Nem 21 °C, nem 24 °C: a temperatura ideal do ar-condicionado para gastar menos luz

Fonte: TudoGostoso | Seção: Notícias | Imagem: Reprodução Internet/Freepik | Data: 04/01/2026

Ajustar o termostato corretamente pode representar uma economia significativa ao final do mês.

Com a chegada do verão, o ar-condicionado deixa de ser luxo e passa a ser item de sobrevivência em muitas casas. O problema é que, junto com o alívio do calor, vem o susto na conta de luz.

Muita gente acredita que programar o aparelho em 21 °C ou 22 °C é a melhor forma de resfriar o ambiente mais rápido, enquanto outros apostam nos “clássicos” 24 °C como solução equilibrada.

Mas especialistas em eficiência energética alertam: nenhuma dessas temperaturas é a mais econômica.

A faixa que equilibra conforto e economia

De acordo com análises de eficiência energética e orientações de técnicos em climatização, a temperatura mais indicada para economizar energia no ar-condicionado fica entre 25 °C e 26 °C.

Essa faixa é suficiente para reduzir a sensação de calor na maioria dos ambientes residenciais e, ao mesmo tempo, diminuir o esforço do compressor.

O motivo é simples: quanto maior a diferença entre a temperatura externa e a temperatura programada no aparelho, maior será o consumo de eletricidade.

Em dias de calor intenso, com termômetros acima dos 35 °C, ajustar o ar para valores muito baixos exige funcionamento contínuo e prolongado, o que pesa diretamente na conta de luz.

Por que 21 °C ou 22 °C fazem o gasto disparar

Programar o ar-condicionado em temperaturas muito baixas não significa resfriar o ambiente mais rápido. Na prática, o equipamento trabalha no limite por mais tempo, tentando alcançar um valor que muitas vezes é desnecessário para o conforto humano.

Além do maior consumo, esse uso contínuo acelera o desgaste do compressor e reduz a vida útil do aparelho. Mesmo os 24 °C, que parecem uma escolha intermediária, ainda exigem mais esforço do sistema do que a faixa recomendada, sobretudo em casas com pouca ventilação natural ou grande incidência de sol.

Outro ponto importante é que o corpo humano não precisa de ambientes excessivamente frios para se sentir confortável. Muitas vezes, a sensação de abafamento está mais ligada à umidade do ar do que à temperatura em si.

Umidade, ventilação e tipo de equipamento fazem diferença

Em regiões mais úmidas, baixar demais a temperatura não resolve o desconforto. Nesses casos, especialistas recomendam utilizar o modo Dry (desumidificação), que reduz a umidade do ambiente sem resfriar excessivamente o espaço, melhorando a sensação térmica com menor gasto energético.

Outra estratégia eficiente é combinar o ar-condicionado ajustado entre 25 °C e 26 °C com ventiladores de teto ou de coluna. O movimento do ar potencializa a sensação de frescor e permite manter o termostato em temperaturas mais altas sem perda de conforto.

O tipo de aparelho também influencia. Equipamentos com tecnologia Inverter são mais eficientes quando mantêm uma temperatura estável, pois ajustam a potência gradualmente. 

Hábitos simples que reduzem o consumo

Além de ajustar corretamente a temperatura, algumas práticas fazem diferença real no gasto mensal de energia. Entre as principais recomendações dos especialistas estão:

  • Ajustar o ar-condicionado entre 25 °C e 26 °C sempre que possível
  • Manter portas, janelas e cortinas fechadas nos horários de maior calor
  • Limpar os filtros do aparelho a cada 15 ou 20 dias
  • Utilizar o modo Sleep durante a noite
  • Evitar fontes internas de calor, como forno, ferro de passar e luzes desnecessárias

Essas medidas, quando aplicadas em conjunto, podem reduzir o consumo do ar-condicionado em 20% a 30% ao longo do verão, segundo estimativas de técnicos do setor energético.

Conforto térmico não é gelar ao máximo

Um erro comum é associar conforto a temperaturas muito baixas. Na realidade, o corpo se adapta melhor a ambientes levemente frescos, especialmente quando há circulação de ar e controle da umidade. 

Outro ponto relevante é a regularidade. Ligar e desligar o ar constantemente ou mudar o termostato o tempo todo gera picos de consumo.

O ideal é escolher a faixa correta e manter o aparelho funcionando de forma contínua e moderada.