Itamaraty lança guia para brasileiros que vão à Copa do Mundo

Fonte: EBC Agência Brasil | Seção: Notícias | Imagem: Reprodução Internet/Freepik | Data: 26/05/2026 Publicação reúne orientações sobre viagem e assistência consular Pedro Peduzzi – Repórter da Agência Brasil O Ministério das Relações Exteriores lançou o Guia Consular da Torcida Brasileira – Copa do Mundo 2026, com orientações para brasileiros que pretendem viajar aos Estados Unidos, ao Canadá e ao México durante o torneio. Disponível no site do Itamaraty, a publicação reúne informações sobre documentação de viagem, regras migratórias e contatos da rede consular brasileira nas cidades-sede. Também traz orientações sobre procedimentos em situações de emergência, além de recomendações gerais de segurança e acesso a serviços locais. >> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp O material inclui ainda instruções para acionamento dos plantões consulares, telefones de emergência e informações sobre os jogos da Seleção Brasileira na fase de grupos. O guia apresenta informações específicas sobre os Estados Unidos, o Canadá e México, países que sediarão as partidas. Entre os conteúdos disponíveis no guia estão: – contatos dos consulados do Brasil com jurisdição nas cidades-sede da Copa; – orientações sobre o que os consulados podem e não podem fazer; – recomendações de segurança, inclusive para dias de jogos; – lista de ações e itens proibidos nos estádios; – informações práticas, como moeda local, voltagem, legislação e hábitos dos países; – dados sobre fusos horários, vistos, restrições sanitárias e situações de emergência.
Saiba como pedir reembolso de produtos Ypê suspensos pela Anvisa

Fonte: Agência Brasil EBC | Seção: Notícias | Imagem: Reprodução Internet/Freepik | Data: 16/05/2026 Clientes devem preencher formulário em site da empresa Pedro Rafael Vilela – Repórter da Agência Brasil Versão em áudio Com a decisão da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) de manter a suspensão da fabricação, distribuição e venda de lotes de produtos da marca Ypê, com final 1, a empresa de itens de limpeza emitiu comunicado, nesta sexta-feira (15), para orientar os clientes sobre como pedir o reembolso ou fazer a troca desses materiais barrados por risco à saúde. Para isso, os clientes deverão entrar no site da empresa, preencher o formulário (que pede a chave Pix) e equipes responsáveis farão o estorno do valor do produto adquirido. “A empresa reitera que, de acordo com os controles e análises internas realizados pela Ypê, os produtos são seguros para o consumidor. Ainda assim, a companhia propôs à Anvisa apresentar testes realizados por laboratórios independentes autorizados pela agência, de todos os lotes já colocados no mercado, para garantir a segurança dos mesmos e sua consequente liberação para uso o mais rápido possível”, informou a companhia, em comunicado. A determinação da Anvisa, de 15 de maio, estabeleceu que os produtos lava-roupas líquidos, lava-louças líquidos e desinfetantes com lote final 1, elencados na Resolução 1.834/2026, não precisariam mais ser recolhidos neste momento, mas deverão permanecer guardados até a emissão de novos laudos de laboratórios independentes. Entenda o caso No último dia 7, a Anvisa suspendeu fabricação, comercialização e distribuição de lotes de produtos da marca Ypê com numeração final 1. A lista inclui detergente, sabão líquido para roupas e desinfetantes. Um dos principais problemas é a presença da bactéria Pseudomonas aeruginosa, que é resistente a antibióticos e pode causar uma série de problemas em pessoas imunocomprometidas, desde infecção urinária até infecção respiratória em pessoas com problemas crônicos de pulmão, como enfisema, ou em pessoas submetidas a tratamento com cateter na veia. >> Confira a lista de produtos contaminados com lotes que terminam em 1: Lava Louças Ypê Clear Care Lava Louças com enzimas ativas Ypê Lava Louças Ypê Lava Louças Ypê Clear Care Lava Louças Ypê Toque Suave Lava Louças concentrado Ypê Green Lava Louças Ypê Clear Lava Louças Ypê Green Lava Roupas líquido Tixan Ypê Combate Mau Odor Lava Roupas Líquido Tixan Ypê Cuida das Roupas Lava Roupas Líquido Tixan Ypê Antibac Lava Roupas Líquido Tixan Ypê Coco e Baunilha Lava Roupas Líquido Tixan Ypê Green Lava Roupas Líquido Ypê Express Lava Roupas Líquido Ypê Power ACT Lava Roupas Líquido Ypê Premium Lava Roupas Tixan Maciez Lava Roupas Tixan Primavera Desinfetante Bak Ypê Desinfetante de uso geral Atol Desinfetante Perfumado Atol Desinfetante Pinho Ypê Lava roupas Tixan Power ACT
Nova lei define percentual mínimo de cacau nos chocolates

Fonte: Agência Brasil EBC | Seção: Notícias | Imagem: Reprodução Internet/Freepik | Data: 11/05/2026 Rótulos precisam seguir parâmetros de transparênciaChocolates comercializados no Brasil terão de seguir percentuais mínimos de cacau na composição, previstos por lei. Além disso, os fabricantes precisarão informar, de forma clara, a quantidade do ingrediente nos rótulos dos produtos vendidos no país, sejam eles nacionais ou importados. A Lei nº 15.404/2026, que define critérios para a produção, classificação e rotulagem de produtos derivados de cacau no Brasil, está publicada na edição desta segunda-feira (11) do Diário Oficial da União. A norma entra passa a vigorar em 360 dias, período em que a indústria deverá se adaptar às novas exigências. Um dos principais avanços previstos é a obrigatoriedade de informar nos rótulos o percentual total de cacau do produto. De acordo com a lei, a indicação deverá aparecer na parte frontal da embalagem, ocupando pelo menos 15% da área e com destaque suficiente para facilitar a leitura. >> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp A informação será apresentada no formato “Contém X% de cacau”, de acordo com os percentuais a seguir: O texto também proíbe práticas que possam induzir o consumidor ao erro, como o uso de imagens, cores ou expressões que sugiram tratar-se de chocolate quando o produto não atende aos critérios estabelecidos. Em caso de descumprimento das regras, os responsáveis estarão sujeitos às sanções previstas no Código de Defesa do Consumidor, além de outras penalidades sanitárias e legais cabíveis. Saiba mais no Repórter Brasil Tarde, da TV Brasil
ECA digital e julgamento nos EUA contribuem para internet mais segura

Fonte: EBC Brasil | Seção: Notícias | Imagem: Reprodução Internet/Freepik | Data: 29/03/2026 Ações beneficiam crianças e adolescentes no Brasil e no exterior Gilberto Costa – repórter da Agência Brasil Ações ocorridas neste mês de março de 2026 podem ter contribuído para mudar a história da Internet e, sem ferir a proclamada “liberdade de expressão”, torná-la um ambiente mais apropriado e seguro, especialmente para menores de idade. No último dia 24, um júri em Santa Fe, capital do Novo México, no sudeste dos Estados Unidos, entendeu que a Meta, dona do Facebook, Instagram e WhatsApp, deve ser responsabilizada por não adotar medidas para que crianças e adolescentes não sejam expostos a conteúdos inapropriados em suas redes sociais, inclusive de abuso sexual por adultos. A condenação obrigará a Meta a pagar aproximadamente US$ 375 milhões como pena à coletividade. Um dia depois, a cerca de 1,3 mil quilômetros de Santa Fe, um outro júri em Los Angeles, na Califórnia, decidiu que plataformas da Meta e do Google (YouTube) foram projetadas para viciar seus usuários e causar malefícios. Para o júri, mecanismos que disparam “gatilhos emocionais” – como a rolagem infinita, notificações constantes, reprodução instantânea de vídeos, recompensas intermitentes como as “curtidas” – tiveram o condão de fazer com que uma jovem de cerca de 20 anos, identificada apenas como Kaley, sofresse de depressão na adolescência, com pensamentos suicidas, e desenvolvesse uma preocupação obsessiva com sua aparência física. Esse comportamento é chamado de Transtorno Dismórfico Corporal (TDC). Condenadas, as duas big techs do Vale do Silício, também na Califórnia, terão de pagar um total de US$ 6 milhões em indenização à Kaley. Repercussão Para especialistas brasileiros ouvidos pela Agência Brasil, as decisões na justiça estadunidense podem ter repercussão global e vêm ao encontro do lançamento do ECA Digital (Lei 15.211/2025), que entrou em vigor no último dia 17 e foi regulamentado no dia seguinte pelo Decreto 12.880, assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Os casos nos Estados Unidos e o ECA Digital têm uma convergência muito grande em relação a esse olhar sobre a saúde dos usuários [da internet] crianças e adolescentes”, reconhece Maria Góes de Mello, coordenadora do programa Criança e Consumo, do Instituto Alana, que enxerga na lei brasileira e nas recentes decisões dos EUA “ferramentas poderosas” para evitar e combater vícios nas redes sociais. Padrões obscuros e design manipulativo O diretor de segurança e prevenção de riscos no ambiente digital do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), Ricardo Horta, aponta que há mecanismos nas redes sociais, jogos eletrônicos e plataformas de apostas desenhados para manter o usuário o maior tempo possível nos aplicativos. “É como se colocasse um produto no mercado que em vez de ter em vista a segurança e bem-estar do usuário, tem como objetivo primordial maximizar o tempo de uso, para mantê-los mais tempo na tela. Algo análogo a outros produtos que causam dependência e que estão no mercado”, compara. A literatura especializada descreve que esses mecanismos foram criados de propósito, pois têm design “manipulativo”, e os algoritmos que aprendem interesses, gostos e o comportamento dos usuários seguem padrões “obscuros” – alheios a quem está mexendo na tela do celular ou do computador, e desconhecidos pelas instituições de proteção a crianças, adolescentes e consumidores em geral. O dano às pessoas diante das telas representa lucro das plataformas na “economia da atenção”, como lembra Georgia Cruz, professora de Sistemas e Mídias Digitais da Universidade Federal do Ceará e atuante no Laboratório de Pesquisa da Relação Infância, Juventude e Mídia (LabGrim – UFC). “As empresas têm lucrado cada vez mais com essas atividades econômicas em detrimento da qualidade de vida dos usuários, que acabam tendo que lidar com todos os impactos emocionais, sociais, de comportamento, e também de comunicação”, aponta a especialista. Sem imunidade Para Ricardo Horta, os dois julgamentos nos EUA quebram paradigmas: “Pela primeira vez, fica evidenciado que esses mecanismos existem e que eles têm impacto na saúde e no bem-estar do consumidor.” Essa compreensão quebra a imunidade alegada pelas empresas de tecnologia em processos judiciais sobre conteúdos inapropriados veiculados nas redes sociais. Na justiça norte-americana, as big techs costumam citar a Seção nº 230 da lei The Communications Decency Act (CDA), de 1996, cláusula que impede a condenação em processos civis contra material postado por terceiros. As duas recentes decisões fogem do âmbito da Seção nº 230. Na avaliação de Paulo Rená da Silva Santarém, pesquisador do Instituto de Referência em Internet e Sociedade (Iris), “a grande mudança que fica marcada é o direcionamento. A alteração de perspectiva: do conteúdo [postado] para como as redes sociais funcionam.” Para ele, os julgamentos nos Estados Unidos terão efeitos em outros países. “Com certeza a gente tem um potencial aí de repercussão dessas decisões em outras jurisdições.” O advogado Marcos Bruno, sócio de um escritório especializado em direito digital (Opice Blum Advogados), concorda com os dois especialistas. As decisões nos EUA, avalia, reforçam o debate global sobre até que ponto o desenho dessas plataformas pode contribuir para padrões de uso excessivo entre jovens. “É um debate não sobre a tecnologia, mas como ela é concebida para manter a atenção, especialmente no caso de crianças.” Plataformas proativas No Brasil, o Artigo nº 19 do Marco Civil da Internet, de 2014, tinha efeito semelhante à Seção 230 da lei norte-americana até o Supremo Tribunal Federal decidir no ano passado que as plataformas que operam redes sociais devem ser responsabilizadas diretamente pelas postagens ilegais feitas por seus usuários. A determinação do STF e o ECA Digital estabelecem obrigações para que as redes sociais ajam antecipadamente, façam mediações e evitem a circulação de conteúdos inadequados. No caso do ECA Digital, a professora Mylena Devezas Souza, do departamento da Administração da Universidade Federal Fluminense (UFF), de Macaé (RJ), acredita que a lei “impõe às plataformas o dever de prevenir e mitigar riscos relacionados ao acesso de crianças [e adolescentes] a conteúdos inadequados, e determina que os serviços digitais sejam estruturados de modo a oferecer experiências adequadas à idade do usuário.” “As plataformas devem disponibilizar configurações e ferramentas acessíveis que viabilizem e apoiem a supervisão parental, permitindo aos responsáveis
Artemis II: Saiba que horas é o lançamento; CNN Brasil transmite ao vivo

Fonte: CNN | Seção: Notícias | Imagem: Reprodução Internet/Freepik | Data: 01/04/2026 Missão está marcada para o dia 1º de abril, às 19h25 do horário de Brasília, e terá transmissão ao vivo da CNN Brasil; operação marca retorno dos astronautas ao espaço profundo após mais de 50 anos Vitor Bonets, colaboração para a CNN Brasil, em São Paulo – 01/04/26 A missão Artemis II, que marca o retorno dos astronautas ao espaço profundo após mais de 50 anos, está na fase final de preparativos para a decolagem rumo à orbita lunar. A nova previsão oficial da Nasa para o lançamento é dia 1º de abril, às 19h25 do horário de Brasília, e terá transmissão ao vivo da CNN Brasil. As equipes da Nasa, que atuam no Centro Espacial Kennedy, na Flórida (EUA), já preparam o foguete SLS (Space Launch System), de 98 metros, e a nave espacial Orion para o lançamento tripulado. Na CNN Brasil, o lançamento será transmitido ao vivo durante os jornais Hora H, com Thais Heredia, e CNN Prime Time, apresentado por Márcio Gomes. Além disso, o público pode acompanhar a missão Artemis II por outros canais oficiais, como o da Nasa, que terá transmissão do lançamento pela plataforma Nasa+, com início previsto para às 13h50. A cobertura continuará no YouTube após a abertura dos painéis solares da Orion no espaço. O que está em jogo na missão Mais de 50 anos após a última vez que o ser humano pisou na Lua, em 1972, com o programa Apollo, a Artemis II se prepara para dar novos passos rumo ao satélite natural da Terra. A missão da Nasa será a primeira viagem tripulada do novo programa e deve marcar o retorno dos astronautas ao espaço profundo. O lançamento está previsto para ocorrer no Centro Espacial Kennedy, na Flórida, e levará quatro astronautas em uma viagem de aproximadamente 10 dias. A espaçonave Orion, lançada pelo foguete SLS, fará um sobrevoo ao redor da Lua antes de retornar à Terra. A missão não prevê pouso, mas funciona como um teste essencial para futuras etapas do programa, que têm como objetivo levar novamente humanos à superfície lunar. Durante o voo, a Nasa vai testar sistemas fundamentais, como suporte à vida, duração do oxigênio e desempenho da cápsula com tripulação a bordo. A expectativa é que a Artemis II leve o ser humano ao ponto mais distante já alcançado no espaço em uma missão tripulada, ao contornar a órbita lunar. Especialistas apontam que a missão também pode abrir caminho para novas descobertas científicas sobre o ambiente da Lua. A tripulação da missão também marca um avanço em diversidade. O comandante será Reid Wiseman, acompanhado pelo piloto Victor Glover — que pode se tornar o primeiro astronauta negro a viajar em direção à Lua —, além de Christina Koch, que será a primeira mulher em uma missão lunar, e o canadense Jeremy Hansen. O nome Artemis faz referência à mitologia grega e estabelece um paralelo com o programa Apollo — Artemis é irmã gêmea de Apolo.
Mercado eleva previsão da inflação para 4,17% este ano

Fonte: Agência EBC Brasil | Seção: Notícias | Imagem: Reprodução Internet/Freepik | Data: 23/03/2026 Estimativa para o PIB é 1,84% em 2026 Andreia Verdélio – Repórter da Agência Brasil – Publicado em 23/03/2026 – Brasília A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – referência oficial da inflação no país – passou de 4,1% para 4,17% em 2026. A estimativa está no boletim Focus desta segunda-feira (23), pesquisa divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC) com a expectativa de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos. Em meio às tensões em torno da guerra no Oriente Médio, pela segunda semana seguida, a previsão para a inflação de 2026 foi elevada, mas ainda se mantém dentro do intervalo da meta que deve ser perseguida pelo BC. Definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior, 4,5%. Em fevereiro, a alta dos preços em transportes e educação fez a inflação oficial do mês fechar em 0,7% [https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-03/inflacao-oficial-recua-para-381-com-variacao-de-07-em-fevereiro], uma aceleração diante do registrado em janeiro, 0,33%. No entanto, o acumulado em 12 meses recuou para 3,81%, abaixo dos 4% pela primeira vez desde maio de 2024. Para 2027, a projeção da inflação se mantém em 3,8%. Para 2028 e 2029, as estimativas são de 3,52% e 3,5%, respectivamente. >> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp Taxa Selic Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros (Taxa Selic), definida atualmente em 14,75% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do BC. Na reunião da semana passada, por unanimidade, o colegiado reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual. Antes da escalada do conflito no Irã, a expectativa predominante era de um corte de 0,5 ponto. Em 15% ao ano, a Selic estava no maior nível desde julho de 2006, quando era de 15,25% ao ano. De setembro de 2024 a junho de 2025, a taxa foi elevada sete vezes seguidas, mas não foi alterada nas quatro reuniões seguintes. Na ata da reunião de janeiro, o Copom afirmou que iniciaria um ciclo de corte nos juros na reunião deste mês, mas o comunicado divulgado após o encontro trouxe mais cautela diante do aumento das incertezas provocado pelo conflito no Oriente Médio. O BC não descarta rever o ciclo de baixa, caso seja necessário. A estimativa dos analistas de mercado para a taxa básica foi elevada nesta edição do boletim Focus – de 12,25% ao ano para 12,5% ao ano até o final de 2026. Para 2027 e 2028, a previsão é que a Selic seja reduzida para 10,5% ao ano e 10% ao ano, respectivamente. Em 2029, a taxa deve chegar a 9,5% ao ano. Quando o Copom aumenta a Selic, a finalidade é conter a demanda aquecida; isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Assim, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia. Os bancos ainda consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas. Quando a Taxa Selic é reduzida a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, diminuindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica. PIB e câmbio Nesta edição do boletim do Banco Central, a estimativa das instituições financeiras para o crescimento da economia brasileira este ano passou de 1,83% para 1,84%. Para 2027, a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB, a soma dos bens e serviços produzidos no país) ficou em 1,8%. Para 2028 e 2029, o mercado financeiro estima expansão do PIB em 2% para os dois anos. Em 2025, a economia brasileira cresceu 2,3%, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com expansão em todos os setores e destaque para a agropecuária, o resultado representa o quinto ano seguido de crescimento. No Focus desta semana, a previsão da cotação do dólar está em R$ 5,40 para o fim deste ano. No fim de 2027, estima-se que a moeda norte-americana fique em R$ 5,45.
Imposto de renda: Receita já recebeu mais de 450 mil declarações

Fonte: Agência EBC Brasil | Seção: Notícias | Imagem: Reprodução Internet/Freepik | Data: 23/03/2026 Prazo para envio termina às 29h59min59s do dia 29 de maio Paula Laboissière – Repórter da Agência Brasil – Publicado em 23/03/2026 A Receita Federal recebeu, até as 12h desta segunda-feira (23), 450.026 Declarações do Imposto de Renda Pessoa Física 2026 (ano-base 2025). O prazo para envio começou às 8h e segue até as 29h59min59s do dia 29 de maio. Este ano, o Fisco espera receber cerca de 44 milhões de declarações. Do total de declarações recebidas até o momento, 42,7% foram pré-preenchidas, 57,3% foram simplificadas e 1,3% foram retificadoras. Dados da Receita Federal mostram também que 34,6% foram enviadas por contribuintes do sexo feminino e que a média de idade é 47 anos. Ainda de acordo com a Receita Federal, 83,9% das declarações enviadas apresentam valor a restituir, enquanto 7,9% têm imposto a pagar e 8,2% constam como sem imposto. >> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp Como declarar O Programa Gerador da Declaração pode ser baixado desde as 18h da última quinta-feira (19). A partir desta segunda, o contribuinte também pode usar o site Meu Imposto de Renda, que permite o preenchimento online da declaração. Neste ano, o prazo de entrega será mais curto que nos anos anteriores. Tradicionalmente, o envio das declarações começa em 15 de março ou no primeiro dia útil seguinte. Em 2026, no entanto, o Fisco adiou o início em uma semana. Calendário da restituição Com um lote a menos neste ano, a restituição será paga nas seguintes datas: – 1º lote: 29 de maio de 2026; – 2º lote: 30 de junho de 2026; – 3º lote: 31 de julho de 2026; – 4º lote: 28 de agosto de 2026. A ordem de pagamento segue a data de entrega da declaração, respeitando prioridades legais. Prioridades A ordem de prioridade definida pela legislação é: – idosos acima de 80 anos; – idosos a partir de 60 anos, pessoas com deficiência ou doença grave; – contribuintes cuja principal renda seja magistério; – quem usar declaração pré-preenchida e Pix simultaneamente; – quem usar apenas um desses recursos (pré-preenchida ou Pix); – demais contribuintes.
Doenças raras: nova tecnologia do SUS reduz tempo de diagnóstico

Fonte: Agência Brasil EBC | Seção: Notícias | Imagem: Reprodução Internet/Freepik | Data: 27/02/2026 Plataforma de sequenciamento de DNA deve atender 20 mil pessoas ao ano Luiz Cláudio Ferreira – Repórter da Agência Brasil O Sistema Único de Saúde (SUS) vai contar com uma tecnologia para agilizar e deixar mais preciso o diagnóstico de doenças raras. A estimativa é que nova plataforma de sequenciamento completo de DNA que vai ser ofertada na rede pública atenda até 20 mil demandas de todo o Brasil por ano e reduza o tempo de espera de um diagnóstico de sete anos para seis meses. O anúncio foi feito, nesta quinta (26), pelo Ministério da Saúde, em evento em Brasília. A estimativa é que pelo menos 13 milhões de pessoas tenham doenças raras no País. “Nós colocamos para o SUS o sequenciamento completo do exoma, que é um exame que custaria R$ 5 mil”, detalhou Padilha. A redução do tempo de diagnóstico é fundamental para o tratamento e para a qualidade de vida dos pacientes, conforme ressaltou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que assinou a habilitação de novos serviços para tratamento de doenças raras. Padilha lembrou que o próximo sábado é dia mundial para conscientização sobre doenças raras. Ampliação de serviços O ministro defendeu que o país tenha autonomia de pesquisa, produção e tratamento de doenças raras, inclusive prevendo transferências de tecnologias de outros centros de ponta nessa área. “Quando a gente amplia esses serviços para estados que não tinham nenhum serviço ainda, a gente está garantindo um acesso mais próximo onde as pessoas vivem e moram”, ponderou. O coordenador de doenças raras do ministério, Natan Monsores, explicou que todo paciente que for atendido em um serviço de referência ou for identificado dentro de um serviço de referência de triagem neonatal poderá ser encaminhado para os polos de sequenciamento. “Foi um investimento de R$ 26 milhões nesse primeiro ano. Nós conseguimos fazer a oferta desse exame, que em preços de mercado podem chegar até R$ 5 mil, por R$ 1,2 mil”. Monsores esclarece que a resolução diagnóstica é bastante precisa. “É um ganho enorme para a comunidade de pessoas com doenças raras. Fornecendo para os médicos geneticistas, para as equipes de neurologia e de pediatria, uma ferramenta essencial para fechar esse diagnóstico”. Início com um cotonete A coleta do material é feita com um cotonete na parte interna da bochecha, que colhe células a serem encaminhadas para os laboratórios. Esse teste também pode ser feito com sangue. “Permite avançar no diagnóstico de deficiências intelectuais, de condições que implicam no atraso do desenvolvimento global das crianças, e também uma enorme diversidade de condições genéticas que podem afetar essas crianças”, diz Monsores. O coordenador disse que existem 11 unidades da federação com serviços ativados. Em 90 dias após ação com a ferramenta, foi possível verificar 412 testes já com sequenciamento feito com 175 laudos. “A nossa perspectiva é fazer a expansão dessa rede para todas as unidades da federação até abril de 2026”. Outro anúncio do Ministério da Saúde foi o tratamento das crianças com uma terapia gênica inovadora para crianças com atrofia muscular espinhal (AME). “É uma doença que, se não tratada em tempo hábil, é letal. Todas as crianças que receberam essa terapia têm a interrupção da progressão dessa condição”. Avanços A presidente da Associação dos Familiares, Amigos e Pessoas com Doenças Graves, Raras e Deficiências, Maria Cecília Oliveira, que estava no evento do anúncio, celebrou o que chamou de “avanços” nas políticas públicas relacionadas aos pacientes com doenças raras. “Eu espero que o programa Agora tem especialistas seja realmente um programa que possa impactar significativamente os pacientes com doenças raras, que é a nossa luta”, disse Maria Cecília. Outra representante de pacientes nesta condição, Lauda Santos, que é presidente da Associação Maria Vitoria de Doenças Raras e Crônicas (Amaviraras) e cofundadora e vice-presidente da Federação Brasileira das Associações de Doenças Raras (Febrararas) destacou a importância da divulgação do serviço para o SUS. Lauda diz entender que um dos maiores desafios do governo é que essas informações cheguem até os pacientes. “As dificuldades continuam. A gente espera que isso mude porque tudo leva um tempo para poder entrar nos trilhos”. Ela ainda defendeu que deve haver o fortalecimento de entidades que defendam os pacientes e lamentou a carga de impostos para os medicamentos. Confira as informações do Repórter Brasil Tarde, da TV Brasil
IAs parecendo humanos? Especialista explica como tecnologias são usadas

Fonte: CNN Brasil | Seção: Notícias | Imagem: Reprodução Internet | Data: 27/08/2025 Entenda como ferramentas fazem com que a inteligência artificial fique cada vez mais próximas dos usuários. As ferramentas com recursos de inteligência artificial estão cada dia mais “parecidas” com a linguagem usada pelo humanos e conseguindo interagir com as pessoas com mais eficiência, se adaptando ao dia a dia de cada usuário. Tecnologias como linguagem generativa, memória contextual e análise de sentimentos estão criando caminhos para que esses recursos possam cada vez mais se ajustar às necessidades dos consumidores e aumentar a identificação com chatbots e outras soluções que usam IA. Para explicar mais sobre as ferramentas usadas para que a inteligência artificial fique mais parecida com os humanos, Douglas Torres, fundador e CEO da YUP Chat — empresa que constrói soluções inteligentes para o relacionamento com clientes online — e especialista em IA, respondeu à CNN as principais dúvidas sobre o assunto. CNN: Quais são as tecnologias mais usadas para tornar as IAs mais humanizadas nos dias de hoje? Douglas Torres: A humanização da IA combina modelos de linguagem generativa (LLMs) com memória contextual (RAG – Retrieval Augmented Generation), permitindo que os agentes entendam o histórico do cliente e mantenham conversas consistentes. Ainda, é comum usar análise de sentimentos para ajustar respostas de acordo com o tom e a emoção percebida, processamento de linguagem natural (NLP) para interpretar e responder de forma mais próxima da fala humana, e integração multimodal (texto, voz, imagem, vídeo) para experiências mais ricas. Além disso, há o treinamento com o “tom de voz” da marca, incorporando cultura e valores organizacionais. Em que medida a personalização impulsionada por IA realmente contribui para aumentar a confiança do consumidor? A personalização baseada em IA eleva a confiança porque reduz fricções e aumenta a relevância de cada interação. Quando o cliente percebe que a empresa conhece seu histórico, preferências e contexto, há maior sensação de cuidado e atenção individual, mais consistência nas respostas (evitando contradições que minam credibilidade) e percepção de eficiência e agilidade, o que aumenta a satisfação. Por que os setores financeiro, varejista e de telecomunicações são os mais avançados nesse processo de implementação de IA? Esses setores lideram por três razões principais: pelo volume massivo de interações — a grande base de clientes exige escalabilidade e automação inteligente; pela pressão competitiva — a alta concorrência força inovação constante para manter diferenciais; e pela disponibilidade de dados, já que são setores com riquíssimo histórico de transações e comportamento, ideal para treinar e alimentar modelos preditivos. Que cuidados éticos precisam ser tomados ao desenvolver uma IA humanizada, especialmente em setores sensíveis como o financeiro? Alguns cuidados incluem conformidade regulatória, como a LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais) no Brasil, e a transparência no uso de dados, além de evitar viés algorítmico para garantir que as respostas não discriminem ou excluam perfis de consumidores. Também é essencial a explicabilidade, ou seja, ser capaz de justificar as decisões e recomendações da IA. Segurança e privacidade devem ser asseguradas com criptografia ponta a ponta e controles de acesso rígidos. Outro ponto é a clareza de identidade, deixando claro quando o consumidor está interagindo com uma inteligência artificial. Existe uma regulação ou um senso comum para os limites da humanização da IA? No Brasil, ainda não existe uma lei específica para o “nível de humanização da IA”, mas há boas práticas de mercado e diretrizes globais, como as da Unesco e da União Europeia, que orientam a transparência sobre o uso de IA; a responsabilidade compartilhada entre tecnologia e supervisão humana; e não induzir o cliente ao erro sobre a natureza não-humana da interação. Como a empatia pode ser incorporada em interações feitas por inteligência artificial de forma consistente e escalável? A empatia pode ser aplicada com análise de sentimentos em tempo real, ajustando tom e ritmo da conversa com bibliotecas de respostas baseadas em linguagem positiva e acolhedora adaptadas ao contexto e com memória contextual para demonstrar que a IA “lembra” interações anteriores. ambém é possível treinar modelos com dados de atendimentos humanos de excelência, replicando boas práticas. Como a IA preditiva pode ser usada para antecipar necessidades sem invadir a privacidade do cliente? Isso pode ser feito com uso de dados anonimizados e agregados, sem expor informações pessoais sensíveis. O ideal é adotar modelagem baseada em padrões de comportamento, e não em dados individuais identificáveis, além de obter consentimento claro para uso das informações, respeitando preferências do cliente. Assim, é possível prever, por exemplo, quando um usuário pode precisar de suporte ou estar pronto para comprar, sem coletar dados além do necessário. De que forma a adaptação de linguagem e tom da IA pode apoiar diversidade e inclusão no atendimento? A adaptação pode ajudar a evitar termos discriminatórios ou excludentes por meio de filtros linguísticos, além de ajustar o registro de linguagem (formal ou informal) conforme o perfil do cliente, respeitando a diversidade cultural e regional. Também é possível garantir acessibilidade para diferentes públicos com suporte multilíngue e multicanal, bem como promover representatividade nos exemplos e ilustrações usados nas interações, de modo que todos se sintam contemplados.
Google Tradutor ganha ferramenta de aprendizado de idiomas; veja como usar

Fonte: CNN Brasil | Seção: Notícias | Imagem: Reprodução Internet | Data: 28/08/2025 Recurso cria cenários para ouvir conversas na língua escolhida e formula dicas para auxiliar na conversação. O Google anunciou que sua ferramenta de tradução, o Tradutor, ganhou uma funcionalidade para auxiliar o aprendizado e a prática de idiomas. O recurso começou a funcionar em versão de teste e permite que o usuário gere um programa personalizado a depender do seu nível de conhecimento e os objetivos. De acordo com a empresa, o aplicativo cria cenários para ouvir conversas no idioma escolhido e formula dicas úteis para auxiliar na conversação. A ferramenta que usa inteligência artificial foi desenvolvida por especialistas com base em estudos recentes sobre o aprendizado de línguas. A plataforma de aprendizado de idiomas ainda não está disponível para todos os usuários do Tradutor e o Google não informou quando o recurso será implementado em todos os dispositivos. A versão de teste foi disponibilizada para falantes de inglês que praticam espanhol e francês, e para falantes de espanhol, francês e português que praticam inglês. Veja como aprender idiomas no Tradutor Tradução simultânea O Google também anunciou que o Tradutor também recebeu a função de tradução simultânea de conversas em tempo real em mais de 70 idiomas. A ferramenta que já estava em uso no aplicativo de chamadas de vídeo da empresa, o Meet, disponibiliza a transcrição dos diálogos nos dois idiomas no dispositivo e reproduz a tradução em voz alta. Veja como usar a ferramenta

