Mercado eleva previsão da inflação para 4,17% este ano

Fonte: Agência EBC Brasil | Seção: Notícias | Imagem: Reprodução Internet/Freepik | Data: 23/03/2026 Estimativa para o PIB é 1,84% em 2026 Andreia Verdélio – Repórter da Agência Brasil – Publicado em 23/03/2026 – Brasília A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – referência oficial da inflação no país – passou de 4,1% para 4,17% em 2026. A estimativa está no boletim Focus desta segunda-feira (23), pesquisa divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC) com a expectativa de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos. Em meio às tensões em torno da guerra no Oriente Médio, pela segunda semana seguida, a previsão para a inflação de 2026 foi elevada, mas ainda se mantém dentro do intervalo da meta que deve ser perseguida pelo BC. Definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior, 4,5%. Em fevereiro, a alta dos preços em transportes e educação fez a inflação oficial do mês fechar em 0,7% [https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-03/inflacao-oficial-recua-para-381-com-variacao-de-07-em-fevereiro], uma aceleração diante do registrado em janeiro, 0,33%. No entanto, o acumulado em 12 meses recuou para 3,81%, abaixo dos 4% pela primeira vez desde maio de 2024. Para 2027, a projeção da inflação se mantém em 3,8%. Para 2028 e 2029, as estimativas são de 3,52% e 3,5%, respectivamente. >> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp Taxa Selic Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros (Taxa Selic), definida atualmente em 14,75% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do BC. Na reunião da semana passada, por unanimidade, o colegiado reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual. Antes da escalada do conflito no Irã, a expectativa predominante era de um corte de 0,5 ponto. Em 15% ao ano, a Selic estava no maior nível desde julho de 2006, quando era de 15,25% ao ano. De setembro de 2024 a junho de 2025, a taxa foi elevada sete vezes seguidas, mas não foi alterada nas quatro reuniões seguintes. Na ata da reunião de janeiro, o Copom afirmou que iniciaria um ciclo de corte nos juros na reunião deste mês, mas o comunicado divulgado após o encontro trouxe mais cautela diante do aumento das incertezas provocado pelo conflito no Oriente Médio. O BC não descarta rever o ciclo de baixa, caso seja necessário. A estimativa dos analistas de mercado para a taxa básica foi elevada nesta edição do boletim Focus – de 12,25% ao ano para 12,5% ao ano até o final de 2026. Para 2027 e 2028, a previsão é que a Selic seja reduzida para 10,5% ao ano e 10% ao ano, respectivamente. Em 2029, a taxa deve chegar a 9,5% ao ano. Quando o Copom aumenta a Selic, a finalidade é conter a demanda aquecida; isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Assim, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia. Os bancos ainda consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas. Quando a Taxa Selic é reduzida a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, diminuindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica. PIB e câmbio Nesta edição do boletim do Banco Central, a estimativa das instituições financeiras para o crescimento da economia brasileira este ano passou de 1,83% para 1,84%. Para 2027, a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB, a soma dos bens e serviços produzidos no país) ficou em 1,8%. Para 2028 e 2029, o mercado financeiro estima expansão do PIB em 2% para os dois anos. Em 2025, a economia brasileira cresceu 2,3%, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com expansão em todos os setores e destaque para a agropecuária, o resultado representa o quinto ano seguido de crescimento. No Focus desta semana, a previsão da cotação do dólar está em R$ 5,40 para o fim deste ano. No fim de 2027, estima-se que a moeda norte-americana fique em R$ 5,45.

Imposto de renda: Receita já recebeu mais de 450 mil declarações

Fonte: Agência EBC Brasil | Seção: Notícias | Imagem: Reprodução Internet/Freepik | Data: 23/03/2026 Prazo para envio termina às 29h59min59s do dia 29 de maio Paula Laboissière – Repórter da Agência Brasil – Publicado em 23/03/2026 A Receita Federal recebeu, até as 12h desta segunda-feira (23), 450.026 Declarações do Imposto de Renda Pessoa Física 2026 (ano-base 2025). O prazo para envio começou às 8h e segue até as 29h59min59s do dia 29 de maio. Este ano, o Fisco espera receber cerca de 44 milhões de declarações. Do total de declarações recebidas até o momento, 42,7% foram pré-preenchidas, 57,3% foram simplificadas e 1,3% foram retificadoras. Dados da Receita Federal mostram também que 34,6% foram enviadas por contribuintes do sexo feminino e que a média de idade é 47 anos. Ainda de acordo com a Receita Federal, 83,9% das declarações enviadas apresentam valor a restituir, enquanto 7,9% têm imposto a pagar e 8,2% constam como sem imposto. >> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp Como declarar O Programa Gerador da Declaração pode ser baixado desde as 18h da última quinta-feira (19). A partir desta segunda, o contribuinte também pode usar o site Meu Imposto de Renda, que permite o preenchimento online da declaração. Neste ano, o prazo de entrega será mais curto que nos anos anteriores. Tradicionalmente, o envio das declarações começa em 15 de março ou no primeiro dia útil seguinte. Em 2026, no entanto, o Fisco adiou o início em uma semana. Calendário da restituição Com um lote a menos neste ano, a restituição será paga nas seguintes datas: – 1º lote: 29 de maio de 2026; – 2º lote: 30 de junho de 2026; – 3º lote: 31 de julho de 2026; – 4º lote: 28 de agosto de 2026. A ordem de pagamento segue a data de entrega da declaração, respeitando prioridades legais. Prioridades A ordem de prioridade definida pela legislação é: – idosos acima de 80 anos; – idosos a partir de 60 anos, pessoas com deficiência ou doença grave; – contribuintes cuja principal renda seja magistério; – quem usar declaração pré-preenchida e Pix simultaneamente; – quem usar apenas um desses recursos (pré-preenchida ou Pix); – demais contribuintes.

BB moderniza conectividade de suas agências para impulsionar estratégia fígital

Fonte: Banco do Brasil | Seção: Notícias | Imagem: Reprodução Internet/Freepik | Data: 10/03/2026 Solução amplia eficiência operacional, reduz pontos de falha e prepara agências para novas iniciativas O Banco do Brasil avança com nova solução de conectividade em suas agências com projeto que já alcança 93% das cerca de 5 mil unidades de atendimento do BB espalhadas por todo o país. Chamado de SD-WAN, o projeto reforça o compromisso do BB em ampliar a qualidade do atendimento ao cliente e fortalecer sua estratégia fígital, a integração entre canais físicos e digitais.  A iniciativa substitui a infraestrutura anterior, marcada por conexões de baixa velocidade em diversos pontos do país, e eleva o patamar tecnológico das unidades físicas de atendimento com banda mínima de 100 Mbps, podendo chegar a 500 Mbps, além de prover infraestrutura com dois links, bem como com dois roteadores em cada agência, reduzindo riscos de indisponibilidade e pontos de falha de conexão.  “A modernização da conectividade das nossas agências é um passo essencial para fortalecer a estratégia fígital do Banco do Brasil. Estamos garantindo que a experiência do cliente seja fluida, integrada e consistente, independentemente do canal de atendimento. A tecnologia passa a ser um facilitador do relacionamento, permitindo mais agilidade, personalização e qualidade no atendimento presencial e digital”, comenta a vice-presidenta de Negócios Digitais e Tecnologia do BB, Marisa Reghini.  A modernização da rede já garante ao BB economia mensal de cerca de R$ 3,8 milhões, com expectativa de esses números mais que dobrarem com o avanço da nova rede. O projeto também desonera os data centers do BB, já que dados destinados à internet passam a ir diretamente para a nuvem, aliviando a infraestrutura central.  Neste contexto, ela ainda ressalta que o BB possui um parque tecnológico robusto e eficiente e atentos aos movimentos do mercado. Ela diz que o BB vem mantendo seu protagonismo tecnológico investindo continuamente em tecnologia e segurança para sustentar o crescimento orgânico, a resiliência operacional e a evolução dos serviços. “Esses investimentos viabilizam avanços relevantes em arquitetura em nuvem, segurança cibernética, modernização de sistemas e escalabilidade das soluções, assegurando confiabilidade, agilidade e flexibilidade às operações do Banco, em linha com as melhores práticas do mercado financeiro. Para se ter uma ideia, desde 2016, esses esforços totalizam R$ 43,7 bilhões em investimentos em tecnologia, sendo R$ 6,8 bilhões destinados somente em 2025”, contextualiza. Ela ainda destaca que em 2025, mais de 93% das transações realizadas pelos clientes ocorreram por meio de canais digitais, refletindo a preferência crescente por interações simples, seguras e resolutivas. A base de clientes ativos nos canais digitais atingiu 35,8 milhões, enquanto 42,7 milhões de clientes únicos utilizaram ao menos um de nossos canais. O Super App BB consolidou-se como principal ponto de contato digital e plataforma de ecossistema, reunindo serviços financeiros e não financeiros em uma experiência integrada, com elevados índices de satisfação nas principais lojas de aplicativos. Ao longo de 2025, 34,1 milhões de usuários acessaram em algum momento o App BB, evolução de 12% em relação à 2024. Seguimos entre os líderes em satisfação, com notas de 4,7 no Google Play e 4,8 na Apple Store. Benefícios diretos para clientes e funcionários A nova conectividade viabiliza melhorias na experiência do cliente, como a redução no tempo de atendimento, integração total com o CRM do Banco, incluindo interações via WhatsApp e canais remotos, melhora da performance de ferramentas de uso interno, aceleração de processos internos e disponibilização de wi-fi para clientes.  A melhoria da rede reduz a sensação de lentidão, com aumento de eficiência e ainda contribui para melhorar o clima organizacional.  Com a nova rede, o BB reitera a importância das agências como pontos de relacionamento e de resolução de questões complexas, um diferencial do Banco do Brasil devido à sua presença em praticamente todos os municípios do país e com sua diversidade de perfis de clientes.  Operação para todo o território nacional  Em cinco meses, o BB implementou a nova solução em 93% de todas as dependências negociais. A previsão é alcançar 100% ainda no primeiro trimestre de 2026, considerando possíveis ajustes pontuais em regiões de difícil acesso. Com a substituição total da antiga rede, o BB elimina gradualmente a dependência de soluções por satélite, que oferecem baixa velocidade e alta latência.  Padrão de qualidade O projeto SD-WAN garante o mesmo padrão de qualidade de atendimento para todos os clientes que procuram as agências e demais canais para contato. A experiência também ficou melhor para os funcionários em contatos por videoconferência e no uso de soluções de voz e vídeo.  “A tecnologia está a serviço do relacionamento, garantindo conveniência, agilidade e qualidade no atendimento, sem abrir mão da nossa presença física em todos os cantos do país”, finaliza Marisa Reghini. Com isso, o BB reforça seu propósito de ser próximo e relevante para as pessoas, em todos os momentos, oferecendo mais conveniência, agilidade e qualidade no atendimento, unindo tecnologia à sua presença física em todo o país.

Como consultar se meu CPF está bloqueado? As novas regras para o Pix

Fonte: BBC Brasil | Seção: Notícias | Imagem: Reprodução Internet | Data: 06/03/2025 O Banco Central do Brasil publicou nesta quinta (6/3) alterações nas regras do Pix para aumentar a segurança contra golpes através do sistema de pagamentos. A principal mudança é que pessoas e empresas que não estão em situação regular na Receita Federal não poderão mais ter chaves Pix cadastradas em suas contas. Ou seja, pessoas com o CPF bloqueado e empresas com o CNPJ irregular não poderão mais criar chaves Pix para receber dinheiro em suas contas – embora ainda possam usar o Pix para fazer pagamentos. A proibição de ter chave Pix se junta a uma séria de outras limitações que já existem para quem tem o CPF irregular. Pessoas nessa situação já não podiam fazer ou renovar passaporte, tomar posse em cargos públicos, receber prêmios em loteria, receber aposentadoria, entre outras restrições. As instituições bancárias também já podiam impedir certos tipos de transações por conta própria de quem tem o CPF bloqueado na Receita – a diferença passa a ser que agora a restrição para a criação da chave é determinada pelo próprio Banco Central. Segundo o Banco Central, a situação do CPF ou CNPJ será checada toda vez que alguém tentar registrar, alterar informações, pedir portabilidade ou reivindicar posse de uma chave Pix. Nesses momentos, as chaves que não estiverem em conformidade com a nova regra serão excluídas. “Com as novas medidas, será mais difícil para os golpistas manterem chaves Pix com nomes diferentes daqueles armazenados nas bases da Receita Federal”, afirma o Banco Central. “É importante salientar que as medidas aprovadas não irão mudar em nada a forma como as pessoas e as empresas fazem ou recebem Pix. Elas são medidas operacionais, que trazem mais exigências de segurança para os participantes, a fim de combater as fraudes no Pix”, afirma a entidade monetária. Como saber se meu CPF está bloqueado? Para saber se seu CPF está bloqueado, basta entrar no site da Receita Federal, colocar o CPF e a data de nascimento. São considerados irregulares os CPFs com situação cadastral “suspensa”, “cancelada”, “titular falecido” e “nulo”. Os CNPJs com situação cadastral “suspensa”, “inapta”, “baixada” e “nula” vão sofrer as mesmas restrições para a chave Pix. Vou poder continuar usando o Pix se estiver inadimplente? Sim. É importante lembrar que ter o CPF bloqueado na Receita Federal não é o mesmo que ter o “nome sujo”, ou seja, ter o CPF registrado em instituições de crédito por inadimplência. Ter o nome incluído no Serasa ou no SPC afeta o crédito disponível para a pessoa em bancos e outras instituições financeiras, mas não leva ao bloqueio do CPF na Receita Federal. As únicas dívidas que podem levar ao bloqueio do CPF são dívidas diretamente com a Receita Federal. Entre os atos que também podem levar ao bloqueio do CPF estão não declarar imposto de renda (para quem não é isento); não votar e não justificar a falta nas eleições; não corrigir inconsistências no Imposto de Renda; cometer fraudes, entre outros. Segundo a Receita, grande parte dos casos de CPFs bloqueados estão ligados ao título de eleitor – para desbloquear, basta comparecer à Justiça Eleitoral e regularizar a situação eleitoral. Outras mudanças Outras mudanças no registro das chaves Pix também foram determinadas pelo Banco Central: O Banco Central afirma que as novas medidas são uma “linha de defesa” contra golpes e que a “segurança é um dos pilares fundamentais” do sistema de pagamentos, entendida como “um processo contínuo”.

Cheque em desuso? Especialistas explicam quando (ainda) vale a pena usar o pré-datado

Fonte: Correio Braziliense | Seção: Notícias | Imagem: Reprodução Internet | Data: 10/02/2025 Diminuição do uso do cheque, contudo, não significa seu fim. Para certos propósitos, a ordem de pagamento ainda tem espaço Em queda de 96% desde 1995, o uso de cheques no Brasil sobrevive principalmente para pagamentos de valores acima de R$ 3 mil, de acordo com um levantamento do ano passado feito pela Federação Nacional dos Bancos (Febraban), divulgado no final de janeiro. A diminuição do uso da ordem de pagamento, contudo, não significa seu fim. Para certos propósitos, o cheque ainda tem espaço. O valor do tíquete médio de compensação de cheques subiu de R$ 3.617,60 de 2023 para R$ 3.800,87 no ano passado. Para o economista Amílcar Martins, sócio-diretor da Maza Asset Management, os cheques ainda são usados no Brasil para, principalmente, pagar caução de aluguel e por pessoas que veem nesse meio de pagamento uma transação mais confiável.  “Algumas pessoas, normalmente pessoas com faixa etária mais elevada, ainda cultivam o hábito de pagar com cheques seja por comodidade ou por ver neste meio de pagamento uma maior confiança”.  O racional por trás do cheque? Em meio a alternativas já consolidadas de pagamentos — como cartão, boleto, TED e o PIX —, ainda vale a pena pagar com cheques? A resposta, de acordo com a economista Fernanda Prado, é “depende”. A especialista em finanças pessoais explica que os cheques podem ser utilizados para evitar a descapitalização do cliente, no caso de uma caução, ou de angariar descontos.  “Utilizar o cheque como caução faz sentido porque a inquilino não precisaria se descapitalizar — gastar o dinheiro no ato da assinatura de contrato. Ele (o inquilino) dá o cheque, que ficaria com o proprietário do imóvel e não seria compensado”, contou Fernanda. Ao evitar a descapitalização — ainda no caso da caução —, a pessoa continuará com o dinheiro na conta, “Salvo em situações que houvesse necessidade de o proprietário utilizar o valor da caução — como quando o inquilino não paga o aluguel ou causa danos ao imóvel”, explicou Fernanda. Fernanda Prado, porém, alerta para o fato de o cheque não ser aceito por imobiliárias como pagamento de caução. “Como já existem novas tecnologias que superam o cheque nos quesitos praticidade e segurança, esse meio de pagamento nem sempre é aceito por imobiliárias, que condicionam a caução a outras formas de seguro”, disse. Custo de oportunidade Na relação entre proprietário e inquilino, o primeiro agente pode deixar de ganhar dinheiro ao aceitar recebimento de cheque como pagamento do caução. De acordo com Fernanda, essa perda é explicada pela relação custo de oportunidade. “Enquanto o cliente evita se descapitalizar na caução em cheque e, dessa forma, garante ter um saldo para usar o dinheiro para um investimento, o proprietário que aluga o imóvel pode sair perdendo por deixar de receber a quantia em dinheiro e ficar no risco de receber um documento sem fundo”, afirmou. Onde ambos ganham Se o uso de cheques pode ser positivo ao inquilino e arriscado ao proprietário, há uma solução capaz de levar benefícios a ambas as partes. Segundo Fernanda Prado, proprietários e inquilinos “saem ganhando” se a caução for paga em dinheiro e a garantia ser alocada em um fundo que corrija o valor pela inflação. “Colocando o dinheiro da caução em um fundo capaz de ajustar a quantia pela inflação, os donos de imóveis garantem o valor da caução na conta e inquilinos teriam seus valores em dinheiro corrigidos”, disse.  

Especialista indica como cuidar de finanças em cenário de juros altos

Fonte: Agência Brasil EBC | Seção: Notícias | Imagem: Reprodução Internet | Data: 08/02/2025 Momento é de negociar as dívidas ou fazer o dinheiro render  Bruno Bocchini – Repórter da Agência Brasil Em tempos de juros altos, é preciso ter maior atenção às finanças para não perder o controle sobre o endividamento ou para aproveitar o momento e fazer o dinheiro render. A alta recente do dólar e as incertezas em torno da inflação e da economia global fizeram o Banco Central (BC) aumentar mais uma vez os juros no final de janeiro. O Comitê de Política Monetária (Copom) elevou a taxa Selic, juros básicos da economia, em 1 ponto percentual, agora para 13,25% ao ano. Para ajudar neste cenário, a educadora financeira e CEO na UjamaaTech, Dina Prates, apresentou uma série de orientações para as pessoas As dicas da especialista dividem-se em três cenários: pessoas que estão endividadas; pessoas não endividadas, mas que estão precisando de recursos; pessoas que têm algum dinheiro sobrando para investir. Agência Brasil: No atual cenário de juros altos, qual seria a recomendação para as pessoas que estão endividadas, principalmente endividadas no cartão de crédito? Qual o melhor caminho para sair ou diminuir a dívida?Dina Prates: Nesse cenário de altas taxas de juros, é fundamental que as pessoas tenham cuidado ao negociar suas dívidas. Dependendo do tipo de dívida, os valores podem aumentar bastante, com parcelas altas que comprometem a capacidade de pagamento e afetando a saúde financeira no longo prazo, podendo gerar até inadimplência de outras contas. No caso das dívidas de cartão de crédito, é importante evitar o pagamento somente do mínimo mensal ou aceitar os parcelamentos automáticos da fatura. O que isso significa? Muitas vezes, a pessoa paga apenas o valor mínimo e a fatura vai aumentando consideravelmente, pois os juros do crédito rotativo são altos e  impactam o novo total da fatura. A melhor alternativa é analisar bem o seu orçamento, entender qual é a sua real capacidade de pagamento nos próximos meses e buscar uma negociação que caiba no seu bolso. Para reduzir o custo com juros, você pode negociar uma entrada para o pagamento da fatura e parcelar o restante. Mas, sempre esteja atento à sua capacidade financeira. O parcelamento da fatura pode ter um custo alto, mas a entrada pode amortizar um pouco os custos.  Outra estratégia para diminuir essa dívida é trocar uma dívida cara por uma mais barata. Se você tem uma dívida no cartão de crédito, pode valer a pena fazer um empréstimo pessoal para quitar a fatura. Assim, você passa a pagar parcelas com juros menores do que os do rotativo do cartão. Nem sempre essa é a melhor alternativa, mas pode ser um caminho bem interessante para pessoas que não conseguem ter muitas saídas ou acabam tendo uma fatura de cartão de crédito muito alta, porque já estão nesse histórico de pagar o valor menor do que o total da fatura. Agência Brasil: Quem não está em dívida, mas está precisando de dinheiro, qual é a melhor opção para empréstimo?Dina Prates: Para quem está precisando de dinheiro, as melhores opções de empréstimo, geralmente com taxas de juros mais baixas, são aquelas que têm alguma garantia atrelada. Por exemplo, servidores públicos, aposentados ou pensionistas têm acesso a linhas de crédito com juros menores através do crédito consignado, que é descontado direto na folha de pagamento. Outra alternativa é para quem possui um imóvel ou outro bem que possa ser usado como garantia. Esse tipo de empréstimo costuma oferecer taxas de juros mais baixas e, muitas vezes, uma liberação de crédito mais rápida ou até valores mais altos, dependendo da situação. Agora, para quem não tem garantias ou não se encaixa nos perfis anteriores, existem várias fintechs no mercado oferecendo diferentes tipos de crédito. Mas é fundamental ficar atento às taxas de juros. Se você não sabe se a taxa está justa, pode consultar o site do Banco Central para comparar a média de juros cobrados por outras instituições e ver se a opção escolhida realmente vale a pena. Sempre faça uma boa pesquisa em mais de uma instituição financeira para consultar as taxas de juros e as linhas disponíveis.  Agência Brasil: Para as pessoas que estão com algum dinheiro sobrando: qual a melhor alternativa para investimento, para aproveitar melhor os juros? Dina Prates: Para quem está com algum dinheiro sobrando, uma das melhores alternativas no momento é buscar investimentos em renda fixa. Isso porque o aumento da taxa de juros impacta diretamente a rentabilidade desses investimentos, como o Tesouro Direto, CDBs e LCIs, que tendem a oferecer retornos maiores com a alta da Selic. Mas é sempre importante lembrar: antes de investir, cada pessoa deve conhecer seu perfil de investidor e entender seu nível de tolerância ao risco. Só depois disso é que vale a pena dar os primeiros passos no mundo dos investimentos. Ainda assim, a renda fixa é uma ótima opção para quem quer ver o dinheiro render mais neste cenário de juros altos. Se você está investindo pela primeira vez, nossa recomendação é começar com pouco e buscar opções que tenham um retorno financeiro estimado, como as opções da renda fixa.

Modelo mais econômico de IA pode gerar oportunidades para o Brasil

Fonte: Agência Brasil EBC | Seção: Notícias | Imagem: Reprodução Internet | Data: 04/02/2025 Lançado pela China, assistente virtual DeepSeek tem código aberto Alex Rodrigues* – Repórter da Agência Brasil Lançado há algumas semanas, o assistente virtual (chatbot) DeepSeek já é apontado por alguns especialistas como um marco na história do desenvolvimento da inteligência artificial (IA). O modelo chinês promete reduzir os custos de produção, treinamento e implantação de novos modelos de IA se comparados aos investimentos feitos por seus principais concorrentes, principalmente os estadounidenses, como o ChatGPT e o Gemini Ultra. Segundo especialistas ouvidos pela Agência Brasil, o sucesso da startup chinesa ao apostar em um sistema menos dependente de infraestrutura de ponta, com uma arquitetura computacional mais econômica e, ainda assim, capaz de entregar resultados semelhantes ao dos concorrentes, pode transformar os parâmetros de desenvolvimento de sistemas de IA, desafiando a hegemonia das grandes empresas de tecnologia e gerando oportunidades para países em desenvolvimento. Incluindo o Brasil. “O grande diferencial do DeepSeek é que, enquanto os modelos das empresas norte-americanas dependem de hardware avançado, de chips de última geração, os desenvolvedores chineses alcançaram resultados impressionantes usando equipamentos supostamente menos sofisticados, menos potentes. Graças ao desenvolvimento de algoritmos inovadores”, afirmou em entrevista à Agência Brasil o cientista de inteligência artificial Rodrigo Clemente Thom de Souza, professor da Universidade Federal do Paraná (UFPR) . “Essa abordagem quebra a hegemonia norte-americana e estimula outros países, como o Brasil, a utilizarem modelos como esse na forma de plataforma-base para, talvez, desenvolver soluções adaptadas a nossas próprias necessidades”, acrescentou Souza, destacando que o DeepSeek opera com código aberto. O que significa que desenvolvedores do mundo inteiro podem aprimorar seu código-fonte e criar versões ainda mais avançadas, ao contrário dos sistemas de código fechado, nos quais apenas os detentores dos direitos autorais conseguem acessar o conjunto de instruções usados pelos programadores para criar o software. “Com os códigos proprietários protegidos, são necessários muito mais tempo e recursos para alguém alcançar um marco já estabelecido por terceiros. Já com o código aberto, esse marco se torna mais acessível, e outros atores podem participar do aprimoramento do que já foi apresentado. Para o Brasil, para os desenvolvedores brasileiros, essa pode ser uma oportunidade de trabalhar a partir de um patamar muito melhor, podendo correr atrás de desenvolver múltiplas plataformas que contemplem objetivos próprios, como, por exemplo, algoritmos treinados com mais dados em língua portuguesa ou com mais aspectos da realidade brasileira”, comentou Souza, assegurando que, além de colaborarem em projetos internacionais, muitos profissionais brasileiros participam ativamente de importantes pesquisas acadêmicas e do desenvolvimento de novos produtos. “Há inúmeras oportunidades, mas o país tem que estar de olho nas mudanças que estão ocorrendo. E aproveitar o conhecimento disponível, mirando naquilo que acha que será estrategicamente vantajoso para nós, brasileiros. Precisamos de mais investimentos para desenvolvermos a parte de hardware, incluindo semicondutores, componentes eletrônicos e equipamentos computacionais, mas talvez essa questão não tenha tanto peso quanto acreditávamos, conforme a DeepSeek está apontando. Qualquer que seja o caso, quanto mais capacidade de hardware tivermos, mais preparados estaremos para os próximos passos. Então, as duas coisas têm que caminhar em conjunto, mas acredito que, neste momento, o ponto mais favorável ao Brasil é o desenvolvimento de software [programas]”, pontuou Souza. Assistente virtual DeepSeek R1 foi lançado em janeiro – Reuters/Dado Ruvic/Illustration/Proibida reprodução Diretor do Departamento de Engenharia de Computação da Universidade de Taubaté (Unitau), Dawilmar Guimarães de Araújo concorda com a tese de que brasileiros podem se valer do código-fonte do DeepSeek para desenvolver plataformas de IA com foco em dados e necessidades locais, beneficiando o Brasil. “Para mim, o fato [de a DeepSeek] abrir o código é bastante oportuno, pois alavanca a ideia de podermos criar outras [plataformas de] IA. Para isso, precisamos entender o ponto onde estamos e decidir para onde queremos ir. Nossas startups precisam de mais investimentos [públicos e privados]. E nossos governantes precisam entender a importância dos investimentos sérios em tecnologia. Capacidade [para termos nossa própria DeepSeek] eu acredito que nós temos. Basta seriedade nos investimentos”, afirmou Araújo. Para o coordenador do MBA de Negócios Digitais da Fundação Getulio Vargas (FGV), André Miceli, ainda não é possível afirmar que o código-aberto ditará o futuro do desenvolvimento da inteligência artificial. “Ainda tem muita coisa para acontecer antes que possamos ser taxativos nas análises”, ponderou Miceli, referindo-se ao fato de que, dias após lançar seu chatbot com enorme sucesso, o próprio DeepSeek apresentou uma versão melhorada do Janus, seu gerador de imagens com emprego de inteligência artificial. E a também chinesa AliBaba disponibilizou o Qwen 2.5, seu modelo de IA, que a companhia afirma ser superior a todos os outros assistentes digitais disponíveis no mercado. “Todas as expectativas, de repente, foram redesenhadas. Aparentemente, não vamos precisar de tanta energia, de tantos recursos computacionais e de tanto dinheiro quanto imaginávamos. Com isso, outras empresas, de diferentes segmentos, devem lançar suas próprias soluções de IA, específicas para determinados fins. E as próprias big techs [estadounidenses] vão acabar estudando o [código do] DeepSeek e, em alguma instância, replicando parte do que os desenvolvedores chineses conseguiram fazer. Ou seja, acredito que teremos uma estrutura de funcionamento de IA diferente da que imaginávamos. E que, se a DeepSeek começar a ganhar muito volume, o governo dos Estados Unidos intervirá nesse jogo. Afinal, o desenvolvimento da IA é algo maior do que a competição entre organizações. É uma questão geopolítica”, concluiu Miceli. Em entrevista à CNN, no último dia 30, a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, comentou o assunto, assegurando que o Brasil planeja desenvolver seus próprios modelos de inteligência artificial a fim de promover bem-estar social e melhorar serviços públicos. “O aspecto mais importante dessa nova tecnologia [DeepSeek R1] é mostrar que o volume de recursos necessários para competir em IA não é inalcançável para países como o nosso”, disse a ministra. Em nota, o ministério destacou que o Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA), lançado em agosto de 2024, durante a 5ª Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação, prevê um investimento da ordem de R$ 23 bilhões até 2028 para “consolidar o Brasil como um ator relevante no cenário global de IA”, especialmente no setor público. Uma das iniciativas-chave para impulsionar a pesquisa e o desenvolvimento

Boletos podem ser pagos por Pix a partir desta segunda-feira

Fonte: Extra | Seção: Notícias | Imagem: Reprodução Internet | Data: 03/02/2025 Transação será feita a partir de código QR específico para pagamento Agora, os boletos poderão conter um código QR específico para o pagamento via Pix. Basta o usuário apontar o celular e concluir a transação. A grande vantagem é que a operação por Pix é compensada instantaneamente, sem necessidade de esperar vários dias, como ocorre com parte dos boletos bancários atuais. Outra novidade aprovada por uma resolução de dezembro de 2024 ainda depende de instrução normativa do Banco Central (BC) para entrar em vigor. O boleto de cobrança dinâmico (ou boleto dinâmico) permite a transferência de titularidade de papéis quando a dívida é comercializada e troca de mãos. As informações são da Agência Brasil. Mais segurança Segundo o BC, a ferramenta trará mais segurança nos pagamentos de dívidas em cobrança representadas por certos tipos de títulos, como a duplicata escritural prevista na Lei 13.775, de 20 de dezembro de 2018. A instrução normativa definirá os tipos de ativos financeiros que podem ser vinculados ao boleto dinâmico. Como esses títulos podem ser negociados, o BC considera fundamental garantir a segurança, tanto para o pagador quanto para o credor, de que os pagamentos serão destinados ao legitimo detentor de direitos. Para assegurar a destinação correta dos pagamentos automáticos, o boleto dinâmico será vinculado ao título, emitido digitalmente em sistemas autorizados pelo BC. Modernização do sistema De acordo com o Banco Central, a criação do boleto dinâmico representa enorme avanço para modernizar o sistema financeiro e dar mais segurança na negociação de importantes tipos de títulos essenciais ao fomento de empresas, especialmente as de pequeno e médio portes. “Em relação às duplicatas escriturais, a segurança se estende tanto ao sacado, devedor da dívida, que, se utilizando do mesmo boleto que lhe foi apresentado por meio físico ou eletrônico, conseguirá cumprir de forma automática a sua obrigação de realizar o pagamento ao legítimo credor da duplicata, quanto ao financiador que adquiriu o título, que não precisará realizar trocas de instrumentos de pagamento para garantir o recebimento dos recursos adquiridos”, explicou o órgão em nota em dezembro. Como os sistemas de escrituração ou de registro que darão suporte digital a esses títulos ou ativos ainda estão em implementação, o boleto dinâmico deverá ser adotado em até seis meses após a aprovação de ao menos um desses sistemas.

Brasileiros demoram a fazer plano financeiro para aposentadoria

Fonte: Agência Brasil EBC | Seção: Notícias | Imagem: Reprodução Internet | Data: 24/01/2025 Pesquisa foi divulgada pela Serasa nesta sexta-feira Pesquisa nacional feita pela Serasa mostra que a maioria dos brasileiros (60%) iniciam o planejamento financeiro para a aposentadoria com apenas cinco anos de antecedência. O levantamento, divulgado nesta sexta-feira (24), foi produzido pelo Instituto Opinion Box e ouviu 1.052 pessoas aposentadas ou prestes a se aposentar, em janeiro de 2025. A pesquisa revelou também que 37% dos aposentados admitem que não se planejaram financeiramente para parar de trabalhar e 53% precisaram continuar trabalhando para complementar a renda. Dentre os que se planejaram, 70% passaram a complementar o salário com outra renda cinco anos antes de se aposentar. Segundo o levantamento, entre os aposentados, 48% dizem sentir instabilidade financeira; 45%, ter grande receio de endividamento; e 64%, não considerar o valor da aposentadoria suficiente para manter o padrão de vida. A pesquisa da Serasa mostra ainda que a alimentação é o maior gasto de quem já se aposentou, e os custos com a saúde estão em segundo lugar: 60% dos aposentados já precisaram buscar crédito ou empréstimo para auxiliar nessas despesas consideradas essenciais. “É fundamental que o trabalhador prestes a se aposentar se planeje financeiramente, prevendo os possíveis ganhos e gastos que devem ocorrer ao longo dos anos, principalmente, para aqueles que desejam parar de trabalhar logo após começarem a receber o benefício”, destaca o especialista da Serasa em educação financeira, Thiago Ramos. “Para quem já se aposentou, mas ainda possui dificuldades, o ideal é criar um controle financeiro e estabelecer um fluxo de acordo com a sua realidade”, orientou.

Ar-condicionado: saiba como escolher o ideal para cada tipo de espaço (e preços)

Fonte: Info Money | Seção: Notícias | Imagem: Reprodução Internet | Data: 15/01/2025 Tamanho do espaço interfere na hora de escolher um ar-condicionado Simone Machado Escolher o ar-condicionado adequado é essencial para garantir conforto térmico, eficiência energética e durabilidade do aparelho. Com tantas opções no mercado, entender as características e vantagens de cada modelo ajuda a fazer a escolha certa para o seu ambiente. Confira as principais dicas: Considere o tamanho do espaço A potência do ar-condicionado, medida em BTUs (British Thermal Units), deve ser compatível com o tamanho do ambiente. Espaços pequenos, como quartos de até 10 m², geralmente requerem aparelhos com 7.000 a 9.000 BTUs. Já salas maiores ou ambientes comerciais podem necessitar de modelos com 18.000 BTUs ou mais. Escolha o tipo de aparelho Tenha atenção Antes de comprar um aparelho de ar-condicionado verifique a classificação do selo Procel. Modelos classificados como A são mais eficientes e ajudam a economizar na conta de energia. Além disso, aparelhos com tecnologia “Inverter” são recomendados por ajustarem automaticamente a potência, evitando picos de consumo.Além do preço inicial, considere os custos de instalação, manutenção e consumo energético. Um modelo mais barato pode sair caro a longo prazo se tiver baixo rendimento ou alta demanda de energia.