Imagine ter que decorar centenas de melodias apenas ouvindo-as, sem nenhum papel para registrar as notas. Era assim que funcionava a música antes de Guido d’Arezzo, um monge beneditino que revolucionou a forma como o mundo entende o som.
O Nascimento do Pentagrama
Além de dar nome às notas, Guido percebeu que precisava de uma forma visual para indicar a altura dos sons. Ele começou a usar linhas coloridas para separar os sons graves dos agudos, o que evoluiu para o nosso atual pentagrama (as cinco linhas da partitura).
Do “Ut” ao “Dó”
Curiosamente, a primeira nota não se chamava Dó, mas sim Ut. A mudança ocorreu séculos depois, pois “Ut” era uma sílaba difícil de cantar por terminar em consoante. O nome “Dó” veio provavelmente de Dominus (Senhor), facilitando a emissão da voz e a abertura da boca dos cantores.
Conhecer a origem das notas nos faz perceber que o Coral AAPBB é herdeiro de uma tecnologia milenar de comunicação e arte. Cada ensaio nosso é uma continuação dessa história!






