diferentes, pode trazer efeitos tão poderosos? Apresentei esta questão ao professor de medicina e neurocientista Frank Scheer, do Hospital Brigham da Mulher em Boston, no Estado americano de Massachusetts. Ele respondeu que isso acontece porque “não somos a mesma pessoa de manhã e à noite, do ponto de vista biológico”. Ou seja, o nosso relógio corporal interno regula quase todos os aspectos da nossa fisiologia, segundo Scheer. Comer em um horário em que o nosso relógio corporal sugere que é hora de dormir poderá criar um desajuste biológico conhecido como “desalinhamento circadiano“. Um exemplo pode ser observado na forma em que regulamos o açúcar do sangue. Em um estudo de 2022, com mais de 800 adultos, pesquisadores ofereceram a cada participante uma bebida com glicose, destinada a imitar o teor de carboidratos de um jantar típico. Eles concluíram que os participantes processaram a bebida com menos eficiência quando a consumiam uma hora antes de dormir, em vez de quatro horas antes. As pessoas que tomaram a bebida mais perto da hora de dormir apresentaram níveis mais altos de açúcar no sangue e produziram menos insulina, o hormônio que ajuda a regular o açúcar na corrente sanguínea. Os pesquisadores acreditam que a melatonina, cujo nível aumenta quando o corpo se prepara para dormir, desempenha papel importante neste processo. “Se você comer quando a melatonina estiver elevada à noite, o seu controle da glicose será prejudicado”, explica Scheer. Ele também participou deste estudo. O efeito foi ainda maior entre as pessoas portadoras de uma variante comum do gene MTNR1B, que foi associada ao aumento do risco de diabetes tipo 2. Por isso, ao longo do tempo, comer mais tarde poderá aumentar o risco de desenvolver esta condição, cuja incidência vem aumentando progressivamente em todo o mundo. Comer mais cedo para ter menos fome Os efeitos causados por comer mais tarde podem se estender além do controle do nível de açúcar no sangue. Uma pesquisa concluiu que se alimentar mais tarde fez com que os participantes sentissem mais fome no dia seguinte, por prejudicar os hormônios que regulam o apetite e a saciedade. Já os que fizeram suas refeições mais cedo produziram menos leptina, um hormônio que informa ao nosso cérebro quando estamos satisfeitos. Paralelamente, o horário das refeições influencia como o nosso corpo armazena a gordura. Em vez de decompor a gordura, comer mais tarde pode levar as nossas células a armazená-la. E, com o passar do tempo, isso poderá levar o nosso corpo a ter dificuldade para manter o peso saudável. O horário das refeições pode, portanto, ser especialmente importante para as pessoas portadoras de variantes genéticas que as tornam mais propensas a aumentar de peso. Em um estudo com cerca de 1,2 mil adultos, uma equipe internacional de pesquisadores (incluindo Scheer) concluiu que indivíduos com maior risco de obesidade que se alimentavam mais tarde apresentaram índice de massa corporal mais alto. E fazer as refeições mais cedo reduziu este risco. Aumentar o café da manhã melhora a saúde do coração Comer mais cedo também pode trazer benefícios à saúde cardíaca. Um estudo com mais de 100 mil pessoas realizado na França concluiu que as pessoas que tomaram café da manhã mais tarde apresentaram maior risco de doenças cardiovasculares. Os pesquisadores também associaram o jejum noturno mais longo, que ocorre quando as pessoas se alimentam mais cedo à noite sem atrasar o café da manhã, à melhor saúde cardíaca. Esta conclusão pode ser particularmente relevante para as pessoas que trabalham em turnos, entre outros grupos vulneráveis
5 alimentos que ajudam a fortalecer os ossos (além do leite)

Fonte: BBC News | Seção: Notícias | Imagem: Reprodução Internet/magnific | Data: 02/08/2026 Um dos primeiros conselhos de saúde que muitos de nós recebemos é que tomar leite ajuda a promover a resistência dos ossos. Desde a infância, fomos incentivados a tomar leite durante o recreio, com a promessa de que o cálcio nos ajudaria a desenvolver um esqueleto forte e saudável. Este conselho favorável aos laticínios costuma ficar gravado na nossa memória desde que somos pequenos. Mas o que menos se comenta é que os ossos normalmente se fragilizam nas etapas posteriores da vida. E, se não protegermos nossos ossos enquanto somos jovens, ficaremos expostos a maiores riscos de sofrer fraturas na idade avançada. Felizmente, existe algo que podemos fazer a respeito, independentemente da nossa idade. Com uma dieta rica em nutrientes adequados, aliada a um estilo de vida ativo, todos nós podemos ter ossos mais saudáveis. Desgaste natural A saúde dos ossos se forma décadas antes que eles comecem a mostrar sinais de fragilidade. O esqueleto que teremos quando formos idosos depende da quantidade de massa óssea que acumulamos durante a infância e o início da idade adulta. É nesta fase que os ossos se tornam mais fortes e densos, até atingirem o auge do seu desenvolvimento, segundo a professora de saúde músculo-esquelética global Kate Ward, da Universidade de Southampton, no Reino Unido. A partir do início da idade adulta, começamos a perder densidade óssea à medida que envelhecemos. Cerca de 500 milhões de pessoas em todo o mundo têm osteoporose, uma doença que debilita os ossos, fazendo com que eles fiquem mais finos e frágeis. A osteopenia e a osteoporose costumam ser doenças silenciosas, que não apresentam sintomas, até que surge uma fratura que pode mudar a vida do paciente, explica Julie Thompson, da Sociedade Real de Osteoporose do Reino Unido. Isso ocorre especialmente no caso das fraturas de quadril. Mais de 10 milhões deste tipo de fratura são registrados por ano em todo o mundo, entre pessoas com mais de 55 anos. Suas consequências podem ser graves, pois elas podem gerar complicações como pneumonia ou infarto. Cerca de 30% dos pacientes com mais de 60 anos morrem no prazo de um ano após sofrerem uma fratura de quadril. Mas outros fatores também podem intervir, como a idade e doenças pré-existentes. À medida que as mulheres envelhecem, elas se tornam especialmente vulneráveis à perda de densidade óssea, sobretudo durante a menopausa. E apresentam maior prevalência de osteoporose, embora os homens também sejam afetados. “Historicamente, a osteoporose era considerada uma doença das mulheres, pois muitos homens morriam na casa dos 60 anos, por doenças cardíacas. Agora, eles vivem o suficiente para que a osteoporose se manifeste”, explica a professora de medicina Bess Dawson-Hughes, da Universidade Tufts, nos Estados Unidos, especialista em funções ósseas e musculares. Mas o que podemos comer para garantir que os nossos ossos se mantenham fortes e saudáveis? 1. Laticínios, como queijo e iogurte O cálcio, a vitamina D e as proteínas são os principais fatores que influenciam a saúde dos ossos. E nutrientes como a vitamina K, magnésio, zinco e fósforo são importantes para manter ossos e músculos saudáveis. Sabe-se que os laticínios também são ricos em cálcio. Um copo de leite de 200 ml, por exemplo, fornece cerca de 260 mg do mineral. Em um estudo recente, pesquisadores analisaram os efeitos do aumento do consumo de laticínios e proteínas em 7.195 idosos que moravam em casas de repouso. Eles concluíram que, ao longo de dois anos, as pessoas do grupo com maior consumo de laticínios apresentaram risco 11% menor de sofrer quedas e 46% menor de sofrer fraturas de quadril. Como a intervenção aumentou o consumo de cálcio e proteínas, os pesquisadores indicam que talvez a combinação de ambos tenha proporcionado o efeito protetor. Em relação à quantidade que deve ser consumida, as recomendações variam de país para país. No Reino Unido, por exemplo, recomenda-se aos adultos consumir cerca de 700 mg de cálcio por dia. No caso de risco de osteoporose, a recomendação é de 1.000 mg por dia. Já as mulheres na fase pós-menopausa deveriam ter como objetivo atingir 1.200 mg por dia. Nos Estados Unidos, a recomendação é que os adultos consumam 1.000 a 1.200 mg de cálcio por dia, dependendo da idade e do sexo. 2. Soja Além dos laticínios, existem muitas outras fontes de cálcio que podemos incorporar à alimentação, segundo Ward. Uma delas são os alimentos de soja, como tofu e favas de edamame: 100 g de tofu contêm 200 mg de cálcio. Existem cada vez mais evidências de que os alimentos à base de soja podem reduzir o risco de fraturas. A soja contém um tipo de composto vegetal natural similar ao estrogênio, chamado isoflavona. Os estudos também revelaram que mulheres na fase pós-menopausa com alto consumo de soja apresentam maior densidade óssea. Uma meta-análise que contou com a participação de mais de 9 mil mulheres na fase pós-menopausa concluiu que aquelas que tomaram suplementos de isoflavona de soja apresentaram pequenas melhoras da densidade mineral óssea da coluna vertebral, dos quadris e do antebraço. Os maiores benefícios foram observados com suplementos de doses mais altas tomados por pelo menos um ano. Mas são necessárias novas pesquisas para compreender os benefícios do consumo de alimentos de soja, em comparação com os suplementos. Outra fonte de soja é o tempê, que é produzido por meio de fermentação. Este processo decompõe os compostos conhecidos como antinutrientes, que podem interferir na absorção de minerais importantes para a saúde óssea. Com isso, o nosso organismo consegue absorver mais cálcio do tempê. 3. Sementes de chia As sementes de chia são uma excelente fonte de cálcio, magnésio e fósforo. Precisamos apenas de uma pequena quantidade para obter diversos nutrientes. Uma colherada contém 95 mg de cálcio. A chia também é rica em ácidos graxos ômega-3, que ajudam a reduzir as inflamações. Isso é especialmente importante, pois a inflamação crônica pode causar a degradação do tecido ósseo velho com mais rapidez do que a sua reconstrução. E, com o passar do tempo, este desequilíbrio pode aumentar o risco de osteoporose. Em estudos com animais, ratos alimentados com sementes de chia durante mais de um ano apresentaram maior teor de minerais ósseos que os que seguiram uma dieta padrão. Os resultados são promissores, mas são necessárias novas pesquisas para compreender
Ministério da Saúde permite doação de sangue para maiores de 70 anos

Fonte: CNN Brasil | Seção: Notícias | Imagem: Reprodução Internet/pexels | Data: 13/08/2026 A medida vale a partir de outubro para quem já era doador e passa por avaliação médica para aumentar estoques. O Ministério da Saúde vai permitir que pessoas acima dos 70 anos de idade realizem doações de sangue no Brasil a partir de outubro, mas apenas para as pessoas que já faziam doações antes da idade limite. A nova condição foi publicada em julho através de uma portaria, publicada no Diário Oficial com outras diversas alterações em regras sobre a hemoterapia no Brasil, como uma tentativa de facilitar o acesso e os níveis nos estoques dos bancos de sangue. Segundo o Ministério da Saúde, a decisão acompanha a atual expectativa de vida e envelhecimento da população brasileira e os critérios atuais são necessários para proteger os doadores e os pacientes que recebem as transfusões. Entre os novos critérios, é necessário que o doador de repetição passe por uma avaliação médica do serviço de hemoterapia e esteja pesando, no mínimo, 50 kg. Caso o voluntário tenha peso inferior à 50 Kg, ele ainda pode ser aceito para a doação após a avaliação, mas apenas se o volume coletado seja de até 8mL/kg para mulheres e 9 mL/kg para homens e volume do anticoagulante na bolsa de coleta seja proporcional ao volume a ser coletado. O candidato à doação que tiver uma perda inexplicável de peso, superior a 10% de sua massa corporal nos três meses antes de sua doação, não será apto a realizar uma doação. Por que pessoas mais velhas não podiam doar? Não era permitido, até então, que pessoas acima dos 70 anos realizassem doações de sangue pois são um grupo mais propício à problemas de saúde ao realizar a doação de sangue e a terem problemas crônicos pela “perda” mesmo que temporária do volume sanguíneo. Alteração no tempo das doações O novo regulamento propõe diminuir o tempo de espera daqueles que ficam temporariamente impedidos de doar, como aqueles que passaram por endoscopia ou que usou anabolizantes sem prescrição médica, reduzindo o prazo de seis para quatro meses. No caso de tatuagem, maquiagem definitiva e procedimentos estéticos, como aplicação de botox, preenchimento e microagulhamento, a doação poderá ser realizada após sete dias, desde que realizado em local que cumpra as normas de segurança. Quando essa avaliação não for possível, o prazo será de quatro meses. Para piercing na boca ou na região genital, a doação poderá ser feita quatro meses após a retirada.
Agosto Azul e Vermelho: Por que a saúde vascular deve ser prioridade na maturidade?

Entenda a importância da campanha de conscientização e descubra atitudes simples para proteger sua circulação e garantir mais qualidade de vida. O mês de agosto se veste de duas cores fundamentais para a nossa saúde: o azul e o vermelho. A campanha Agosto Azul e Vermelho foi criada para alertar a população sobre a importância dos cuidados com o sistema vascular — o complexo emaranhado de veias e artérias responsável por fazer o sangue circular por todo o nosso corpo, levando oxigênio e nutrientes para cada órgão. Com o passar dos anos, os vasos sanguíneos naturalmente perdem parte de sua elasticidade. Por isso, para o público sênior e aposentados, dar atenção a essa área da medicina não é apenas uma questão de check-up, mas um pilar essencial para a manutenção da autonomia, da mobilidade e do bem-estar geral. As Principais Ameaças Circulatórias na Maturidade O sistema vascular pode ser afetado por diferentes condições que, se descobertas precocemente, possuem tratamentos altamente eficazes. Entre as principais, destacam-se:1 – Insuficiência Venosa Crônica (Varizes): Muito além de um incômodo estético, o mau funcionamento das válvulas venosas pode causar dores, sensação de peso, inchaço e, em casos avançados, úlceras nas pernas.2 – Trombose Venosa Profunda (TVP): Formação de um coágulo de sangue em uma veia profunda, geralmente nas pernas. É uma condição séria que requer atendimento médico imediato para evitar que o coágulo se desloque para os pulmões.3 – Doença Arterial Periférica (DAP): Obstrução das artérias (geralmente por placas de gordura), o que reduz o fluxo sanguíneo para os membros inferiores, causando dores intensas ao caminhar. O Poder da Prevenção no Dia a Dia A boa notícia é que o sistema vascular responde muito bem a mudanças de estilo de vida. Adotar hábitos preventivos é o melhor caminho para evitar complicações: Escute o Seu Corpo e Consulte um Especialista O corpo sênior sempre envia sinais quando algo não vai bem. Percepção de pernas constantemente inchadas ao final do dia, queimação, formigamento ou alteração na cor da pele das pernas e pés são motivos para agendar uma consulta com um angiologista ou cirurgião vascular. A AAPBB apoia o Agosto Azul e Vermelho porque acredita que viver a melhor idade com plenitude exige cuidado integral. Proteja a sua circulação e continue caminhando firme rumo a um futuro saudável!
6 erros que dificultam manter uma alimentação saudável no dia a dia

Fonte: Correio Brasiliense| Seção: Notícias | Imagem: Reprodução Internet/pexels | Data: 29/06/2026 Mudanças radicais, excesso de restrições e falta de planejamento estão entre os principais fatores que dificultam a criação de hábitos alimentares duradouros. Adotar uma alimentação saudável é um dos objetivos mais frequentes entre quem busca mais qualidade de vida, disposição e bem-estar. No entanto, apesar da boa intenção, muitas pessoas encontram dificuldades para manter uma rotina alimentar equilibrada por mais de algumas semanas. A explicação, muitas vezes, não está na falta de disciplina, mas em erros comuns que tornam esse processo mais difícil e desgastante. “A alimentação saudável não deve ser encarada como algo temporário ou baseado em regras rígidas. Quando as mudanças são muito extremas, as chances de desistência aumentam significativamente. O segredo está em construir hábitos que façam sentido para a realidade de cada pessoa”, explica Kerlin Schmitz, nutricionista e cofundadora da Divina Terra, rede de produtos naturais. Confira os principais erros cometidos por quem tenta melhorar a alimentação, mas não consegue manter a consistência. 1. Querer mudar tudo de uma vez Ao iniciar uma alimentação mais saudável, muitas pessoas acreditam que precisam transformar completamente os hábitos de um dia para o outro. Isso inclui cortar diversos alimentos, seguir cardápios muito restritivos e estabelecer metas difíceis de cumprir. Segundo Kerlin Schmitz, mudanças graduais tendem a ser mais eficazes. “Pequenos ajustes incorporados de forma consistente geram mais resultados do que grandes mudanças mantidas apenas por alguns dias”, orienta. 2. Apostar em dietas muito restritivas Dietas que eliminam grupos alimentares sem necessidade ou criam listas extensas de alimentos proibidos costumam gerar sensação de privação. “Quando a alimentação é baseada em restrições excessivas, aumenta a vontade de consumir justamente aquilo que está sendo evitado. Com o tempo, isso pode desencadear episódios de exagero e abandono da estratégia alimentar”, afirma a especialista. 3. Focar apenas a quantidade de calorias Outro erro comum é acreditar que uma alimentação saudável depende exclusivamente da contagem de calorias. Embora o valor energético dos alimentos seja importante, a qualidade nutricional dos alimentos também deve ser considerada. Alimentos ricos em fibras, proteínas, vitaminas e minerais promovem mais saciedade e contribuem para o equilíbrio do organismo, enquanto produtos ultraprocessados podem oferecer muitas calorias e poucos nutrientes. 4. Não planejar a alimentação A falta de planejamento é um dos principais obstáculos para manter bons hábitos alimentares. Quando não há organização, as escolhas acabam sendo feitas de forma improvisada, geralmente em momentos de fome ou falta de tempo. “Ter alimentos saudáveis disponíveis em casa, organizar as compras da semana e planejar algumas refeições facilita muito a manutenção da rotina alimentar”, orienta Kerlin Schmitz. 5. Utilizar a correria como justificativa A rotina acelerada faz com que muitas pessoas deixem a alimentação em segundo plano. No entanto, existem alternativas simples que ajudam a manter refeições equilibradas mesmo nos dias mais corridos. Frutas, castanhas, iogurte natural, ovos, sanduíches preparados com ingredientes de qualidade e refeições congeladas previamente são exemplos de opções práticas e nutritivas. 6. Buscar perfeição em vez de equilíbrio Um deslize ocasional não compromete todo o processo, mas muitas pessoas acabam desistindo ao sair da rotina por um único dia. “A consistência é muito mais importante do que a perfeição. Alimentar-se bem na maior parte do tempo já traz benefícios significativos para a saúde. O importante é retomar os hábitos saudáveis na refeição seguinte, sem culpa”, destaca a nutricionista. Pequenas mudanças geram grandes resultados Para quem já tentou diversas vezes mudar a alimentação sem sucesso, a recomendação é focar uma mudança de cada vez. A construção de hábitos duradouros acontece por meio da repetição e da adaptação gradual da rotina. “O objetivo não deve ser seguir uma alimentação perfeita por algumas semanas, mas criar um estilo de vida que seja sustentável a longo prazo. Quando a alimentação se adapta à rotina da pessoa, e não o contrário, as chances de sucesso aumentam muito”, conclui Kerlin Schmitz.
Avanço promissor na detecção do câncer

Fonte: Correio Brasiliense| Seção: Notícias | Imagem: Reprodução Internet/pexels | Data: 01/07/2026 Exame de sangue de alta sensibilidade pode ser o novo aliado do tratamento da neoplasia no pâncreas ao identificar vestígios que escapam dos métodos usados hoje. A combinação pode mudar a forma de identificar e monitorar a doença. Um exame de sangue de alta sensibilidade pode ser o novo aliado do tratamento do câncer de pâncreas ao identificar vestígios que escapam dos métodos usados atualmente. A tecnologia foi capaz de detectar DNA tumoral circulante em um número muito maior de pacientes do que o sequenciamento de nova geração (NGS), técnica amplamente utilizada para monitorar esse tipo de neoplasia. Os resultados indicam que muitos doentes podem apresentar câncer residual mesmo quando os exames de imagem sugerem ausência de alterações, permitindo um acompanhamento mais preciso e intervenções mais precoces. As conclusões são de um estudo realizado por pesquisadores da Northwestern Medicine, nos Estados Unidos e publicado nesta terça-feira (30/06), na revista Clinical Cancer Research. Para o trabalho a equipe acompanhou 106 pessoas com câncer pancreático localizado desde o diagnóstico até a conclusão do tratamento. Durante esse período, amostras de sangue foram coletadas para avaliar a presença de DNA liberado pelas células malignas, conhecido como ctDNA. Os cientistas compararam duas abordagens para identificar essas alterações genéticas. A primeira foi o sequenciamento de nova geração, método que analisa simultaneamente diversos genes relacionados ao desenvolvimento de tumores. A segunda utilizou a reação em cadeia da polimerase digital em gotas (ddPCR), técnica direcionada para mutações específicas e reconhecida por oferecer maior sensibilidade em situações nas quais a quantidade de material genético é extremamente baixa. O foco da análise foi o gene KRAS, responsável por mais de 90% dos casos de câncer de pâncreas. Nova abordagem Os resultados mostraram grandes diferenças entre os dois testes. No momento do diagnóstico, a ddPCR identificou DNA tumoral em 65% dos participantes, enquanto o NGS encontrou o mesmo marcador em apenas 17% dos voluntários. Após a quimioterapia, a superioridade da técnica permaneceu evidente: o exame mais sensível detectou sinais da doença em 60% dos pacientes, contra apenas 5% do método convencional. Depois da cirurgia, os índices foram de 56% e 9%, respectivamente. Para o cirurgião oncológico Akhil Chawla, autor sênior do trabalho e professor associado da Universidade Northwestern, “a combinação pode mudar fundamentalmente a forma como identificamos pacientes de alto risco, monitoramos a doença microscópica e, potencialmente, intervirmos mais cedo, antes que a recorrência se torne clinicamente visível, resultando, em última análise, na cura de mais pacientes”. De acordo com os autores, essas informações sugerem que uma parcela significativa dos pacientes continua apresentando a doença mesmo após completar o tratamento. Em muitos casos, esse quadro não é percebido pelos exames de imagem nem pelos testes moleculares, o que pode atrasar terapias adicionais. Além da maior capacidade para detectar o ctDNA, o estudo demonstrou que os resultados do exame também foram associados ao prognóstico. Os pacientes com testes positivos, tanto na ddPCR quanto no NGS, apresentaram sobrevida média de 11 meses após o diagnóstico. Em contrapartida, aqueles com exames negativos viveram, em média, 41 meses. Outro achado chamou a atenção dos pesquisadores. Um grupo de participantes teve resultado negativo pelo NGS, mas positivo pela ddPCR. Essas pessoas apresentaram sobrevida média de 27 meses, desempenho inferior ao observado entre os pacientes sem nenhuma detecção de DNA tumoral. Segundo os autores, esse conjunto representa indivíduos de maior risco que poderiam permanecer sem identificação caso apenas o teste convencional fosse utilizado. Para Caio Neves, coordenador da oncologia do Hospital Anchieta Taguatinga, a ddPCR representa um avanço muito promissor porque aumenta significativamente a sensibilidade na detecção de doença residual mínima. “O grande desafio no câncer de pâncreas é que muitos pacientes apresentam exames de imagem aparentemente normais após a quimioterapia e a cirurgia, mas ainda possuem doença microscópica que acaba levando à recidiva. Este estudo mostrou que a ddPCR foi capaz de identificar DNA tumoral circulante em um número muito maior de pacientes do que o NGS convencional, inclusive após o tratamento, sugerindo que podemos identificar precocemente aqueles com maior risco de recorrência.” Identificação precoce “Sem dúvida, essa tecnologia tem potencial para ser utilizada em diversos outros tumores. Já existem estudos bastante avançados em câncer colorretal, mama, pulmão e melanoma, entre outros. Sempre que houver uma mutação bem definida e passível de monitoramento, a ddPCR pode desempenhar um papel importante na detecção de doença residual mínima, monitoramento da resposta ao tratamento e identificação precoce de recaídas”, finalizou o especialista. A principal vantagem da biópsia líquida é permitir o monitoramento da doença por meio de uma simples coleta de sangue, dispensando procedimentos invasivos. Como o exame pode ser repetido em diferentes fases do tratamento, é possível acompanhar a resposta à quimioterapia, avaliar a eficácia da cirurgia e identificar precocemente sinais de recorrência antes mesmo que apareçam alterações detectáveis em exames radiológicos. Apesar dos resultados promissores, os pesquisadores ressaltam que a ddPCR ainda precisa ser validada em estudos com um número maior de participantes antes de ser incorporada à prática clínica. A expectativa é de que novos trabalhos confirmem o benefício da estratégia.
SUS inclui nova terapia para pacientes adultos com leucemia mieloide

Fonte: Agência Brasil EBC | Seção: Notícias | Imagem: Reprodução Internet/Freepik | Data: 15/06/2026 Tratamento servirá a casos agudos em que não cabe quimioterapia O Ministério da Saúde passará a inserir, no Sistema Único de Saúde (SUS), o tratamento combinado de venetoclax com azacitidina para pacientes adultos com leucemia mieloide aguda recém-diagnosticada. A combinação dos medicamentos é indicada a pacientes que, por condições clínicas, não são elegíveis ao tratamento padrão com quimioterapia intensiva, sendo mais uma alternativa de terapia para esse público. De acordo com Portaria nº 30/2026, publicada nesta segunda-feira (15), a nova opção será disponibilizada na rede pública de saúde em 180 dias, conforme prevê norma federal que regula a incorporação de tecnologias no SUS. A medida segue recomendação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) e está alinhada ao Protocolo Clínico do Ministério da Saúde. O relatório técnico que embasou a decisão ficará disponível para consulta pública no portal da Conitec. >> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp Leucemia Segundo o Ministério da Saúde, a leucemia é um tipo de câncer sanguíneo originado na medula óssea, tecido responsável por produzir glóbulos vermelhos, brancos e plaquetas. Quando há alguma mutação genética, esses componentes podem se transformar em células cancerígenas. Na forma aguda, a doença se torna ainda mais fatal se não tratada de forma precoce. O diagnóstico nos primeiros estágios e o encaminhamento especializado são essenciais para bons resultados do tratamento. Essa é a forma mais comum da leucemia aguda em adultos e atinge, principalmente, pacientes idosos.
Doenças raras: cartilha reúne orientações sobre direitos dos pacientes

Fonte: Agência Brasil EBC | Seção: Notícias | Imagem: Reprodução Internet/Freepik | Data: 13/06/2026 Ana Cristina Campos – Repórter da Agência Brasil Guia da OAB-RJ explica garantias legais e formas de buscar apoio Com o objetivo de informar, orientar e promover o acesso às garantias fundamentais aos cidadãos que convivem com doenças raras, a Seccional Rio de Janeiro da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-RJ) lançou a Cartilha de Direitos das Pessoas com Doenças Raras. Segundo a entidade, estima-se que mais de 13 milhões de pessoas tenham algum tipo de doença rara no Brasil. Como enfrentam jornadas complexas, que envolvem diagnósticos tardios e tratamentos de longa duração, o desconhecimento das leis torna-se uma barreira adicional. Destinada a pacientes, familiares, cuidadores, advogados, profissionais de saúde e gestores públicos, o guia detalha os direitos garantidos pelo ordenamento jurídico brasileiro em diversas áreas fundamentais para a subsistência e para a inclusão do paciente. Por exemplo, na área da saúde, são apresentadas orientações sobre: atendimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS), acesso aos exames genéticos e aos diagnósticos complexos, fornecimento gratuito de medicamentos de alto custo e direito ao tratamento fora do domicílio. Na educação, o documento aborda a consolidação do modelo de educação inclusiva; a obrigatoriedade de oferta de recursos de acessibilidade e as adaptações curriculares; a proibição de cobrança de valores adicionais em mensalidades de instituições privadas e a implementação do Plano Educacional Individualizado, entre outros. No âmbito previdenciário, a cartilha apresenta os caminhos para a concessão do Benefício de Prestação Continuada (BPC), além de benefícios aos segurados do INSS, como aposentadoria por incapacidade permanente e o auxílio por incapacidade temporária. Além das garantias federais, como a Lei Brasileira de Inclusão (Lei nº 13.146/2015), o manual aborda legislações estaduais e municipais fluminenses relevantes, mas ainda pouco difundidas entre a população em geral. A cartilha também detalha os canais práticos para a denúncia de violações e a defesa ativa de direitos, orientando o cidadão sobre como acionar a Defensoria Pública, o Ministério Público, as Ouvidorias do SUS e a própria Câmara de Resolução de Litígios em Saúde (CRLS/RJ). A presidente da Comissão da Pessoa com Doença Rara, da OAB-RJ, Sybelle Drumond, diz que o diagnóstico de uma condição rara costuma vir acompanhado de isolamento e muitas dúvidas. “Um dos grandes obstáculos para pacientes e seus familiares é o desconhecimento. Esse guia é um chamado para que a sociedade e as instituições vejam o paciente raro não com invisibilidade, mas com plenos direitos”, afirmou a advogada. Para o coordenador do Instituto Nacional de Atrofia Muscular Espinhal (Iname), Gabriel Guimarães, entidade que representa pacientes e familiares de pessoas que vivem com Atrofia Muscular Espinhal (AME), a cartilha é importante tanto para pacientes e familiares quanto para instituições e governo. “A maior dificuldade das famílias é a informação. Na AME, muitas pessoas não conhecem a doença e falta diagnóstico. Essa iniciativa da OAB se junta a uma série de iniciativas da associações para disseminar informações sobre doenças que afetam uma parcela significativa da população”, disse Guimarães. A AME é uma doença rara e degenerativa que afeta os neurônios motores na medula espinhal. Pode causar fraqueza muscular progressiva, atrofia e pode comprometer funções básicas como locomoção, deglutição e respiração.
Julho Neon vai conscientizar população sobre saúde bucal

Fonte: Agência Brasil EBC | Seção: Notícias | Imagem: Reprodução Internet/Freepik | Data: 18/05/2026 Data entra no calendário oficial com campanhas durante todo o mês A partir deste ano, os meses de julho serão marcados por campanhas e ações de conscientização sobre a importância da saúde bucal. As medidas fazem parte do Julho Neon, instituído pela Lei 15.408/2026, assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha. A norma reforça a prioridade do Executivo em relação ao tema. Em maio de 2023, criou a Política Nacional de Saúde Bucal no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). A iniciativa fortaleceu o Brasil Sorridente, programa de assistência odontológica criado em 2004, com os principais objetivos: >> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp Unidades odontológicas Em agosto de 2025, foram entregues 400 Unidades Odontológicas Móveis, a partir do investimento de R$ 152 milhões do Novo PAC Saúde. Esses veículos itinerantes servem para ampliar o acesso da população, especialmente em áreas remotas ou de difícil acesso, por meio do atendimento direto às comunidades.
‘Método para dormir dos militares’ pode ajudar a dormir em 2 minutos?

Fonte: BBC News Brasil | Seção: Notícias | Imagem: Reprodução Internet/pixabay | Data: 01/02/2026 Todos nós queremos dormir rapidamente. Mas, em todo o mundo, milhões de pessoas sofrem de insônia ou enfrentam problemas frequentes para adormecer. As estimativas apresentam muitas variações, mas estudos indicam que 5 a 50% das pessoas sofrem de insônia. As noites passadas se agitando e virando na cama levam muitos a procurar soluções para adormecer. Uma delas é o “método para dormir dos militares”, que viralizou na internet e promete o sono em dois minutos. Esta tendência se popularizou no TikTok. Vídeos com milhões de visualizações demonstram as etapas simples que, segundo seus criadores, farão você dormir quase instantaneamente. Segundo especialistas ouvidos pela BBC, entretanto, este método viral pode prejudicar sua capacidade de dormir, por criar expectativas “perigosas”. Os especialistas contaram o que os soldados realmente usam para otimizar seu sono — e que civis com dificuldade para dormir podem tentar praticar. O que é o método para dormir dos militares? O treinador de atletismo americano Lloyd “Bud” Winter (1909-1985) apresentou o método para dormir dos militares no seu livro Relax and Win (“Relaxe e vença”, em tradução livre), publicado em 1981. Durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), Winter desenvolveu esta técnica para permitir que os aviadores da escola de voo da Marinha americana dormissem bem e atingissem melhores resultados, mesmo sob condições de alta tensão. Estas são as orientações do livro aos estudantes: Winter defendia que a prática deste método por seis semanas ensinaria aos aviadores como se colocar para dormir em dois minutos, “a qualquer hora do dia ou da noite, sob quaisquer condições”. ‘Você irá ficar frustrado’ Mas esperar esses resultados rápidos poderá prejudicar suas tentativas de dormir, segundo especialistas. “Afirmar que você pode adormecer com este método e que deveria adormecer em dois minutos é uma ideia perigosa”, segundo a neurocientista militar e especialista em sono Allison Brager. A pessoa média leva cerca de cinco a 20 minutos para adormecer, de forma que tentar dormir em apenas dois minutos, provavelmente, irá deixar você irritado e até com menos sono. “Você irá ficar frustrado, tentando atingir algo que, honestamente falando, é impossível”, destaca ela. E, se você adormecer em dois minutos, pode ser um sinal de outros problemas, como privação crônica do sono ou distúrbios do sono não diagnosticados. Brager afirma que conhece soldados que realmente usam este método. Mas, considerando a natureza exaustiva do trabalho militar, não surpreende que alguns soldados consigam adormecer em segundos, segundo ela. Como posso adormecer rapidamente? Os civis que sofrem de insônia, provavelmente, terão ainda menos sucesso com o método militar para dormir, segundo o psiquiatra Hugh Selsick, consultor de medicina do sono. “De forma geral, entre os pacientes que me consultaram e contaram sobre o método, ele não funcionou, caso contrário eles não teriam se sentado à minha frente”, conta ele ao Serviço Mundial da BBC. Basicamente, os pacientes podem querer adormecer rapidamente, mas isso nem sempre pode ser um indicador de sucesso. “Se você enfrenta problemas para dormir há muito tempo, é muito fácil idealizar o bom sono e imaginar como sendo algo absolutamente perfeito”, segundo Selsick. Ele é o médico-chefe da clínica do sono do hospital do University College de Londres. “Se você se sentir alerta e descansado na maior parte do dia, na maioria dos dias, o sono está fazendo seu trabalho.” Acreditou-se por muito tempo que oito horas de sono seria o objetivo ideal, o que também pode aumentar desnecessariamente a pressão. “Esta ideia do sono de oito horas é um mito”, segundo ele, “e um mito bastante destrutivo.” Na verdade, estudos demonstraram que a quantidade ideal de sono varia entre cada indivíduo, em parte devido à genética, e não há um número mágico. Selsick compara esta questão com o tamanho dos sapatos. Talvez o tamanho médio seja 37, mas algumas pessoas podem calçar 40 ou 35. Da mesma forma, alguns podem precisar de mais de sete a oito horas de sono e outros, menos. “O que você quer é dormir pelo tempo necessário de sono para você”, explica Selsick. E se, mesmo assim, você ainda quiser dormir mais rápido, o psiquiatra tem três dicas. “Por isso, sente-se, aproveite sua noite, tenha um pouco de tempo para você e, quando perceber que sua cabeça está se inclinando para frente, seus olhos estão fechando e você não consegue se concentrar na leitura, é hora de ir para a cama”, orienta Selsick. O que podemos aprender com os soldados sobre o sono? “Método para dormir dos militares” é um nome um tanto errôneo, segundo o especialista em medicina e ciência do sono Alex Rawcliffe, do Exército britânico. “Não há nada de inerentemente militar nos mecanismos fisiológicos ou psicológicos que sustentam essas técnicas”, segundo ele. Na verdade, o método não está totalmente errado. Rawcliffe destaca que técnicas de respiração e relaxamento progressivo dos músculos são ensinadas aos soldados ainda nos dias de hoje. Dormir em quartos compartilhados com 12 pessoas pode dificultar o sono sem interrupções para o pessoal militar e soldados em treinamento. Mas ajustes simples, como máscaras para os olhos, plugues de ouvido e portas de fechamento suave, podem ajudar. Até mesmo técnicas de sono utilizadas por soldados em ambientes extremos poderão ser úteis para certas pessoas. Militares destacados para funções de alta tensão, por exemplo, são aconselhados a tirar sonecas táticas quando possível, sabendo que não poderão conseguir uma boa noite de sono. As sonecas não são aconselhadas para pessoas que procuram dormir rapidamente à noite. Mas pessoas como mães que amamentam, cujo sono noturno é fortemente prejudicado, podem se beneficiar de uma soneca estratégica. Outra medida que os civis podem aprender com os militares, segundo Allison Brager, é criar uma rotina, ou um ritual, na hora de dormir, que pode sinalizar ao cérebro que está na hora de se tranquilizar, o que reduz o tempo para dormir. “Isso se resume à disciplina”, explica ela. “Os militares são muitos bons para estabelecer disciplina em uma rotina e minimizar as distrações.” Ir para a cama, desligar o telefone celular, ler um livro e apagar a luz exatamente

