Golpes online e seus filhos: como proteger crianças e adolescentes sem drama

Conversas simples e algumas regras combinadas podem ajudar crianças e adolescentes a reconhecer golpes, evitar riscos e usar a internet com mais segurança. Fonte: Blog BB | Seção: Notícias | Imagem: Reprodução Internet/pexels | Data: 16/09/2026 Nossos pais aprenderam a usar a internet já adultos. Nossos filhos, não. Eles crescem com uma tela nas mãos antes mesmo de aprenderem a ler. E aí nasce um engano comum: acreditar que, por serem “nativos digitais”, crianças e adolescentes conseguem se proteger sozinhos. Mas é preciso cuidado. Saber usar um celular não é o mesmo que reconhecer um golpe online. Muitas vezes acontece justamente o contrário: a familiaridade com a tela pode reduzir a desconfiança. A criança clica sem pensar; o adolescente confia demais em alguém que conhece apenas pela internet. É possível lidar com isso sem transformar a rotina em um interrogatório e sem proibir tudo. O caminho é conversar de acordo com a maturidade de cada filho. O que funciona para uma criança pequena não necessariamente funciona para um adolescente, e vice-versa. Nas orientações abaixo, separamos dicas para crianças e adolescentes. Você conhece seus filhos e saberá quais delas fazem mais sentido para sua realidade. Golpistas se disfarçam o tempo todo. Usam personagens de desenho, marcas conhecidas, logos de jogos famosos e fotos atraentes em perfis falsos. Mas aparência não é garantia de confiança. Crianças Adolescentes Se fosse preciso destacar apenas uma dica, seria esta. Ao contrário dos adultos, crianças e adolescentes podem esconder um problema por medo de punição, vergonha ou receio de perder o acesso ao celular. E é justamente nesse silêncio que muitos golpes crescem. O combinado deve ser simples e repetido com frequência: se algo estranho acontecer, conte para um adulto de confiança imediatamente. Quanto mais rápido a situação for identificada, menor tende a ser o prejuízo. Crianças “Se aparecer algo estranho ou alguém pedir sua senha, venha me contar. Mesmo que você já tenha clicado, eu vou ajudar você a resolver.” Adolescentes “Se você cair em um golpe, enviar algo sem querer ou receber uma ameaça, me procure primeiro. Vamos resolver juntos.” A internet está cheia de recursos capazes de alterar imagens, vozes e vídeos. Hoje é possível simular falas e criar conteúdos muito convincentes usando inteligência artificial. Por isso, a primeira regra é simples: nem tudo que aparece na tela deve ser aceito como verdadeiro. Existe outro cuidado importante. Às vezes o vídeo é real e foi realmente publicado por um influenciador conhecido, mas ainda assim pode direcionar para um site suspeito ou uma oferta duvidosa. Crianças Adolescentes Muitos golpes online chegam por meio de um clique aparentemente inofensivo: um jogo pirata, um aplicativo milagroso ou um link enviado por mensagem. Crianças Adolescentes Crianças e adolescentes costumam compartilhar senhas com colegas sem perceber os riscos envolvidos. Crianças Adolescentes Esse é um dos temas mais delicados, especialmente durante a adolescência.Pessoas mal-intencionadas podem se apresentar como crianças, fãs ou amigos de amigos para conquistar confiança. Crianças Adolescentes Quando uma tela exibe uma promoção tentadora, ninguém lembra de uma explicação longa. Regras claras costumam funcionar melhor. Para as crianças Para os adolescentes Tudo isso funciona melhor como cuidado do que como vigilância. O objetivo não é espionar, e sim ensinar. A pressa entrega quase todo golpe Se existe algo que muitos golpistas têm em comum, é a tentativa de criar urgência. “Oferta por tempo limitado”, “sua conta será bloqueada” ou “responda imediatamente” são exemplos de mensagens usadas para estimular decisões impulsivas. Ensinar crianças e adolescentes a identificar esse tipo de pressão é uma habilidade valiosa para a vida toda. Quando alguém apressa uma decisão, vale parar, respirar, conferir as informações e pedir orientação a alguém de confiança. No fim, conversar é a melhor proteção Nenhuma ferramenta de controle parental substitui uma boa conversa. Filtros e bloqueios podem ajudar, mas a tecnologia muda rapidamente e os jovens aprendem novos caminhos todos os dias. O que realmente faz diferença é construir um ambiente em que crianças e adolescentes se sintam confortáveis para conversar sobre o que veem na internet. Sem drama, sem ameaças e sem castigos. Quanto mais eles souberem que podem contar com você, mais preparados estarão para reconhecer riscos e tomar decisões seguras no mundo digital.
Por que a matemática é tão difícil de ensinar e de aprender?

Fonte: CNN Brasil | Seção: Notícias | Imagem: Reprodução Internet/pexels | Data: 15/09/2026 Em uma roda de conversa, pergunte a um adulto qualquer se ele era bom em matemática na escola. Boa parte vai responder que não — e alguns dirão isso até com certo orgulho. Mas ninguém costuma dizer que nunca aprendeu a ler direito. Então, por que não saber matemática parece tão normal? Divulgados na última terça-feira (8), os resultados do Pisa 2025, avaliação internacional de estudantes coordenada pela OCDE, ajudam a transformar essa impressão em dados. O Brasil somou 377 pontos em matemática, sua pior área entre as três avaliadas. O desempenho em matemática mudou pouco nos últimos dez anos. Enquanto o Brasil ficou praticamente parado, a média dos membros da OCDE caiu 22 pontos no mesmo período. Não houve melhora, portanto — apenas deixamos de perder terreno, e o país ainda ocupa a 71ª posição entre as economias avaliadas. Se a queda atravessa países ricos e pobres, a pergunta deixa de ser por que o Brasil vai mal em matemática. Passa a ser outra: o que essa disciplina tem de diferente, que a torna tão mais difícil de ensinar do que as demais? Ouvidas pelo CNN Brasil, duas organizações que trabalham com estudantes da rede pública brasileira buscaram responder a essa pergunta, a partir de escalas bem diferentes de atuação. Apesar das diferenças, as duas chegam a uma conclusão parecida: matemática é a matéria que mais depende dos conteúdos que ficaram pelo caminho. Onde os conteúdos de matemática começam a se perder? O tamanho do problema aparece cedo na vida escolar. Segundo Patricia Borges, gerente de impacto do Instituto Sol, em São Paulo, a proporção de alunos da rede pública com aprendizagem adequada em matemática despenca de 50,6% no 5º ano para 18,8% no 9º. Os dados são de estudo do Todos Pela Educação com base no Saeb, avaliação nacional aplicada pelo Inep. Parte da explicação está na própria estrutura da disciplina. Mateus Moratorio, gerente de educação do Instituto Sonho Grande, lembra que alguns conhecimentos servem de base para o resto — como contar e entender o sistema de numeração decimal. Quando essa base não se firma, os conteúdos seguintes começam a ficar mais difíceis. Sem uma base consolidada, o estudante avança formalmente de ano, mas a distância entre a trajetória curricular esperada e a aprendizagem real vai aumentando. Quem chega ao 8º ano ainda com dificuldade em divisão e frações, explica Borges, pode travar quando aparecem equações e notação científica. A matemática também cobra uma habilidade que parecia ser de outra disciplina. Como boa parte dos exercícios chega em forma de problema escrito, dificuldades de leitura e interpretação já pesam antes da primeira conta, observa Borges: o aluno se perde no enunciado e não consegue identificar o que está sendo pedido. Há, por fim, um componente afetivo que não pode ser desprezado. Moratorio observa que muitos alunos acumulam experiências negativas com a matéria, que acabam virando um obstáculo. Borges vê algo parecido: mesmo jovens de alto potencial acadêmico chegam com receio de errar e transformam uma dificuldade pontual na conclusão de que não levam jeito para a matéria. O que a escola precisaria fazer de diferente? O desafio aparece na prática quando todos os alunos estão na mesma sala, mas não estão no mesmo ponto. No diagnóstico de entrada de 2026 do Instituto Sol, 765 estudantes do mesmo ano escolar pontuaram entre 93 e 389 pontos. É uma diferença grande demais para uma aula só, no mesmo ritmo, dar conta de todos. As duas instituições apontam caminhos parecidos: primeiro, descobrir o que cada aluno ainda não sabe; depois, reorganizar temporariamente os grupos de acordo com as dificuldades. Moratorio sugere recursos como materiais concretos e até a calculadora para quem ainda se enrola nas operações básicas. É nesse ponto que a tecnologia pode entrar — não para substituir o professor, mas para ajudá-lo a chegar onde é mais necessário. No Instituto Sol, conteúdos enviados por WhatsApp e um tutor de inteligência artificial ajudam a personalizar o apoio. A automação do diagnóstico também libera tempo do professor para o que realmente importa: a intervenção pedagógica. Mas nenhuma solução funciona na base do esforço individual de quem está em sala de aula. Borges é direta: “a recomposição precisa ser uma estratégia da escola, com organização, tempo e ferramentas adequadas, e não depender apenas do esforço individual do professor”. Moratorio acrescenta a formação docente e a análise dos erros dos alunos como parte desse caminho. A lacuna, ressalva Moratorio, não impede o estudante de aprender e progredir: identificar o que ele não aprendeu e criar as condições para que aprenda é justamente o trabalho. Borges busca uma mudança de perspectiva — fazer o estudante passar de um “não consigo aprender” para um “ainda não aprendi”, o que aumenta a confiança e a disposição para persistir.
ECA digital e julgamento nos EUA contribuem para internet mais segura

Fonte: EBC Brasil | Seção: Notícias | Imagem: Reprodução Internet/Freepik | Data: 29/03/2026 Ações beneficiam crianças e adolescentes no Brasil e no exterior Gilberto Costa – repórter da Agência Brasil Ações ocorridas neste mês de março de 2026 podem ter contribuído para mudar a história da Internet e, sem ferir a proclamada “liberdade de expressão”, torná-la um ambiente mais apropriado e seguro, especialmente para menores de idade. No último dia 24, um júri em Santa Fe, capital do Novo México, no sudeste dos Estados Unidos, entendeu que a Meta, dona do Facebook, Instagram e WhatsApp, deve ser responsabilizada por não adotar medidas para que crianças e adolescentes não sejam expostos a conteúdos inapropriados em suas redes sociais, inclusive de abuso sexual por adultos. A condenação obrigará a Meta a pagar aproximadamente US$ 375 milhões como pena à coletividade. Um dia depois, a cerca de 1,3 mil quilômetros de Santa Fe, um outro júri em Los Angeles, na Califórnia, decidiu que plataformas da Meta e do Google (YouTube) foram projetadas para viciar seus usuários e causar malefícios. Para o júri, mecanismos que disparam “gatilhos emocionais” – como a rolagem infinita, notificações constantes, reprodução instantânea de vídeos, recompensas intermitentes como as “curtidas” – tiveram o condão de fazer com que uma jovem de cerca de 20 anos, identificada apenas como Kaley, sofresse de depressão na adolescência, com pensamentos suicidas, e desenvolvesse uma preocupação obsessiva com sua aparência física. Esse comportamento é chamado de Transtorno Dismórfico Corporal (TDC). Condenadas, as duas big techs do Vale do Silício, também na Califórnia, terão de pagar um total de US$ 6 milhões em indenização à Kaley. Repercussão Para especialistas brasileiros ouvidos pela Agência Brasil, as decisões na justiça estadunidense podem ter repercussão global e vêm ao encontro do lançamento do ECA Digital (Lei 15.211/2025), que entrou em vigor no último dia 17 e foi regulamentado no dia seguinte pelo Decreto 12.880, assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Os casos nos Estados Unidos e o ECA Digital têm uma convergência muito grande em relação a esse olhar sobre a saúde dos usuários [da internet] crianças e adolescentes”, reconhece Maria Góes de Mello, coordenadora do programa Criança e Consumo, do Instituto Alana, que enxerga na lei brasileira e nas recentes decisões dos EUA “ferramentas poderosas” para evitar e combater vícios nas redes sociais. Padrões obscuros e design manipulativo O diretor de segurança e prevenção de riscos no ambiente digital do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), Ricardo Horta, aponta que há mecanismos nas redes sociais, jogos eletrônicos e plataformas de apostas desenhados para manter o usuário o maior tempo possível nos aplicativos. “É como se colocasse um produto no mercado que em vez de ter em vista a segurança e bem-estar do usuário, tem como objetivo primordial maximizar o tempo de uso, para mantê-los mais tempo na tela. Algo análogo a outros produtos que causam dependência e que estão no mercado”, compara. A literatura especializada descreve que esses mecanismos foram criados de propósito, pois têm design “manipulativo”, e os algoritmos que aprendem interesses, gostos e o comportamento dos usuários seguem padrões “obscuros” – alheios a quem está mexendo na tela do celular ou do computador, e desconhecidos pelas instituições de proteção a crianças, adolescentes e consumidores em geral. O dano às pessoas diante das telas representa lucro das plataformas na “economia da atenção”, como lembra Georgia Cruz, professora de Sistemas e Mídias Digitais da Universidade Federal do Ceará e atuante no Laboratório de Pesquisa da Relação Infância, Juventude e Mídia (LabGrim – UFC). “As empresas têm lucrado cada vez mais com essas atividades econômicas em detrimento da qualidade de vida dos usuários, que acabam tendo que lidar com todos os impactos emocionais, sociais, de comportamento, e também de comunicação”, aponta a especialista. Sem imunidade Para Ricardo Horta, os dois julgamentos nos EUA quebram paradigmas: “Pela primeira vez, fica evidenciado que esses mecanismos existem e que eles têm impacto na saúde e no bem-estar do consumidor.” Essa compreensão quebra a imunidade alegada pelas empresas de tecnologia em processos judiciais sobre conteúdos inapropriados veiculados nas redes sociais. Na justiça norte-americana, as big techs costumam citar a Seção nº 230 da lei The Communications Decency Act (CDA), de 1996, cláusula que impede a condenação em processos civis contra material postado por terceiros. As duas recentes decisões fogem do âmbito da Seção nº 230. Na avaliação de Paulo Rená da Silva Santarém, pesquisador do Instituto de Referência em Internet e Sociedade (Iris), “a grande mudança que fica marcada é o direcionamento. A alteração de perspectiva: do conteúdo [postado] para como as redes sociais funcionam.” Para ele, os julgamentos nos Estados Unidos terão efeitos em outros países. “Com certeza a gente tem um potencial aí de repercussão dessas decisões em outras jurisdições.” O advogado Marcos Bruno, sócio de um escritório especializado em direito digital (Opice Blum Advogados), concorda com os dois especialistas. As decisões nos EUA, avalia, reforçam o debate global sobre até que ponto o desenho dessas plataformas pode contribuir para padrões de uso excessivo entre jovens. “É um debate não sobre a tecnologia, mas como ela é concebida para manter a atenção, especialmente no caso de crianças.” Plataformas proativas No Brasil, o Artigo nº 19 do Marco Civil da Internet, de 2014, tinha efeito semelhante à Seção 230 da lei norte-americana até o Supremo Tribunal Federal decidir no ano passado que as plataformas que operam redes sociais devem ser responsabilizadas diretamente pelas postagens ilegais feitas por seus usuários. A determinação do STF e o ECA Digital estabelecem obrigações para que as redes sociais ajam antecipadamente, façam mediações e evitem a circulação de conteúdos inadequados. No caso do ECA Digital, a professora Mylena Devezas Souza, do departamento da Administração da Universidade Federal Fluminense (UFF), de Macaé (RJ), acredita que a lei “impõe às plataformas o dever de prevenir e mitigar riscos relacionados ao acesso de crianças [e adolescentes] a conteúdos inadequados, e determina que os serviços digitais sejam estruturados de modo a oferecer experiências adequadas à idade do usuário.” “As plataformas devem disponibilizar configurações e ferramentas acessíveis que viabilizem e apoiem a supervisão parental, permitindo aos responsáveis
A técnica de Feynman, o método de estudo criado por Nobel para aprender qualquer coisa

Fonte: G1 | Seção: Notícias | Imagem: Reprodução Internet/ G1 Data: 07/12/2024 O físico americano era conhecido por conseguir explicar assuntos muito complexos em termos bastante simples. Se a ideia de fazer um exame o deixa estressado — seja na escola, na universidade ou para conseguir uma promoção no trabalho — você não está sozinho. Reter informações, principalmente quando se trata de temas complexos, é uma tarefa difícil, mesmo para quem tem grande inteligência e memória. No entanto, o cientista americano e ganhador do Prêmio Nobel de física Richard Feynman (1918 –1988) criou um método simples que pode ser uma ferramenta útil para estudar quase qualquer assunto. O físico – reconhecido por suas importantes contribuições ao campo da mecânica quântica e da física de partículas – criou a técnica de estudo para aprimorar seu próprio entendimento e depois transmitir seu conhecimento aos seus alunos. A chave do método – que ele desenvolveu informalmente quando ainda era estudante – é trazer ideias complexas para um nível mais básico e tentar explicá-las de uma forma simples. Em vez de memorizar conceitos, este método ajuda você a se envolver ativamente com o material de estudo, compreender totalmente as ideias e aplicá-las de forma eficaz. Confira passo a passo como funciona o método, e veja se você consegue aplicar esta técnica nos assuntos que você tem interesse em estudar. 1. Escolha um conceito Pode ser qualquer um. Macroeconomia ou economia doméstica, ou o que você quiser aprender. Química ou medicina veterinária, ou primeiro um conceito e depois outro. Anote o tópico escolhido. 2. Ensine Escreva tudo o que você sabe sobre o assunto como se o estivesse ensinando a uma criança. Embora pareça absurdo, esse é um passo muito importante. Certifique-se de usar a linguagem mais simples possível do início ao fim. Ao usar apenas as palavras mais comuns, você evita se enganar pensando que — por conhecer o jargão do tópico — você entende do que está falando. 3. Volte No passo 2, você provavelmente identificou lacunas no seu conhecimento: coisas que você esqueceu ou não conseguiu explicar. É neste momento que você realmente começa a aprender. Volte à fonte (podem ser seus livros, notas, um podcast) e explore o que você ainda precisa entender. E, com cada subtópico, quando você achar que está claro, tente colocá-lo no papel em termos que uma criança possa entender. Quando você se sentir confortável com tudo que era confuso, volte à redação original e siga em frente. 4. Revise e simplifique Leia o que você escreveu. Certifique-se mais uma vez de que não está usando jargões. Leia em voz alta. Se a explicação não for simples ou parecer confusa, tome-a como uma indicação de que você não está entendendo alguma coisa. Procure criar analogias, pois elas não apenas esclarecem, mas mostram que você já domina o assunto. O exemplo dos elásticos Além de seu trabalho em física, Feynman é lembrado por seu entusiasmo e dom para popularizar a ciência — apesar de seu trabalho ser altamente especializado. Ele tinha um talento natural para explicar tópicos complexos para que fossem compreensíveis para um público mais amplo. Foi assim que ele explicou, por exemplo, as propriedades dos elásticos. “Os elásticos ou borrachas têm algumas moléculas longas, em forma de cadeia e retorcidas, e outras pequenas.” “Quando você estica o elástico, as cadeias se endireitam, mas os pequenos átomos as bombardeiam constantemente, tentando fazê-las encolher novamente. Essa é a razão da resistência em permanecerem esticadas. E esse bombardeio produz calor.” “Para testar isso, puxe um dos elásticos mais grossos entre os lábios e você sentirá a temperatura aumentar. Deixe-o voltar ao tamanho inicial e você sentirá ele esfriar.” “Sempre achei os elásticos fascinantes: pense que enquanto eles mantêm um monte de papéis juntos, esses pequenos átomos estão bombardeando perpetuamente as grandes moléculas, ano após ano.” Desvantagens Existe alguma situação em que esse método não funciona? Ele possui alguma desvantagem em comparação com outras formas de aprendizagem? Segundo um guia de estudos da Universidade de York, no Reino Unido, o método não é adequado para conceitos simples ou tópicos fortemente baseados na memorização. O método também requer muito tempo e esforço considerável para aprender, compreender em profundidade e explicar com suas próprias palavras. Mas suas vantagens são que ele aprofunda sua compreensão do tópico, ajuda a conectar ideias com experiências pessoais e ajuda a desenvolver sua capacidade de explicar ideias.

