WhatsApp vai ganhar função de “Amigos Próximos” nos Status

Fonte: CNN Brasil | Seção: Notícias | Imagem: Reprodução Internet | Data: 02/09/2025 Nova ferramenta permitirá usuário escolher quem pode ver suas publicações. O WhatsApp está testando uma nova função que permitirá aos usuários selecionar um grupo específico de contatos para visualizar atualizações no Status, seguindo o modelo da função “Amigos Próximos”, já conhecida do Instagram. A novidade foi identificada na versão beta 25.23.10.80 para iOS e ainda não tem data oficial de lançamento. Atualmente, os usuários do WhatsApp podem escolher entre compartilhar seus Status com todos os contatos, excluir pessoas específicas ou selecionar manualmente quem pode ver cada atualização. Com a nova função, será possível criar uma lista fixa e privada de contatos mais próximos, o que torna o processo mais prático e reservado. A lista de “Amigos Próximos” ficará disponível dentro das configurações de privacidade do aplicativo. Ao postar um novo Status, o usuário poderá decidir se quer compartilhá-lo com todos ou apenas com o grupo selecionado. Os Status compartilhados exclusivamente com essa lista terão um anel colorido diferente, facilitando a identificação visual, assim como acontece no Instagram. Um ponto importante é que essa lista será totalmente privada: os contatos não serão notificados se forem adicionados ou removidos dela. Essa atualização chega em meio a outras mudanças recentes no aplicativo, como melhorias em mensagens temporárias, inteligência artificial para auxiliar na criação de textos, ajustes visuais na interface e novidades nas chamadas em grupo. O WhatsApp está trabalhando em um recurso que permite aos usuários compartilhar atualizações de status com seus amigos próximos, e ele estará disponível em uma atualização futura!

Instagram lança Reels bloqueados por senha; saiba como funciona

Fonte: CNN Brasil | Seção: Notícias | Imagem: Reprodução Internet | Data: 30/08/2025 No Brasil, a cantora Ludmilla foi escolhida para testar a funcionalidade pela primeira vez. O Instagram está disponibilizando um novo recurso que permite bloquear os Reels com senha. Após ter sido anunciada no começo do ano no exterior, a nova atualização chega ao país e em sua estreia, escolheu a cantora Ludmilla para testar a funcionalidade. Trata-se de um recurso no qual permite que artistas compartilhem conteúdo exclusivo que só poderá ser visto após ser desbloqueado por uma senha. A ferramenta, disponível apenas para artistas convidados, já contou com grandes nomes internacionais como The Weeknd e Tyler, The Creator que usaram a novidade. Ludmilla lançou recentemente a faixa “Cam Girl”, em parceria com a americana Victoria Monét e em suas contas oficiais, está convidando os fãs a decifrarem o conteúdo exclusivo escondido em seu perfil. “Separei um conteúdo exclusivo de ‘Cam Girl’ para vocês. Descobre a senha e vem que eu tô desbloqueada”, citou em sua legenda. As pistas para chegar até essa senha foram enviadas pelos canais de transmissão da artista no Instagram e no WhatsApp e também foram publicadas em suas redes sociais. Segundo a assessoria da artista, o objetivo do Instagram é oferecer uma experiência interativa, transformando o acesso ao conteúdo em uma troca que aproxima ainda mais os artistas de seus fãs. Veja como funcionam os reels bloqueados por senha no Instagram Até o momento, não há informações sobre a liberação da função ao público geral.

RenovaBio transforma o etanol em protagonista da descarbonização no país

Fonte: CNN Brasil | Seção: Notícias | Imagem: Reprodução Internet | Data: 28/08/2025 Se a história do etanol começou como uma resposta à crise do petróleo, hoje essa fonte de energia limpa se consolida como parte essencial do processo de transição energética tanto na cidade quanto no campo. Protagonista na construção de um modelo único de mobilidade mais limpa, acessível e escalável no Brasil, o etanol está presente em todos os tanques de veículos leves e da frota urbana circulante em todo o país – seja nos que usam esse biocombustível ou naqueles que abastecem com gasolina, uma vez que esta conta em sua composição com até 30% de etanol anidro. De acordo com o Balanço Energético Nacional (BEN) 2024, divulgado pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE) em parceria com o Ministério de Minas e Energia (MME), depois do óleo diesel e da gasolina, o etanol é o terceiro combustível mais consumido no setor de transportes, com 17,3% de participação. O balanço aponta ainda um avanço de 6% em relação ao ano anterior. Esse combustível é hoje o principal vetor de elevação do percentual de energia renovável no setor de transporte, que chegou a 22,5% em 2023, segundo a EPE. Avanços também no campo Além de abastecer veículos leves e frotas urbanas pelo país, o etanol faz diferença também no campo. “A transição energética está diretamente ligada à mecanização sustentável, em todos os sistemas de produção, incluindo o setor sucroenergético”, afirma Alfredo Miguel Neto, diretor de assuntos corporativos, comunicação e cidadania da John Deere para América Latina. A empresa é pioneira no desenvolvimento de tratores movidos a etanol, com o lançamento do primeiro modelo no começo deste ano. Um trator movido a etanol é mais um passo para alargar as contribuições que o campo já oferece no processo de diminuição das emissões de CO₂. RenovaBio e os CBIOs O setor avança com consistência nesse terreno, sobretudo apoiado em mecanismos de descarbonização como os propostos pelo RenovaBio, a Política Nacional de Biocombustíveis, instituída pela Lei nº 13.576/2017. O Brasil conta hoje com o maior programa de incentivo à descarbonização de combustíveis fósseis do mundo, que tem como objetivo reduzir a intensidade de carbono da matriz de transportes, ampliar o uso de biocombustíveis e criar um mercado estruturado de créditos de carbono. Um dos mecanismos de incentivo criados pelo RenovaBio são os CBIOs (Créditos de Descarbonização), que reconhecem e remuneram ambientalmente os produtores de biocombustível com melhor desempenho em sustentabilidade. Cada CBIO equivale a uma tonelada de carbono evitado na atmosfera. Para emitir CBIOs, o produtor deve se credenciar junto à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e passar por uma auditoria da pegada de carbono de seu processo produtivo, realizada por empresa credenciada pela Agência. Só depois desse processo os créditos podem ser emitidos a partir da comercialização da produção. É importante destacar que as distribuidoras de combustíveis fósseis têm obrigação legal de adquirir CBIOs, em metas anuais estabelecidas pelo programa. Além disso, há espaço para o mercado voluntário, onde pessoas físicas e jurídicas podem comprar créditos na bolsa de valores (B3) para neutralizar suas próprias emissões de CO₂. Toneladas de CO₂ evitadas As usinas associadas à Copersucar, por exemplo, emitiram 6 milhões de CBIOs na safra de 2024/2025 – o equivalente a 6 milhões de toneladas de CO₂ evitadas. O resultado representa um aumento de 16% em relação à safra anterior, demonstrando a evolução da produção sustentável. Além disso, com o etanol que comercializa, o ecossistema Copersucar evita a emissão de 26 milhões de toneladas de CO₂ por ano – número equivalente ao que emite um terço da frota de automóveis do Brasil rodando a gasolina. “Nosso papel é conectar as usinas produtoras de etanol a distribuidores e mercados internacionais, com rastreabilidade e certificação. Mais do que comercializar, viabilizamos um modelo energético que alia escala, segurança de abastecimento e compromisso com o clima”, afirma Priscilla Cortezze, diretora de comunicação e sustentabilidade da Copersucar.

E quem está olhando para a geração 60+

Fonte: CNN Brasil | Seção: Notícias | Imagem: Reprodução Internet | Data: 17/07/2025 A geração dos 60+ é um reflexo da transformação social significativa que está ocorrendo no Brasil. Com um aumento de 68,9% na participação no mercado de trabalho entre 2012 e 2024, essa faixa etária está se tornando cada vez mais presente no mundo laboral. De acordo com dados do PNAD, o número de trabalhadores com mais de 60 anos passou de 5,1 milhões para 8,6 milhões, o que demonstra uma mudança importante na dinâmica da força de trabalho da geração grisalha no país. No entanto, este grupo também enfrenta desafios significativos. Muitos estudaram apenas até o ensino fundamental, o que pode dificultar sua inserção no mercado de trabalho, cada vez mais informatizado e exigente em termos de habilidades tecnológicas. Além disso, a maioria encontra dificuldades para se adaptar às novas tecnologias e processos, o que pode limitar suas oportunidades de emprego. Outro aspecto importante é a motivação para continuar trabalhando. Enquanto alguns idosos continuam trabalhando por desejo de independência e realização pessoal, outros o fazem por pura necessidade, devido à insuficiência de renda ou à perda de padrão de vida após a aposentadoria. Isso destaca a importância de políticas públicas que apoiem essa faixa etária, não apenas em termos de emprego, mas também em termos de segurança financeira e bem-estar, em alguns casos até alimentar. Apesar desses desafios, é importante reconhecer que a geração dos 60+ de hoje é também uma oportunidade para a sociedade. Com sua experiência e sabedoria, esses indivíduos podem contribuir significativamente para o mercado de trabalho e para a comunidade. Além disso, a crescente expectativa de vida e a melhoria na saúde permitem que eles continuem ativos e engajados por mais tempo. Para aproveitar essa oportunidade, é fundamental que sejam implementadas políticas e programas que apoiem a inserção e a permanência dos mais velhos no mercado de trabalho. Isso pode incluir treinamento e capacitação em tecnologias, apoio à saúde e bem-estar, e incentivos para que as empresas contratem e mantenham trabalhadores idosos. Estas foram algumas das conclusões que tiramos no último Fórum Brasil Diverso, que teve um painel especialmente dedicado ao tema e voltará a colocar a pauta na mesa este ano nos dias 10 e 11 de novembro aqui em São Paulo. A geração dos 60+, presente em nosso país, é um exemplo de resiliência e determinação, passou por revoluções econômicas, sociais e tecnológicas, sobreviveu à inflação, planos econômicos, ditadura e mudanças tecnológicas. Com o apoio certo, eles podem continuar a contribuir para a sociedade e viver uma vida plena, significativa e merecedora. É hora de reconhecer e valorizar a importância dessa faixa etária e trabalhar para criar um futuro mais inclusivo para todos.

Prejuízo de R$ 30 milhões: operação da PF mira grupo que fraudou INSS

Fonte: CNN Brasil | Seção: Notícias | Imagem: Reprodução Internet | Data: 17/07/2025 Um dos principais investigados, chamado de “Professor” e “Rei do Benefício”, ensinava aos outros membros como praticar as fraudes. A PF (Polícia Federal) deflagrou, na manhã desta quinta-feira (17), uma operação para desarticular uma organização criminosa especializada em cometer fraudes contra o INSS por meio de um complexo esquema articulado para burlar benefícios assistenciais, mais precisamente os BPC/LOAS (Benefícios de Prestação Continuada). Atuante há mais de 10 anos, a quadrilha causou prejuízo que ultrapassam R$ 30 milhões aos cofres públicos, segundo a PF. Policiais federais cumprem oito mandados de busca e apreensão nas cidades do Rio de Janeiro (3), Armação dos Búzios (2), Cabo Frio, São Gonçalo e Casimiro de Abreu. As ordens judiciais em questão foram expedidas pela 8ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro. Durante o monitoramento do grupo investigado, a Polícia Federal identificou os principais integrantes e a dinâmica operacional da organização, além de obter acesso a conversas, documentos e outros elementos que comprovaram a formalização de 415 requerimentos fraudulentos, os quais resultaram na concessão indevida dos benefícios e geraram um prejuízo de R$ 1.622.879,86 apenas no período analisado, de seis meses. As investigações revelaram que a quadrilha era composta por uma rede estruturada de profissionais que incluía gerentes bancários, servidores públicos, correspondentes bancários e até profissionais gráficos. Todos usavam seus conhecimentos técnicos e acessos privilegiados a sistemas restritos para obter dados pessoais de terceiros e dar início às fraudes. De acordo com a PF, o grupo agia de forma coordenada para implementar, sacar, manter e até reativar os benefícios fraudulentos. Os criminosos demonstravam amplo domínio da plataforma Meu INSS, essencial para os cadastros e movimentações dos requerimentos falsificados. Segundo os investigadores, um dos principais líderes do esquema foi identificado como o “Professor” ou “Rei do Benefício”. Ele foi apontado como responsável por treinar os demais membros da organização sobre como executar os golpes. A atuação era tão intensa que os fraudadores chegavam a protocolar dezenas de requerimentos por dia. Em muitos casos, o volume de benefícios concedidos era tão alto que o grupo não conseguia abrir todas as contas bancárias necessárias para o saque, o que levava à suspensão automática por falta de movimentação. Os lucros da organização também chamaram a atenção das autoridades. Enquanto os gerentes bancários recebiam cerca de R$ 500 por cada conta aberta para os benefícios indevidos, o grupo revendia os próprios benefícios por valores próximos a R$ 2.500, ou então mantinha o controle das contas para continuar usufruindo dos valores mensalmente. A operação, batizada de ‘Fraus’, teve início com base em um relatório elaborado pelo Núcleo Regional de Inteligência Previdenciária e Trabalhista do Estado do Rio de Janeiro, vinculado à Coordenação-Geral de Inteligência da Previdência Social (CGINP), do Ministério da Previdência Social, que identificou indícios de fraudes na concessão de benefícios assistenciais, concedidos e mantidos na Agência da Previdência Social de Arraial do Cabo/RJ. Os investigados poderão responder por diversos crimes, entre eles estelionato previdenciário, corrupção ativa, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

O hospital das despedidas, onde os pacientes vão para morrer com dignidade

Fonte: BBC News Brasil | Seção: Notícias | Imagem: Reprodução Internet | Data: 30/06/2025 “Era aqui que eu começava a corrida dos três faróis: de Humaitá, passava pelo Farol da Barra e ia até o Farol de Itapuã”, contou Ayrton dos Santos Pinheiro, contemplando o mar de Salvador que se abria diante da sua janela. Era uma segunda-feira no início de junho, céu claro na capital da Bahia após dias seguidos de chuvas intensas, e Ayrton, de 90 anos, estava em uma das três camas espalhadas por um quarto amplo e bem iluminado no hospital Mont Serrat (confira na reportagem em vídeo). “Quando me disseram que eu viria para este hospital, eu não sabia que ele ficava aqui”, seguiu, falando das instalações na Ponta de Humaitá, no alto do bairro Monte Serrat, na Cidade Baixa. As lembranças forçaram Ayrton a fazer pausas na fala. Tomando fôlego, com a voz embargada, falou com detalhes dos anos como corredor, da família e do nascimento de um dos filhos naquele bairro. Nascido em Pojuca, um pequeno município na Região Metropolitana de Salvador, ele chegou à capital por volta dos 8 anos com a família e, até hoje, se encanta com a cidade de onde nunca mais saiu. “É linda”, disse. Abriu uma agência de turismo, casou-se e tocou a vida entre o esporte, o trabalho e a família. Ayrton ficou surpreso quando descobriu no hospital, por fim, que estava em um pedaço da cidade que trazia tantas lembranças boas. “Quando cheguei aqui, minhas forças se renovaram.” Ele ocupava um dos 70 leitos do Mont Serrat, que funciona em um casarão do século 19, próximo a um dos pontos mais conhecidos de Salvador, a igreja do Senhor do Bonfim. Antes, era o hospital de infectologia Couto Maia, mas desde o fim de janeiro é ali que se instalou o primeiro, e até o momento único, hospital geral de cuidados paliativos do Sistema Único de Saúde (SUS) do Brasil. Em uma iniciativa anterior, o Instituto Nacional do Câncer (INCA) criou uma unidade exclusivamente para seus pacientes com indicação de cuidados paliativos, também totalmente mantida pelo SUS. Os cuidados paliativos focam na melhora da qualidade de vida e dos sintomas dos pacientes com doenças graves ou que não têm cura. A abordagem, que também é centrada no cuidado dos familiares, não acelera nem abrevia o processo de morte do paciente, mas busca reduzir o sofrimento físico, psicológico e espiritual. “Aqui, o foco da gente não é a morte. Aqui, o foco da gente é cuidado enquanto vida tiver”, diz a médica Karoline Apolônia, coordenadora do Núcleo de Cuidados Paliativos da Secretaria de Saúde da Bahia. “Perguntaram se meu pai queria fazer a barba, para que time ele torce, o que gosta de comer, se gosta de música. Então, a gente relaxou, por saber que ele está sendo bem cuidado”, conta Ayrton Junior, filho do corredor Ayrton. Junior diz que o pai tem câncer de próstata e tratou com radioterapia um câncer na pele do nariz e da cabeça. “[Ele] correu várias maratonas, tenho vários troféus dele lá em casa inclusive”, lembra. Mas agora a prioridade é o presente. “A gente sente que o que é importante para meu pai é o conforto presente, no momento presente. Um dia depois do outro. Ele precisa ficar bem, é o nosso pensamento, é o pensamento da família dele.” Um hospital sem UTI Caminhar pelos quatro pavilhões do Mont Serrat é perceber também que ali não funciona um hospital comum. Não há uma sala de reanimação — já que isso contrariaria um dos critérios para ingressar no hospital —, nem uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Karoline, que compara a internação em uma UTI com correr uma maratona, diz que isso seria incompatível com a condição dos pacientes que ingressam ali. “Se eu coloco esse paciente para correr a maratona, eu só vou trazer a ele sofrimento”, afirma a médica. “Então, em vez disso, a gente sugere a ele sentar aqui e contemplar o pôr do sol. Aproveitar para dizer desculpa, obrigada, eu te amo e tchau.” Para um paciente ter indicação de cuidados paliativos, ele deve ser encaminhado por uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), atendendo a alguns critérios, como ter um diagnóstico de doença grave e tempo estimado de vida de seis meses. A família e o paciente também já devem ter enfrentado o que Karoline chama de “conversas difíceis”, isto é, discutir um prognóstico irreversível e saber que UTI não estaria entre as opções para mantê-lo vivo. Outra peculiaridade do Mont Serrat é que o necrotério fica no centro, entre os quatro pavilhões, e não em uma ala isolada. E, no mesmo ambiente, dividido por uma porta de correr, fica a Sala da Saudade. É ali que muitas famílias se despedem, se abraçam e se acolhem, depois que um familiar faleceu, porque a premissa é que os parentes também sejam cuidados. Na sala tem um sofá, uma televisão, água, café e um abajur com luz indireta. Na parede de entrada, uma frase de Ana Cláudia Quintana Arantes, uma das paliativistas pioneiras e mais célebres do país, está escrita de fora a fora: “Um minuto de silêncio. Preciso ouvir meu coração cantar.” “Este hospital foi muito sonhado, por muitos anos”, contou a médica Karoline, pernambucana de 44 anos, há 11 em Salvador. O sonho teve início em 2019, quando surgiu o Núcleo de Cuidados Paliativos da Secretaria de Saúde da Bahia, formando médicos especialistas nesta área em todo o Estado. O núcleo foi pioneiro: foi somente em maio de 2024 que o Ministério da Saúde lançou Política Nacional de Cuidados Paliativos no âmbito do SUS. Na mesma esteira, desde 2023, os cuidados paliativos são disciplina obrigatória nas faculdades de medicina de todo o país. Na Bahia, o projeto tomou corpo quando foi feita uma radiografia da rede. “Percebemos que entre 20% e 30% dos pacientes de toda a rede pública da Bahia tinham indicação de ser transferidos para uma unidade especializada em cuidados paliativos”, contou Karoline. “A gente não queria nem que os pacientes chegassem aqui e imediatamente morressem”, explicou Yanne Amorim, líder médica do hospital, “e nem que virasse

Pesquisadores criam “carne vegana” à base de farinha de girassol

Fonte: Correio Braziliense | Seção: Notícias | Imagem: Reprodução Internet | Data: 27/06/2025 O ingrediente é obtido após a extração do óleo das sementes da planta. Pesquisadores alemães desenvolveram um alimento à base de farinha de girassol que pode ser utilizado como substituto da carne. O ingrediente é obtido após a extração do óleo das sementes da planta. A decisão de estudar o farelo do girassol surgiu do fato de o óleo ser muito utilizado na Europa e o cultivo do vegetal estar em expansão no Brasil. Outro ponto é que ele não é geneticamente modificado. Além disso, a farinha da planta é uma fonte promissora de proteína, o que é muito relevante diante da crescente demanda dos consumidores por opções sustentáveis e de origem vegetal. Para que pudesse ser consumido por humanos, antes do início do processamento foi necessário retirar dos grãos as cascas e os compostos fenólicos, substâncias que reduzem a capacidade do alimento de ser absorvido pelo organismo. O próximo passo foi elaborar duas formulações das misturas alternativas à carne: na primeira foi incorporada a farinha proveniente dos grãos torrados e, na segunda, foi utilizada proteína texturizada de girassol. Ambas foram enriquecidas com tomate em pó, especiarias e uma mistura de fontes de gordura composta por óleos de girassol, oliva e linhaça. As massas foram moldadas em formato de mini-hambúrguer e assadas. Em seguida, passaram por avaliações sensoriais e físico-químicas. O resultado das análises mostrou que a versão com proteína texturizada teve uma consistência superior e apresentou altos teores de proteínas e gorduras benéficas à saúde – os ácidos graxos monoinsaturados. Além disso, a opção preparada com proteína texturizada demonstrou um teor mineral significativo, especialmente de ferro, zinco, magnésio e manganês, com 49%, 68%, 95% e 89%, respectivamente, da ingestão diária recomendada. O estudo, feito por pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Alimentos e do Instituto Fraunhofer IVV, na Alemanha, contou com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo e pode ser acessado na íntegra neste link.

Imposto de Renda 2025: 2º lote de restituição começa a ser pago nesta segunda; veja se vai receber

Fonte: G1 | Seção: Notícias | Imagem: Reprodução Internet | Data: 30/06/2025 Serão contemplados mais de 6,5 milhões de contribuintes, com um crédito bancário total de R$ 11 bilhões. Os pagamentos do 2º lote de restituições do Imposto de Renda 2025 começam nesta segunda-feira (30). As informações foram divulgadas pela Receita Federal. Ao todo, mais de 6,5 milhões de contribuintes serão contemplados, com um valor total de crédito de R$ 11 bilhões. O lote também inclui restituições residuais de exercícios anteriores. Do total, aproximadamente R$ 1,8 bilhões serão destinados aos contribuintes prioritários. São eles:

Como a doação de um desconhecido do outro lado do mundo me salvou a vida

Fonte: BBC News Brasil | Seção: Notícias | Imagem: Reprodução Internet | Data: 10/06/2025 Luke Melling, um homem de 31 anos de Melbourne, na Austrália, viajou 16 mil quilômetros para conhecer o estranho que salvou sua vida. Luke, que sofria de uma forma rara de câncer no sangue, conta que estava “encarando a morte” antes de receber um transplante de células-tronco de Alastair Hawken, de Lincolnshire, no Reino Unido. A compatibilidade entre os dois foi tão perfeita que eles agora acreditam que podem ter um parentesco distante, já que ambas as famílias são de Preston, cidade britânica no condado de Lancashire, que escolheram para seu emocionante primeiro encontro. Eles decidiram compartilhar sua história para incentivar mais pessoas a se cadastrar no Registro de Doadores de Células-Tronco do NHS, sistema público de saúde britânico. Ele convivia com a doença desde os 16 anos e, apesar de ter entrado em remissão quatro vezes, o câncer continuava voltando. Depois de esgotar todos os outros tratamentos, ele foi informado de que precisava de um transplante de células-tronco — que podem ser encontradas na medula óssea e produzem células sanguíneas essenciais — para sobreviver. Mas como ninguém na sua família, nem na Austrália, era compatível, os médicos começaram a procurar um doador nos registros internacionais de células-tronco. “Foi mais ou menos assim: ‘É isso, esta é a única opção que você tem. Ou é isso ou você vai morrer’”, conta Luke. “Descobrir que minha irmã não era compatível foi aterrorizante — nós simplesmente não sabíamos se haveria alguém registrado que seria compatível comigo.” Mas então, depois de seis meses de espera, Luke foi informado de que havia esperança. O registro havia encontrado um doador em potencial do outro lado do mundo. Esperança “Quando descobrimos que tínhamos a compatibilidade perfeita, foi um momento emocionante”, recorda Luke. “Lembro da minha mãe — ela estava histérica, chorando.” Para Alastair, então com 48 anos, o telefonema foi inesperado. Doador regular de sangue, ele havia se cadastrado no registro do NHS em 2008. Quando perguntaram a ele se ainda estava disposto a doar, o pai de três filhos não hesitou. “Não era problema algum”, diz ele. “O que posso fazer, onde posso estar? Foi bacana ser procurado, sentir que eu poderia ser útil para alguém.” Antes da doação, Alastair recebeu uma injeção de um medicamento de alta potência para geração de células. Depois de alguns dias, ele mal conseguia se mover, mas disseram a ele que isso mostrava que o processo estava funcionando, e que o corpo estava “gerando células-tronco em excesso”. Em seguida, ele foi até um hospital para que as células-tronco fossem “colhidas” em um processo semelhante à doação de sangue, enquanto fazia um lanchinho e assistia à televisão. “Não há desconforto”, ele afirma. “As células-tronco são retiradas, embaladas e, na sequência, contadas em laboratório — 85 milhões é o que precisávamos para o Luke, e foi isso que foi coletado.” “Eu me senti incrível — meu corpo era composto de células-tronco frescas —, e então minhas células-tronco [coletadas] seguiram sua jornada.” As células foram congeladas criogenicamente em poucas horas para serem enviadas à Austrália, onde Luke estava esperando. Encontro inesquecível Luke foi submetido ao transplante um mês depois, mas tudo o que sabia sobre o doador era que se tratava de um homem de 48 anos do Reino Unido. Ele não teve permissão para entrar em contato com Alastair até que se passassem dois anos, e o tratamento fosse considerado bem-sucedido. Naquele momento, Alastair não sabia se Luke havia sobrevivido. “Eu só esperava. Esperava e rezava por isso”, diz ele. Até que um e-mail chegou à sua caixa de entrada por meio do registro de células-tronco. “Foi como se todos os meus Natais tivessem acontecido ao mesmo tempo”, lembra Alastair. “Foi um momento muito bonito.” Os dois foram colocados em contato, e finalmente se encontraram em Preston em maio deste ano. “Ter alguém como você, que é tão lindo, adorável e gentil, tendo feito tudo isso, fico feliz que sejam suas células. Não tenho palavras para agradecer”, disse Luke a Alastair quando se encontraram. Alastair descreve a doação, por sua vez, como seu “legado”. “Se eu não alcançar nada além de ver esse sorriso no seu rosto, então já terei alcançado tudo o que precisava alcançar”, disse ele a Luke. Preston, no noroeste do Reino Unido, acabou sendo o lugar ideal para o encontro, já que os avós de Alastair moravam na cidade, e a família de Luke também tem raízes lá. Luke, que agora tem 31 anos e recuperou a saúde, sente que pode deixar para trás os últimos 15 anos. Ele até já correu uma maratona. “Conhecer Alastair pessoalmente é um sonho que se tornou realidade”, diz ele. “O que você diz para a pessoa que te devolveu a vida, doando literalmente uma parte de si mesma?” “Ser capaz de embarcar naquele avião e atravessar o mundo só foi possível por causa dele.” “O momento em que pude dar aquele abraço enorme nele e agradecer pessoalmente, é um momento que nunca vou esquecer.” Alastair, agora com 51 anos, espera que a história deles incentive outras pessoas a se cadastrar no registro de células-tronco. “Conhecer Luke hoje realmente mostra a diferença que um simples ato pode fazer”, diz ele. “Gostaria que mais pessoas se registrassem para doar, sejam plaquetas, órgãos, sangue ou células-tronco — é a dádiva da vida.” “Não há nada que faça você se sentir mais completo como ser humano, e quando se trata de uma história bem-sucedida, como foi claramente o nosso caso, tudo vale a pena.” Com reportagem adicional de Paul Johnson

Falta um dia e 9 milhões ainda não declararam o Imposto de Renda

Fonte: Correio Braziliense | Seção: Notícias | Imagem: Reprodução Internet | Data: 29/05/2025 O contribuinte que atrasar no envio da declaração fica sujeito ao pagamento de multa. O prazo para declarar o Imposto de Renda vai até sexta-feira (30/5) e mais de nove milhões de pessoas ainda não acertaram as contas com o Leão. Segundo a Receita Federal, 36.721.602 declarações foram recebidas até a manhã desta quinta-feira (29/5). O total esperado é de 46,2 milhões de documentos. Pessoas físicas que receberam rendimentos tributáveis acima de R$ 33.888, assim como aquelas que obtiveram receita bruta da atividade rural acima de R$ 169.440, são obrigadas a declarar Imposto de Renda. O contribuinte que atrasar no envio da declaração fica sujeito ao pagamento de multa, calculada da seguinte forma: O jeito mais rápido de fazer declarar o Imposto de Renda é por meio da declaração pré-preenchida. A declaração pré-preenchida apresenta informações sobre rendimentos, pagamentos e deduções, garantindo mais rapidez e segurança no envio. Para acessá-la, é necessário ter conta gov.br nos níveis ouro ou prata. A declaração pré-preenchida muda o foco da coleta e preenchimento das informações pelas pessoas, que passam a fazer uma revisão dos dados que a Receita Federal já tem, o que evita erros e agiliza a entrega do IR. No entanto, o declarante ainda precisa complementar o que não estiver preenchido, atualizar informações e ter os documentos para comprovar o que constar na entrega. O modelo também ajuda o declarante a avançar na fila da restituição. O primeiro lote será pago na sexta-feira (30/5).