Butantan recruta idosos para ensaio clínico da vacina da dengue

Fonte: Agência Brasil EBC | Seção: Notícias | Imagem: Reprodução Internet/Freepik | Data: 13/01/2026 Flávia Albuquerque – Repórter da Agência Brasil O Instituto Butantan está recrutando, a partir desta terça-feira (13), 767 voluntários de 60 a 79 anos para ensaios clínicos com a sua vacina da dengue, a Butantan-D. Os testes serão realizados ao longo do ano em quatro centros de pesquisa em Porto Alegre e Pelotas (RS) e um em Curitiba (PR). Participam ainda, 230 adultos de 40 a 59 anos como grupo controle em cinco centros de pesquisa no RS e PR. Os 997 participantes do sexo masculino ou feminino, precisam estar saudáveis ou com comorbidades controladas. Será feito um sorteio entre os idosos para receber a vacina (690 participantes) ou o placebo (77 participantes), enquanto os 230 adultos (de 40 a 59 anos) receberão a vacina, sem sorteio para grupo placebo. Segundo o Instituto Butantan, o objetivo dessa fase do estudo é avaliar a segurança e comparar a resposta imunológica por meio de testes laboratoriais para entender se a produção de anticorpos dos participantes idosos é semelhante à do grupo adulto já acompanhado nos estudos anteriores da Butantan-DV. O recrutamento começa no Hospital São Lucas da Pontifícia Universidade do Rio Grande do Sul (PUCRS), em Porto Alegre (RS) e os interessados em participar podem se inscrever ao preencher um questionário. Em seguida, as inscrições ocorrerão nos outros quatro centros: o Hospital Moinhos de Vento e o Núcleo de Pesquisa Clínica do Rio Grande do Sul (PUCRS), ambos na capital gaúcha; o Hospital Escola da Universidade Federal de Pelotas (HEUFPEL/Ebserh), em Pelotas (RS); e o Serviço de Infectologia e Controle de Infecção Hospitalar de Curitiba (PR). “A faixa etária de maiores de 60 anos está entre as mais impactadas pela morbidade da dengue, por isso consideramos de suma importância que tal faixa etária tenha a oportunidade de se proteger através da vacinação. Este é o objetivo primordial deste estudo: garantir a segurança para que pessoas entre 60 e 79 anos possam receber a Butantan-DV”, afirmou a diretora médica do Butantan, Fernanda Boulos. De acordo com o gestor médico de desenvolvimento clínico do Butantan Érique Miranda, a maioria dos participantes da pesquisa terá que fazer apenas quatro visitas ao centro durante o estudo. A ideia é fazer um estudo ‘enxuto’ para facilitar a participação das pessoas. “A primeira visita já para tomar a vacina, com retorno em 22 dias; depois em 42 dias; e um ano depois da vacinação para coleta de sangue. Inicialmente 56 idosos terão que fazer mais visitas para coleta de exames de viremia. É um estudo enxuto para facilitar a participação das pessoas”, explicou. Miranda destacou que o Paraná e o Rio Grande do Sul foram escolhidos para o teste por serem centros de baixa prevalência de casos de dengue, com 5 a 10% de casos e que teria uma soroprevalência de até 20%, sendo um bom controle. Também foram avaliadas as possibilidades de incluir regiões com grande parte da população já expostas à dengue, como Recife (PE), Salvador (BA), Rio de Janeiro (RJ) e Natal (RN). Entretanto, os resultados poderiam influenciar os resultados pela presença de anticorpos da doença no sangue. A vacina A Butantan-DV foi aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em 26 de novembro de 2025 para ser utilizada na população brasileira de 12 a 59 anos. Com dose única, o imunizante foi incorporado ao Programa Nacional de Imunizações (PNI) e o Ministério da Saúde já adquiriu as primeiras 1,3 milhão de doses fabricadas pelo Butantan. Elas serão destinadas a agentes de saúde e a pessoas com 59 anos, com expansão gradual para as demais faixas etárias até chegar ao público de 15 anos. Uma parte dessas doses será aplicada pelo SUS, a partir de 17 de janeiro, nas cidades de Maranguape (CE) e Nova Lima (MG), e Botucatu (SP), na população entre 15 e 59 anos. A estratégia visa avaliar os resultados da vacinação em massa da população desses municípios. O objetivo é vacinar pelo menos 50% dos moradores. “Vários estudiosos apontam a possibilidade de uma alta capacidade de controle da infecção e do quadro epidêmico da dengue se a gente chegar entre 40% e 50% da população vacinada. Vamos começar a vacinação nessas cidades para acompanhar o impacto que isso tem nessas cidades. Vamos acompanhar isso por um período de anos para avaliar aquilo que pode ser uma parte importante da estratégia do resultado da aceleração da vacinação no país”, explicou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, durante cerimônia de assinatura de contrato para compra de vacina da dengue do Butantan, em dezembro do ano passado. Os ensaios clínicos da Butantan-DV foram encerrados em junho de 2024, quando o último participante completou 5 anos de acompanhamento e os dados mostram 79,6% de eficácia geral para prevenir casos de dengue sintomática. Os resultados mostram uma proteção de 89% contra dengue grave e dengue com sinais de alarme. A vacina mostrou 74,7% de eficácia geral e 91,6% de eficácia contra dengue grave e com sinais de alarme no público de 12 a 59 anos. Dengue A dengue é uma doença causada por um vírus que é transmitido pelo mosquito Aedes aegypti. Os sintomas mais comuns da doença são febre alta, dor atrás dos olhos, dor no corpo, manchas avermelhadas na pele, coceira, náuseas e dores musculares e articulares. Uma das principais formas de prevenção da doença é o combate ao mosquito transmissor. Isso pode ser feito eliminando água parada ou objetos que acumulem água como pratos de plantas ou pneus usados.

Seu psicólogo é de carne e osso — mas pode estar usando IA na terapia: entenda os riscos

Fonte: BBC Brasil | Seção: Notícias | Imagem: Reprodução Internet/Freepik | Data: 12/12/2025 Fazer terapia com um chatbot pode não ser uma boa ideia por uma série de motivos, como muitos especialistas têm alertado. Mas e quando os próprios terapeutas passam a usar inteligência artificial generativa, como ChatGPT e Gemini, para auxiliar em suas tarefas, seja para transcrição de sessões ou até discutir casos? Empresas já estão oferecendo esse serviço aos profissionais. Há ferramentas para transcrição de sessões, sugestões de análise técnica, evolução do paciente, supervisão e sugestões de abordagens. “Você ainda perde tempo escrevendo resumo de sessão?”, diz o anúncio de uma dessas ferramentas, no Instagram, a PsicoAI. Outra plataforma, a PsiDigital, promete automatização de relatórios e laudos, criação de página de divulgação personalizada e até “sugestões de intervenção baseadas nos principais autores de cada abordagem terapêutica.” (veja entrevista com criador da plataforma abaixo) As empresas dizem que essas tecnologias não devem substituir os profissionais, mas apoiá-los. A adesão profissional é uma realidade. A BBC News Brasil procurou 50 psicólogos nas redes sociais e questionou se eles fazem uso de algum tipo de IA no trabalho. Dos que responderam, dez confirmaram que fazem uso da tecnologia para tarefas como transcrições de sessões de terapia e resumos. O uso de IA entre estes profissionais não é proibido. Em julho, o Conselho Federal de Psicologia (CFP) reconheceu que o uso “já vem sendo incorporado ao cotidiano em múltiplos contextos de atuação” e ressaltou a necessidade da supervisão crítica e discernimento ético, mas sem restrições específicas. E diz que cabe a cada profissional a avaliação de limites e riscos dessas ferramentas. Psicólogos testam usos com consentimento de paciente Maísa Brum é psicóloga especializada em avaliação neuropsicológica. Seu trabalho envolve realizar longas entrevistas com pacientes, coletar dados e depois produzir laudos técnicos com essas informações. Por algum tempo, ela terceirizou essa tarefa de transformar anotações em um documento técnico para um estagiário. Mas logo percebeu que os textos chegavam sempre com um mesmo padrão, “pouco humanizados” e, ao questioná-lo, descobriu que ele estava usando o ChatGPT para a tarefa. “O laudo tem sempre uma sequência, com descrição dos dados, objetivo da avaliação, testes que foram aplicados. É um esqueleto técnico”, explica. Foi aí que ela decidiu aprender mais sobre a tecnologia. Fez alguns cursos e então incorporou algumas dessas ferramentas em parte de suas tarefas. Hoje ela usa um gravador com IA embutida, que transcreve as entrevistas com os pacientes e devolve já com uma linha do tempo dos fatos e informações no formato necessário para escrever o laudo, que depois é revisado manualmente. Um formulário de consentimento é dado a cada paciente para que saibam que estão sendo gravados com a tecnologia. “Tem sido muito útil e facilitado bastante a minha vida de escrita”, afirmou, destacando que apaga os arquivos após uso para evitar armazenamento externo. Maísa diz que o recurso serve apenas como apoio, não como ferramenta diagnóstica. “Minha grande preocupação é no uso inadequado da IA para terceirizar o pensamento crítico e o raciocínio clínico”. Eduardo Araújo, psicólogo e professor universitário, diz que tem usado IA para análise e organização de dados, mas não diretamente com pacientes e sim em pesquisas, como fez em seu mestrado na área. Ele fez um experimento com o ChatGPT, quando analisava dados em uma tabela com centenas de pacientes. O objetivo do estudo era identificar a influência de experiências traumáticas em crianças e adolescentes, a partir de uma lista com dados de mais de 500 pacientes, de forma anonimizada. “Para esse tipo de tarefa, de análise de dados, acaba sendo muito útil.” Araújo avalia que é preciso ter cautela com ferramentas que prometem ajudar com diagnóstico. Ele diz que a tecnologia acelera tarefas burocráticas, mas nunca deve formular hipóteses diagnósticas no lugar do profissional. “Quando você pesquisa algum sintoma na internet, se levar a sério o que vem de resultado, você acha que vai morrer. Com a IA não é diferente: se você coloca algum sintoma, a resposta me dá uma gravidade diferente daquilo que se perceberia na clínica, em contato com a pessoa.” ‘A psicologia não vai ser substituída, mas pode mudar’ A psicóloga Patrícia Mourão De Biase disse à BBC News Brasil que entrou em contato com IA por curiosidade, principalmente com o boom de informação sobre o tema que recebeu neste ano. “Temos a opção de sermos atropelados ou entender o que está acontecendo e caminhar junto”, diz ela. De Biase diz que, desde a pandemia, tem havido mais flexibilização entre psicólogos no uso de tecnologias, principalmente em relação ao atendimento remoto de pacientes. “Ficamos mais flexíveis para entender esses movimentos da tecnologia. A categoria sempre foi mais quadradinha nesse sentido, mas precisou se adaptar. Vejo ainda muitos colegas se esquivando da IA.” De Biase, que presta serviço para empresas e também atende em consultório, diz que tem utilizado a ferramenta para automatizar tarefas burocráticas e também para criar novos conteúdos para suas sessões. “Crio enquetes e passo tarefas de casa para os pacientes. Isso refresca a conexão entre uma sessão e outra.” Ela diz que a IA também tem sido usar para “pensar junto” com os psicólogos. “Quando acaba a sessão, colocamos conteúdo e a própria IA diz: poderia abordar por aqui, por ali. Não tenho preconceito com isso, embora eu não use no dia a dia.” Outra tarefa que se tornou comum é a de transcrição e transformação das sessões em prontuário, que depois são revisados de forma manual. “É importante que os pacientes estejam de acordo, que assinem um documento. Mas até hoje ninguém recusou”, diz. A psicóloga avalia que a tecnologia não vai substituir a profissão. “Tem gente que não sabe nem o que perguntar ao ChatGPT. Ele é bom? Sim, pode ajudar em algo pontual, em um momento de ansiedade, de angústia. Mas se não aprendemos direito a perguntar, provavelmente ele não vai entregar. Nada precisa jogar fora. Pegue o que o chat disse e depois leve para a sessão, converse com o terapeuta sobe isso.” “Gerenciar o tempo é padrão ouro para todos. e a IA

Teste é capaz de prever risco de queda de idosos 6 meses antes

Fonte: Agência Brasil EBC | Seção: Notícias | Imagem: Reprodução Internet | Data: 14/01/2025 Meta é fazer exame de equilíbrio e mobilidade em consulta, diz estudo Elaine Patricia Cruz – Repórter da Agência Brasil Cair de escadas ou de telhados, tropeçar nas ruas ou cair da própria altura. As quedas entre idosos são comuns e uma das principais causas de morte dessa faixa etária. Elas são um grave problema de saúde pública, podendo levar a ferimentos e fraturas sem maiores consequências e, em alguns casos, podendo reduzir a mobilidade ou até provocar a morte. Para evitar essas quedas, recomenda-se que os idosos realizem anualmente testes de equilíbrio e de mobilidade em suas consultas de rotina. Em geral, esses testes consistem em que a pessoa idosa permaneça por 10 segundos em ao menos uma dessas posições: com os pés paralelos (bipodal), com os pés ligeiramente à frente do outro (semi-tandem), com um pé na frente do outro (tandem) ou equilibrado em um pé só (unipodal). No entanto, um estudo realizado pelo Laboratório de Avaliação e Reabilitação do Equilíbrio (L.A.R.E.) da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de são Paulo (FMRP-USP) e publicado recentemente na revista BMC Geriatrics, apontou que ficar 10 segundos em uma dessas posturas é um tempo muito pequeno para identificar problemas de equilíbrio ou de mobilidade. “A eficácia desse teste para identificar problemas iniciais de equilíbrio e prever quedas futuras ainda era incerta, principalmente porque 10 segundos podem ser insuficientes para uma avaliação completa”, disse Daniela Cristina Carvalho de Abreu, coordenadora do Laboratório de Avaliação e Reabilitação do Equilíbrio (L.A.R.E.) da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FMRP-USP) e do Ambulatório Assistencial de Distúrbios do Equilíbrio do Centro de Reabilitação do Hospital das Clínicas da FMRP-USP, em entrevista à Agência Brasil. O estudo realizado entre 2015 e 2019 e apoiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), foi realizado com 153 pessoas entre 60 e 89 anos, residentes nas cidades de Ribeirão Preto, São Paulo e região. Ele apontou que o teste pode ser mais efetivo quando o indivíduo consegue ficar em apenas duas das posições mais desafiadoras (tandem ou unipodal) e por 30 segundos em cada uma delas. O estudo Os voluntários foram avaliados por um período de seis meses, fazendo tanto testes convencionais quanto os com o tempo ampliado. Quando essa amostra foi dividida entre os que caíram e os que não caíram seis meses após os testes, os pesquisadores observaram que o grupo que sofreu queda foi capaz de permanecer na posição unipodal por um tempo médio de 10,4 segundos e, na segunda posição tandem por 17,5 segundos, tempo superior aos 10 segundos com que ele é feito atualmente. Isso indicaria, segundo os pesquisadores, que os testes atuais são insuficientes para prever quedas futuras. Já os voluntários que não caíram conseguiram se manter na posição unipodal por 17,2 segundos e na tandem por 24,8 segundos. “O estudo demonstrou que o Teste de Equilíbrio [que estamos propondo] é eficaz na previsão de quedas nos próximos seis meses, sendo uma ferramenta valiosa para o rastreio do risco de quedas em idosos. Sua inclusão anual na Atenção Básica é recomendada, pois permite identificar idosos em risco, o que é fundamental para a escolha e o manejo das intervenções adequadas”, falou a coordenadora. Segundo ela, os resultados do estudo indicaram que esse teste pode ser realizado em apenas duas posições (tandem e unipodal), com tempo de 30 segundos para cada uma. “Recomendamos que cada posição seja repetida pelo menos uma vez, para que o idoso se familiarize com o teste. Essa redução no tempo de execução permite incluir outros testes, como o de velocidade de marcha, o que fortaleceria a predição do risco de quedas futuras”, disse a coordenadora. Como esse teste é simples e de baixo custo, ele poderia facilmente ser incluído na Atenção Básica e em consultas com especialistas ajudando a prever e prevenir quedas futuras, defendeu a pesquisadora. “O teste de equilíbrio proposto é simples e pode ser realizado em apenas duas posições, em espaços pequenos e sem a necessidade de equipamentos especializados. Ele requer apenas uma capacitação básica da equipe de saúde, podendo ser executado por qualquer profissional. Dessa forma, a implementação do teste na Atenção Básica e em outros serviços de saúde voltados para a população idosa não apresenta grandes barreiras, bastando incluí-lo no rastreio anual obrigatório para idosos. A partir desse rastreio, a estratificação do risco de quedas (baixo, moderado e alto) pode ser feita, permitindo a adoção de medidas preventivas que evitem as quedas, promovam o envelhecimento saudável e reduzam os custos com o tratamento das lesões decorrentes das quedas”, disse ela. É importante ressaltar que estes testes de equilíbrio, tanto o que funciona atualmente quanto o que está sendo proposto pelos pesquisadores, são apenas uma triagem. O estudo destaca que, além deles, seria ainda preciso fazer avaliações mais detalhadas para entender se o desequilíbrio está associado a fraqueza muscular, comprometimento sensorial ou problemas articulares, entre outros.

Ajuda funcionamento intestinal e aumenta saciedade: benefícios do pão sírio

Fonte: UOL| Seção: Notícias | Imagem: Reprodução Internet/UOL Data: 25/11/2024 O pão sírio, também chamado de pão árabe ou pita, é bastante consumido em países do Oriente Médio, mas conquistou popularidade no Brasil, onde passou a ser utilizado como acompanhamento em pratos como falafel, shawarma, homus e kebab. O pão é composto principalmente por carboidratos provenientes da farinha de trigo. Também contém proteínas fornecidas pelo trigo e vitaminas do complexo B, como tiamina e niacina. A seguir, veja detalhes sobre os benefícios do consumo de pão sírio à saúde, formas de consumo e se há contraindicaçõe Auxilia na digestãoO pão sírio feito com farinha integral oferece uma quantidade significativa de fibras alimentares, essenciais para a saúde digestiva. Elas aumentam o volume das fezes, o que facilita a passagem dos alimentos pelo trato intestinal. Isso ajuda a prevenir a constipação e a manter o funcionamento regular do intestino Contribui com o controle de pesoPode ser uma alternativa interessante para quem deseja controlar o peso, principalmente na versão integral. Isso ocorre porque ele é rico em fibras, que ajudam a promover a sensação de saciedade, reduzindo a fome e diminuindo a ingestão de alimentos. É benéfico para quem tem diabetesO pão sírio pode ser incluído na dieta de pessoas com diabetes, desde que consumido com moderação e, de preferência, na versão integral, que possui um índice glicêmico mais baixo em comparação com o pão branco. Isso significa que ele causa um aumento mais gradual nos níveis de glicose no sangue, evitando picos de glicemia. Além disso, ao ser combinado com proteínas ou gorduras saudáveis, o pão sírio pode desacelerar a absorção de açúcar, contribuindo para uma digestão mais lenta e promovendo saciedade. Dessa forma, é benéfico para o controle do apetite e ajuda no gerenciamento do diabetes. Faz bem para os ossosQuando feito com farinha integral, o pão sírio pode fornecer minerais como cálcio, magnésio e fósforo, que são importantes para a saúde óssea. Esses nutrientes ajudam na manutenção da estrutura óssea e na prevenção de doenças como a osteoporose. Reforça a imunidadeEle contém vitaminas e minerais que auxiliam no fortalecimento do sistema imunológico. Nutrientes como vitamina B e zinco, presentes na farinha integral, melhoram as funções do sistema imunológico, tornando o corpo mais resistente a infecções e doenças. Controla o colesterolAs fibras solúveis presentes no pão sírio integral podem auxiliar na redução dos níveis de colesterol LDL (considerado”ruim”) no sangue. Elas se ligam ao colesterol e facilitam sua eliminação do corpo, contribuindo para a redução do risco de doenças cardiovasculares, como infarto e AVC (acidente vascular cerebral). Continua após a publicidadeFornece energiaO pão sírio integral é uma fonte de carboidratos complexos, que fornecem energia de forma gradual e estável. Ao contrário de carboidratos simples, que causam picos de glicose, os carboidratos complexos mantêm os níveis de energia equilibrados ao longo do dia, sendo uma opção nutritiva para quem precisa de energia para as atividades diárias. Contribui para a saúde do coraçãoÉ benéfico para a saúde cardiovascular por conta das fibras e antioxidantes. Esses nutrientes auxiliam na redução da pressão arterial e dos níveis de colesterol “ruim”, fatores de risco para problemas cardiovasculares. Quantidade recomendadaO pão sírio pode ser incluído em uma refeição balanceada, acompanhando fontes de proteínas, vegetais e gorduras saudáveis. De maneira geral, uma unidade média é adequada para completar uma refeição. Riscos e contraindicaçõesEmbora o pão sírio ofereça vários benefícios à saúde, há alguns riscos e contraindicações a serem considerados. Entre os grupos que devem evitar o consumo, estão: Celíacos: o pão sírio tradicional contém glúten, o que o torna inadequado para pessoas com doença celíaca, que não podem consumir alimentos que contenham essa proteína. Hipertensos: algumas versões industrializadas do pão sírio podem ter alto teor de sódio, o que pode ser prejudicial para pessoas com hipertensão, aumentando o risco de complicações cardiovasculares. Alérgicos: pessoas com alergias alimentares a componentes como soja, leite ou trigo também podem ser afetadas, dependendo dos ingredientes específicos usados na produção do pão. Pessoas com doenças renais: quem tem problemas nos rins precisa evitar o consumo de alimentos com alto teor de sódio, o que pode ocorrer em versões industrializadas do pão sírio. Como consumir?O pão sírio pode ser consumido de diversas formas, como: Em sanduíches com proteínas, vegetais e molhos; Combina com sopas, saladas e pratos árabes, como shawarma; Pode ser servido como torrada com pastas como homus ou guacamole; Em substituição da massa tradicional da pizza; Em lanches com geleia ou manteiga de amendoim;