No dia 04 de janeiro, o Brasil celebra o Dia do Hemofílico. A data foi escolhida em homenagem ao cartunista Henfil, símbolo da luta pelos direitos das pessoas com hemofilia no país. Embora seja uma doença frequentemente diagnosticada na infância, a gestão da hemofilia acompanha o paciente por toda a vida e ganha novos contornos na maturidade.
O Que é a Hemofilia?
É um distúrbio na coagulação do sangue. Quando cortamos o dedo, por exemplo, o corpo envia proteínas (fatores de coagulação) para estancar o sangue. O hemofílico tem deficiência desses fatores, o que torna os sangramentos mais duradouros e perigosos, podendo ocorrer inclusive internamente.
A Hemofilia na Pessoa Idosa
Graças aos avanços da medicina, a expectativa de vida das pessoas com hemofilia aumentou significativamente. Hoje, temos uma geração de idosos convivendo com a doença. Os desafios principais nessa fase são:
1 – Artropatia Hemofílica: O desgaste das articulações (joelhos, tornozelos) causado por sangramentos antigos pode gerar dores crônicas e limitar a mobilidade, exigindo fisioterapia constante.
2 – Comorbidades: O tratamento da hemofilia precisa ser harmonizado com remédios para pressão, diabetes ou coração, exigindo um acompanhamento médico rigoroso para evitar interações medicamentosas.
3 – Hemofilia Adquirida: Embora rara, existe uma forma da doença que pode surgir repentinamente em idosos devido a uma reação autoimune.
A AAPBB reforça: preste atenção aos sinais do seu corpo. Manchas roxas sem motivo aparente ou inchaços nas articulações devem ser investigados. Viver com hemofilia é, acima de tudo, viver com autocuidado.






